As forças de Oeste

Abril 18, 2008

LA Lakers vs Denver Nuggets

Lak vs Nug

O famoso triângulo ofensivo contra a ‘Gangster-Team’. Os Lakers foram a equipa com melhor recorde de vitórias na conferência Oeste e nem a lesão de Andrew Bynum os fez perder terreno para os mais directos adversários. O reforço de Pau Gasol veio trazer maior poderio no jogo interior nos dois lados do campo, completnado excelentemente a época em grande de Kobe Bryant – hoje em dia muito mais jogador de equipa do que em épocas recentes. Os Lakers dispõem ainda de mais e melhores soluções: Lamar Odom, Derek Fisher, Sasha Vujacic, Jordan Farmar, Ronny Turiaf ou Vladimir Radmanovic. Quanto aos Nuggets, é uma equipa com pouca apetência para defender, mas que normalmente marca muitos pontos. Tem um 5 inicial forte, mas fica-se por aí…Para juntar à festa, Carmelo Anthony voltou a mostrar que os jogadores de Denver têm alguma dificuldade em cumprir a legislação norte-americana! Nos três jogos em que Lakers e Nuggets se defrontaram a vitória foi sempre para os Lakers. Também por isso o favoritismo vai para Los Angeles.

4-1 para Lakers JC || 4-2 para Lakers MT

 

San Antonio Spurs vs Phoenix Suns

SAS vs Sun

Um ano depois, o esperado reencontro. Esta será uma das séries mais interessantes de seguir: equilíbrio entre as equipas, campeões a defender os anéis, ou simplesmente pela rivalidade que surgiu nos Playoffs de 2007 e que se prolongou durante a Fase Regular de 2008. Os Spurs têm o factor casa a seu favor, são os campeões em título e contam com a qualidade e experiência de Ginobili, Parker e Duncan para os conduzir à vitória. Além disso, Bruce Bowen estará certamente preparado para fazer das suas. Os Suns por sua vez tentarão aquilo que nunca conseguiram enquanto tiveram do seu lado o factor casa: chegar à Final do campeonato. Os Suns foram uma das formações mais activas no mercado de transferências e conseguiram ir buscar Shaquille O’Neal em troca de Shawn Marion. E esta será a altura correcta para dizer se foi ou não um bom negócio: Shaq foi contratado para render nos Playoff e para ajudar os Suns a darem o passo que lhes tem faltado e convém lembrar que desde que o ‘Diesel’ chegou ao Arizona os Suns venceram os dois jogos contra os Spurs! O saldo da Fase Regular regista 3 vitórias para Phoenix e 1 para San Antonio.

4-3 para San Antonio JC || 4-3 para Phoenix MT

 

New Orleans Hornets vs Dallas Mavericks 

NOH vs DAL

Encontro de gerações. De um lado estão os surpreendentes New Orleans Hornets, uma das melhores equipas da competição comandadas por um base excepcional que muito promete – Chris Paul. Do outro lado, os Dallas Mavericks que apenas nos últimos jogos garantiram o apuramento para a fase decisiva da temporada e que agora jogam sob o comando de um dos melhores bases da última década – Jason Kidd. Os Hornets contam com Chris Paul para seguir em frente e chegar à segunda ronda dos Playoff, e se mantiverem o ritmo e a qualidade com que vêm da Fase Regular, são candidatos a continuar em prova. No entanto, além de ser ‘quase obrigatório’ explorar o jogo interior terão de ter atenção ao jogo exterior dos Mavericks (nomeadamente Jason Terry, Jerry Stackhouse e Dirk Nowitzki) já que esta é uma das principais soluções da equipa do Texas. Por outro lado, os Mavericks terão de ter cuidados redobrados com Chris Paul já que Jason Kidd não é propriamente um especialista defensivo e terá algumas dificuldades em parar o jovem Paul. O factor casa poderá ser determinante nesta série, já que nos jogos disputados na Fase Regular os Hornets venceram os dois disputados em New Orleans, enquanto que os Mavericks venceram os dois disputados em Dallas.

4-2 para New Orleans JC || 4-2 para New Orleans MT

 

Utah Jazz vs Houston Rockets

HOU vs UTA

Cena 1 – Take 2. Na época passada protagonizaram uma das mais emocionantes séries da primeira ronda, tendo os Utah Jazz passado à segunda ronda fruto de uma vitória em Houston no jogo 7. Continuava assim a senda de T-Mac e Yao em não passar da primeira ronda dos Playoff, enquanto que os jovens Jazz avançavam para as meias-finais de Conferência. Este ano verificam-se algumas alterações: os Jazz têm o factor casa do seu lado e Yao Ming está fora de combate! E isso poderá ser uma das chaves para esta série: Carlos Boozer e Mehmet Okur vão procurar explorar a vantagem sobre os jogadores interiores de Houston. Para isso, contam com a contribuição do base Deron Williams – um dos jovens com maior destaque na liga e que tão bem tem comandado os Utah Jazz. Os Rockets esperam que T-Mac esteja em grande e que consiga carregar a equipa para a tão desejada segunda ronda. Mas também Rafer Alston, Shane Battier e Luis Scola terão importantes contributos a dar. Nos jogos realizados durante a época 2 vitórias para os Jazz (uma delas em Houston) e 1 para os Rockets.

