Nas Filipinas, só se tiveres menos de 1,95m….

Setembro 28, 2007

 

Há coisas verdadeiramente inacreditáveis. Na primeira edição (nº123) de Agosto da Courier Internacional surge um artigo sobre o Basquetebol Filipino. Até aqui tudo bem, pese embora o inesperado tema da reportagem jornalistica. Mas o que tem de tão interessante o Basquetebol Filipino? O artigo foi originalmente publicado no Slate, um jornal nova-iorquino, e centra-se na proibição imposta pela Associação Filipina de Basquetebol (AFB) às equipas da Liga Filipina – não podem contratar jogadores estrangeiros com altura superior a 1,95m…Esta regra existe há muitos anos nas Filipinas e, segundo o artigo, surgiu de forma a impedir que existam grandes diferenças entre os atletas estrangeiros contratados e os nativos filipinos (um filipino alto têm 1,88m de altura…). Os dirigentes da Liga Filipina, que já ponderaram que o afundanço naquele país valha 3 pontos (palavra de honra que não estou a inventar), só nos últimos tempos conseguiram arranjar uma forma de medir a altura dos jogadores evitando as naturais tentativas de batota: os jogadores são deitados no chão com um dirigente em cima dos joelhos e outro a prender-lhe os ombros…..(a foto à vossa esquerda é antiga, e há relatos de jogadores que com este método se faziam de marrecos para poderem conseguir um lugar na Liga e de outros que consultavam pseudo-especialistas para poderem encolher durante a altura das medições!!!!)

Vejam o artigo total, em inglês, aqui

 


Wilt Chamberlain – O senhor 100

Setembro 27, 2007

Wilt Chamberlain é considerado por muitos como o melhor poste de sempre da NBA. Outros consideram-no o melhor jogador de sempre. Como é difícil e injusto comparar jogadores de diferentes eras, ficamo-nos por considerar Chamberlain como um dos melhores jogadores de sempre, e um dos mais incríveis dominadores deste jogo.

A sua façanha mais conhecida é a de ter marcado 100 pontos num único jogo. Aconteceu no dia 2 de Março de 1962 quando a sua equipa dos Philadelphia Warriors derrotou os New York Knicks. No entanto, Wilt estabeleceu inúmeros recordes, e marcas que parecem inultrapassáveis por qualquer jogador. Assim, na época de 1961-62 (a tal do jogo dos 100 pontos) obteve as médias de 50.4 pontos e 25.7 ressaltos por jogo. No entanto não se ficou por aqui, e na época seguinte alcançou as médias de 44.8 pontos e 24.3 ressaltos por jogo. No entanto, fica o registo de que foi na época de 1960-61 que obteve a melhor média de ressaltos de sempre: 27.2 por jogo.

Wilt sagrou-se duas vezes campeão da NBA, e as disputas com Bill Russel eram um dos grandes atractivos do basket de então. Veio a falecer no dia 12 de Outubro de 1999 devido a problemas cardíacos. O seu legado continua bem vivo e Wilt Chamberlain será etenamente recordado como um dos melhores jogadores de sempre!


Mãe-Europa ou a segunda casa para se ser feliz?

Setembro 25, 2007

Por que razão quererão alguns jogadores da NBA vir jogar para a Europa? Deixando de lado a tão falada vertente financeira alguns jogadores de qualidade elevada têm mercado e preferência na Europa do Basquetebol. O que os levará a pensar que aqui podem ser felizes e crescerem como jogadores? Qual a vossa opinião?

  • Kirilenko revelou que abrir mão de cerca de 63 milhões de dólares para deixar de jogar em Utah não lhe custará muito: “Quero fazer o que gosto, e acho que as emoções que tive com a seleção me deixam com a impressão de que vale a pena voltar para a Rússia e jogar para os torcedores de lá.Quero ir para algum lugar que precise de mim, e acho que é assim no meu país. Mas não posso excluir alguns clubes europeus.”..Podem igualmente dar uma olhadela à peça do ressalto
  • Anderson Varejão , jogador brasileiro que como sabem actuou em Cleveland na época transacta está disposto a trocar a NBA por Espanha segundo AMARCA, podem ver aqui
  • Jasikevicius tem Barcelona , Panathinaikos e Olympiacos na sua corrida depois de ter rescindido por mútuo acordo com os Golden State…ver aqui

