A debandada, o presente e o futuro

Novembro 30, 2007

José Calderon. Jorge Garbajosa. Pau Gasol. Mickael Gelabale. Juan Carlos Navarro. Andres Nocioni. Fabricio Oberto. Sergio Rodriguez. Luis Scola. Anderson Varejão.

Navarro e GasolQue têm em comum estes 10 jogadores? Todos eles alinhavam na Liga ACB antes de se mudarem para a NBA. Todos eles eram figuras de destaque no melhor Campeonato Nacional da Europa e acrescentavam, sem qualquer margem para dúvida, muita qualidade a esse Campeonato. Se disso têm dúvidas, pensem connosco: imaginem que o TAU Vitoria ainda contava com Calderon, Nocioni e Scola no seu plantel. Ou que o Barcelona ainda tinha Gasol, Navarro e Varejão, que o Unicaja Malaga tinha Garbajosa, o Pamesa Valencia tinha Oberto, o MMT Estudiantes tinha o dinâmico base Rodriguez e que o francês Gelabale continuava a sua carreira no Real Madrid. Ainda restam dúvidas?

Com a sua saída, a Liga perdeu alguma qualidade em termos individuais e do outro lado da fronteira já começam a surgir algumas vozes de preocupação por causa da saída dos talentos da ACB para o Planeta NBA. É que se a saída destes jogadores permite o desenvolvimento dos que por cá vão ficando, proporcionando mais minutos de jogo e mais hipóteses de mostrarem as suas qualidades, também é uma verdade que a permanência desses jogadores teria aumentado e muito o nível de qualidade da ACB. Mas, os milhões da NBA e o sonho de jogar entre os melhores jogadores é, e continuará a ser nos próximos anos, uma realidade muito difícil de contrariar. E exemplo disso foram os jogadores que no período pós-Euro2007 manifestaram o desejo de voltar a casa, mas que permaneceram no Planeta NBA, onde os milhões falam mais alto.

Rudy e MarcPesem os casos de Bodiroga, Papaloukas, Diamantidis que optaram por não jogar na NBA, ou ainda os exemplos de jogadores que experimentam a NBA, e que depois voltam à Europa – como este ano aconteceu com Jasikevicius, Ilyasova e Spanoulis. A verdade é que a grande maioria ambiciona jogar no campeonato americano. E assim, jogadores como Rudy Fernandez (DKV Joventut) , Marc Gasol (Akasvayu Girona), Axel Hervelle (Real Madrid) e Tiago Splitter (TAU Vitoria) já foram escolhidos no Draft da NBA, estando para breve a integração nas equipas pelas quais foram escolhidos. Ou seja, mais quatro excelentes jogadores que a curto prazo irão abandonar a ACB para atravessarem o Atlântico e jogarem no campeonato norte-americano.

A questão que tem sido debatida em Espanha é se a próxima geração está preparada para substituir qualitativamente os jogadores que vão emigrando? Enquanto meio Mundo anda rendido às exibições do fenómeno Ricky Rubio – outro que daqui a pouco tempo estará na NBA – alguns dos responsáveis espanhóis estão mais preocupados com a afirmação de jogadores como Sergio Lull, Pablo Aguilar, Pau Ribas, Victor Claver, Pere Tomás, Juan Triguero, Fernando San Emeterio ou Rodrigo San Miguel.

Victor ClaverÉ destes jogadores que depende o futuro próximo do basquetebol espanhol bem como grande parte da qualidade do basquetebol praticado na ACB. É a estes jogadores que cabe colmatar as saídas dos grandes nomes do basquetebol espanhol de hoje em dia.

Assim, o basket do país vizinho entrou num ciclo vicioso: exportação de talentos -> necessidade de aparecimento de novos valores -> que mais tarde irão, também eles, abandonar Espanha para ourtas paragens mais…lucrativas. Estarão estes jovens jogadores prontos para passarem à próxima fase deste ciclo vicioso ou o recurso a jogadores argentinos, brasileiros, franceses e sérvios será uma realidade cada vez mais acentuada no país vizinho?