4-2 para Houston JC || 4-3 para Utah MT


As forças do Este

Abril 18, 2008

Boston Celtics vs Atlanta Hawks

BOS vs ATL

Experiência vs juventude. Será, muito provavelmente, uma das séries mais desiquilibradas desta primeira ronda: Boston foi a equipa mais forte da NBA, enquanto que os Atlanta ficaram abaixo das 41 vitórias. No início do ano os Celtics juntaram Kevin Garnett e Ray Allen a Paul Pierce, construindo um trio All-Star de respeito. Muito se falou do regresso dos Celtics aos tempos áureos. No entanto, a equipa necessitava de alguns ajustes para enfrentar os desafios dos Playoff e por isso mesmo foi juntando James Posey, PJ Brown e Sam Cassell para fazer dos Boston Celtics uma das equipas mais fortes da NBA. Os Atlanta, depois de alguns anos pelas ruas da amargura, voltam aos Playoff mas a sua tarefa não poderia ser mais complicada! No entanto, o futuro parece ser risonho em A-Town já que conseguiram juntar um interessante núcleo de jovens jogadores que pode conseguir bons resultados num futuro próximo. Nos três jogos disputados este ano entre estas equipas, os Celtics somaram três vitórias.

4-0 para Boston JC || 4-1 para Boston MT

Detroit Pistons vs Philadelphia 76ers

PHI vs DET

Velhos conhecidos. Tal como da última vez em que os Sixers chegaram aos Playoff, a equipa de Philadelphia volta a defrontar os Pistons na primeira ronda dos Playoff. Nesse ano, os Pistons venceram os Sixers (que ainda tinham Allen Iverson) em cinco jogos e acabaram por chegar à Final da NBA. Desde então, muito mudou em Philly, e uma renovada equipa chega agora aos Playoff depois de uma recta final de grande qualidade. Andre Iguodala é agora uma das principais referências de uma equipa que conta ainda com Andre Miller e que gosta de jogar em contra-ataque e com muitas transições ofensivas sempre a grande velocidade. Tal só é possível devido ao aparecimento de jovens jogadores como Theo Young e Rodney Carney. No entanto, do outro lado estão os fortes Detroit Pistons, que devido ao descanso que deram aos seus principais jogadores nas últimas semanas da Fase Regular provocaram algum ‘barulho de fundo’. Ao núcleo duro (Wallace, McDyess, Billups, Prince e Hamilton) juntam-se os jovens Jason Maxiell e Rodney Stuckey que dão importantes contributos no sentido de fazer dos Pistons uma das equipas candidatas ao título. Nos jogos da Fase Regular, 2 vitórias para cada equipa, que curiosamente conseguiram uma vitória no pavilhão do seu adversário.

4-0 para Detroit JC || 4-2 para Detroit MT

 

Cleveland Cavaliers vs Washigton Wizards

Wiz vs Cav

À terceira é de vez ou não há duas sem três. No ano passado os Wizards caíram perante os Cavaliers, mas não podiam contar com dois dos seus principais jogadores: Gilbert Arenas e Caron Butler. Há dois anos, a série entre estas duas equipas foi memorável e também acabaram por ser os de Cleveland a avançar para a segunda ronda. Agora, os Wizards voltam a contar com todos os seus jogadores (Arenas voltou a jogar depois de prolongada lesão) e os Cavs estão ainda mais fortes depois de terem renovado o seu plantel (Ben Wallace, Joe Smith, Wally Szczerbiak e Delonte West chegaram a Cleveland em troca com Larry Hughes e Drew Gooden). Além disso, é de esperar que o despique entre DeShawn Stevenson e Lebron James continue, mas desta vez dentro de campo (será que Soulja Boy e Jay-Z irão assistir aos jogos na primeira fila?)! Tendo em conta os jogos anteriores e a história entre as equipas, esta série tem tudo para ser uma das mais intensas e equilibradas. Dos jogos disputados na Fase Regular somam-se 2 vitórias para cada equipa.

4-2 para Cleveland JC || 4-3 para Washigton MT

 

Orlando Magic vs Toronto Raptors

Howard vs Bosh

Poder interior vs poder interior. Chris Bosh e Dwight Howard são as principais figuras das duas equipas e será por eles e pelo confronto entre ambos que poderá passar grande parte do interesse desta série. Os Magic acabaram com melhor recorde de vitórias e contam, além de Howard, com um inspirado Hedo Turkoglu e Rashard Lewis que dão alguma qualidade ao jogo exterior da equipa de Orlando. Na (única) equipa canadiana o destaque é mais dividido entre José Calderon e TJ Ford que tentarão encontrar as melhores soluções para levar de vencida a equipa dos Magic. Nos jogos disputados este ano, Orlando tem saldo positivo com 2 vitórias (uma delas em Toronto) e 1 derrota. 

