Às voltas com o Minhava

Janeiro 31, 2008

 
Prémio Vocês sabem do que é que eu estou a falar

«Gostava que o Basquetebol Português desse uma volta. Isto não pode continuar assim, com uma Liga debilitada e as principais equipas portuguesas divididas por duas competições.»

Prémio O futuro a deus pertence

«Tanto eu como o clube temos uma cláusula no contrato que nos permite exercer a opção de não continuar. Até agora ainda não tomámos qualquer decisão. Vamos ver como é que as coisas correm e o que vai acontecer ao Basquetebol Português»

Prémio Em 2009 é que é

«…Agora já só penso no Europeu de 2009, na Polónia. Portugal é cabeça de série e tudo depende do sorteio. Temos possibilidade de chegar novamente à fase final mas não podemos ser ambiciosos em demasia pois temos noções das nossas limitações»

Declarações ao jornal ABOLA a 29 Janeiro


Os dinheiros da TV

Janeiro 30, 2008

Esta semana em França, um artigo publicado no Libération sobre os direitos de transmissão televisiva dos variados desportos suscitou uma considerável discussão.

O Rugby , segundo desporto daquele país atrás do futebol, aumentou seis vezes o valor dos seus contratos de TV nos últimos dez anos (3O M€ anuais é o valor actual) enquanto o Basquetebol continua a ceder os direitos de TV por sensivelmente o mesmo valor de há dez anos atrás (2M€ anuais, em pacotes que incluem os jogos da Liga e da Selecção Nacional!).

Uma estagnação que vale à modalidade uma «descida» para o 5ºlugar do ranking (o futebol, o rugby, o ténis e o ciclismo negoceiam e recebem valores monetários mais elevados).

Em Portugal a discussão em torno do assunto até poderá adquirir contornos ridiculos,por exemplo a elaboração de um ranking idêntico não faz sentido algum pois só o futebol consegue obter receitas consideráveis e está a anos-luz das outras modalidades (isto apesar da negociação não ser colectiva, através da Liga de Clubes por exemplo, mas ser feita por cada clube isoladamente). O Basquetebol português, com a existência da SportTv ganhou visibilidade alargada e alguma margem de manobra para fazer sentir as suas exigências, isto pese embora as boas audiências serem fundamentalmente dos jogos da NBA. Actualmente a RTP2 emite um jogo por jornada da Liga Moribunda e, quer seja em canal aberto ou fechado, estão sempre garantidas as transmissões das final-8 da taça da Liga e da Taça de Portugal (muito por culpa dos modelos competitivos concentrados num fim de semana).

Mas…Longe, muito longe dos M€ dos franceses. Como dar a volta ao texto?


Estrelas medidas na Régua

Janeiro 27, 2008

FPB

Está marcado para o próximo dia 5 de Fevereiro o All-Star da Proliga e da Liga Feminina, que pela primeira vez se realizarão no mesmo dia e no mesmo local: Peso da Régua! Primeiro as senhoras, depois os homens, e pelo meio concursos de afundanços e triplos. Ambos os jogos serão transmitidos pela SportTv, e espera-se que esta seja uma jornada de propaganda da modalidade.

A escolha do local mostra que a aposta da FPB continua a ser divulgar o basquetebol junto das populações menos ligadas a este desporto. Resta esperar para saber se o objectivo vai ser conseguido. Quantas pessoas estarão nas bancadas? Quantos jovens a familiarizarem-se com uma modalidade diferente daquilo a que estão habituados? Que actividades se vão desenrolar para tentar cativar alguns jovens a experimentarem a modalidade?

Na teoria, a ideia é boa e é de louvar. E na prática como será? Vamos ter um All-Star com bancadas compostas, com actividades que levem as crianças a querer experimentar basket ou vai ser mais uma tarde de pavilhão vazio onde nem as moscas querem estar?