As escolhas do Treinador

Setembro 23, 2007

CoachÉ certo e sabido que um Treinador se debate com um sem número de escolhas ao longo da sua carreira. Muitas vezes, o tiro sai ao lado do alvo, e as críticas costumam acompanhar sempre o seu trabalho. Normalmente, o seu trabalho só é noticiado quando os resultados não são positivos, já que quando as vitórias aparecem, o mérito costuma recair, quase invariavelmente, nos jogadores. Assim, as suas escolhas e decisões têm de ser bem ponderadas por forma a tentar alcançar o melhor dos seus atletas. Uma das primeiras escolhas que um Treinador tem de fazer, surge ainda antes da época começar. E, uma vez que as competições ainda não se principiaram, parece-nos oportuno lançar esta questão:

  • O que escolher: um modelo de jogo para um plantel, ou um plantel para um modelo de jogo?

Gostávamos de saber as vossas opiniões, por isso, deixem ficar o vosso comentário!


Cátia Lírio – A entrevista

Setembro 21, 2007

Começa hoje uma nova ‘rubrica’ no Seis25. É um espaço destinado a dar a palavra às jovens promessas do nosso basket: jogadores e treinadores. No entanto, também tentaremos dar a visão de outros intervenientes, como são os árbitros, dirigentes, jornalistas, etc.

A primeira entrevista foi feita a uma das maiores promessas do basquetebol feminino português, Cátia Lírio. Nesta série de perguntas e respostas mostrou uma maturidade acima da média, demonstrando que tem os pés bem assentes no chão e que está consciente das dificuldades que terá de ultrapassar para atingir os seus objectivos, tanto no basket como na sua vida em geral.

Cátia, actualmente és uma das principais figuras do basquetebol feminino em Portugal. No entanto, tiveste de trabalhar muito até chegares onde estás. O que queremos saber foi como tudo começou: como chegaste ao basket, e quem te levou a experimentar esta modalidade?

Quando era mais nova e andava no infantário o meu passatempo preferido era jogar futebol com os rapazes. Tinha um gosto especial por esta modalidade, pelo que pedi aos meus Pais para me porem a treinar num clube. Escusado será dizer que não fui muito bem sucedida na satisfação deste meu desejo, pois os meus Pais entendiam que o futebol não era propriamente o desporto mais adequado para meninas. Bem, mas o ‘bichinho’ do desporto mantinha-se e então tentei novamente a minha sorte e pedi-lhes que em alternativa me pusessem no basket. Não sei muito bem como surgiu a ideia de jogar basket, mas o que é certo é que comecei a jogar no FC Gaia aos 9 anos. Estive lá uma época, entretanto parei e, mais tarde, fui convidada para ir para o Coimbrões onde estou há já 5 épocas e pouco.

Cátia_L�rio.02Desde então tem sido sempre a subir e este ano quase nem tiveste férias. Primeiro foi o Europeu de Sub18, depois o de Sub20 e mais recentemente a Fase de Apuramento já com a Selecção Sénior. Como encaras tudo isto e quais as principais diferenças e dificuldades que encontras de escalão para escalão?

Para mim as chamadas às Selecções funcionam como um ‘complemento vitamínico’ – não só aumentam o meu índice de confiança como reforçam a minha vontade de fazer sempre mais e melhor. No fundo, considero-as como um prémio resultante do trabalho que vou desenvolvendo ao longo do ano.

As principais diferenças que encontrei de escalão para escalão foram precisamente no grau de dificuldade que o próprio escalão apresenta em termos de competição/adversários. No fundo não encarei esse facto como uma dificuldade, mas apenas como mais um obstáculo a ser ultrapassado.

Esta não foi a primeira vez que foste convocada para a Selecção Sénior. Como reagiste quando foste convocada para participar nos Jogos da Lusofonia 2006 em Macau? Eras júnior de primeiro ano, a tua equipa sénior nem competia na Liga Feminina e és chamada para integrar um grupo em que estavam algumas das melhores jogadoras portuguesas…

A ambição de qualquer atleta é ser chamada à Selecção Nacional e, claro, eu não sou excepção. A Selecção Sénior é o topo quase inatingível e a minha chamada foi uma surpresa total. Não me é possível descrever o que senti. Para além da responsabilidade que recaía sobre mim, pois se tenho vindo a trabalhar para ir conquistando um lugar nas doze melhores atletas do meu escalão, eu teria que ser muito mais exigente comigo para merecer a confiança que depositaram em mim em representar a Selecção A.