4-2 para Toronto JC || 4-2 para Orlando MT


Com papas e bolos…

Abril 17, 2008

«Fustigada pela grave crise económica que afecta o país [...] a Liga de Clubes deixou de ter condições para prosseguir na rota do profissionalismo, da qual foi pioneira em Portugal. Foram 13 temporadas a remar contra a maré, num país que continua a preferir o imobilismo e a inércia e que se habituou a viver sob o tecto do Estado Providência. Os principais responsáveis por este marasmo são os próprios clubes, que não souberam criar as condições necessárias para que a competição profissional vingasse, cometendo vários atropelos aos regulamentos e agindo, por vezes, de forma perfeitamente irresponsável, não cumprindo os compromissos assumidos com os principais agentes do espectáculo: jogadores e treinadores.»

Luis Silva, jornalista de ABOLA, numa notícia de hoje

Para esta assertividade jornalistica, ficava melhor pedir uma coluna de opinião ao director do jornal e dissertar à vontade. Como se costuma dizer, com papas e bolos……


Modelos de Playoffs

Abril 16, 2008

Numa altura em que as decisões dos vários campeonatos se aproximam, com a chegada dos playoff, reveste-se de toda a utilidade o debate em torno do melhor modelo para esta fase competitiva.

Há modelos para todos os gostos.

Na Liga Uzo, os quartos de final são disputados à melhor de 5, assim como as meias-finais. Já em relação à final ela é disputada à melhor de 7 partidas. Há jogos durante a semana e não somente ao fim de semana. Na Proliga, o modelo escolhido é diferente. Os quartos de final são disputados à melhor de 3 encontros, enquanto meias finais e final são jogados à melhor de 5 disputas. Um outro aspecto prende-se com o facto de os encontros dos quartos de final serem calendarizados de forma suis generis, com a equipa menos bem classificada a jogar primeiro no seu pavilhão e depois a disputar os outros dois (se necessário) no pavilhão da equipa melhor classificada. As partidas de playoff da Proliga são preferencialmente disputadas ao fim de semana. Na Liga Feminina, os quartos de final são disputados como na Liga Uzo, à melhor de 5, e primeiro em casa dos melhores classificados. A fase seguinte é disputada sob a forma de Final Four. Na Euroliga a Final Four é também a solução defendida para a fase em que só sobram 4 equipas. Mas os quartos de final são disputados à melhor de 2 encontros. Finalmente a NBA. Do principio ao fim, o modelo é o mesmo: eliminatórias disputadas à melhor de 7 partidas, com os dois primeiros jogos e a negra em casa do melhor classificado.

Playoffs

Em todos os modelos há aspectos positivos. Mas é mais fácil realçar os negativos. Por exemplo, a ideia de disputar (como acontece na Proliga) o primeiro jogo em casa do pior classificado não lembra nem ao Diabo, como se diz em português corrente. Aumenta a pressão para a melhor equipa, não beneficia quem esteve melhor na fase regular, e nem o facto de a negra se disputar no pavilhão do favorito dilui o disparate.

As fases finais de competição em Final Four são emotivas mas não tanto como as eliminatórias disputadas à melhor de 5 ou 7 encontros. Há sempre margem de manobra para quem erra, e se erra demasiadas vezes é porque é realmente inferior. Esse modelo defende o espéctaculo e defende as melhores equipas. Não é à toa que é o modelo mais actualizado. A experiência com uma final à melhor de 7 encontros tem bom currículo em Portugal. O ano passado, na Liga Uzo, Ovarense Aerosoles e Porto Ferpinta deram um autêntico espectaculo e contribuiram positivamente para a modalidade.

Para vocês, qual é o melhor modelo?


A glória voltou a Badalona

Abril 15, 2008

Duas finais disputadas, duas competições ganhas! Assim vai o saldo do DKV Joventut na presente época. Primeiro foi a Copa del Rey conquistada em Fevereiro, agora a ULEB Cup, e a equipa de Badalona sempre a demonstrar grande qualidade de jogo, apoiada numa forte e agressiva defesa (seja homem ou zona) e num impressionante sentido de colectivo, no qual é usual emergir a excelência de Rudy Fernandez – muito provavelmente o jogador em melhor forma na Europa.

DKVNa final disputada no passado domingo em Turim, ficou bem patente a qualidade do plantel que Aito G. Reneses tem à sua disposição: mesmo sem poder contar com Hernandez-Sonseca nas suas melhores condições físicas, mesmo sem ter o ‘prodígio’ Rubio nos seus melhores dias o DKV Joventut derrotou na final o seu rival do Akasvayu Girona por 79-54. A rotação de jogadores foi uma constante ao longo do jogo: Rudy Fernandez (alguns problemas no ombro), Lubos Barton, Pau Ribas, Jerome Moiso e mesmo Petar Popovic saltaram do banco e contribuíram com pontos, ressaltos e grande capacidade defensiva para o triunfo do DKV Joventut. Além disso, as entradas destes jogadores permitiam aos de Badalona manter um elevado ritmo defensivo e continuar com as suas rápidas transições ofensivas para assim se afastarem da, cansada, equipa de Girona.