A FPB tem aqui uma boa oportunidade para demonstrar que estão errados aqueles (entre os quais nos incluímos) que a acusam de trabalhar pouco no sentido de divulgar a modalidade. Esperemos que a aproveite…


Mais um viajante

Janeiro 25, 2008
Nuno Pedroso vai jogar na LEB Bronze, o atleta que jogava no Vitória de Guimarães é mais um atleta português que vai experimentar a sorte para o país vizinho. Que corra bem.
Noticia retirada integralmente do Solobasket :
«Pedroso, nacido el 26 de enero de 1979 en Maia (Portugal), puede realizar indistintamente las funciones de base y de escolta y llega al Gestibérica procedente del Vitoria de Guimaraes con el que estaba disputando la Proliga de Portugal y con el que la pasada campaña promedió en 37 partidos 8,2 puntos, 3,2 rebotesy 3,5 asistencias por partido. El jugador luso (1,87 metros y 82 kilos), que esta tarde firmó el contrato que le unirá al conjunto vigués durante lo que resta de esta temporada y la siguiente, se encuentra ahora a la espera de que su anterior equipo, el Vitoria de Guimaraes, envíe el tránsfer internacional para poder viajar mañana por la noche con el Gestibérica a Jerez y debutar ya este sábado a las órdenes de Tito Díaz.Precisamente, el entrenador vigués se mostró gratamente sorprendido tras la primera sesión de trabajo de Nuno Pedroso. “Creo que se podrá adaptar al equipo antes de lo que se podría pensar. Físicamente está bien y hoy, para ser su primer entrenamiento, ha entrado perfectamente en la dinámica y en nuestros sistemas de juego. Puede alternar los puestos de base y de escolta, que es lo que necesitamos, y se trata de un jugador con experiencia, muy ordenado y que sabe a lo que juega. Es buen defensor, rapidísimo y, además, un excelente tirador”, subraya el técnico del Gestibérica.»
Trayectoria deportiva:
1999-04 BC Guimaraes
2004-05 Vitoria SC Guimaraes (Proliga Portugal). 27 partidos: 12 ppg, 4.9 rpg, 4apg, 38% en lanzamientos triples
2005-06 Aveiro Basket (TMN Portugal). 2ppg, 1,2 apg
2006-07 Vitoria SC Guimaraes (Proliga Portugal). 27 partidos: 8.2 ppg, 3.2 rpg, 3.5 apg, 1.2 apg.

A guerra dos sexos

Janeiro 24, 2008

Amaya Valdemoro

Rara é a modalidade desportiva em que o sector feminino receba tanta atenção como o masculino. Talvez o ténis e a patinagem artística sejam as excepções. De resto, o desporto praticado por homens é visto por um maior número de pessoas comparativamente ao praticado por mulheres.

Apesar de hoje em dia já não existirem tantos bloqueios mentais a toldar a visão, ainda existem alguns preconceitos contra a prática desportiva por parte das mulheres. No entanto, essa não será a principal razão para que o desporto feminino tenha menor visibilidade.

As diferenças fisionómicas entre homens e mulheres permite que os primeiros atinjam níveis de desempenhos físicos excepcionais e que proporcionem um maior espectáculo aos espectadores. É comum, no basket, vibrar-se com um estrondoso afundanço ou um imponente desarme de lançamento feito no ‘terceiro andar’. É normal que demonstrações de entusiasmo das bancadas sejam provocadas por espectaculares acções possíveis apenas a alguns dotados. Fruto dessa capacidade física o jogo masculino também é mais rápido e, normalmente, a pontuação é mais elevada.

Apesar de hoje em dia já existirem várias mulheres a afundar há algo muito mais interessante no basquetebol feminino: é o basket dos fundamentos. Quando não se tem a capacidade física para se saltar por cima de dois adversários são necessários outros recursos que permitam às atletas atingir o mesmo fim: marcar mais pontos que a equipa adversária.

Ticha Penicheiro

É aqui que entram os fundamentos ofensivos e defensivos. A capacidade de passar a bola na altura certa para o sítio certo, o controle da bola, a capacidade de ler o jogo e tomar a decisão correcta, o trabalho de pés, a necessidade de ‘trabalhar sem bola’, o sentido colectivo, a criatividade das atletas. Tudo isto ganha importância quando se fala de basquetebol feminino.