Estiveste integrada nos trabalhos do Centro de Alto Rendimento. Sentes que essa experiência fez-te crescer mais como jogadora ou como pessoa?

O período que estive no CAR (3 anos) foi sem dúvida algo muito enriquecedor a todos os níveis. Se por um lado não é fácil aos 15 anos afastar-nos, ainda que só 5 dias por semana, da nossa família, da nossa casa e dos nossos amigos, a distância que nos separa de tudo isto ajuda-nos a sedimentar a formação que vamos recebendo ao longo da nossa vida. Em termos emocionais fui sabendo controlar esta situação, pois para além de ter sempre o apoio dos meus Pais encarei este facto como uma oportunidade de evoluir e as oportunidades não se devem desperdiçar.

Como jogadora? Tenho a certeza que a minha evolução estaria muito aquém se eu não tivesse ido para o CAR. O grau de exigência é muito grande, a forma como nos trabalham não tem comparação possível com o tipo de treinos que temos nos clubes. Emocional e fisicamente temos que estar preparados para treinos diários e, por vezes, bi-diários, temos que saber conciliar os treinos/jogos com a nossa vida escolar e os momentos de lazer que também nos são proporcionados.

Em suma, foi uma experiência muito, muito positiva em todos os aspectos; em momento algum me arrependi de ter aceite o convite para integrar o CAR Jamor.

Falemos agora um pouco sobre o teu futuro: na próxima época vais continuar a representar o Coimbrões, ou pensas mudar-te para um clube que participe na Liga Feminina?

Atendendo que cada dia que passa tenho de fazer sempre melhor, o meu objectivo é representar um clube que participe na Liga Feminina uma vez que apresenta um campeonato mais competitivo e que me vai obrigar a trabalhar muito mais para poder ultrapassar as dificuldades evidentes desse mesmo campeonato. Mas como todas as coisas boas da vida são aquelas que se conseguem quando se ‘molha’ a camisola, creio que é a opção certa.

Falou-se que era uma forte possibilidade a tua mudança para os Estados Unidos para estudares e jogares numa Universidade de lá. A mudanç foi cancelada ou simplesmente adiada? É um objectivo teu estudar e competir nos EUA?

Efectivamente no decorrer deste ano abordaram-me com a possibilidade de ir estudar e jogar para os EUA. Devo confessar que inicialmente fiquei um pouco assustada com a ideia. No entanto, depois de reflectir e falar com algumas pessas que já viveram essa experiência, posso dizer que há a possibilidade de vir a aceitar o convite, pois considero-o enriquecedor a todos os níveis e poderá ser uma boa oportunidade para me ajudar a crescer, não só como atleta, mas também como pessoa. Será mais um medir de forças e um teste à minha capacidade de adaptação e evolução, mas o estar longe da família e dos amigos é um pouco doloroso.

Em suma, não posso dizer que a mudança para os EUA foi cancelada ou simplesmente adiada, posso dizer apenas que quero viver um dia de cada vez e que as oportunidades vão surgindo naturalmente. Se para o ano ou daqui a dois anos, não sei, as coisas se proporcionarem talvez quem sabe, vá até ao outro lado do Atlântico. Neste momento essa possibilidade está em aberto.

Que lugar tem o basket no teu futuro? Estás apostada em seguir uma carreira profissional nesta modalidade, possivelmente no estrangeiro, ou a tua formação académica é mais importante?

As coisas vão surgindo naturalmente e as oportunidades vão-se agarrando conforme as nossas possibilidade e disponibilidades. As minhas opções em relação ao basquetebol vão ter sempre em conta a minha vida académica pois, hoje em dia, nada se consegue na vida sem um curso superior, mas é claro que ambiciono chegar o mais longe possível desde que consiga concilar os estudos com a prática desportiva.

Cátia_L�rio.01Como vês o basquetebol feminino em Portugal? Qual a tua opinião sobre o seu potencial de crescimento no nosso país?

