Reformulação competitiva decidida

Junho 28, 2008

Já está.

Nasceu a nova Liga Portuguesa de Basquetbol com 12 clubes.

A Proliga, passa a segunda competição da federação também com 12 clubes. O modelo competitivo é o esperado: todos contra todos a 2 voltas para cada divisão mais uma volta de jornadas cruzadas.

A proposta da Federação foi aprovada por uma larga maioria contra a proposta de 16 + 14 sem jornadas cruzadas.

Resta saber se os clubes cumprem a totalidade dos requisitos para poderem ser aceites nas competições (haverá coragem para dizer não a alguns?).

Os próximos dias trarão novidades.


Derrick Rose nº1, a caminho de Chicago

Junho 27, 2008


Curtas

Junho 26, 2008

1. Decerto já estarão a par. Ainda que o modelo da nova competição não tenha sido anunciado, há muita a gente a tratar da vida. Um dos melhores bases portugueses vai, ao que tudo indica, jogar no Benfica. Um dos postes da seleccção já renovou contrato e a surpresa dos seleccionados do estágio de Melgaço vai encontrar Povea na LEB de Prata.

2. A assembleia da Federação é só no Sábado, dia 28, mas já é publico que para a inscrição na principal Liga se efectivar é preciso uma garantia bancária de 10 mil euros (devolvida no final da competição em caso de todos os salários estarem em ordem). Isto para além de todas as dívidas passadas saldadas no inicio da competição. Na 2ªDivisão, chamemos-lhe assim, a garantia desce para 5 mil euros. Iremos ter quantos clubes a competir?

3. A WNBA está ao rubro com as Connecticut Sun e as Los Angeles Sparks a liderarem a Este e Oeste respectivamente, vigiadas de perto por Detroit e San Antonio. Ticha e as Monarchs entraram titubeantes com 6 vitórias e 7 derrotas, sendo que a atleta portuguesa jogou em média 25 minutos por jogo, anotando 9,7 pts e 4,7 ass (sexta melhor da liga).

Por outro lado, o professor já o divulgou e agora não digam que não tinhamos avisado. Candace Parker já dá que falar. A segunda mulher a afundar, fê-lo com muita classe. É ainda a melhor marcadora e ressaltadora de Los Angeles com 17,2 pts e 9,7 ressaltos, à frente de Lisa Leslie. É também, e não deixa de ser incrivel, a jogadora da equipa com melhor média de assistências – 4,1 por jogo. Em Los Angeles depois do drama das Finals na NBA, há razões para sorrir.


Por essa Europa fora….

Junho 25, 2008

Outros Campeões Europeus desta Temporada

GRÉCIA – Panathinaikos (3-2 contra Olympiacos nas Finals, sexto título consecutivo)

CROÁCIA - Zadar (3-2 contra o Split nas Finals, conquistando o 2ºtítulo croata)

ISRAEL - Hapoel Holon (ano de estreia, surpresa das surpresas!! Bateram no jogo da final o todo poderoso Maccabi Elite por 73-72. Desde 1970 o Maccabi só não ganhou duas vezes)

LIGA BÁLTICA – Zalgiris Kaunas (primeira vitória nesta Liga, suada diga-se, batendo os rivais do Lietuvos por 86-84 no jogo decisivo)

FRANÇA – Nancy (Massacre total no jogo da final com um 84-53 sobre o Choral Roanne. Depois de três anos a perder o título no último jogo, finalmente os de Nancy puderam festejar, e jogarão agora a Euroliga…)

ALEMANHA – Alba Berlin (Cinco anos depois voltam a vencer a maior competição germânica. 3-1 nas Finals contra a Telekom Baskets)

ITÁLIA – Montepaschi Siena (O que dizer de uma equipa que perdeu apenas 4 jogos durante a temporada? Sem oposição interna os de Sienna chegaram facilmente às Finals e conquistaram o seu 2ºtitulo consecutivo batendo a Roma por 4-1)

RÚSSIA – CSKA Moscovo ( Se ficaram boquiabertos com o registo do Siena, ora anotem o dos moscovitas. Uma derrota durante toda a regular season e nenhuma no playoff. 3-0 nas finals frente ao Khimki. Sexto titulo consecutivo)

SÉRVIA- Partizan (3-1 nas finals frente ao Stada e sétimo titulo seguido para os partizans de belgrado. Vitória saborosa nas meias finais sobre os rivais de sempre Estrela Vermelha)

TURQUIA - Fenerbahce (4-1 sobre a Turk Telekom nas finals. Revalidação do título e loucura total entre os adeptos)

Para aprofundarem mais vejam o site da Euroliga


Já têm bilhete?