E, na minha opinião, é isto que poderá afastar algumas pessoas do desporto feminino. O espectacular assume outra dimensão: mais técnica, menos física. Habituados a seguir o desporto masculino, torna-se difícil à grande maioria dos espectadores seguirem com atenção o desporto feminino. Consideram-no monótono, pouco atractivo. Talvez porque estão à espera de encontrar o mesmo que encontram no desporto masculino. E enquanto isso acontecer será difícil apreciarem as coisas boas que o desporto feminino tem para dar!


Vale tudo em nome do ‘espectáculo’ ?

Janeiro 23, 2008

Era bom que a NBA facultasse o seu regulamento só para a malta estar familiarizada com a regra dos apoios. Para quem só agora começou a ver a NBA aqui fica o registo de como há poucos anos atrás se podiam dar 4 ou 5 passos com a bola na mão sem que isso fosse considerado ilegal. Ultimamente a situação foi melhorada, e a alguns jogadores já só é permitido dar 3 passos com a bola na mão. Talvez daqui a uns tempos consigam reduzir para 2 apoios! Mas se calhar isso já é pedir muito…

 


André Martins – a entrevista

Janeiro 22, 2008

André Martins

As entrevistas estão de volta ao Seis25. Depois de Cátia Lírio e Samuel Lóio, André Martins é o senhor que se segue. O jovem treinador do Queluz explica como vê o basquetebol, as suas preocupações em relação ao futuro da modalidade, o trabalho que tem desenvolvido com os jovens do Queluz e algumas das suas ambições pessoais. O seu trabalho tem sido elogiado e é apontado várias vezes como um treinador de grande qualidade, cujas equipas apresentam um estilo de jogo mais alegre e intenso do que a grande maioria das equipas em Portugal.

Como começou a sua carreira de treinador, e o que o motivou a seguir esse caminho?

Durante a minha formação enquanto jogador, joguei um ano no Ateneu Comercial de Lisboa e depois 12 anos nos escalões de formação do Benfica. Pelos vários escalões por onde passei fui sempre capitão de equipa e gostava de liderar grupos. Foi daí que veio esse gosto por liderar equipas, e quando entrei para a Faculdade surgiu a oportunidade e optei por seguir a carreira de treinador.

Comanda equipas com grande coesão defensiva, muito agressivas e que, normalmente, imprimem muita velocidade e grande intensidade ao jogo. Concorda que essa começa a ser a “imagem de marca” das suas equipas?

Não sei se há imagens de marca…pela minha forma de ver o jogo é na defesa que tudo começa. As equipas que não defendem não podem atingir objectivos. E em termos ofensivos, fazemos um pouco aquilo que as outras equipas nos deixam fazer. Nós procuramos jogar rápido de forma agressiva, mas se a outra equipa nos obrigar a jogar a meio-campo é isso que procuramos fazer com sucesso. É desta forma que entendo o jogo.

Como é a sua relação com jogadores mais velhos? São os primeiros a respeitá-lo ou já teve algum problema?

Na minha opinião, o que é fundamental para um treinador é que ele dê o exemplo. Ou seja, eu cometo os meus erros, e tenho as minhas limitações como qualquer outro treinador, mas há uma coisa que eu procuro fazer sempre que é dar o meu melhor e os jogadores são justos quando percebem que do outro lado está uma pessoa que dá o seu melhor e que respeita os jogadores. Por isso nunca tive problemas desse género.

Esta equipa do Queluz tem muitos jovens (Tiago Pinto, Rui Araújo, Cristóvão Cordeiro, Diogo Moisão e Gil Cruz). É “politica do treinador”, ou politica do clube e a prova de que o Queluz tem vindo a realizar um bom trabalho na formação?

Foi um conjunto de factores que levou a esta situação. Tivemos de dar um passo atrás, e a aposta para este ano é realmente essa: a aposta em jogadores portugueses. Temos um misto de jogadores constituído por dois norte-americanos jovens, alguns jogadores nacionais ainda jovens e que podem atingir patamares mais altos em Portugal e depois jogadores da formação que estão na equipa sénior com a perspectiva de que no futuro, e até já no presente como é o caso do Tiago Pinto, possam dar a sua perspectiva à equipa sénior porque os clubes necessitam muito de referencias para trazer mais gente aos pavilhões. Isso é fundamental.