Relativamente ao basquetebol feminino no nosso país penso que está cada vez mais ‘pobre’. Na minha opinião estamos a perder qualidade de ano para ano, as jogadoras que mais alegria e espectáculo davam nos nossos pavilhões estão cada vez mais a ir para fora, principalmente para Espanha onde encontram uma maior competitividade e melhores condições de trabalho.

Acerca do crescimento, penso que se continuarmos a ver as nossas melhores jogadoras partirem, daqui a alguns anos os amantes do basquetebol feminino desinteressar-se-ão totalmente da modalidade tal é a ‘pobreza’ do mesmo. Para contrariar o que está a acontecer de ano para ano os clubes deveriam apostar cada vez mais numa boa formação e começar a pensar em melhorar as condições de trabalho para assim conseguir manter as suas jogadoras.

Com tanto tempo dedicado ao basket (treinos, jogos, estágios, viagens, torneios) como aproveitas o pouco tempo livre que tens?

As poucas férias que tenho são aproveitadas para descansar e estar com os amigos. Confesso que os dois primeiros dias são sempre passados em casa a descansar e a relaxar, e os restantes dias aproveito para me encontrar com os meus amigos, ir ao cinema, etc.

Tens algum ídolo ou referência no basquetebol?

Tenho alguns jogadores de quem gosto mais sinceramente não tenho um ídolo. Como referência tenho todos os atletas que praticam basquetebol com qualidade e que me servem como exemplo a seguir.

Sentes que começas a ser uma referência para as jovens que jogam basket no Coimbrões? Queres deixar alguma mensagem para elas e para todas as que se estão a iniciar nesta modalidade?

Acho que ainda não posso ser considerada uma referência. Para já ainda é cedo para ser reconhecida pelos mais novos….ainda tenho muito que aprender mas, quem sabe um dia não venha a ser um exemplo de atleta que os mais novos queiram seguir! Mas para isso é necessário continuar a trabalhar.

A mensagem que gostaria de passar a todas as atletas que ambicionam ir a uma selecção, seja ditsrital ou nacional, é de que nada se consegue sem dedicação e espírito de sacrifício. A ambição, a força, a humildade e a mentalidade de querer ser sempre melhor devem fazer parte da personalidade de qualquer atleta, quer seja atleta de selecção ou de um mero clube. Todas estas pequenas mas grandes coisas colocar-nos-ão no caminho certo…é só esperar que tudo isto seja reconhecido. Nunca desistam dos vossos sonhos e objectivos e nunca se esqueçam que é mais fácil esperar do que desistir!!


Michael Jordan – ‘His Airness’

Setembro 20, 2007

Pouco se pode escrever sobre aquele que é por muitos considerado como o Melhor Jogador de sempre de basquetebol. Michael Jordan não é o jogador com mais títulos conquistados, não é o melhor marcador de sempre da NBA, não é o jogador com mais títulos defensivos, mas na hora de escolher o melhor de sempre, a resposta é quase imediata: Michael Jordan.

Muitas noites passadas em frente à televisão a ver jogar os Bulls de Chicago, só para aprender com o número 23. Vê-lo a fazer um ‘fade-away’ e tentar imitar no dia seguinte. Ver a forma como recuperava a bola, para no próximo treino tentar imitar a sua astúcia. Vê-lo a voar…e imaginar que um dia, conseguiria fazer metade daquilo. Ver a forma como assumia o jogo naturalmente, e levava a equipa às costas.

Este ano, estava num café na praia e ouvi umas pessoas que estavam na mesa ao lado a falar um pouco alto. Um deles devia morar em França, e estava a perguntar ao outro – que devia ter à volta dos 8 anos de idade – se conhecia o Tony Parker. O miúdo de 8 anos disse que não. Jogadores de basket, só conhecia o Jordan…De certeza que nunca o viu jogar, de certeza que nunca jogou basket, mas o único jogador de basket que conhece é o Michael Jordan…

Hoje em dia, Jordan é quase um mito para muitos jovens. Esta nova geração não teve a oportunidade de ver jogar o melhor de sempre. Mas para mim, continua a ser o Air Jordan, aquele que com mais de 40º de febre entra dentro de campo, e praticamente resolve o campeonato a favor dos Bulls! Na altura, o quinto da equipa que encantou durante os anos 90! Para mim, continua a ser o homem que no ano seguinte, ao ver o seu colega Scottie Pippen com espasmos nas costas durante o jogo 6 das Finais, levou praticamente sozinho a equipa de Chicago ao seu último título!