O efeito da Lima

Novembro 29, 2007

Adriana LimaMarko Jaric está novamente sob as luzes da ribalta. Ele que teve dois grandes momentos quando levou o murro de Kobe e também quando entrou em campo com a camisola vestida de trás-para-a-frente volta a estar em destaque no Planeta NBA.

O sérvio sempre teve prestações discretas pelas equipas em que jogou – LA Clippers e Minnesota Timberwolves – mas os últimos jogos têm-lhe corrido particularmente bem – médias de 18 pontos e 6 assistências por jogo. No entanto, parece que estas recentes exibições têm razão de ser: é que segundo consta Jaric e a super-modelo brasileira Adriana Lima têm saído juntos e a relação até já foi comentada por alguns colegas do base sérvio, como Antoine Walker e Mark Madsen que acham que a modelo que costuma marcar presença nos desfiles da Victoria Secrets tem inspirado o base da equipa de Minnesota.

Agora, Jaric é, muito provavelmente, um dos homens mais afortunados nas terras do Tio Sam e não será, certamente, pela falta de inspiração que Marko Jaric não continuará a jogar bem…


Scottie e a rapidinha

Novembro 28, 2007

Aos 42 anos, o homem a quem um dia Mr Jordan se referiu como o jogador mais inteligente com quem tinha privado, vai voltar a um pavilhão, na Suécia, nos Sundsvall Dragons, equipa que mantém contactos de trabalho com o seu antigo treinador-adjunto nos Bulls Mike Wilhelm. O regresso ao Jogo será curto, há acordo apenas para uma partida,contra os Akropol, que está marcado para 11 de Janeiro. Surreal não? Como os bilhetes irão certamente esgotar, contetemo-nos com «a sombra» nos seus tempos de Bull…


O trevo grego

Novembro 26, 2007

PAO

Os gregos do Panathinaikos estão a dominar a Euroliga!

Eles que são os campeões em título permanecem invencíveis ao fim de cinco jogos realizados! Comandados por Diamantidis – um dos melhores jogadores europeus da actualidade e MVP da última Final Four – o PAO tem demonstrado o porquê de voltar a ser apontado como um dos principais candidatos ao título europeu, que este ano será disputado em Madrid. No entanto, nem só de Diamantidis vive o Panathinaikos. Este ano, contam com dois reforços sonantes, vindos do outro lado do Altântico: Jasikevicius e Spanoulis.

Ou seja, os gregos têm, muito provavelmente, a melhor tripla de bases do continente, o que é sem dúvida alguma um grande benefício para Obradovic que, fruto da versatilidade dos atletas referidos, até os pode pôr a jogar simultaneamente. Para além destes três grandes jogadores, continuam a contar com o dominador Michael Batiste, Becirovic e com os internacionais gregos Dikoudis e Tsartaris. Por outro lado, perdeu Siskauskas para o rival CSKA.

A competição ainda agora está no começo, mas o PAO parece querer mostrar desde o início que quer revalidar o título de campeão europeu. Para isso terão de chegar a Maio em boa forma, e contar com a ajuda dos fanáticos adeptos gregos que certamente estarão em Madrid a apoiar os verdes de Atenas.


Próxima alcunha por favor!

Novembro 22, 2007

Agent Zero

3 meses. É este o tempo que Gilbert Arenas vai estar sem competir. Tempo mais do que suficiente para o ‘Rei dos weblogs dos famosos’ juntar mais uma alcunha pessoal à sua lista.

Muitos conhecem-no como o Agent Zer0, mas na época passada Gilbert começou a celebrar os seus lançamentos convertidos gritando “Hibachi”, e em Washington o Agent Zer0 passou a ser Hibachi. Agora, trocou o Hibachi pelo Nacho e essa é a sua nova alcunha: “Nachoooooooooooo! Serving Chips and Dip” dizia Arenas depois de cada cesto convertido.

O sentido de humor de Gilbert começa a ser uma das suas imagens de marca, ele que diz que as super-estrelas da NBA se divertem pouco em campo e que levam tudo muito a sério. Acrescenta ainda que cresceu a admirar Shaquille O’neal e o seu lado mais divertido e que tenta agora dar continuidade a esse lado mais leve, de forma a poder desfrutar mais do jogo que adora.

Por enquanto, o Nacho vai ter de ficar guardado até Fevereiro, quando Arenas regressar aos campos da NBA.