Acha que, para estes jovens, o facto de o Queluz estar agora a Proliga é benéfico para que desenvolvam as suas capacidades, já que poderão ter mais minutos de jogo do que se estivessem na Liga?

O mais importante nem é tanto a competição, importante é que eles tenham o seu espaço. Muitas vezes diz-se “tem que se apostar nos jovens e eles têm que jogar”. Não, eles jogam se merecerem e se mostrarem que têm qualidade, não é por serem jovens ou por serem da formação do Queluz.

Na minha opinião, aquilo que dificulta mais a evolução de um jogador Júnior para Sénior é que nessa fase de transição, muitas vezes, é quando os jogadores trabalham menos. E o que procuro fazer com estes jogadores é que eles trabalhem muito nesta fase. Eles treinam todos os dias com a equipa Sénior, algumas vezes treinam com a equipa Júnior, vão aos jogos dos Seniores, vão aos jogos da CNB2 e vão aos jogos de Juniores A. Chegam ao final de um ano de trabalho com muitos jogos, muitos treinos, muita experiência acumulada e, na minha opinião, isso é a única maneira de desenvolver os jovens jogadores portugueses.

André Martins

Já se jogou metade do campeonato da Proliga. Qual a sua opinião sobre a qualidade desta competição e dos seus participantes? Considera que está melhor do que quando esteve como treinador na Física?

Penso que o campeonato está mais equilibrado. Há mais equipas com argumentos que podem discutir as coisas. Inevitavelmente o Benfica e o Queluz vieram trazer um valor acrescentado a esta competição e as próprias equipas reforçaram-se mais tendo em conta isso mesmo. E sim, penso que a qualidade claramente subiu esta época.

O ano passado treinava uma equipa profissional de basquetebol. Este ano, com a sua equipa numa competição diferente continua a ser treinador profissional de basquetebol?

Não, não…Nem o ano passado era profissional. Era exactamente como este ano! Treinamos de manhã, treinamos à tarde, os treinadores estão lá sempre em todos os treinos – tenho essa possibilidade porque a outra actividade profissional assim o permite. Tenho o sonho de um dia ser 100% profissional mas para isso é preciso haver condições. Esse é o caminho que se deve seguir, mas tem de se trabalhar para oferecer às pessoas condições para seguir esse profissionalismo. Não podemos exigir que os treinadores e jogadores sejam profissionais se depois não têm contrapartidas desse profissionalismo. Assim é um falso profissionalismo.

Tenho a ambição de fazer, profissionalmente, aquilo que mais gosto que é ser treinador de basket, mas é preciso criar condições para isso. Não basta dizer que querem que as pessoas sejam profissionais. Assim que as condições estiverem criadas, eu assumo esse profissionalismo a 100%.

Qual a sua opinião sobre este “ano turbulento” do basquetebol português: participação histórica no Eurobasket 2007, e as divergências entre a FPB e a LCB.

Vejo com preocupação porque a Federação e a Selecção, treinadores e jogadores fizeram um trabalho notável, extraordinário. Aquilo que se conseguiu fazer no Europeu excedeu todas as expectativas e o basket português não conseguiu aproveitar isso para se projectar para outro patamar mais elevado e isso preocupa-me.

Acha que estas divergências entre FPB – LCB, ou entre as pessoas que as dirigem, poderão pôr em risco o futuro da modalidade? É evidente a projecção que outras modalidades conseguiram ganhar, nomeadamente o rugby que ganhou imensa visibilidade e novos praticantes…

Que as coisas não estão bem, toda a gente sabe. Que as coisas têm que melhorar, também toda a gente tem consciência. Agora, na minha opinião, o que penso que as pessoas responsáveis têm de procurar é um modelo de desenvolvimento para o basquetebol que faça crescer a modalidade. Essa é que tem de ser a primeira preocupação. As pessoas deviam perguntar-se “Porque é que temos quase sempre os pavilhões vazios?”, “Porque é que o jogador português não se assume ao mais alto nível, salvo raras excepções?”. Se formos a ver, não vemos quase nenhum jogador de 20 anos a jogar na principal competição portuguesa. Os jogadores continuam a ser o Marçal, o Seixas, o José Costa, etc. Porque é que não aparecem jogadores novos todas os anos? São este tipo de interrogações que deviam ser feitos para se começar a pensar num modelo que sirva os interesses do basket em Portugal.