Em relação a Jordan, pouco há a dizer. As imagens falam por si! Para quem nunca o viu jogar, deixo um aviso sério: arranjem cassetes, dvds, o que quiserem, mas vejam His Airness jogar…Vale a pena o tempo investido!

Fica um vídeo, com a música que muitos associam a MJ.


Os anéis vão para Phoenix

Setembro 18, 2007

Phoenix MercuryPela primeira vez na história da WNBA, as Phoenix Mercury sagraram-se campeãs! Pela primeira vez na história da WNBA uma equipa sagrou-se campeã ‘fora de portas’.

O feito das Mercury merece ainda mais realce, se constatarmos que na última época nem aos Playoff foram. Aliás, desde 2000 que a equipa do Arizona não atingia a segunda fase da competição! No entanto, este ano tudo foi diferente: a equipa conseguiu fazer valer o seu tremendo potencial ofensivo – lideradas por Diana Taurasi, Penny Taylor e Cappie Pondexter – mostrando que afinal, o ataque também ganha campeonatos, e mostraram a sua superioridade durante a Fase Regular, e também durante os Playoff, onde na final derrotaram as campeãs em título, as Detroit Shock.

No último jogo, à imagem do que acontecera nos restantes jogos destas Finals, não foi Diana Taurasi a assumir o protagonismo. Ela que era vista como a imagem das Phoenix Mercury, e uma das principais referências do basquetebol norte-americano, viu a sua colega de equipa Cappie Pondexter a marcar ponto atrás de ponto, até conduzir as Mercury ao título. Pondexter foi assim eleita como a MVP das Finals, prémio mais do que merecido pelo seu desempenho nestes cinco jogos.

Para a história fica o primeiro título da equipa de Phoenix, e quem sabe, a primeira grande aparição de um trio de jogadoras que pode marcar o futuro próximo da WNBA: Taurasi, Taylor e Pondexter.


Espanha-Rússia

Setembro 17, 2007

Num jogo marcado pela tendenciosa arbitragem, pelas tripladas do Calderón e pelo jogo abnegado de Kirilenko, a boa defesa dos russos resolveu a partida. Torcemos por eles. Somos da opinião que não faz sentido falar em justiça ou injustiça, pelo que a Rússia é campeã da Europa e ponto final. Alguém se lembra da forma como a Argentina foi batida nas meias finais do Mundial?(A Espanha é campeã Mundial e ponto final) Alguém se lembra da forma inacreditável como os EUA perderam com a União Soviética a final dos Jogos Olimpicos de 1972 de Munique ?(um passe de garrafão a garrafão deu o 51-50 final quando havia apenas 3 segundos para jogar…)Justiça? Qual justiça…Basquetebol.

Minuto final do Espanha-Rússia:

União Soviética -EUA, Jogos Olimpicos 1972 (se puderem nao saltem até ao final para ver o último lance do jogo e deliciem-se com as formas antiquadas de jogar 5×5 a meio campo…):

ps – Há quem diga que Pau Gasol continua no pavilhão a lançar lances livres e a tentar fazer melhor que 50%. O Seis25 telefonou para o Palácio dos Desportos de Madrid e ainda não conseguiu confirmar a tese.


Detroit Shock-Phoenix Mercury, jogo 5

Setembro 15, 2007

No Domingo, quando quase todo o mundo do basquetebol andar de olhos postos na final do Eurobasket (que principia às 20h30), disputar-se-á o jogo 5 das finais da WNBA. O jogo, refira-se, não terá direito a transmissão em directo (começa às 21h30, hora portuguesa) mas poderá ser acompanhado na SportTv2, em diferido, a partir das 23h50.