Junho 23, 2008

A história não se repete – uma das mentiras mais veiculadas da humanidade. Repete-se sim senhora. Vestida com outra roupagem, com contextos modificados, com intérpretes diferentes, os mesmos erros e a mesma matriz de sonho.

Todavia, no que diz respeito ao Dream Team já não se pode concordar com a análise. Só houve um, ponto final. Estavam lá Jordan, Bird, Malone, Magic, Pippen e do outro lado muito medo e menos qualidade. Foi em Barcelona há quase 16 anos. O que este facto não invalida é que, depois do bronze em Atenas 2004, a vontade da USA Basketball em juntar os melhores hoje não se tenha tornado realidade. Registem a lista e reservem os lugares em frente à TV para Agosto:

Treinador Mike Krzyzewski

Bases

Chris Paul, Deron Williams, Jason Kidd

Extremos

Michael Redd, Kobe Bryant, Dwyane Wade, Tayshaun Prince, Lebron James, Carmelo Anthony

Postes

Dwight Howard, Carlos Boozer,Chris Bosh

Qual a vossa opinião? É esta equipa capaz de vencer o torneio olímpico?

Carmelo Anthony e Mike Krzyzewski em discurso directo aqui e a análise à equipa pela ESPN aqui


Ligas de Verão – porque não?

Junho 23, 2008

Summer League

A Liga Feminina acabou no final de Abril. A Liga UZO acabou no final de Maio. Uma semana depois acabou a Proliga. Algumas jogadoras e alguns jogadores têm estado, e vão continuar a estar, integrados nos trabalhos das respectivas selecções. Os restantes estão de férias! Até Setembro…

O basquetebol feminino pára durante quatro meses, o masculino pára durante três meses. Actividade só a das selecções. Como a mediatização da nossa modalidade é quase nula, os meios de comunicação não se dedicam aos boatos e rumores de transferências, a tentar desvendar contactos e contratos. Como a modalidade tem tido dificuldade em promover-se durante a época de competição, quando chega a esta fase do ano, praticamente desaparece!

Então, porque não criar as chamadas Ligas de Verão?

Não no esquema adoptado pela LCB de jogos disputados ao ar livre – certamente uma forma interessante de mostrar o jogo, mas as localizações escolhidas atraíam mais o vento do que o público. Antes, seguindo uma aproximação ao modelo usado nos EUA, ou utilizado no ano passado na ULEB Summer League, no qual os jogos são disputados em pavilhões, em competições organizadas que serviriam os interesses dos vários agentes envolvidos na modalidade! Assim:

1. Os jogadores e as jogadoras teriam a oportunidade de mostrar as suas capacidades, perante treinadores de diversos clubes, empresários/agentes de jogadores/gestores de carreira desportiva e directores de clubes. Poderia ser uma interessante forma de jogadores de divisões inferiores, ou jogadores menos utilizados nas principais competições mostrarem-se e tentarem arranjar melhores contratos, e chegar a ligas mais competitivas.

Stan Van Gundy

2. Os treinadores tinham nestes torneios uma excelente oportunidade de avaliar possíveis reforços, testar jogadores estrangeiros, e observar jogadores que nem sequer conhecessem. A possibilidade de juntar no mesmo espaço físico e temporal um considerável número de atletas permitiria essa observação que apenas iria ajudar o trabalho do treinador, nomeadamente no que diz respeito à observação de jogadores, e poderia também ajudar a dissipar dúvidas em relação a jogadores a contratar para a sua equipa.