O total de pontos marcados pelo Akasvayu Girona, bem como o elevado número de perdas de bola sem lançamento são claros sinais das grandes dificuldades ofensivas que sentiram perante a equipa verde-negra: Gasol muito bem anulado por Moiso e Popovic, grandes dificuldades em conseguir lançamentos perto do cesto, sendo ‘obrigados’ a refugiarem-se no lançamento exterior que por vários motivos (pressão defensiva, cansaço…) não estava a entrar. 

RudyCom esta vitória o DKV Joventut sucede o Real Madrid no quadro de vencedores da ULEB, conquista assim o seu segundo troféu da época – bem como o direito a competir na Euroliga na próxima época – e apresenta-se como um forte candidato à vitória final na ACB. Rudy Fernandez foi o MVP da Final 8, e a sua saída de Badalona no final da época parece ser cada vez mais certa, para desagrado dos adeptos da Penya que praticamente todas as semanas pedem a Rudy que continue a jogar de verde e negro e adie a sua viagem para o ‘Planeta NBA’. Rudy não tem comentado onde vai jogar na próxima época, mas tendo em conta todas as suas capacidades e a época sensacional que tem estado a realizar, é provável que Rudy Fernandez siga os passos de Gasol, Calderón, Garbajosa, Rodriguez e Navarro.


A fotogenia é um posto

Abril 14, 2008

Não sei se esta foto vai ganhar algum prémio, ou vai ser reconhecida por algum júri! Ainda assim, acho que merece ser destacada e até agora é, claramente, a foto do ano! Sam Cassell é sinónimo de veterania e fotogenia, e o preparador físico dos Boston Celtics escolheu uma pose e expressão bastante adequada ao momento!

P.S. – Reconheço que não ter colocado nenhuma foto do Sam Cassell no Separados à Nascença é uma falha grave! A situação vai ser corrigida brevemente!


Super Spartak domina Euroliga

Abril 14, 2008

Spartak

E o favoritismo confirmou-se: o Spartak Moscow Region venceu a Euroliga Feminina que decorreu este fim-de-semana em Brno (Rep. Checa), sagrando-se assim bicampeão da competição de clubes mais importante na Europa, no que ao basquetebol feminino diz respeito.

TaurasiCom um plantel recheado de ‘estrelas WNBA’ tais como Diana Taurasi, Lauren Jackson, Tina Thompson, Sue Bird ou Kelli Miller o Spartak Moscow Region era o grande candidato a vencer a Euroliga, apesar de na Final defrontar a equipa anfitriã do Gambrinus Brno que a jogar perante o seu público – cerca de 3500 pessoas nas bancadas – e depois de uma magnífica exibição na Meia-Final não conseguiu contrariar o maior poderio da equipa moscovita. Com contribuições muito seguras ao longo do torneio por parte de Diana Taurasi, Sue Bird, Lauren Jackson e Tina Thompson (todas elas já com um título da WNBA no currículo) e ainda com a importante ajuda da esperança russa Marina Karpunina e da outra ‘estrela WNBA’ Kelli Miller a equipa de moscovo, treinada por Natalia Hejkova (mais um título para esta treinadora) desde cedo quis mostrar o porquê de ser considerada a grande favorita a vencer a Euroliga, e entrou em campo cm o objectivo de ganhar uma importante vantagem perante a combativa equipa do Gambrinus Brno.

L.Jackson

Assim, o Spartak, comandado pelas suas estrelas norte-americanas, esteve sempre na frente do marcador, chegando a dispor de vantagens na casa dos 20 pontos de diferença, mas uma excelente recuperação da equipa checa – onde brilha Zuzana Zirkova – deixou o Gambrinus Brno a apenas 7 pontos de distância das russas. O público começava a acreditar que seria possível derrotar as favoritas e o apoio aumentava a cada cesto convertido pelas checas – o treinador Jan Bobrovsky disse, inclusivamente, que no seu país nunca tinha participado num jogo com um ambiente tão espectacular. Mas do outro lado estava a melhor equipa da Europa que confirmou esse mesmo estatuto não permitindo que a equipa de Brno concretizasse a sua recuperação, acabando por vencer o jogo por 75-60, com Lauren Jackson a contribuir com lançamentos decisivos, incluíndo alguns de longa distância!

A australiana Lauren Jackson (Spartak Moscow Region) foi nomeada a MVP da Final Four. A equipa moscovita vai agora tentar revalidar o título da Superliga russa, que nesta altura é liderada pelas rivais do CSKA.


Derby catalão em Turim

Abril 13, 2008

Rudy vs Marc

Discute-se hoje, domingo dia 13, a Final da ULEB Cup 2008. A única certeza, é que o vencedor vai ser novamente espanhol: depois do Real Madrid ter vencido a competição no ano anterior, este ano DKV Joventut e Akasvayu Girona apuraram-se para a Final. Assim, vamos ter duas equipas da Catalunha a disputar a final duma competição europeia, em Turim.

