O estado do basket nacional em muito se assemelha ao estado de Portugal. Entidades com a corda no pescoço, bolsos vazios, credibilidade a ir pelo cano abaixo, críticas a chover de todos os lados, aumento de notoriedade daqueles que se deveriam manter na penúmbra e a tal luz ao fundo do túnel cada vez mais distante.
Eu ainda sou do tempo em que os principais protagonistas, da modalidade que adoro, eram os jogadores. Eu ainda sou do tempo em que nos cafés se comentava ‘Uma das coisas boas do basket é que os adeptos nem sabem os nomes dos presidentes, ou directores. Sabem os nomes dos que proporcionam o espectáculo. Sabem o nome dos jogadores’.
Esse tempo, infelizmente, já lá vai, e os homens que deveriam manter-se nos bastidores surgem muitas vezes sob as luzes da ribalta. De entre esses inúmeros protagonistas, no último ano destacam-se claramente dois “grandes” intervenientes: Mário Saldanha e Paulo Mamede. Nada mais nada menos que os presidentes das duas principais instituições do basquetebol português. Aqueles que supostamente deveriam trabalhar para fazer evoluir o basket nacional são protagonistas pelas piores razões, apesar de nenhum dos dois parecer ter noção disso mesmo.
Já perdi a conta ao número de vezes que cada um surgiu em cena a vangloriar o seu trabalho, a criticar o outro, a defender a sua dama de uma forma que, apenas aos próprios, parece a melhor, a mais correcta. A juntar a estes dirigentes, surgem depois outros responsáveis de clubes a atiçar mais o fogo – nomeadamente os dirigentes do SLBenfica e do FCPorto, curiosamente os dois emblemas futeboleiros.
No entanto, quer Saldanha quer Mamede conseguiram ser consensuais no que toca a um aspecto muito particular: fechar os olhos às irregularidades de algumas equipas. Nomeadamente Queluz, Seixal e Lusitânia.
No caso do Lusitânia os responsáveis da Liga dizem que foi tudo regular e legal, e que a Liga UZO começou de uma forma legal. O que poderão questionar é a “legalidade moral”. Mas o que conta isso? O Lusitânia até pode dever dinheiro ao plantel inteiro, mas desde que consiga encontrar no Regulamento uma pequena lacuna que possa aproveitar em seu favor, então está tudo bem. Afinal de contas, estamos em Portugal e quem consegue contornar a Lei é que é Rei. E para Mamede é melhor atacar a FPB e criticar os aliciamentos a Benfica e Queluz do que resolver os seus próprios problemas.
Quanto ao caso do Queluz…bem, nem sei por onde começar, tamanha a confusão. Ora trocam de nome para poderem participar na Liga (e até aqui tudo bem, segundo Mamede), ora se mudam para a Proliga e voltam ao nome original sem que alguém os obrigue a pagar todas as dívidas acumuladas nos últimos anos (e aqui volta o ‘ai Jesus’ e nem sei como a FPB permite tal crime)! E pelos vistos, são mais do que muitas…
O Seixal há muito arredado das principais competições depois de ter, finalmente, concluído que não tinha condições para o profissionalismo, volta agora à Proliga. No entanto, enquanto viajava pelo maravilhoso mundo da web, descobri no blogue do Prof. que afinal o clube da região de Setúbal ainda lhe deve dinheiro, sendo que essa dívida é do conhecimento da FPB – assim, trata-se de mais uma inscrição “irregular”, mas Saldanha nem sequer fala disso. Prefere falar da Liga moribunda…
Mas calma, nem tudo é grave. Mamede continua a pensar que Portugal tem condições mais do que suficientes para uma Liga Profissional competitiva (pergunto, dos 8 clubes participantes, quantos são profissionais?!?), e não se cansa de referir o crescimento espectacular da Liga no último ano, o aumento de audiências, o número de pessoas nos pavilhões, o número de jogadores portugueses. Espectacular de facto! Mas está a falar de que pavilhões? O de Ovar, o de Matosinhos e o da Luz! Certo? Ou está a falar do da Figueira, sempre deserto, do da Madeira, quase sempre às moscas ou ainda do de Belém que infelizmente esvaziou nas últimas épocas? Entretanto, tem levado negas dos clubes da Proliga que conquistam o direito desportivo de subir à Liga UZO – como foram os casos do Sampaense, Vit. Guimarães e Esgueira nas duas últimas épocas. Lá devem ser clubes com dirigentes realistas e que preferem manter os clubes a funcionar do que levá-los à pseudo-ribalta para que passado dois anos tenham de fechar as portas.
