É certo e sabido que um Treinador se debate com um sem número de escolhas ao longo da sua carreira. Muitas vezes, o tiro sai ao lado do alvo, e as críticas costumam acompanhar sempre o seu trabalho. Normalmente, o seu trabalho só é noticiado quando os resultados não são positivos, já que quando as vitórias aparecem, o mérito costuma recair, quase invariavelmente, nos jogadores. Assim, as suas escolhas e decisões têm de ser bem ponderadas por forma a tentar alcançar o melhor dos seus atletas. Uma das primeiras escolhas que um Treinador tem de fazer, surge ainda antes da época começar. E, uma vez que as competições ainda não se principiaram, parece-nos oportuno lançar esta questão:
- O que escolher: um modelo de jogo para um plantel, ou um plantel para um modelo de jogo?
Gostávamos de saber as vossas opiniões, por isso, deixem ficar o vosso comentário!
Setembro 23, 2007 ás 23:51 |
A pergunta é pertinente e a resposta diplomática.
Ambas!Se há um grupo de jogadores que transitam de uma época para outra, e a possibilidade de fazer alguns acertos, o treinador deve optar pelas duas formas de encarar o problema.
Quando um treinador assume um projecto, e estou a falar de competição, não pensa somente, ou não o deve fazer, na época corrente. Todos os treinadores têm a sua forma de olhar o basquete e viver o basquete.
Passo nº1- o treinador, que tem o seu estilo de jogo pré-definido, avalia o seu grupo de trabalho.
Passo nº2- o treinador identifica aqueles atletas que maior dificuldade terão em seguir o seu modelo de jogo.
Passo nº3- o treinador escolherá então alguns atletas que vêm, substituir os tais elementos que não encaixam no modelo de jogo do treinador.
Nota: as transformações de grupos devem ser feitas de forma gradual e não de um dia para o outro.
Setembro 24, 2007 ás 0:01 |
Em relação a equipas de formação:
Sem duvida que o estilo de jogo deve ser vertical. Os jovens devem praticar o mesmo modelo durante bastante tempo. Os treinadores têm então uma missão diferente.
Com um grupo de trabalho que se identifica com um modelo pré-definido, ao treinador caberá “apenas” a componente relacionada com o posicionamento dos elementos dentro do grupo assim como as questões relacionadas com a motivação dos jogadores.
Este é um dos problemas da nossa formação, em Portugal. Nem todos os clubes têm, internamente, as mesmas ideias o que aumenta as áreas de intervenção do treinador e limita a profundidade das suas intervenções em áreas mais especificas do jogo.
Reparem que não falo de jogadas , mas sim de filosofias de jogo. Esta questão deve ser clubística, mais do que o flex , triplo-poste, ou a jogada xpto.
Setembro 24, 2007 ás 0:14 |
Modelos de jogo:
Temos as equipas que jogam num ritmo desenfreado, não jogando ataques de posição e arrastando a equipa contrária para o mesmo ritmo. Estas equipas correm muitos riscos defensivos.
Temos as equipas que preferem o ataque de posição e que têm uma forma mais passiva de atacar e defender, andando 24 sobre 24 segundos à procura do erro alheio.
Equipas que imprimem elevados ritmos defensivos através de alterações defensivas constantes. Estas equipas apostam muitas vezes em situações de ataque rápido e ataque de posição.
Estes são alguns modelos de jogo mais banais, mas neste “post” eu quero é alertar para as equipas que não têm definido, internamente, um modelo de jogo. Não chega o treinador ter em sua mente como quer jogar. É necessário explicar aos atletas como pretende que eles, como um todo, se comportem dentro de campo. É necessário que eles compreendam os fundamentos do modelo e que acreditem no mesmo.
Só assim se evitam alguma desavenças internas e se criam alguns mecanismos de auto-defesa do treinador. Os treinadores têm que começar a incluir os atletas nas escolhas dos modelos, não só na escolha do mesmo , mas também , no momento em que o mesmo é posto em prática. Quanto melhor souberem o que queremos deles, mais e melhor nos darão.
Setembro 24, 2007 ás 19:55 |
Para mim enquanto Treinador de Basquetebol sempre coloquei o colectivo a frente de tudo logo se eu próprio me acho abaixo do todo ( o colectivo) logo o modelo de jogo tem de ser pensado para servir o colectivo e não o contrario. Porque mesmo no Chelsee ( futebol é certo mas falamos de desportos colectivos )com todo aquele dinheiro fazer um modelo de jogo e depois comprar um plantel deu que estiveram 50 anos sem serem campeões. Para não ser pensado o modelo de jogo não seria necessário ter e ser Treinador bastava ser rico e mesmo assim o Real Madrid não se tem dado muito bem com essa ideia . Um abraço a todos os Treinadores de qualquer modalidade.
Novembro 12, 2007 ás 15:01 |
Concordo plenamente com o António. O modelo de jogo deve ser para um plantel e vou ainda mais longe, uma jogada para um jogador. Isto porquê perguntam voçes?!?!
Se uma jogada envolve todos os 5 jogadores, o treinador deverá ter em atenção qual dos jogadores está mais apto para converter a jogada numa jogada de sucesso, e aí é que reside a chave do sucesso. Imaginemos que fazemos uma jogada para acabar num lançamento de 3 pontos, é lógico que tenhamos que ter em atenção todos os movimentos da equipa para que o melhor lançador de 3 pontos esteja no sitio certo na hora certa (e de preferência sem marcação) para poder lançar mais eficazmente.
Logo em relação à pergunta colocada a minha resposta ser a de um modelo de jogo para um plantel…