Ricky RubioPara chegar à Final, os de Badalona deixaram pelo caminho os espanhóis do Pamesa Valencia (77-67), e os turcos do Galatasaray (90-83), e nesta Final 8 têm demonstrado o porquê de serem indicados como os principais favoritos à vitória final. Rudy Fernandez continua a ‘espalhar magia’, e a sua chamada à NBA parece ser cada vez mais iminente já que se vai afirmando como um dos melhores bases-extremos da Europa: excelente capacidade de lançamento exterior, boas condições físicas (principalmente velocidade e explosividade), bom controlo de bola. Além de Rudy Fernandez, o DKV conta com os excelentes contributos de Demond Mallet, Hernandez-Sonseca, Ricky Rubio, Lubos Barton ou Jerome Moiso. A Penya é favorita, mas se quiser brindar os seus fiéis adeptos com a conquista de mais uma competição terá de imprimir o seu ritmo rápido e agressivo, e procurar retirar Marc Gasol do jogo.

Victor SadaDo lado dos de Girona, a grande figura da temporada tem sido Marc Gasol – principal candidato a MVP da liga ACB – mas o jogador que tem assumido o protagonismo em Turim tem sido o veterano Arriel McDonald que com o seu lançamento exterior destruiu os sonhos russos de atingirem a Final da ULEB Cup: nos Quartos-final o Akasvayu Girona livrou-se do Unics Kazan (75-66), enquanto que nas Meias-Finais derrotaram a formação do Dynamo Moscovo (81-78). A equipa do Akasvayu Girona, poderá ter menos soluções individuais que os seus rivais de Badalona e os seus principais jogadores – Marc Gasol, Arriel McDonald, Ivan Radenovic, Victor Sada e Fernando San Emeterio – até poderão acusar maior cansaço, mas este ano já demonstraram que são capazes de derrotar a equipa orientada por Aito Garcia Reneses.

Prevê-se que seja um jogo muito disputado, em que o DKV Joventut tentará imprimir o ritmo rápido em que tanto gosta de jogar – Ricky Rubio, Demond Mallet e Rudy Fernandez muito fortes nas transições ofensivas – enquanto que o Akasvayu Girona irá procurar o jogo interior onde Marc Gasol tem vantagem em relação a qualquer um dos seus adversários. Para acompanhar na Eurosport 2 pelas 17:30.


Outra pergunta por favor…

Abril 12, 2008

Derrick Rose

No caminho para a Final da NCAA, Derrick Rose foi aumentando a sua popularidade gradualmente até se tornar um dos jogadores em maiores destaques no Torneio. A sua liderança, a facilidade de ganhar vantagem em situações de 1×1 e a capacidade que tem em melhorar os desempenhos dos seus colegas foram alguns dos atributos normalmente referidos. No entanto, no jogo da final alguns analistas sugeriram que Rose poderia ter sido mais egoísta e atacado mais o cesto, em vez de jogar tanto para os seus colegas.

Ao que parece, Derrick Rose não é grande adepto de egoísmo, dentro e fora de campo! No vídeo que a seguir apresentamos – data do primeiro jogo da Final Four 2008 - uma jornalista, basicamente, perguntava a Joey Dorsey como era jogar com Derrick Rose. E Rose, que até estava sentado ali ao lado, tem um daqueles pensamentos em voz alta que mostram bem o quão confortável é ver os seus colegas de equipa a serem constantemente questionados sobre “como é jogar com Derrick Rose?”.

Para ver clique aqui.


As decisões aproximam-se

Abril 12, 2008

Começam hoje os Playoff da Liga UZO!

Liga UZO

Numa semana marcada pelas emoções provocadas pela ‘Conquista de Guimarães’, e em que tanto se falou da remodelação, término ou continuidade da Liga Profissional, as equipas desta competição iniciam hoje um dos momentos mais importantes da época, os Playoff!

Uma vez que o campeonato foi disputado por apenas 8 equipas, nenhuma delas fica fora da luta dos Playoff, e desde o início que se anda a jogar sabendo disso mesmo, factor que tirou alguma emotividade a esta competição. Ao mesmo tempo que diminuiu o número de equipas participantes, também a qualidade dos atletas intervenientes diminuiu consideravelmente, o que possivelmente poderá ter sido mais um dos factores de afastamento do público relativamente aos pavilhões onde se joga basket profissional em Portugal.

Em relação às equipas em prova, Ovarense Aerosoles e Porto Ferpinta continuam a ser os principais candidatos à conquista do título, e nem os recentes deslizes e exibições menos conseguidas quer na Taça de Portugal quer na jornada disputada a meio da semana tiram o favoritismo a estas duas equipas. As restantes 6 equipas estão uns furos abaixo dos dois principais candidatos, mas se ‘vareiros’ e ‘dragões’ continuarem a exibir-se como nos últimos jogos tudo pode acontecer! E caso um destes clubes não chegue à Final do campeonato, lá se vão as esperanças de ver jogos com pavilhões cheios…

 

