José Calderon. Jorge Garbajosa. Pau Gasol. Mickael Gelabale. Juan Carlos Navarro. Andres Nocioni. Fabricio Oberto. Sergio Rodriguez. Luis Scola. Anderson Varejão.
Que têm em comum estes 10 jogadores? Todos eles alinhavam na Liga ACB antes de se mudarem para a NBA. Todos eles eram figuras de destaque no melhor Campeonato Nacional da Europa e acrescentavam, sem qualquer margem para dúvida, muita qualidade a esse Campeonato. Se disso têm dúvidas, pensem connosco: imaginem que o TAU Vitoria ainda contava com Calderon, Nocioni e Scola no seu plantel. Ou que o Barcelona ainda tinha Gasol, Navarro e Varejão, que o Unicaja Malaga tinha Garbajosa, o Pamesa Valencia tinha Oberto, o MMT Estudiantes tinha o dinâmico base Rodriguez e que o francês Gelabale continuava a sua carreira no Real Madrid. Ainda restam dúvidas?
Com a sua saída, a Liga perdeu alguma qualidade em termos individuais e do outro lado da fronteira já começam a surgir algumas vozes de preocupação por causa da saída dos talentos da ACB para o Planeta NBA. É que se a saída destes jogadores permite o desenvolvimento dos que por cá vão ficando, proporcionando mais minutos de jogo e mais hipóteses de mostrarem as suas qualidades, também é uma verdade que a permanência desses jogadores teria aumentado e muito o nível de qualidade da ACB. Mas, os milhões da NBA e o sonho de jogar entre os melhores jogadores é, e continuará a ser nos próximos anos, uma realidade muito difícil de contrariar. E exemplo disso foram os jogadores que no período pós-Euro2007 manifestaram o desejo de voltar a casa, mas que permaneceram no Planeta NBA, onde os milhões falam mais alto.
Pesem os casos de Bodiroga, Papaloukas, Diamantidis que optaram por não jogar na NBA, ou ainda os exemplos de jogadores que experimentam a NBA, e que depois voltam à Europa – como este ano aconteceu com Jasikevicius, Ilyasova e Spanoulis. A verdade é que a grande maioria ambiciona jogar no campeonato americano. E assim, jogadores como Rudy Fernandez (DKV Joventut) , Marc Gasol (Akasvayu Girona), Axel Hervelle (Real Madrid) e Tiago Splitter (TAU Vitoria) já foram escolhidos no Draft da NBA, estando para breve a integração nas equipas pelas quais foram escolhidos. Ou seja, mais quatro excelentes jogadores que a curto prazo irão abandonar a ACB para atravessarem o Atlântico e jogarem no campeonato norte-americano.
A questão que tem sido debatida em Espanha é se a próxima geração está preparada para substituir qualitativamente os jogadores que vão emigrando? Enquanto meio Mundo anda rendido às exibições do fenómeno Ricky Rubio – outro que daqui a pouco tempo estará na NBA – alguns dos responsáveis espanhóis estão mais preocupados com a afirmação de jogadores como Sergio Lull, Pablo Aguilar, Pau Ribas, Victor Claver, Pere Tomás, Juan Triguero, Fernando San Emeterio ou Rodrigo San Miguel.
É destes jogadores que depende o futuro próximo do basquetebol espanhol bem como grande parte da qualidade do basquetebol praticado na ACB. É a estes jogadores que cabe colmatar as saídas dos grandes nomes do basquetebol espanhol de hoje em dia.
Assim, o basket do país vizinho entrou num ciclo vicioso: exportação de talentos -> necessidade de aparecimento de novos valores -> que mais tarde irão, também eles, abandonar Espanha para ourtas paragens mais…lucrativas. Estarão estes jovens jogadores prontos para passarem à próxima fase deste ciclo vicioso ou o recurso a jogadores argentinos, brasileiros, franceses e sérvios será uma realidade cada vez mais acentuada no país vizinho?
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Marko Jaric está novamente sob as luzes da ribalta. Ele que teve dois grandes momentos quando levou o murro de Kobe e também quando entrou em campo com a camisola vestida de trás-para-a-frente volta a estar em destaque no Planeta NBA.
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Era apontado por muitos como um dos melhores jogadores da NBA, nos finais da década de 90. No entanto, uma onda de lesões afastou-o dos campos durante várias épocas seguidas. Enquanto os tornozelos permitiram, Grant Hill conseguiu sagrar-se campeão universitário pela Universidade de Duke e vencer a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta ao serviço do Dream Team III, e ainda sagrar-se Rookie do Ano na época de 1994-95 – prémio que dividiu com Jason Kidd. Hill, um dos jogadores mais completos da última década, era considerado um fora de série. Com os seus movimentos simples conseguia criar muitas situações de lançamento para ele ou para os seus colegas, a sua leitura de jogo permitia-lhe perceber qual a melhor solução para cada problema ou momento do jogo. E isso, fazia dele um dos jogadores que mais triplos-duplos conseguia. Uma prova de quão completo era o seu jogo é o facto de Grant Hill ser dos poucos jogadores que, em mais do que uma época, liderou a sua equipa em pontos, ressaltos e assistências.
Mas como em tantas outras vezes, Grant deu o exemplo, não desistindo, procurando lutar pelo seu sonho: tentou sempre recuperar. E agora que se mudou para Phoenix, Grant Hill parece disposto a recuperar o tempo que passou sem jogar, estando a alcançar números que muitos não acreditavam que conseguiria. Tal como a Fénix, Hill renasceu das cinzas e pode agora voltar a mostrar que a qualidade continua lá.
Já saiu a lista de jogadores para escolher quais os que vão ao All Star da NBA que este ano se disputa em New Orleans. Posto isto, fica aqui a pergunta do dia!
A vida corria bem a Lonny Baxter: campeão universitário em 2002 pela Universidade de Maryland, principal figura da sua equipa, escolhido pelos Bulls nesse mesmo ano para integrar a equipa de Chicago na NBA. Tudo parecia correr sobre rodas a este possante jogador…
Na noite de terça para quarta tentei manter-me acordado para ver o jogo entre os Denver Nuggets e os New York Knicks. Não estava à espera de um jogo muito bem jogado, apenas queria ter a oportunidade de poder provocar um pouco o meu amigo e colega de escrita neste espaço, João Cruz, fã dos Knickerboxers já que pensava que a vitória dos Nuggets seria uma realidade. Além disso tinha alguma curiosidade em ver a ‘Gangster-Team’ como lhe costumo chamar por ter Iverson, K-Mart, Marcus Camby, Carmelo e JR Smith.
Depois…gostava de falar da parte em que as equipas, supostamente, defendiam. Mas, não consegui ver isso uma única vez. Que basket é este? É este o rumo que a NBA quer seguir?
Às vezes é preciso imaginarmos tudo ao contrário para nos apercebermos do quão desajustadas são algumas práticas sociais do nosso dito mundo desenvolvido. E o Basquetebol pode claramente dar uma ajuda. Aliás, como a actividade desportiva em geral. Onde é que queremos chegar? Vamos com calma.