3. Se os treinadores poderiam aproveitar estas competições para observar jogadores que possam reforçar as suas equipas, também os empresários/agentes de jogadores/gestores de carreira desportiva poderiam observar jogadores para reforçar a sua ‘carteira’ de atletas.

4. Os dirigentes poderiam cortar algum do risco inerente à escolha de jogadores norte-americanos, e assim poupar algum dinheiro nas trocas que tantas vezes se fazem.

5. Os patrocinadores veriam o nome das suas empresas ou organizações referido na comunicação social durante um maior período de tempo. E apesar da cobertura destas competições não receber tanta atenção como um Campeonato Nacional, é melhor receber pouca ou alguma atenção por parte dos meios de comunicação do que não receber nenhuma. Poderia até ser uma boa oportunidade para conseguir novos patrocinadores ou parceiros para a modalidade.

6. Os árbitros e oficiais de mesa poderiam aproveitar estas competições para treinarem as suas capacidades, pois só nos treinos e nos jogos se poderá melhorar. Poderia ser um bom espaço para árbitros mais novos ganharem alguma experiência e melhorar as suas capacidades.

Então, porque não criar as chamadas Ligas de Verão?


Draft2008 – Caloiros ao poder

Junho 21, 2008

Desde que começou a época 2007/08 da NCAA que se sabia que alguns dos jogadores que se estreavam no Campeonato Universitário iriam fazer a diferença e receber grande parte da atenção dos adeptos da NCAA, dos críticos desportivos e também dos olheiros da NBA. À medida que jogadores como Kevin Love (UCLA), Derrick Rose (Memphis), Jerryd Bayless (Arizona), OJ Mayo (USC), Michael Beasley (Kansas State) e Eric Gordon (Indiana) começavam a entrar em campo e mostrar aquilo de que eram capaz, as suas candidaturas ao Draft da NBA sugiram com naturalidade.

Jerryd BaylessKevin Love Derrick Rose

Não é normal encontrar um grupo de jogadores que consiga reunir a qualidade técnica e física aliada a uma impressionante maturidade para quem tem 18 e 19 anos como estes jovens jogadores apresentam! Se por um lado é comum encontrar jogadores nesta faixa-etária com grandes capacidades físicas e técnicas, por outro já não é tão comum encontrar jogadores preparados mentalmente para abraçarem o profissionalismo e a pressão de jogar no campeonato mais mediático do mundo, a NBA.

E alguém duvida que se não fosse a regra que a Comissão da NBA aplicou em 2005 e segundo a qual um jogador tem de ter pelo menos 19 anos para poder ingressar na NBA, a maioria destes jogadores teria passado directamente para o desporto profissional? As convocatórias para o All-Star McDonald’s, e as capas de revistas que os jovens jogadores vão fazendo desde que jogam nos Liceus aumentam ainda mais a ambição e pretensão destes jogadores em chegar rapidamente à NBA, e é com naturalidade que surgem estes fenómenos do ‘One-and-done’ – um ano na Universidade e já está, siga para profissionalismo.

Eric GordonOJ Mayo Michael Beasley 

Estes jogadores possuem um leque de características que aparentemente os deixam preparados para o ‘Planeta NBA’, mas atrás deles quantos outros jogadores virão? Quantos serão os jogadores que se irão candidatar ao Draft da NBA sem que estejam minimamente preparados? Se a tendência continuar nos próximos anos, será que David Stern vai voltar a alterar a idade mínima para se poder jogar na NBA?

No Draft de 2007, as duas primeiras escolhas recaíram em Greg Oden e Kevin Durant – também eles ‘One-and-done’. No de 2008 os holofotes estão apontados para Derrick Rose e Michael Beasley. E em 2009, será outra vez dominado pelo fenómeno dos ‘One-and-dones’? Tyreke Evans e Brandon Jennings já estão à espreita…


Fernando Sá – a entrevista

Junho 19, 2008

Voltam as entrevistas ao Seis25, desta vez com Fernando Sá, actual treinador da equipa do Vitória M. Couto Alves. Em dois anos ao serviço do Vitória M. Couto Alves, Fernando Sá conquistou um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, e mais recentemente levou a formação vimaranense à sua segunda final consecutiva da Proliga. A sua liderança forte, e o espírito colectivo, solidário e combativo que consegue transmitir para os seus jogadores têm dado resultados evidentes. Nesta entrevista destaca a importância da Defesa para o sucesso colectivo, e ainda a Paixão pelo Basquetebol – algo bastante presente nas equipas que orienta.