Muitos apontam a liga americana como a melhor do mundo ainda que as ligas russa e australiana possam bater-se igualmente por essa distinção. A WNBA, com todo o seu mediatismo, tem conquistado um espaço importante. No Domingo, enfrentar-se-ão as Detroit Shock e as Phoenix Mercury no jogo 5 das finais da competição. Até agora, os resultados foram estes:

Detroit 108 , Phoenix 100 Box Score Vídeo do Jogo(carregar no play)

Detroit 70, Phoenix 98 Box Score Vídeo do Jogo(carregar no play)

Phoenix 83, Detroit 88 Box Score Vídeo do Jogo(carregar no play)

Phoenix 77,Detroit 76 Box Score Vídeo do Jogo(carregar no play)

Deanna Nolan, a MVP de 2006, é a voz de comando das Shock, acompanhada por Katie Smith (na imagem) e Plenette Pierson. Do outro lado estará a empolgante Diana Taurasi com Penny Taylor, Cappie Pondexter(na imagem de cima) e ainda Tangela Smith. Quem ficará com o ceptro?

ps -Como sabem, a WNBA é uma competição bastante jovem. Existe há dez anos apenas. As Detroit ganharam dois campeonatos, em 2003 e 2006, as Phoenix apenas por uma vez chegaram às finais, em 1998.


Basquetebol: um produto apetecido

Setembro 13, 2007

Numa altura em que tanto se fala da promoção do basquetebol em Portugal, e de novas formas de divulgar este desporto e fazê-lo chegar a um maior número de pessoas, aqui fica um bom exemplo de como o basquetebol pode ser encarado pelas mais diversas marcas, no sentido de se promoverem a si próprias. Consequentemente, ajudam à promoção deste desporto que tanto gostamos.


Euro2007 – Portugal dos pequeninos saiu de cabeça erguida

Setembro 12, 2007

 
Hoje passando o olho por ABOLA dei de caras com uma referência feliz (ainda que minúscula) ao último jogo da Selecção Nacional de Basquetebol – Adeus e obrigado, lia-se na primeira capa. De facto temos todos que agradecer à Selecção. A sua prestação no Eurobasket (diria mesmo, a sua qualificação para o Eurobasket) foi notável. Derrotas naturais com Grécia ,Rússia, Espanha e Croácia (ainda que com os croatas fique a sensação que podiamos ter entrado melhor na segunda parte) e vitórias empolgantes contra Israel e Letónia, equipas que sendo do «nosso campeonato», não podem ser qualificadas de inferiores a Portugal. João Santos esteve muito bem com concentração e liderança, as garras de Coelho e de Paulo Cunha serviram tanto a defender como a atacar, os irregulares lampejos de Betinho sacudiram a equipa (nomeadamente com Israel), a altura e o trabalho de Elvis voltaram a fazer a diferença nos ressaltos pese embora a sua falta de capacidade para fazer pontos debaixo do cesto (é irritante para o comum adepto cardiaco que vê o jogo pela TV), Jordão tardou a aparecer mas fê-lo com classe quando surgiu….Fizemos demasiados turnovers, perdemos bolas incriveis na saída de pressão, estivemos em grande nível da linha de lance livre e eficazes no tiro exterior. Faltou alternância no jogo de ataque português, que raramente fez contra-ataques ou pontos através do seu jogo interior

Algumas estatisticas:

  • Pontos por jogo 71,2 (10ºlugar)
  • Percentagem de lançamento 2pts 44,6 (13ºlugar)
  • Percentagem de lançamento 3pts 34,3 (6ºlugar)
  • Percentagem de Lance livre 79,8 (1ºLugar!!)
  • Número de Ressaltos por jogo 34,2 (8ºlugar)
  • Número de Turnovers por jogo 17,3 (1ºlugar)

O futuro da Selecção? Com a histórica prestação garantimos presença no EuroPolónia2009 . A possibilidade de discutirmos um lugar nos jogos Olimpicos de Pequim, indirectamente, está posta de parte. Da zona europeia qualificam-se directamente o campeão europeu e o vice-campeão europeu e ficam apurados para o Torneio de Apuramento (que apurará mais tres equipas e se disputará de 3 a 17 Julho de 2008) o 3º, 4º, 5º e 6º classificados do Eurobasket. Quanto ao próximo Mundial, ele ocorrerá em 2010, na Turquia, com 24 equipas (antes eram 16), e Portugal terá as suas hipóteses de qualificação.

Espera-se que a prestação deste grupo de jogadores e o mediatismo do Eurobasket possam ajudar o Basquetebol Português a crescer como modalidade. É preciso mais gente a competir, faz falta uma competição alargada na divisão principal e minutos nas pernas dos jogadores portugueses. E espera-se igualmente que este pais monocolor, no que ao Desporto diz respeito, possa arrepiar caminho

Obrigado Selecção.