Em Phoenix, renascido das cinzas

Novembro 22, 2007

Grant HillEra apontado por muitos como um dos melhores jogadores da NBA, nos finais da década de 90. No entanto, uma onda de lesões afastou-o dos campos durante várias épocas seguidas. Enquanto os tornozelos permitiram, Grant Hill conseguiu sagrar-se campeão universitário pela Universidade de Duke e vencer a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta ao serviço do Dream Team III, e ainda sagrar-se Rookie do Ano na época de 1994-95 – prémio que dividiu com Jason Kidd. Hill, um dos jogadores mais completos da última década, era considerado um fora de série. Com os seus movimentos simples conseguia criar muitas situações de lançamento para ele ou para os seus colegas, a sua leitura de jogo permitia-lhe perceber qual a melhor solução para cada problema ou momento do jogo. E isso, fazia dele um dos jogadores que mais triplos-duplos conseguia. Uma prova de quão completo era o seu jogo é o facto de Grant Hill ser dos poucos jogadores que, em mais do que uma época, liderou a sua equipa em pontos, ressaltos e assistências.

Apesar de todo o brilhantismo que a sua carreira prometia, Grant Hill passou 6 épocas, praticamente, no estaleiro. Constantes lesões, operações e tentativas de recuperação passaram a ser rotina para este grande jogador. E assim, foi várias vezes sugerido que a carreira de Grant Hill tinha chegado ao fim.

Grant HillMas como em tantas outras vezes, Grant deu o exemplo, não desistindo, procurando lutar pelo seu sonho: tentou sempre recuperar. E agora que se mudou para Phoenix, Grant Hill parece disposto a recuperar o tempo que passou sem jogar, estando a alcançar números que muitos não acreditavam que conseguiria. Tal como a Fénix, Hill renasceu das cinzas e pode agora voltar a mostrar que a qualidade continua lá.

E mais do que ninguém, Grant Hill merece-o. Sempre foi um exemplo para a comunidade, tentando ajudar quem precisa, mantendo uma atitude diferente da grande maioria dos jogadores da NBA, liderando pelo exemplo e afirmando-se, de forma natural, como um exemplo a seguir por todos.

A NBA precisa de mais jogadores assim, e enquanto fã, só espero que Grant Hill consiga continuar a jogar. Para relembrar os velhos tempos fica um vídeo de quando Mr. Hill dominava em Detroit.


R & R: o espectáculo continua

Novembro 20, 2007

R n' R

A minha admiração pelo Joventut Badalona não é de agora, mas esta época a qualidade de jogo da equipa catalã tem sido impressionante e tem conquistado adeptos um pouco por todo o lado. ‘Mestre’ Aito conseguiu que a equipa jogasse à sua imagem, com um ritmo de jogo muito elevado, defesa pressionante e saídas rápidas para ataque, dando espectáculo naquilo que mais gostam de fazer: jogar em contra-ataque.

E para isso, têm sido fundamentais dois jovens jogadores: Rudy Fernandéz e Ricky Rubio. Dois ‘produtos’ da cantera da Penya que têm brilhado ao mais alto nível na ACB. No passado fim-de-semana a qualidade do seu jogo foi de tal ordem que os adeptos do Estudiantes – outra das melhores escolas de formação de Espanha – aplaudiram a equipa do DKV Joventut, que venceu em Madrid por 70-85. E aquele alley-hoop no final do jogo foi o culminar de uma grande exibição da Dupla R…

Vejam em ACBTV o resumo do jogo MMT Estudiantes – DKV Joventut ou então as cinco melhores jogadas da semana, e apreciem a qualidade desta equipa que teima em jogar bem!


All Star a fugir ao mandarim?

Novembro 17, 2007

All Star 2008Já saiu a lista de jogadores para escolher quais os que vão ao All Star da NBA que este ano se disputa em New Orleans. Posto isto, fica aqui a pergunta do dia!