Falemos da época que recentemente terminou: O Vitória era uma equipa muito unida dentro de campo, agressiva, que defendia muito bem. Tinha Tommie Eddie, um dos melhores estrangeiros a actuar em Portugal (senão o melhor). Tem percentagens de tiro exterior bastante razoáveis. Joga sem quebrar o ritmo com 7 jogadores. Qual é para si a imagem de marca do Vitória que construiu nestes dois últimos anos?

A imagem de marca desta equipa, é acima de tudo a paixão que demonstra por aquilo que faz, neste caso a prática de Basquetebol, com uma vontade de vencer enorme e consequentemente em melhorar, em termos individuais, o que se reflecte obviamente no colectivo.

A defesa press 3×2 a meio campo (com Tommie Eddie à frente) que o Vitória tem utilizado em alguns jogos nos últimos minutos (com excelentes resultados por exemplo contra o Física na Taça ou em Ilhavo para o campeonato) é inspirada na defesa press do Benfica nos seus tempos áureos?

Esta é uma defesa que usamos em circunstâncias muito especiais, não só, como pode parecer ,para recuperar resultados, mas também para uma mudança de atitude dos meus jogadores. Não é inspirada no Benfica, é simplesmente a defesa que optei usar na minha equipa, por se adequar melhor às características dos meus jogadores.

Na nossa opinião, e na opinião de muitos seguidores de basquetebol, o Vitória é a equipa que melhor defende na Proliga. A importância que atribui à defesa, e a solidez que a sua equipa apresenta são reflexo do excelente defensor que era quando jogava?

Poderá ser sim. No meu ponto de vista a defesa é o parâmetro que menos se desenvolve no Basquetebol do nosso país, e é através dela que se vencem títulos e ao contrário do que muita gente pensa que mudar a atitude dos jogadores relativamente a este aspecto é praticamente impossível, eu não concordo, se lhe dermos a mesma importância que aos outros aspectos os resultados aparecem, agora é verdade que dá muito trabalho.

Que importância atribui ao tempo em que esteve a treinar na formação? Sente-se um treinador de seniores ou acha que um dia se sentirá tentado a voltar a treinar outros escalões?

Foi uma decisão que tomei na minha formação como treinador e de que em nada estou arrependido. Na verdade sinto que a minha formação como treinador não acabou, nem vai acabar nunca, porque quanto mais leio, ouço ou observo mais dúvidas me surgem, aumentando a minha responsabilidade de formação contínua como treinador, no entanto voltar à formação neste momento não faz parte dos meus planos.

Como avalia o trabalho de formação que se faz em Portugal?

Não sou provavelmente a pessoa mais indicada para avaliar o trabalho dos outros e muito menos da formação visto que já não sou treinador destes escalões à algum tempo acredito que se não fazem melhor é porque muitas vezes não lhes são criadas as condições necessárias, no entanto olhando para as nossas provas e observamos que quem continua a fazer a diferença são jogadores de gerações passadas, ex: Nuno Marçal no FCP, Pedro Nuno no Vagos, José Costa no CAB, etc…

Enquanto treinador sénior quais considera serem as principais lacunas dos jogadores nacionais? Perguntando de outra forma, quais considera que deviam ser os aspectos técnicos e tácticos a que os treinadores da formação deveriam dar mais atenção?

A defesa sem dúvida! Temos jogadores muito desenvolvidos tecnicamente, mas sem noções defensivas. Como já referi defender não é só atitude tem muita técnica e muitas noções teóricas para se transmitirem aos nossos jogadores.

Considera a Proliga um bom espaço para o jovem jogador português desenvolver as suas capacidades?