Ovarense Aerosoles vs F.C. Barreirense

StempinPrimeiro contra último! Ovarense Aerosoles é clara favorita, tem mais e melhores soluções e dos três jogos disputados este ano entre as duas formações, contam-se três vitórias para os de Ovar (107-84; 91-78; 77-65). Os do Barreiro este ano baseiam mais o seu jogo na utilidade dos norte-americanos, e não tanto no contributo dos seus jovens jogadores, como acontecia em épocas recente. Esta eliminatória poderá ser uma boa oportunidade para a equipa orientada por Manuel Povea recuperar a confiança e fluidez no seu jogo. No entanto, se os jogos forem equilibrados e a ‘tremideira’ da Ovarense continuar, os problemas poderão agravar-se…

 

Porto Ferpinta vs Belenenses Hyundai Lusifor

Cunha

Também nesta eliminatória o favoritismo vai para a equipa melhor classificada: Porto Ferpinta! O momento da equipa portista assemelha-se ao vivido pelos seus rivais de Ovar: derrotados na Taça por uma equipa de um escalão inferior e vencidos a meio da semana no seu pavilhão! No entanto, a equipa orientada por Alberto Babo continua a ser uma das duas favoritas ao título e tentarão aproveitar o factor casa para encostar o Belenenses Hyundai Lusifor às cordas, já que nos jogos da Fase Regular a equipa portista perdeu na deslocação a Lisboa (89-87). Nos outros dois jogos acabou por ganhar (95-80; 90-84) e confirmar o seu favoritismo, mas os de Belém já mostraram que se adaptam bem ao Porto Ferpinta, e tentarão aproveitar o momento menos bom dos ‘dragões’.

 

Vagos Lusavouga Dewalt vs Lusitânia Angra Património Mundial

LevettProvavelmente será o confronto mais equilibrado destes Quartos-Final. Duas equipas semelhantes compostas por jogadores experientes, mas que nem assim se livram de ser bastante inconstantes: tanto ganham e equilibram jogos com as equipas mais fortes, como perdem com as equipas piores classificadas! O Vagos Lusavouga Dewalt na sua primeira participação reuniu um conjunto interessante de jogadores, enquanto que o Lusitânia Angra Património Mundial teve vários problemas para conseguir formar e manter plantel: António Pires e Francisco Rodrigues (este até se mudou para Vagos) poderiam assumir importante papel na equipa açoriana, mas saíram da ilha Terceira com o campeonato a decorrer. Dos confrontos entre as equipas o balanço é mais animador para os de Vagos - 2 vitórias e 1 derrota - mas sempre pautado pelo equilíbrio (67-56; 71-76; 86-85). O factor casa poderá decidir esta eliminatória, e aí o Vagos tem vantagem!

 

Casino Figueira Ginásio vs CAB Madeira

Reveles

O CAB Madeira perdeu na última jornada a vantagem do factor casa e isso pode ser algo a ter em conta, já que também aqui se prevê um confronto equilibrado: o Casino Figueira Ginásio tanto mostra alguma qualidade no seu jogo, como aparece em campo completamente apático e mostra-se sem soluções para contrariar os adversários. O CAB Madeira nunca vira a cara à luta e para isso muito contribuem Mário Jorge, João Manuel e Francisco Fernandes, bem como o treinador João Freitas. No entanto, os problemas recentes com os seus jogadores estrangeiros poderão limitar a equipa madeirense nesta eliminatória, pelo que se o Casino Figueira Ginásio conseguir manter uma atitude mais positiva face ao jogo, não relaxando, poderá avançar para as meias-finais. Caso contrário, a época poderá terminar para os da Figueira! Nos jogos disputados este ano o Casino Figueira Ginásio tem saldo positivo: duas vitórias e uma derrota (81-74; 83-78; 82-89).


A caminho da Final four, vingou a lógica

Abril 10, 2008

Estão encontradas as equipas que vão marcar presença na final four da Euroliga. Depois da qualificação do Siena, que só precisou de dois jogos para bater o Fenerbahçe, hoje era dia de decisões com três finais a serem disputadas.

O CSKA não esteve com meias medidas, e depois da derrota no primeiro encontro e de uma brilhante vitória na Grécia, despachou o Olympiacos por 25 pts (81-56). O jogo ficou marcado pela exibição de Siskauskas (24pts) e pela fantástica percentagem de lançamento exterior dos russos (13 triplos e 59%!!). Toda a gente que lançou de 3 (7jogadores) converteu pelo menos um lançamento, o que é impressionante.

O Maccabi recebeu em Telavive o Barça e venceu por 88-75, num jogo mais equilibrado. Bynum e Bluthenthal anotando 21 pontos cada e Halperin, com 17 pts e 9 assistências, foram os motores israelitas. Do lado catalão, Basile, que havia feito 34 pts no jogo em Barcelona, ficou-se por uns insignificantes 7 pts. O Barça ressentiu-se muito da falta de acerto no tiro exterior (lançou 32 vezes e só meteu 7!!)

Da armada espanhola resta agora o TAU Cerâmica, que após uma consistente exibição, bateu por 85-68 o Partizan. Sólidos a defender e contando com uma dupla interior forte (Tiago Splitter e Pete Mickel registaram em conjunto 37pts e 15 ressaltos), os espanhóis bateram uma das surpresas da edição deste ano. Os sérvios mostraram mais uma vez que são mais fortes perante o seu público e ficaram pelo caminho.