Uma questão de mentalidade

Setembro 11, 2007

Leio na edição de hoje do jornal OJOGO algo que já me chamara a atenção:  “Causou alguma estranheza o facto do site da Liga Portuguesa de Basquetebol não ter dedicado uma única notícia à presença portuguesa no Europeu de basquetebol, tanto mais que o desempenho da equipa nacional tem sido histórica.”. Sim! Causa muita estranheza, e é um pouco triste que assim seja.Mas, quando pensávamos que seria por o site da LCB estar “de férias”, eis que Paulo Mamede se chega à frente com uma justificação perfeitamente aceitável, “o site serve, principalmente, para fazer andar notícias da Liga e da Federação quando elas não existem”. “Neste momento, os jornais têm duas a três páginas diárias e a RTP tem feito a cobertura dos jogos. Não vejo que isso seja um problema. A Liga já por mais de uma vez comunicou para a Federação a dar os parabéns. Se todos os dias houvesse esta cobertura, se calhar já não era necessário haver site da Liga”.Agora sim faz todo o sentido!!! Não percebo porque razão existe o site da ACB, se há tantos diários desportivos espanhóis que fazem uma cobertura adequada desta modalidade…Aliás, nem sequer percebo para que fizeram eles uma secção no seu próprio site só para falar do Eurobasket 2007. Não é necessário uma vez que já há muita imprensa a fazer a cobertura adequada, certo Sr. Paulo Mamede? Como diria Obélix: “estes espanhóis são doidos”!!


Lituânia-Espanha

Setembro 10, 2007

Será esta a próxima final do campeontao europeu? As imagens que vos deixamos são dos 1/4 de final do Mundial, quando a Espanha na sua caminhada vitoriosa, bateu a Lituânia por 89-67. Rezam as crónicas que foi um autêntico massacre. Neste Eurobasket têm sido as Selecções mais consistentes (a Espanha apesar de ter perdido com a Croácia foi claramente melhor que as fortes Rússia e Grécia; a Lituânia regista como vitórias todos os jogos disputados). Qual a vossa opinião? Será que Sarunas vai mesmo carregar a Lituânia até à final? Será que alguém mais conseguirá parar a Espanha?


Euro 2007 – Controlo emocional precisa-se!!

Setembro 8, 2007

Darko Milicic – um dos maiores flops da história recente dos Drafts da NBA – descontrolou-se e no final do jogo Sérvia-Grécia, a contar para a Fase de Grupos do Euro 2007, insultou de forma contínua os árbitros que ajuízaram esse mesmo jogo. A Sérvia perdeu por 1 ponto de diferença e Milicic decidiu descarregar a sua raiva nos árbitros. Os jornalistas ainda o tentaram acalmar, mas Darko parecia decidido a ‘afundar-se’ cada vez mais… Será que o jovem sérvio começa a sair da casca em que tem estado fechado desde que chegou à NBA? Se foi esta a forma que escolheu para se mostrar ao mundo, parece que não terá sido a mais acertada: a FIBA castigou-o com uma multa de 10.000€ enquanto que os dirigentes dos Memphis Grizzlies estão seriamente preocupados com o descontrolo de Milicic.

Pelo menos no basquetebol, não é a nossa selecção que merece o destaque por comportamentos desta…’qualidade’. Fica o vídeo, legendado em inglês!


Euro2007 – Bola para dentro

Setembro 8, 2007

Biedrins, Andris – a esperança do Báltico

Letónia, 21 anos, 2.08m

Bom trabalho de pés, boa leitura de jogo, excelente capacidade de desarme e admirável velocidade de reacção na zona restritiva. Assim se poderia definir Andris Biedrins, o jovem poste de 21 anos, que veio para este Europeu como a principal referência da selecção.

Biedrins, que vai na sua terceira época na NBA, evoluiu bastante ao longo da última época provando que Don Nelson – o seu treinador nos Golden State Warriors – estava certo quando afirmou que Biedrins era um dos melhores que já alguma vez tinha treinado. O poste letão subiu as suas médias para 9.5 pontos e 9.3 ressaltos por jogo, registando ainda 1.7 desarmes de lançamento em média por jogo. Apesar de a média de pontos não ser nada de extraordinário, torna-se particularmente interessante quando se trata de um jovem de 21 anos, que vai, somente, na sua terceira época de NBA, e que tem ainda muito para evoluir.