Todo o espaço é bom quando temos paixão por aquilo que fazemos, não é na competição que isso se trabalha. Acima de tudo temos que saber transmitir esse sentimento aos jogadores para que eles não desistam nunca. Os nossos jogadores têm alguma culpa pelo que estão a passar, passam muito a reclamar por oportunidades sem fazerem nada por merecerem. Temos primeiro que dar e provar, para depois recebermos.

O Fernando está muito ligado ao Sporting Clube Vasco da Gama, um clube histórico da modalidade em Portugal, com uma massa adepta muito característica, inserido numa rede social diferente das demais e onde foi treinador e jogador. O que é para si «jogar à Vasco» e «ser do Vasco»?

Ser Vascaíno é algo que eu sei o que é e felizmente já muita gente também o sabe. Muitas das coisas que referi anteriormente, foi neste clube que aprendi, a vontade de vencer, a paixão pela modalidade, o sacrificarmo-nos em prol da equipa, a felicidade que sentimos por precisarmos uns dos outros e para além disso e mais importante, é um sítio que sabemos que vamos sempre encontrar lá AMIGOS, seja em que altura ou com que frequência for.

Muitas vezes referiu em entrevistas que não abdicou da sua carreira de professor porque em Portugal não é sustentável viver apenas do Basquetebol. Gostaria de um dia poder viver apenas do seu trabalho como treinador?

Sim, gostaria de um dia fazer só aquilo que mais gosto de fazer, mas infelizmente o desporto nacional não nos dá estabilidade nenhuma.

Recentemente quando o comparavam com Mourinho referiu que não tinha nada a ver, mas que «ambos compreendiam que para “ganhar” os jogadores, o respeito tinha de ser reconhecido e não imposto». No seu entender, quais são as características necessárias para se conseguir liderar uma equipa?

Principalmente o respeito, a honestidade, justiça e obviamente o trabalho sério e rentável. Tento transmitir aos jogadores constantemente, a necessidade de continuamente traçarem novos objectivos individuais para que a sua evolução seja continua e permanente. A nossa aprendizagem nunca está completa.

Qual a(s) sua(s) referência(s) como treinador de Basquetebol?

Prof. Jorge Araújo.

Que conselhos gostaria de deixar aos jovens que se estão a iniciar na carreira de treinador de basquetebol?

Que não tenham pressa, que criem para eles mesmos novos desafios e sempre que sentirem que quanto mais se formam, mais dúvidas tem, estão no bom caminho.

 

Da Linha Dos Seis 25:

Esquerda ou Direita? Esquerda

Michael Jordan ou Magic Johnson? Michael Jordan

Tripas ou Francesinha? As duas e ao mesmo tempo se possível

No Banco ou dentro de campo? Dentro do campo

Profissionalismo ou Semi-profissionalismo? Profissionalismo


Xenofobia ou burrice?

Junho 19, 2008

“Kobe Bryant scored 22 for the losers, but ultimately LA just had too many Europeans.” Quem o diz é Dan Shaugnessy, jornalista do Boston Globe no seu artigo Back on Top.

Ora bem…que mais se poderá dizer acerca disto? Pois…pouco! Não sei se este jornalista viu o último Campeonato do Mundo realizado no Japão em 2006 e identificou as duas equipas finalistas, ou se sabe qual a equipa que tem dominado a NBA nos últimos anos e quantos jogadores com formação europeia tem no seu plantel, ou ainda se se lembra dos jogadores que venceram na época passada os prémios de MVP da Fase Regular e das Finais…..

Spain

Afinal, os preconceitos continuam…


Mais um anel para o irlandês

Junho 18, 2008

Celtics

Afinal as três folhas do trevo eram mesmo fortes! Afinal, a equipa com mais títulos da NBA conseguiu regressar à glória depois de uma longa travessia no deserto e uma transformação completa no seu plantel. Afinal, é possível juntar super-estrelas e conseguir que joguem em equipa.