Pergunta: Porque não está Yi Jianlian entre os nomeados? Logo agora que tem sido apontado como um dos principais candidatos a Rookie do Ano…

Inicialmente pensei que nenhum ‘caloiro’ fosse incluído, mas encontrei lá os nomes do Kevin Durant e do Luis Scola, e a minha ideia foi por àgua a baixo. E o jovem chinês nem sequer pode ter sido excluído da lista por ser suplente, ou jogar pouco tempo. O Charlie Villanueva está entre os nomeados, e é exactamente à frente do Villanueva que o Yi está a jogar!!

Não me digam que…..Ai….Queres ver que a NBA quer que os extremos titulares do Este sejam o Lebron James e o Kevin Garnett, e sabendo da força dos votos da população chinesa, não integrou o jogador dos Bucks?!

De qualquer forma tem lá um espaço para escrever o nome de um jogador que queiramos adicionar. Por isso, pode ser que a vontade dos chineses consiga escolher dois jogadores do pais da Grande Muralha para começarem de início o jogo All Star de 2008…


Entre postes

Novembro 16, 2007

Faz tempo que procurava este vídeo na net. Finalmente encontrei-o. É, na minha opinião, uma pérola pois mostra dois postes que se complementam muito bem, e que com a sua visão e leitura de jogo e toda a técnica individual que possuem conseguem contrariar as desvantagens físicas que poderão ter para os seus mais directos opositores.

Estou a falar de Jordi Trias e Fran Vázquez, dois dos jogadores interiores da equipa do AXA Barcelona. O sentido colectivo, o posicionamento deles, a criação de espaço e consequente movimentação é mesmo muito boa. E a utilização que fazem da linha de fundo e de jogar nas costas dos defesas é, para mim, ‘uma delícia’. E é, também, algo que muitos treinadores ainda não exploram, e que os nossos vizinhos espanhóis muito bem sabem aproveitar – o ataque zona da selecção sub18 passa muito pelo posicionamento dos jogadores interiores nesse espaço. Além de obrigarem a defesa a esticar, abrem um grande espaço na zona central que só traz vantagens ao ataque.

Fica o vídeo e a devida vénia a Piti Hurtado, autor do (espectacular) espaço PizaRisas de onde foi possível retirar estas imagens. Lamento apenas a banda sonora, mas quem não gostar, pode sempre tirar o som. Até porque não é isso o mais importante!


The king

Novembro 14, 2007

Ainda não acredito.


Perdidos e achados – Lonny Baxter

Novembro 14, 2007

BaxterA vida corria bem a Lonny Baxter: campeão universitário em 2002 pela Universidade de Maryland, principal figura da sua equipa, escolhido pelos Bulls nesse mesmo ano para integrar a equipa de Chicago na NBA. Tudo parecia correr sobre rodas a este possante jogador…

Pura ilusão!

É certo que muitos lhe anteviam grandes dificuldades na NBA devido à sua baixa estatura para um jogador interior e as dificuldades que encontrou foram mais que muitas, nunca se conseguindo impôr no mundo da NBA, tendo sido trocado para os Toronto Raptors, os Washington Wizards e posteriormente para os New Orleans Hornetts. E logo em 2004 tentou a sua sorte na Europa, integrando a equipa do Panathinaikos, mas uma lesão impediu-o de dar o seu contributo à forte equipa grega. Assim, voltou à NBA onde ainda representou os Houston Rockets, New Orleans Hornetts e os Charlotte Bobcats. O seu sucesso foi tanto que ninguém se deve lembrar deste seu regresso à NBA.

Por fim, e talvez por estar farto de ver jogos do banco, decide voltar à Europa. Agora para Italia e para representar a equipa do Siena Montepaschi com a qual se veio a sagrar campeão de Itália na última época. No entanto, Lonny decidiu que algo estava mal e decidiu voltar à ’sua’ normalidade! Poucos dias antes de partir para Itália, Lonny decicdiu festejar. E qual a melhor forma de o fazer? Usando a sua Glock disparou algumas vezes para o céu de Washington, nas redondezas da Casa Branca. Resultado: condenado a 60 dias de detenção. Depois de cumprir a pena, Lonny ainda foi a tempo de se sagrar campeão pela equipa italiana.