Parece-me que esta época que devia estar a ser de transição não está a ser aproveitada para desenvolver esse modelo de desenvolvimento para a modalidade.

Treinos bi-diários, outra actividade profissional. Como ocupa tempos livres? Tudo dedicado ao basket?

Não, não…Tive um filho à dois meses e meio e os tempos têm sido ocupados com ele. Mas como qualquer outra pessoa, obviamente que tenho outras actividades. É como aquela célebre frase “Quem é só médico, nem médico chega a ser”. Um treinador tem de ter outras ocupações, até porque isso acaba por ser importante para o seu processo formativo e para o ajudar na sua carreira de treinador. Como qualquer outra pessoa gosto de ir ao cinema, gosto de praia, de viajar, de passear e conviver com amigos.

Por fim, gostaria de deixar alguma mensagem a outros treinadores jovens que estejam a começar?

Aquilo que um treinador uma vez me disse foi que a partir do momento que os jovens sentem que têm essa vocação e que gostam dessa actividade, a persistência, o querer aprender todos os dias, e a vontade de ser melhor de dia para dia vão fazer dele um bom treinador. Ou pelo menos irá ter as bases para isso.


Join it

Janeiro 21, 2008

Um amigo nosso esteve em Barcelona este fim de semana para participar numa Feira de Sapatilhas. No certame estava presente a Undrcrwn, uma marca que, não se dedicando exclusivamente ao basquetebol, faz dele uma das peças fulcrais dos seus objectivos de vendas. O slogan da marca durante a Feira de Barcelona era «There are more people in the stands than in the game. Join it». Aqui vos deixamos uma outra forma de abordagem, em vídeo:

Basquetebol um produto, um jogo, um desporto ou uma arma social? Ou todos e cada um?


Nota 10!

Janeiro 21, 2008

Agora que o All-Star Weekend está a chegar, começam a surgir nomes de jogadores para participar nos famosos concursos de Sábado à noite. Jamario Moon, o rookie dos Raptors já anunciou que estará presente, tal como também o fez o campeão em título Gerald Green – agora nos T-Wolves.

Certamente que já estarão a preparar algo que impressione o público e os júris. Só espero que nenhum se lembre de fazer um tão espectacular como o que a seguir mostramos, porque este já tem direitos de autor!!

 


Sheed mostra uns truques

Janeiro 17, 2008

É do conhecimento público que os jogadores da NBA têm uma certa tendência para os jogos de sorte e azar, e para as ‘apostas’. DerMarr Johnson afirmou, ainda na época passada, que quando recebiam os cerca de $100 diários de ‘subsídio de alimentação’ a que tinham direito cada vez que jogavam fora eram imediatamente apostados mal entravam no avião. Mais recentemente, Rajon Rondo disse que tinha perdido uma boa quantia de dinheiro em jogos de sorte e azar com os seus colegas de equipa e que tão cedo não voltava a apostar…tanto dinheiro.

Não raras vezes as apostas passam do avião para dentro do pavilhão. Michael Jordan – confesso apostador – divertia-se a ganhar dinheiro aos seus colegas com lançamentos do meio-campo: ‘primeiro a chegar aos dez ganha’. Depois, o já famoso despique entre Gilbert Arenas e DeShawn Stevenson onde o segundo saiu com cara de poucos amigos: não sei se por ter perdido o jogo, se por ter perdido dinheiro.

Mas o vídeo que aqui fica é de Rasheed Wallace que à medida que se vai entretendo com a bola, vai sendo aliciado por vários elementos dos Pistons, desde Ron Harper a Tayshaun Prince, passando ainda por Dale Davis. Esta é uma boa maneira de Sheed juntar mais uns trocos para ir pagando as multas que a Comissão da Liga lhe impõe…

 


O amor nasce na rua

Janeiro 14, 2008

Estando o basquetebol português recheado de problemas, é fácil apontar alguns que saltam à vista de todos. Um dos mais repetidos é a ausência de público. Isto pode resultar de má promoção por parte dos agentes, pode também ser consequência da falta de qualidade de alguns praticantes, ou pode também ter que ver com a inexistência de espectáculo dentro do pavilhão – dentro e fora das quatro linhas. No entanto, esta problemática poderá encontrar uma outra explicação que não as acima mencionadas.