A chegada da experiência acumulada de dois veteranos – Sam Cassell e P.J. Brown – e a capacidade que o trio composto por Garnett, Pierce e Allen teve para ajudar os seus companheiros de equipa – principalmente Rajon Rondo – a melhorar contribuíram para o êxito dos Boston Celtics. Isso e a intensidade e tenacidade com que os Celtics defendiam, desde o início de Novembro até ao dia 17 de Junho. E é nestas alturas que se aplica o chavão ‘O ataque ganha jogos. A defesa ganha campeonatos’. Como disse Rajon Rondo “I try to let my defense dictate my offense, instead of vice versa.”, e por aqui se percebe a mentalidade destes Celtics: primeiro defender bem, para depois atacar com a confiança que se ganha por ter limitado e aniquilado os pontos fortes da equipa adversária.

The Truth

O MVP da Final foi para Paul Pierce - The Truth. Ele que nasceu e cresceu sob o Sol da California, e que quando era pequeno adorava os Lakers e que até disse que se alguma vez chegasse à NBA nunca jogaria pelos Boston Celtics, é hoje um dos símbolos da equipa de Boston e o seu momento de glória chegou, curiosamente, contra a equipa que aprendeu a apoiar quando era mais novo.

PS – É bom reparar que Sam Cassell mantém a proximidade com o seu amigo preparador físico! Reparem na primeira foto deste artigo e no link que aqui deixamos…

PS2 – Parabéns igualmente ao grande Zandinga GIl vencedor da competição Bola de Cristal que aqui lançámos. Samuel Lóio foi segundo com os mesmos pontos, mas não acertou no resultado. A completar o pódio, Miguel Tavares. Toda a classificação pode ser vista aqui.


Com dois «velhotes», Figueiredo e Jaime Silva – a Selecção volta ao trabalho

Junho 17, 2008

A operação Cáceres iniciar-se-á a 29 Junho, com o regresso de dois «velhotes» cheios de experiência – Nuno Marçal e José Costa – , a inclusão de um «base em boa forma» (palavras de Moncho) – João Figueiredo – e também o regresso daquele que foi o núcleo da equipa do Eurobasket 2007 (sem Paulo Simão e Sérgio Ramos entretanto retirados) – foram convocados Carlos Andrade, Betinho, Jorge Coelho, João Santos, Mário Fernandes e Jaime Silva da armada espanhola e ainda Miguel Miranda, Nuno Cortez Elvis Évora, Paulo Cunha e Jordão.

Jogos com Espanha, Rússia e Lituânia a meados de Julho, sendo que até lá há muito trabalho pela frente.

Vale a pena dar-se atenção ao discurso de Moncho:

“A preparação da selecção entra numa segunda fase a que podemos denominar de «construção do jogo»; trabalharemos aspectos técnicos básicos, defensivos e ofensivos, que servirão de alicerce para a terceira e definitiva acção técnica, a ter início no dia 3 de Agosto, e já com o grupo definitivo que disputará os jogos de qualificação em Setembro. Nesta convocatória procurei o equilíbrio entre juventude e experiência, incorporando ao núcleo duro que participou no último Campeonato da Europa jogadores com grande experiência internacional como José Costa, Nuno Marçal e também um base em boa forma, João Figueiredo. Quero destacar a satisfação que senti pelo desejo transmitido por estes três jogadores em formar parte da lista e a sua grande motivação para trabalhar e tentar que Portugal possa estar presente no Euro 2009, na Polónia.”


A Lima torna tudo melhor

Junho 15, 2008

A.Lima

Os Timberwolves já não se lembravam de como era ter uma época tão má como a que agora está a acabar (22 vitórias, 60 derrotas – terceira pior marca da Fase Regular 2007/08), mas para um dos seus jogadores, esta terá sido uma das melhores da sua vida!! Não pelo que jogou dentro de campo, mas pelo que conseguiu fora dele, Marko Jaric continua em grande! E o pedido de casamento à brasileira Adriana Lima até já foi feito e aceite…

Há sérvios com sorte!!!


La afición

Junho 14, 2008

Qual o clube espanhol de basquetebol com melhor média de espectadores por jogo na temporada 2007/08?