Para a época de 2007-08 Lonny foi contratado pelo DKV Joventut – equipa que tem estado a dar cartas na ACB. Mas, estranho seria se Lonny Baxter integrasse a equipa de Badalona sem qualquer solavanco pelo caminho. E eis que esse solavanco surgiu rapidamente: Baxter foi condenado a cumprir mais 60 dias na prisão por ter encomendado quatro armas e não ter notificado a FedEx do conteúdo da encomenda. Baxter deu-se como culpado e lá cumpriu os 60 dias.

Chegou esta semana à Catalunha, e a pergunta que fica é: durante quanto tempo vai Lonny Baxter manter-se afastado de problemas?


Basketball is a Brotherhood

Novembro 10, 2007

Apesar de achar que a NBA está a perder um pouco da sua magia, penso que ainda temos muito a aprender com o que por lá se faz, sobretudo ao nível das estratégias de marketing – seja por parte da NBA, das equipas, ou por empresas que vêem na competição e nos respectivos jogadores uma boa forma de promover os seus produtos.

Neste caso, o destaque vai para a Adidas, que nos últimos anos tem apresentado excelentes campanhas publicitárias e uma excelente política de marketing, diminuíndo o fosso cavado pela Nike durante a década de 90. Hoje em dia a Adidas é um dos nomes mais fortes no que diz respeito a artigos desportivos direccionados para o basquetebol e procura destacar-se não só pela categoria dos seus bens, mas também pela imagem que passa para a comunidade. E a mais recente campanha publicitária ‘Basketball is a Brotherhood’ eleva o nome da Adidas a um novo patamar!

Com este conjunto de spots publicitários, a Adidas traz-nos ao pensamento todos os valores intrínsecos do basquetebol. Valores que fazem deste jogo que tanto amamos uma excelente ‘escola de vida’ capaz de nos ensinar verdadeiras lições. Com ele aprendemos a respeitar os outros, aprendemos o sentido da palavra solidariedade, aprendemos a confiar em quem está ao nosso lado, aprendemos a ouvir, a reconhecer os nossos erros. Ao aprender a jogar basket estamos a aprender a saber gerir os sucessos e insucessos, preparando-nos para o que nos espera no quotidiano. Aprendemos a superar as nossas dificuldades e em ir sempre mais além. Aprendemos que o basquetebol é ‘muito mais do que um jogo’.

E quem ensina o jogo tem de ter sempre isso em mente: ensinar os valores fundamentais em todos os desportos colectivos, e que tão bem se aplicam à sociedade em que vivemos. É preciso ensinar o jogo de uma forma correcta, respeitando sempre os outros, ensinando que agressividade e respeito devem andar de mãos dadas, ensinar que não é a abalroar os outros que se chega ao topo da pirâmide. Ensinar a controlar emoções, a superar limites. Enfim…ensinar a amar o jogo!

As frases de alguns jogadores demonstram bem o sentido deste jogo: como diria T-Mac “Todas as equipas precisam de um herói, todos os heróis precisam de uma equipa!”, ou ainda a de Tim Duncan “Ama o nome que tens na frente da camisola. Não o que está nas costas”, ou a mais simples de todas, dita por Kevin Garnett “WE not me”!

Nota: Aconselhamos vivamente a visitarem o site da Adidas Basketball e verem os vídeos que lá estão disponíveis, nos quais Tracy McGrady, Kevin Garnett, Gilbert Arenas, Chauncey Billups, Tim Duncan e Dwight Howard interagem com um grupo de 12 jovens, no sentido de lhes explicar o conceito de Equipa e Espírito de Equipa. Deixamos ficar aqui o vídeo de promoção inicial, só para abrir o apetite!


Where’s the love?

Novembro 8, 2007

Gangster-TeamNa noite de terça para quarta tentei manter-me acordado para ver o jogo entre os Denver Nuggets e os New York Knicks. Não estava à espera de um jogo muito bem jogado, apenas queria ter a oportunidade de poder provocar um pouco o meu amigo e colega de escrita neste espaço, João Cruz, fã dos Knickerboxers já que pensava que a vitória dos Nuggets seria uma realidade. Além disso tinha alguma curiosidade em ver a ‘Gangster-Team’ como lhe costumo chamar por ter Iverson, K-Mart, Marcus Camby, Carmelo e JR Smith.

Só aguentei até meio do segundo período.