Playground

O amor nasce na rua. A paixão pelo jogo não se limita a um pavilhão de 10.000 pessoas com lotação esgotada todas as semanas. A paixão pelo jogo vem das ruas, dos campos ao ar livre, dos jogos até aos 10, dos aros com rede de metal ou sem rede e do chão de cimento. Num espaço onde a criatividade impera, o desejo de criar nunca supera o de vencer, e por vezes vêem-se verdadeiras batalhas. Mas…é essa a magia do jogo!

Nos Estados Unidos é o fenómeno que se conhece, campos e campos espalhados por todas as cidades, torneios organizados com importância crescente, chegando-se ao ponto de haver ‘jogadores de rua profissionais’, os campos estão sempre ocupados e todos os bairros têm pelo menos um.

Kadour Ziani

Na Europa o movimento tem crescido a olhos vistos, sendo que em França também já surgiram equipas de exibição criadas directamente em playgrounds, sendo Kadour Ziani um dos ícones desta vertente. Este atleta já chegou a participar em programas televisivos nos Estados Unidos para demonstrar o seu talento. Em Espanha os campos ao ar livre estão quase sempre lotados. O povo espanhol adora o desporto, e tendo infra-estruturas à sua disposição para poder praticar algo que tanto gostam, não hesitam em ir para a rua e jogar, jogar, jogar até o corpo aguentar. Na Sérvia a loucura mantém-se, sobretudo em Belgrado e Novi Sad com as dezenas de campos sempre ocupados e com os jogadores a irem das ruas para o pavilhão.

Na Austrália o basquetebol teve um crescimento impressionante nos últimos anos. Os jogos da Liga NBL são agora disputados em pavilhões de 8.000 e 10.000 lugares normalmente cheios, e as audiências televisivas continuam a aumentar. Não pode ser separado deste crescimento o ‘boom’ que se verificou ao nível do basquetebol de rua. Em Melbourne e em Sidney há cada vez mais playgrounds disponíveis para toda a população e até já existem algumas instituições criadas no sentido de promover o basquetebol de rua: a Major Streetbasketball Foundation (MSF)organiza torneios, promove digressões e promove também jogadores, como é o caso do ‘pequeno voador’ Area51.

Amor nasce na rua.01

Em Portugal, não raras vezes se ouvem algumas personalidades ligadas ao basquetebol - Carlos Lisboa, George Sing, Henrique Vieira, Luis Magalhães, entre muitos outros - a lembrarem os tempos em que cresciam em Moçambique e aprendiam a amar o jogo que lhes mudou a vida. Fosse em playgrounds, fosse num aro agarrado a uma árvore, havia sempre quem estivesse a jogar basquetebol. E à noite lá iam os amantes de basquetebol ocupar os cerca de 5.000 lugares do Pavilhão do Sporting de Lourenço Marques.

O amor nasce na rua, e em Portugal esse amor está a ser sufocado. Apesar de algumas iniciativas louváveis existem poucos campos acessíveis à população. Depois, as pessoas não saem à rua para jogar, muitas vezes preferem ficar por casa e a fraca cultura desportiva portuguesa também não ajuda muito. No entanto, algo vai mal e na minha opinião é por aqui, pelo basket jogado na rua, que pode passar uma importante parte do crescimento deste desporto. Porque como se pode ver nos exemplos anteriores, o basquetebol dos pavilhões cheios encontra-se bem sustentado por um crescente movimento de desporto disponível para toda a população, de pessoas que descobrem o amor do jogo praticando-o. Para as entidades municipais a construção de espaços destes não terá um preço tão alto quanto isso, e para nós, amantes do jogo não é assim tão difícil ocupar esses poucos espaços existentes com o nosso gosto pelo jogo, e de preferência levando os nossos amigos a experimentar este jogo e o prazer de ver a bola entrar no cesto.


Quem quer ser primeiro?