E a resposta é…Basket CAI Zaragoza! A ex-equipa de Heshimu Evans e na qual ainda joga Howard Brown (passou pelo Benfica) competiu na LEB Ouro, e com uma média de 10.200 espectadores por jogo fez do factor casa uma importante vantagem competitiva que lhes permitiu vencer a LEB Ouro e assim subir à ACB. Nada mau para um clube formado em 2002…

Unicaja Malaga (9492 espectadores por jogo) e MMT Estudiantes (9120 espectadores por jogo) surgem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Esta informação foi retirada do Ball in Europe - disponível nos Links do Seis25.


À espera de resposta…

Junho 13, 2008

Em que tipo de jogadores vos parece ser mais fácil conseguir o desejado equilíbrio entre individualismo e colectivismo? Naqueles jogadores demasiado individualistas – os ‘agarrados’/'ganâncias’ – ou nos jogadores demasiado colectivos – os ‘passadores’?


Relações difíceis

Junho 12, 2008

Arbitro

O que queres ser quando fores grande? A grande maioria responde: “jogador!”, alguns poderão dizer, “treinador!”, mas algum dirá “árbitro!”? Sendo o juiz do jogo, e aquele que decide o que é correcto do que é incorrecto, o legal do ilegal, é evidente que o árbitro é um elemento indispensável ao jogo no sentido de garantir que tudo decorre consoante a normalidade e que nenhuma equipa é beneficiada por utilizar um tipo de jogo em que o não cumprimento das regras é constante.

Talvez por aqui se perceba o porquê de tantos treinadores passarem grande parte do tempo de jogo preocupados em comunicar com o árbitro em vez de estarem concentrados no que a sua equipa ou no que o adversário está a fazer. Talvez por aqui se perceba a importância que adeptos, treinadores e jogadores atribuem aos árbitros, nomeadamente para explicar as derrotas ou insucessos momentâneos: é mais fácil encontrar resposta nos outros do que nas nossas falhas.

Mas, como deve um treinador comportar-se perante o desempenho negativo dos árbitros?

A situação mais comum, infelizmente, é o recurso à ‘peixeirada’ e a espectáculos teatrais (deprimentes). Mas por ser a mais comum não quer dizer que seja a mais correcta, muito pelo contrário. E torna-se especialmente incorrecta e inadequada quando se trata de jogos de escalões de formação (sobretudo Sub14 e Sub16), normalmente dirigidos por árbitros com menor experiência e menor capacidade de encaixe para passar 37 minutos de tempo útil de jogo a ‘levar nas orelhas’ de um treinador efusivo – já para não falar dos mimos que vêm da bancada. Se nos queixamos de que poucos são os praticantes de basquetebol em Portugal, o panorama ao nível da arbitragem é ainda mais preocupante! Assim, se não queremos afastar jogadores da ‘nossa modalidade’, também deveríamos ter alguma preocupação em não afastar os poucos que têm a coragem ou gosto pela arbitragem. Se a função dos treinadores é ensinar, então porque não dar também uma pequena ajuda aos jovens árbitros e ensinar-lhes quando erram em vez de, simplesmente, berrar ou pressionar?

Mas quando se trata de basquetebol de competição o cenário muda, uma vez que os jogos são dirigidos por árbitros experientes, capazes de lidar com as bocas dos restantes intervenientes, e que, em princípio, não se deixarão afectar pela agressividade dos treinadores. Posto isto, será que resulta o recurso à ‘peixeirada’ e aos protestos mais agressivos no sentido de melhorar a qualidade da arbitragem? Será que os árbitros experientes se deixam influenciar pelos berros dos treinadores? Ou isso só prejudicará ainda mais a qualidade da arbitragem?

Claro que cada treinador tem a sua postura e a sua maneira de ser, e pode sempre refugiar-se na desculpa “Se acharem que estou a ser incorrecto, marquem técnica”. E realmente, se cada treinador pode cometer duas faltas técnicas por jogo, porque não utilizá-las como fazem os jogadores de campo em relação às suas cinco faltas pessoais? Afinal de contas…se as faltas existem são para serem dadas, ou não? No entanto, acredito que esta atitude apenas conduzirá a que no futuro os árbitros entrem para o jogo preparados para a actuação desses treinadores, e talvez aí os níveis de tolerância dos árbitros sejam cada vez menores, e as tais faltas técnicas surjam cada vez mais cedo…