Por outro lado, Saldanha refuta a ideia de que o crescimento do número de praticantes de basquetebol em Portugal seja cada vez menor. Defende que o Compal Air põe milhares de adolescentes a jogar basket. Pergunto, há algum registo que comprove quantos dos participantes no Compal Air não sejam atletas federados? E quantos passaram a ser federados depois de terem participado no Compal Air? É esta a grande campanha da Federação? Não consegue aprender nada com outras modalidades, nomeadamente com o rugby que tão bem aproveitou a participação histórica numa grande competição? Como potenciou a FPB a excelente participação da selecção no Euro2007? Não consegue seduzir os media a dar mais atenção à nossa modalidade? Não estranha as constantes queixas dos clubes da Proliga quando dizem que a FPB nada, ou quase nada faz para promover esta competição? Mas calma, que agora está cá o Benfica e o trabalho da FPB fica facilitado porque os jornais até começam a dar alguma atenção à Proliga. E claro que isto é mérito da FPB e não da ‘força’ que o Benfica tem…
Acho que é tempo de o protagonismo voltar aos jogadores. É tempo de os agentes dos bastidores se ficarem por aí, e devolverem ao público o espectáculo do basket. E para isso, é importante darem sinais de credibilidade, e é fundamental que em vez de estarem de costas voltas uns para os outros, sintam que somos poucos para ajudar e que se cada um puxa para o seu lado, o basket em Portugal nunca mais sai do estado de hibernação.
Publicado por seis25 
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No entanto, a festa e a euforia não aparecem só em Março e Abril. Começa logo no início da época. Só para terem uma pequena noção, na noite de apresentação da equipa de Kentucky – denominada Big Blue Madness – estavam no pavilhão 23.313 pessoas para acompanhar de perto os seus jogadores e o primeiro treino que iriam efectuar no Campus. A euforia vivida à volta da equipa de Kentucky e do seu novo treinador – Billy Gillispie – é tanta, que para o Big Blue Madness, os fãs acamparam durante vários dias no Campus Universitário para conseguirem comprar o ingresso.
Nos dois últimos anos a competição foi dominada pelos Gators da U.Florida, treinados por Billy Donovan. No entanto, a excelente equipa separou-se, com vários jogadores a ingressarem na NBA (Al Horford, Corey Brewer – MVP da Final Four, Joakim Noah, Taurean Green), e agora restam os jovens menos utilizados na última época e algumas promessas vindas do High School. O treinador Billy Donovan – que chegou a ser treinador dos Orlando Magic, durante menos de uma semana – tem agora o papel de tentar reconstruir uma grande equipa que volte a fazer dos Gators uma das melhores equipas da NCAA.
Não sei se alguma vez pensaram nisto, mas um bom defensor consegue transformar os princípios elementares do Jogo e do bom-senso, convertendo a «figura principal» - o jogador com bola – num elemento ameaçado, amedrontado, perdido num jogo psicológico invulgar. Joelhos flectidos, enquadramento com o cesto, olhos na bola e na cintura do jogador, mãos a perturbar e «deslizar sem levantar». Vontade. Gozo absoluto. 

Todo este sucesso e credibilidade, fazem com que as empresas queiram estar associadas ao Joventut, e assim surgem parcerias que permitem, por exemplo, que os veículos oficiais do clube sejam todos da Peugeot, e que os atletas da equipa sénior se façam deslocar em viaturas oferecidas por essa marca. Foi também criado o cartão ‘VISA Força Penya’ que dá aos adepos a possibilidade de terem descontos em entradas para os jogos, na compra de merchandising do clube, nas viagens que os adeptos façam para acompanhar o DKV Joventut, nomeadamente a nível de deslocações, alojamento e aluguer de viaturas. E os fanáticos adeptos da Penya (como carinhosamente apelidam o clube, em alusão ao nome inicial da colectividade) agradecem estas iniciativas, apoiando ainda mais o clube. Prova disso foi a forma que alguns adeptos encontraram de agradecer a Rudy Fernandez não se ter transferido para o rival Barcelona durante o último verão: ‘
Na passada semana o Pamesa Valencia viu-se sem Rubén Garcés e sem, o veteraníssimo, Zeljko Rebraca. De repente, os valencianos perdiam dois dos seus jogadores interiores para defrontar a equipa do Ricoh Manresa.
“I realized that New York is where I am supposed to be, and the Knick uniform is the one I want to wear [...] I hope to contribute in the weeks and months ahead [...] I don’t know anything, but I feel like I can help. I believe that professional athletes retire when there is no longer a desire to play, but that wasn’t the case for me. It was health, so now I feel that my health has been restored.”
Joan Plaza tem sido sinónimo de sucesso nos últimos tempos. Sob o seu comando, na época de 2006-07, o Real Madrid conquistou o 30º campeonato da sua história – frente ao Barcelona – e venceu a ULEB Cup. Só lhe faltou ganhar a Taça do Rei: perdeu na Final para o Barça.