Janeiro 12, 2008

Vem aí um Vt Guimarães -Benfica, jogo que decidirá a liderança da Proliga

Disputa-se no Domingo pelas 17h30 e o Seis25 quis espreitar o grande embate

                                                      

Pertencem a duas gerações diferentes mas foram ambos jogadores de qualidade.Fernando Sá começou há pouco tempo, dando nas vistas como treinador principal no Vasco da Gama na Proliga. Quando o projecto vascaíno cedeu por dificuldades financeiras, Fernando foi o escolhido para liderar o projecto do Vitória. Levou consigo Ricardo Pinto e Pedro Tavares e foi à luta. Muito sereno a analisar o jogo e a mexer na equipa a partir do banco.Henrique Vieira tem muito mais experiência que Fernando Sá. Campeão Nacional pela Ovarense em 2005/06 – depois de ter morrido na praia muitas vezes – largou o projecto vareiro e abraçou o do seu Benfica nestas duas últimas épocas. Adepto de equipas coesas e dominadoras no ressalto e na defesa, Henrique Vieira tem mais armas à sua disposição para o encontro de Domingo, mas chegará?

Dois clubes com trajectórias diferentes.O Benfica, um colosso do Basquetebol português, saiu da moribunda Liga Profissional no ano passado por causa das divergências que surgiram na sequência do caso António Tavares. Mantendo a espinha dorsal da equipa e o treinador, as águias investiram forte na edição da Proliga. Já perderam um jogo, com o Illiabum em casa(81-87), tendo ganho com relativa facilidade aos outros adversários directos (12pts ao Física, 10pts ao Queluz) e a todas as outras equipas. O Benfica coleccionou já 32 títulos de Campeão Nacional (!!), mas participou pela última vez numa final em 1995/96 e ganhou pela última vez um Campeonato – ainda não havia Liga – em 1994/95.Na vinda para a Proliga, arrastou imprensa, adeptos e qualidade.O Vitória, campeão em título da Proliga, criou nos últimos anos um projecto sustentado de crescimento que tem dado os seus frutos – projecto aliás que pode ser avaliado como projecto do clube, fixem o Voleibol como outro exemplo. Relembre-se que antigamente apenas existia o Basket Guimarães, tendo há uns anos o Vitória «emprestado» o nome à modalidade e possibilitado um projecto ambicioso, que todavia já recusou a subida Liga por duas ocasiões. Com uma massa adepta invulgar (não se respira só Futebol em Guimarães!), a defesa do título vai bem encaminhada esta época, apesar dos adversários de peso: o Vitória apenas sofreu um deslize, em casa com o Queluz (79-91). Tem mais pontos marcados que o Benfica, mas tem pior defesa. Teoricamente, terá mais dificuldade em recuperar do duro embate que terá com a Física no Sábado, também em casa, do que o Benfica, que irá passear a Vila Pouca de Aguiar.

Cincos prováveis

VITÓRIA Tommie Eddie, Pedro Silva, Pedro Tavares, John Winchester, Nuno PedrosoBENFICA António Tavares, Ian Stanback, Miguel Minhava, Michael Gomez, Jr Lee


Jamal, que coisa feia!

Janeiro 9, 2008

No jogo que opunha duas das maiores desilusões desta época – Bulls e Knicks – Jamal Crawford resolveu dar uma prenda aos adeptos da sua antiga equipa. É a isto que chamam nó cego? Shake n’ bake? Parece que sim…O ‘Mr. Spock’ da NBA ainda deve estar à procura da bola: Kirk, ele foi pelo outro lado!! 