A Final Four está agendada para Madrid, de 2 a 4 de Maio. As meias finais já foram definidas e os embates são: CSKA vs TAU Cerâmica e Siena vs Maccabi. Esta será uma Final Four especial, pois em 2008 comemora-se o 50ºaniversário das competições europeias de clubes. Quem é favorito?


Pontos de vista…

Abril 10, 2008

A Final Four é um dos eventos desportivos mais vistos nos EUA: as audiências deste ano foram superiores às das Finais da NBA e da MBL de 2007. No Alamodome – antiga casa dos S.A. Spurs – estiveram cerca de 47000 pessoas a assistir à Final.

O exemplo que aqui deixamos, é também ele, suficientemente ilustrativo da importância que os norte-americanos atribuem à Final Four e o que a febre por este evento provoca: há quem tenha pago $275 (cerca de €175) para ver o jogo no estádio. Até pode parecer um preço interessante para assistir a um dos jogos do ano, mas………deste lugar?!?

275 seat


Sucessão garantida

Abril 10, 2008

Kidd NashSteve Nash, 34 anos. Jason Kidd, 35 anos. Estes dois jogadores (que até foram companheiros de equipa nos Phoenix Suns) são os melhores bases da NBA dos últimos anos e ainda hoje fazem questão de comprovar que são dos jogadores mais carismáticos da liga. A capacidade que têm em tornar os seus colegas melhores, a qualidade de passe aliada a uma leitura de jogo apurada, o sentido de colectivo sempre presente no seu jogo e os feitos individuais e colectivos que foram alcançando fizeram deles referências inegáveis.

A única coisa que lhes faltou: ser campeão! Jason Kidd esteve perto já que jogou duas finais, mas nunca conseguiu erguer nenhum troféu. Quanto a Nash…nunca esteve perto de o conseguir, mas os seus feitos individuais são impressionantes: MVP da Fase Regular, dois anos seguidos, algo pouco comum para um base. Actualmente as hipóteses de conquistarem o tão desejado título parece ser cada vez mais remota, e Nash até já afirmou que se não vencer o campeonato não ficará desiludido.

Agora, e à medida que a idade vai avançando é natural que se comece a falar e procurar sucessores para estes dois grandes jogadores! Sim, é certo que ainda estão em excelente forma e que ainda dão excelentes contributos às suas equipas, mas a sucessão é natural e já há dois jovens bases norte-americanos, curiosamente ambos escolhidos no Draft de 2005, preparados para serem as grandes referências dos próximos 10 anos na NBA: Deron Williams e Chris Paul.

DW8

Deron Williams, 23 anos, foi a terceira escolha do tal Draft de 2005 e é o comandante em campo dos renovados Utah Jazz. Em Utah, os adeptos deliciaram-se durante anos com um dos melhores bases da Liga – John Stockton. E quando este se retirou em 2003, surgiram alguns receios sobre o futuro da equipa. E realmente, só quando Deron Williams foi escolhido para a equipa de Salt Lake City é que a equipa voltou a ter um base de grande qualidade. Desde a sua época de rookie que Williams tem vindo a melhorar os seus desempenhos, e não é de estranhar se daqui a uns anos venha a quebrar os recordes de assistências estabelecidos por John Stockton. É que Williams, actualmente com 23 anos, está a averbar médias de 10,5 assistências por jogo e 19,2 pontos por jogo, o que mostra que não é um base uni-dimensional. Neste momento os Jazz já carimbaram a passagem à Fase seguinte da competição, mostrando que são uma equipa a ter em conta na forte Conferência Oeste. Tendo em conta que Williams ainda terá os melhores anos da sua carreira pela frente, e que à medida que for amadurecendo os seus números e as suas exibições serão ainda melhores, é realista pensar que Deron Williams poderá ser um dos bases mais marcantes da história do jogo.

Chris Paul

Se a época de Deron Williams tem sido de sonho, o que dizer da temporada que Chris Paul está a protagonizar? Chris Paul, 22 anos, escolhido na quarta posição do Draft de 2005 tem comandado os New Orleans Hornets para um registo surpreendente e é mesmo visto por alguns especialistas como possível candidato a MVP da Fase Regular. Paul foi escolhido para uma equipa que andava à procura do melhor rumo: mudou de Charlotte para New Orleans, remodelou o seu plantel e foi buscar um novo treinador . E assim a equipa foi-se formando em torno de Chris Paul que começou a marcar território logo na sua época de estreia, tendo sido nomeado Rookie do Ano. Hoje em dia é um dos melhores jogadores da NBA e está a ter uma época ao nível dos melhores: 11,5 assistências e 21,5 pontos por jogo! Verdadeiramente impressionante, especialmente se tivermos em conta que só vai na sua terceira época como profissional! Além do sucesso individual, Chris Paul conseguiu transformar os Hornets numa potência do Oeste, já que este ano estão a lutar para ser a melhor equipa dessa mesma conferência e assim ganhar a preciosa vantagem de jogar em casa durante os Playoff.


