“Não quero entrar em polémicas, mas surpreende-me um clube como o Benfica não jogar contra, por exemplo, o FC Porto e a liga profissional só ter oito equipas. E por que razão os jogadores portugueses preferem estar numa terceira divisão em Espanha?”
Sem rodeios mas com algumas dúvidas. Assim parece estar Moncho Lopez que na sua primeira conferência de imprensa enquanto seleccionador nacional aproveitou para dizer aquilo que muitos de nós pensam! Pelos vistos o novo seleccionador tem acompanhado o que se passa no nosso basket, mas parece que, tal como a grande maioria, não percebe muito bem o que por aqui se passa. Liga Profissional a 8? Qual a razão concreta e verdadeira para o Benfica ter optado pela prova da FPB? Será que o novo patrão de Moncho não poderá ajudar a esclarecer estas questões? Ou também ele não sabe de nada e não pode dissipar as dúvidas do treinador que recentemente contratou?
Quanto à pergunta - “E por que razão os jogadores portugueses preferem estar numa terceira divisão em Espanha?” - parece ser de fácil resposta: Campeonato mais profissional, algumas equipas mais competitivas, melhores condições de trabalho e de vida…
Veja-se o exemplo de Mário Fernandes: é claro que não foi numa época que o jovem base aprendeu a jogar, mas reparem no ritmo e na segurança com que chegou ao Eurobasket 2007, e comparem os seus desempenhos com os de Filipe da Silva e, principalmente, Miguel Minhava! Para mim, Mário Fernandes foi o melhor base de Portugal durante o Euro! Foi o que menos tremeu sobre pressão e o que conseguiu pôr a equipa a jogar melhor. Terá esse desempenho que ver com a experiência que ganhou em Espanha, mesmo que numa divisão inferior no qual as alternâncias defensivas se verificam ao longo do jogo, onde a pressão defensiva é uma constante e onde o ritmo de jogo é bem mais elevado que em Portugal?
Moncho começa assim a sua era com esperança, mas também com algumas críticas. Críticas essas que vêm sendo diagnosticadas pela grande maioria dos seguidores do basquetebol em Portugal. Repetindo uma pergunta aqui feita recentemente: estará Moncho Lopez preparado para mudar esta realidade enquanto trabalha em part-time na FPB? Alguns dos problemas estão identificados, agora falta o mais difícil: resolver!
Fevereiro 15, 2008 às 15:07 |
Pela 2ª vez faz referência negativa ao desempenho do Miguel Minhava no Eurobasket, revelando total desconhecimento do que se passou.
Miguel Minhava saído de uma operação a uma hernia não jogou no Eurobsket, apenas fez os poucos minutos da “intenacionalização”…. teve sim um papel importantissimo na qualificação, como poderá comprovar através de várias noticias em jornais e em sites da modalidade.
Fevereiro 15, 2008 às 16:59 |
Talvez por ser de fora, pode ser que os de dentro ouçam.
Lena se o Minhava não podia não ia, tão simples como isso.
Fevereiro 15, 2008 às 17:12 |
Concerteza que não foi o jogador que tomou a decisão! Aliás foi e”excluido” “partindo do princípio” de que não estaria em condições…… porque oportunidades não teve…..e quem acompanhou viu o que se passou……
Apenas alerto para a veracidade dos factos.
Fevereiro 15, 2008 às 19:29 |
Lena, acho que desta vez não está nenhuma referência negativa implícita ao desempenho do Miguel Minhava. Apenas disse que o Mário Fernandes esteve melhor do que ele (e do que o Filipe da Silva) no Eurobasket.
É certo que alguns jogadores quase não participaram no período de preparação por estarem a recuperar de lesões, e o Miguel não foi o único jogador a sofrer desse problema. Reconheço que na Fase de Apuramento foi essencial para os desempenhos da selecção e, na minha opinião, foi mesmo um dos 3 melhores jogadores da nossa equipa nessa fase!
No entanto, isso não invalida o que referi: é minha opinião que o Mario Fernandes foi o melhor base no Euro! Mas com isto não estou a criticar negativamente o Miguel Minhava ou o Filipe da Silva, mas sim a criticar positivamente o base madeirense.
Obrigado pelo seu comentário!
Abraço, Miguel Tavares