Lá por fora…

Janeiro 8, 2008

ESPANHA (ACB)

1

Real Madrid

 

13

3

     

2

Bilbao Basket

 

12

4

     

3

Barcelona

 

12

4

     

4

Joventut

 

11

5

       

5

TAU Cerámica

 

11

5

     

6

Pamesa Valencia

 

11

5

     

7

Unicaja

 

8

8

     

8

C.B. Granada

 

8

8

     

9

Girona

 

8

8

     

10

Valladolid

 

8

8

     

11

Gran Canaria

 

7

9

     

12

Murcia

 

6

10

     

13

Fuenlabrada

 

6

10

     

14

Manresa

 

6

10

     

15

ViveMenorca

 

6

10

     

16

Cajasol

 

4

12

     

17

MMT Estudiantes

 

4

12

     

18

León

 

3

13

     

No jogo grande da jornada o Barcelona recebeu o Bilbao Basket e venceu por 73-66, resultado que ironicamente os mantém no terceiro posto já que têm menor cesto-average.Todos os jogadores do cinco inicial dos catalães fizeram mais de dez pontos, enquanto no Bilbao só Marcelinho Huertas esteve em grande nível, sendo o melhor marcador da partida com 23 pontos. Por outro lado, o Pamessa Valência conseguiu uma boa vitória fora de portas, batendo o Joventut por 92-85, apesar dos 25 pontos de Rudy Fernandez que é o melhor marcador da Liga. Quem agora lidera isolado é o Real Madrid, depois da vitória frente o Casajol por 77-74 fora de casa.

Esta temporada os três primeiros já se defrontaram. O Barça recebeu e venceu o Real Madrid por 84-65. O Real Madrid também já bateu o Bilbao, em casa, por 74-69.

GRÉCIA

1.

Panathinaikos

11

0

2.

Olympiakos

10

1

3.

Aris

8

3

4.

Panellinios

7

4

5.

Panionios

6

5

6.

Egaleo

6

5

7.

Larissis Adamou

5

6

8.

Olympia Larissa

5

6

9.

AEK

4

7

10.

PAOK

4

7

11.

Maroussi

4

7

12.

Kolossos Rodou

3

8

13.

Olimpyada AEP

2

9

14.

Rethymno AGO

2

9

Pannellinios 66-70 PAOK ; Egaleo 71-75 Rodou; AEP Olimpyada 67-87 Larissa; Panionios 78-87 Panathinaikos;
Aris 72-55 Rethymno; Adamou 69-96 Olympiakos; AEK 76-80 Maroussi

Na Liga Grega continua o passeio de Panathinaikos e Olympiakos. Ambos venceram com tranquilidade, e fora de casa, sendo que Tsartsaris Costas partiu literalmente a loiça…Relembre-se que os dois colossos já se defrontaram esta época, vitória do Panathinaikos em casa por 81-77 , naquela que foi a única derrota do Olympiakos.


Na hora de lançar…

Janeiro 6, 2008

Oscar Schmidt

O lançamento é um dos gestos técnicos mais importantes do jogo de basquetebol, uma vez que é através dele que se consegue o objectivo do jogo: introduzir a bola num aro colocado a 3,05m do solo. Dada a importância do mesmo, muito se debate sobre este capítulo do jogo.

Na minha opinião o lançamento é, infelizmente, o gesto técnico que mais alterações sofre ao longo do processo de formação de um jogador de basquetebol. Seja por causa da força do jogador, por causa da distância a que lança do cesto ou por achar que lançando de forma diferente consegue concretizar mais. 

Reggie Miller

Ao treinador cabe a missão de tentar corrigir as imperfeições que existem no gesto técnico, no sentido de que essas correcções conduzam a uma maior eficácia na hora de lançar ao cesto. Mas, como corrigir um atleta que apresente boas percentagens de concretização mas que tenha um lançamento incorrecto ao nível da sua execução?

É, para mim, óbvio que quando se trata de praticantes numa fase de iniciação do jogo o gesto terá de ser ensinado mediante as ‘regras de ouro’ da execução do lançamento. Mas, se se trata de um atleta já em idade sénior, ou ainda em idade de júnior e que tenha interessantes percentagens de lançamento, a sugestão será para ele mudar ou para repetir e repetir e repetir no sentido de melhorar a sua eficácia?

Assim, o que é mais importante: ter um gesto técnico correcto ou ver a bola entrar no aro de cima para baixo?

Ficam dois exemplos de lançamento: Ben Wallace e Peja Stojakovic. O lançamento do primeiro até é executado correctamente, mas é o jogador com pior percentagem de concretização de sempre da linha de lance-livre. Já Peja Stojakovic tem um lançamento ‘estranho’ e é apenas e só um dos melhores lançadores do Mundo…        

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