Um dois três, diga lá outra vez

Abril 9, 2008

Aqui, aqui e também aqui. Esta última foi genial, não acham?

E já agora, Fernando Sá em discurso directo, aqui e aqui

Boas leituras


Kansas – os novos campeões

Abril 8, 2008

Chalmers

Final emocionante! Na madrugada de ontem as equipas de Memphis e Kansas proporcionaram um jogo empolgante, nem sempre bem jogado mas sempre equilibrado, com um cesto ‘salvador’ de Mario Chalmers que o elevou à condição de herói e que permitiu aos Jayhawks empatarem o jogo e ir a prolongamento. No tempo-extra os de Kansas foram mais fortes, sagrando-se os novos campeões da NCAA!

Desde a bola ao ar que o jogo foi marcado pelo equilíbrio. Kansas procurava o seu jogo interior, e foi a partir desse ponto que conseguiu criar inúmeras situações de vantagem: Darrell Arthur e Darnell Jackson acumulavam pontos e ressaltos. Defensivamente conseguiram tirar Derrick Rose do jogo, e a produção ofensiva de Memphis devia-se aos seus lançamentos exteriores, de média e longa distância, já que Kansas dominava as tabelas e o jogo interior nos dois lados do campo!

Final

Derrick Rose não estava a conseguir pegar no jogo de Memphis. Aliás, pouco agressivo do ponto de vista ofensivo, não atacando o cesto, não procurando penetrar para lançar ou assistir os seus colegas, como tão bem vinha fazendo ao longo do torneio, fazia com que nos perguntássemos se ainda estaria a ser afectado pelo efeito das gomas? Além disso, John Calipari ia insistindo num erro estratégico, e Derrick Rose continuava a não poder explorar aquilo em que é extremamente forte: ganhar vantagem sobre o seu defensor directo. Ao invés, recorria excessivamente a situações de 2×2 através de bloqueios directos, jogada através da qual raramente conseguiram ter sucesso!

Kansas conseguia assim retirar do jogo o melhor base do país, mas ia sendo Chris Douglas-Roberts a assumir o protagonismo na equipa de Memphis, e talvez por isso Bill Self tenha dito aos seus homens para passarem a defender box-and-one, sendo Douglas-Roberts o homem a receber atenções especiais por parte da defesa. Mas esta mudança defensiva de Kansas, fez com que Derrick Rose, finalmente, aparecesse no jogo, e por isso Bill Self rapidamente voltou à defesa Homem-a-Homem.

CDR

O jogo mantinha-se equilibrado, mas Memphis, agora com Derrick Rose mais ofensivo, conseguiu criar uma vantagem de 7 pontos que foi mantendo e gerindo. Quando faltavam 2 minutos para acabar o jogo, Kansas perdia por 9 pontos de diferença, e parecia que estava encontrado o novo campeão! No entanto, após um desconto de tempo os Jayhawks marcam dois pontos, fazem um roubo-de-bola e convertem um triplo. De repente o jogo estava a 4 pontos. E aqui, os comandados de Bill Self recorreram às faltas: paravam o relógio e mandavam para a linha de lance livre os rapazes de Memphis – a linha de lance-livre era um dos pontos fracos desta equipa. Os de Memphis apenas tinham de manter a calma, passar a bola para o tempo correr, e quando fossem para a linha…não podiam falhar! Chris Douglas-Roberts quis assumir o jogo…mas correu-lhe mal! Falhou lances-livres decisivos, e os de Kansas começaram a acreditar. 

Bill Self

Kansas tinha a última posse de bola e perdia por 3 pontos! E foi aí que Mario Chalmers apareceu para se tornar o herói desta final, e o novo ídolo no Campus! Recebeu a bola, e mesmo com Derrick Rose a fazer tudo o que podia para contestar o lançamento, Chalmers conseguiu converter o triplo e levar o jogo para prolongamento! No final do tempo regulamentar vê-se John Calipari perguntar aos seus jogadores porque não fizeram falta sobre os de Memphis, e essa seria a ‘opção lógica’, mas parece que os Tigers não se lembraram disso e assim viram os anéis fugir-lhes dos dedos!

No prolongamento Kansas foi superior, fazendo um parcial de 6-0 para nunca mais perder a liderança do jogo e assim suceder a Florida como campeão da NCAA. Pelo colectivismo apresentado, pela inteligência e entrega a defender, pelo maior número de soluções ofensivas que dispõe, e porque nunca desistiu mesmo quando o jogo parecia perdido, Kansas é um justo vencedor.

Kansas

PS – Ao intervalo, quando via a análise de Roy Williams – actual treinador de North Carolina e ex-treinador de Kansas – pareceu-me que na sua camisola tinha o símbolo dos Kansas Jayhawks. Achei que seria o sono a afectar-me porque Roy Williams não iria usar em directo numa transmissão nacional o símbolo da equipa que o tinha eliminado no jogo das meias-finais de sábado à noite. Mas afinal….


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