Felizmente para nós, portugueses, já não podemos acompanhar a carreira de Biedrins no Europeu, pois a sua selecção foi eliminada, no entanto, o poste deixou a sua marca, sendo o elemento mais decisivo na selecção letã. Agora, resta acompanhar o seu trajecto na NBA, para comprovar se Biedrins confirma todo o talento que dizem ter, e se se torna num dos melhores postes de sempre do basquetebol europeu.

 

Gasol, Pau – o novo Rei de Memphis

Espanha, 27 anos, 2.15m

É a principal referência dos Memphis Grizzlies. É a ‘imagem da equipa’ e por isso mesmo, essencial para o projecto dos Memphis. E para que Pau Gasol não saísse da cidade do Rei do Rock n’ Roll, os dirigentes dos Grizzlies fizeram de tudo para garantir que Juan Carlos Navarro se juntaria ao seu amigo de sempre, reeditando assim a dupla que já vinha da ‘cantera’ do Barcelona, e que bons frutos deu ao clube ‘blaugrana’ e à selecção espanhola.

Os seus movimentos a poste costumam ser imbatíveis, uma vez que combina a sua força e envergadura a uma agilidade e velocidade de execução acima da média. Além disso usa muitas vezes a sua inteligência e leitura de jogo para ganhar vantagem sobre os postes contra quem joga, normalmente muito atléticos, mas com menos recursos técnicos. A sua inteligência estende-se até à defesa, onde se costuma destacar pelos inúmeros desarmes de lançamento e pelos ressaltos que conquista em todos os jogos.

A atitude agressiva e a determinação com que entra em cada jogo fazem dele um jogador super competitivo e é sem dúvida a principal figura da ‘Armada Espanhola’. Depois da ausência forçada – por lesão – na final do Mundial do Japão, certamente que Gasol não quererá perder a hipótese de disputar outra final de uma grande competição, e a sua presença interior será fundamental para conduzir a selecção espanhola até ao título.

 

Turiaf, Ronny – coração de alta intensidade

França, 24 anos, 2.06

Faz da intensidade a sua principal arma. É um lutador incansável tanto na defesa como no ataque, e procura sempre ajudar a equipa com aquilo que sabe fazer. Não sendo um portento técnico não inventa, conhecendo as suas limitações, e contribuindo com uma enorme disponibilidade física, que geralmente lhe dão a oportunidade de conseguir importantes pontos perto do cesto, e também vários desarmes de lançamento e muitos ressaltos defensivos e ofensivos. Apesar de no campeonato da NBA Turiaf ainda não ser uma força dominante, certamente que a sua presença se fará notar neste Europeu – quanto mais não seja, pelas suas longas rastas, e pelas danças constantes que levam ao delírio o público – e o seu poderio físico causará grandes problemas aos seus opositores. Turiaf difere dos restantes postes europeus, pois não possui a técnica e o bom trabalho de pés que caracteriza a grande maioria dos postes europeus, assemelhando-se mais ao estilo de jogadores interiores norte-americanos. Com certeza que o facto de ter feito parte da sua formação na Universidade de Gonzaga – formou dupla com Adam Morrison – ajudou a esse facto, dotando-o de uma maior disponibilidade física.

Contudo, a sua carreira e a sua vida estiveram em perigo, pois no ano em que foi escolhido pelos LA Lakers no Draft da NBA, foi-lhe diagnosticado um problema no coração que o obrigou a passar por uma operação, de forma a poder viver uma vida normal. Assim, muitos pensaram que Ronny dificilmente voltaria a jogar basquetebol. No entanto, Turiaf conseguiu fazer o que até então nenhum atleta de alto nível conseguira fazer: recuperar de uma cirurgia desta importância e conseguir competir ao mais alto nível.

Felipe Reyes e Lazaros Papadopoulos são os outros dois jogadores que certamente continuarão a dar cartas neste Europeu.  primeiro é espanhol e representa a famosa ‘Furia Espanhola’. É um dos capitães do Real Madrid, e foi um dos grandes responsáveis pelo regresso aos títulos do colosso espanhol. Papadopoulos é grego mas alinha no Dynamo de Moscovo, no forte campeonato russo. A evolução que se tem verificado neste forte jogador faz dele um dos melhores postes a actuar na Europa.