Não raras vezes dei por mim a perguntar se estava a ver um jogo de basket no mítico Madison Square Garden ou se aquilo era algum jogo do Rucker Park! Alturas do jogo houve em que não me pareceu que a bola que estivesse em campo fosse suficiente. Já não via tamanho individualismo faz tempo…

NBA LogoDepois…gostava de falar da parte em que as equipas, supostamente, defendiam. Mas, não consegui ver isso uma única vez. Que basket é este? É este o rumo que a NBA quer seguir?

Quando vejo a NBA actual sinto saudades do tempo em que os ‘fundamentos’ ganhavam jogos. Hoje em dia, e salvo raras e honrosas excepções, quando vejo a NBA sinto falta de ver basket ‘a sério’, e não um produto comercial. Nunca pensei dizer isto, mas…concordo com algumas coisas que o Rasheed Wallace disse recentemente.

E…quanto mais vejo a NBA, mais gosto do basquetebol Europeu.


Sentados no sofá

Novembro 8, 2007

Estreia hoje uma nova secção no Seis25 - Recordar é Viver.

Nela, pretendemos disponibilizar os horários dos jogos de Basquetebol antigos que passem na RTP Memória. Actualizaremos a secção todas as segundas feiras conforme o site da RTP. Assim esperamos contribuir para que ninguém perca «aquele jogo», por não ter sido informado. Por outro lado, ver estes jogos constituiu sempre uma boa maneira de aprender e cuidar da memória colectiva da modalidade.

Na madrugada de hoje há um Benfica-FCPorto, de 1996, à 00h50


Vamos fugir dessa (j)aula

Novembro 6, 2007

Às vezes é preciso imaginarmos tudo ao contrário para nos apercebermos do quão desajustadas são algumas práticas sociais do nosso dito mundo desenvolvido. E o Basquetebol pode claramente dar uma ajuda. Aliás, como a actividade desportiva em geral. Onde é que queremos chegar? Vamos com calma.

Imaginem então, um mundo ao contrário, onde as salas de aula fossem pavilhões e os pavilhões salas de aula. Estipulem que o Basquetebol se ensinava como se ensina actualmente nas Escolas e que a nossa formação escolar era ensinada como o Basquetebol.

Imaginem que vos sentavam numa mesa, vos liam alguns textos sobre drible e vos passavam com um data-show um video de Michael Jordan a mostrar como se faz. Imaginem que teriam aulas de 90 minutos com prelecções sobre defesa 1×1  e técnica individual ofensiva, que vos ensinariam as vantagens e desvantagens da defesa zona usando acetatos. Imaginem que vos pediam para explicarem as diferentes fases do acto de lançamento indo ao quadro “desenhá-las”. No final da cadeira de Basquetebol tinham um exame e naturalmente se passassem ficavam graduados. Saberiam de Basquetebol?Saberiam jogar Basquetebol?

Imaginem por outro lado, que vos levavam para cima de um prédio para verificar, tal e qual Galileo, que uma bola de aço e uma de algodão “caem” com a mesma aceleração e portanto chegam ao chão ao mesmo tempo. Imaginem que reduziam o número de alunos nas turmas e vos punham a fazer exercicios de matemática (tal e qual um treino), com o professor a interromper-vos para corrigir, atento para impedir desconcentrações. Imaginem que aulas sobre vulcões eram em vulcões. Que as memorizações eram inconscientes e não apenas “para o teste”, fomentadas por motivação e competição (qual é o jogador de basquetebol que inconscientemente não tem de saber as jogadas de ataque, a forma de defender campo inteiro, a forma de por a bola fora etc..?).

O paralelismo estabelecido é obviamente exagerado e será irreal um mundo de ensino que não tenha em conta todos os outros (e inúmeros) factores que afectam a aprendizagem. Mas a necessidade de aprender fazendo parece-nos inequivoca. Não será dificil de adivinhar a desgraça que seria ir para o jogo ao Domingo sem nunca ter ido para o pavilhão durante a semana. Por isso defendemos que temos todos muito a aprender com a forma de ensinar na actividade desportiva.

Deixamo-vos com esta pérola de Gabriel, o Pensador:

«Quase tudo o que aprendi, amanhã já esqueci. Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi»