Tal como nos restantes campeonatos, também na Proliga se iniciaram os Playoff! Os principais candidatos garantiram o apuramento nos primeiros lugares, e asseguraram assim a vantagem de jogar em casa na primeira ronda, tentando evitar algumas surpresas. Assim, Benfica Vitória M. Couto Alves, Queluz Sintra Património Mundial e Illiabum desde cedo se assumiram como candidatos aos primeiros lugares: quer pelo investimento realizado, quer pela qualidade dos seus jogadores e pelas soluções ofensivas e defensivas que foram apresentando ao longo da época. Damos agora uma espreitadela aos jogos desta primeira ronda, onde já tivemos uma pequena surpresa.
Benfica vs Sampaense Tecidos Coimbra

Desde o início se percebeu que o Benfica era o principal candidato à vitória já que mantinha a maioria dos jogadores da época anterior com muita experiência acumulada em campeonatos mais competitivos. E o Benfica foi confirmando o seu poderio ao longo do campeonato – única derrota tinha sido em casa com o Illiabum – até que uma onda de lesões atingiu a equipa lisboeta deixando fora de combate quatro jogadores habitualmente titulares: Minhava, Tavares, Mimms e Watkins (este com um grave problema de saúde). No entanto, Tavares e Mimms já estão recuperados ou praticamente recuperados e Minhava para lá caminha e por isso o possível enfraquecimento do Benfica parece posto de lado e, pelo menos na primeira eliminatória, são favoritos perante um Sampaense longe da qualidade apresentada em anos anteriores, e que com a saída de João Rosado perde uma importante peça no seu esquema. No entanto, a equipa agora orientada por Francisco Gradeço não quererá entregar de mão beijada a vitória e tudo fará para contrariar o favoritismo do Benfica.
No primeiro jogo o Benfica confirmou o seu favoritismo e foi vencer a S. Paio de Gramaços por 62-74.
Vitória M. Couto Alves vs Esgueira OLI

Pelo terceiro ano consecutivo estas duas equipas voltam a encontrar-se nos Playoff da Proliga! Mas ao contrário das duas épocas anteriores em que se defrontaram nas Meias-finais e que ambas as equipas dividiam o favoritismo, este ano encontram-se logo na primeira ronda e a equipa de Guimarães é claramente favorita. Actual campeão em título, vencedor da Taça de Portugal, o Vitória M. Couto Alves não é apenas favorito a passar esta eliminatória, como também a vencer o campeonato! O treinador Fernando Sá construiu uma verdadeira Equipa – o colectivo deste Vitória é muito mais do que a soma dos seus valores individuais – que defende muito bem, conciliando agressividade e inteligência, e utilizando diferentes soluções sempre com grande eficácia, que tem bons lançadores e bons jogadores interiores – de entre os quais se destaca Tommie Eddie, apontado por alguns como o melhor norte-americano a jogar em Portugal. Quanto ao Esgueira OLI, é a grande surpresa (pela positiva) da competição! Se no início da temporada alguém dissesse que a equipa aveirense, iria terminar a Fase Regular em 7º lugar, poucos acreditariam: equipa jovem e composta maioritariamente por jogadores formados no clube – além dos jogadores também o treinador Pedro Costa encaixa nestas características – e com um orçamento consideravelmente inferior ao dos seus adversários. No entanto, alcançaram os Playoff por mérito próprio e agora irão tentar dificultar ao máximo a vida ao Vitória.
No primeiro jogo, o Esgueira OLI aproveitou o factor casa e causou a grande surpresa desta jornada vencendo os vimaranenses por 80-72. O Vitória M. Couto Alves vê-se agora obrigado a vencer os dois jogos do próximo fim-de-semana, mas jogando perante o seu público e por toda a sua qualidade continua a ser favorito.
Queluz Sintra Património Mundial vs Associação Académica de Coimbra

O Queluz Sintra Património Mundial foi a equipa que a par do Benfica, transitou da Liga Uzo para a Proliga, no entanto o seu plantel sofreu consideráveis mudanças, comparativamente àquele que competia no campeonato profissional. O jovem treinador André Martins continua a comandar a equipa da Linha de Sintra, e reuniu um grupo heterogéneo composto por jogadores portugueses ainda à procura da sua afirmação, por jovens promissores formados nas escolas do clube e com uma dupla de norte-americanos muito interessante de entre os quais se destaca Bryan Foss. A agressividade, intensidade e alegria com que jogam cedo se tornou na imagem de marca desta equipa que sempre andou entre os lugares cimeiros da classificação. A Académica demorou a aquecer e na primeira volta esteve longe de demonstrar o seu real valor perdendo alguns jogos de forma inesperada, mas desde que teve o seu núcleo principal de portugueses (Fernando Sousa, Bruno Costa, Alexandre Gama e Hugo Loureiro) prontos para jogar as vitórias começaram a surgir e a equipa de Coimbra foi subindo na tabela até chegar ao 6º lugar com que terminou a Fase Regular. Agora o objectivo é melhorar a prestação da época passada em que perderam na primeira ronda.
No jogo disputado em Coimbra, o Queluz Sintra Património Mundial venceu por 59-61 e a vida da Académica está agora muito mais complicada, pois a jogar em casa a equipa de Sintra dificilmente deixará escapar a oportunidade de avançar para as Meias-finais.
Illiabum vs Física BES Leasing
Esta será, muito provavelmente, a eliminatória mais equilibrada – quanto mais não seja porque se trata das equipas que terminaram em 4º e 5º lugar, respectivamente. A equipa do Illiabum desde cedo se assumiu como candidata aos primeiros lugares e os reforços que chegaram a Ílhavo – Pedro Silva (Sampaense), Daniel Félix e o treinador Carlos Gouveia (Esgueira) e Dinis Amorim (Clube dos Galitos) – indicavam claramente as pretensões do clube! E inicialmente o Illiabum deu provas da sua qualidade, sendo a primeira equipa a vencer o Benfica. No entanto, uma série de lesões dificultou a caminhada da equipa e foram surgindo algumas derrotas. Pelo meio, ainda dispensaram o norte-americano Cheeks (acabou na equipa profissional da Figueira da Foz) e foram buscar o reforço Uter. Sem problemas de lesões, este Illiabum era candidato a campeão, mas com os problemas que foram surgindo, a tarefa será mais complicada. A equipa da Física com a sua forma de jogar rápida e, por vezes, pouco organizada foi conseguindo resultados interessantes e que nunca puseram em causa o lugar nos 8 primeiros. É uma equipa com várias soluções, com dois jogadores exteriores (Monplaisir e Viana) que ganham muitos ressaltos e que intimidam bastante nas áreas próximas do cesto, e com jogadores interiores sempre prontos a acelerar o ritmo de jogo (Barroca e Craig), mas que por vezes mostra uma estranha tendência para perder jogos nos últimos minutos depois de ter tido a seu favor grandes vantagens pontuais.
Em Torres Vedras, a Física foi mais forte, e a pressão está agora do lado do Illiabum que se escorregar no jogo de Sábado termina a época. Mas com o apoio do apaixonado público ilhavense, o Illiabum tentará comprovar o porquê de ser apontado como um dos candidatos ao título.