Efeito Rudy (III)

Agosto 30, 2008

Rudy, generoso, dá a D-Howard o direito de entrar no melhor poster dos Jogos Olímpicos

Na manhã do dia 28 de Agosto deixámos aqui uma pergunta sobre as reacções de Nate McMillan às exibições de Rudy Fernandez durante os Jogos Olímpicos de Pequim.

Na tarde do dia 28 de Agosto Jason Quick escreveu no The Oregonian a resposta à pergunta que lançámos no Seis25. Desde noites sem dormir, à vontade de bater palmas a cada acção de Rudy, aos jogos de cabeça que fazia tentando imaginar combinações de jogadores para os seus Portland Trail Blazers, e a jogadas para libertar o seu novo jogador Nate McMillan parece bastante entusiasmado com Rudy Fernandez. Pelo meio, tempo ainda para ouvir os elogios de Mike D’Antoni ao ex-jogador do DKV Joventut. D’Antoni que era o treinador dos Phoenix Suns quando estes escolheram Rudy Fernandez na 1ª ronda do Draft de 2007. D’Antoni que era o treinador dos Phoenix Suns quando estes decidiram enviar os direitos de Rudy Fernandez para os Portland Trail Blazers…

“I’m sitting there (in the gold medal game) with a straight face, trying not to smile. (Spain) are the guys we have to beat, but I’m caught. That’s my player and I want to (he claps his hands twice) but I gotta (he makes a serious face) because we are going up against him.”

“I was so impressed with him that it was to the point where after the second time I saw him, I didn’t sleep that night because I was moving my rotations around. I swear I did not sleep. I could not sleep thinking about him. Because I’m saying, ‘We can put him here, do this with him, do that with him and Brandon (Roy), and do this… So he’s playing for us. Oh yeah. I see that right now.”


Falta-lhe um bocadinho assim…

Agosto 29, 2008

Este vídeo vem direitinho do site da Dime Magazine.

Admiro a persistência de Brandon Griffin – o voador que não desiste! Só pela sua capacidade de não desistir, merece nota 10! Apreciem…


Cyberdunk

Agosto 29, 2008

Cyberdunk é o nome do jogo de basquetebol online em que tenho participado desde Julho, mas que já existe desde Abril de 2007. Controlamos, no máximo, 3 jogadores e o objectivo é fazer com que evoluam, que joguem, que consigam melhores contratos com melhores equipas, que ganhem dinheiro… Há quem compre equipas, crie equipamentos, consiga ‘contratar’ jogadores inactivos, mas para isso é preciso gastar algum dinheiro, ou ter alguns pontos acumulados.

Para aceder e participar basta entrar em Cyberdunk.com


Efeito Rudy (II)

Agosto 28, 2008

Ainda às voltas com a Grande Final das Olimpíadas, o que estaria Nate McMillan a pensar durante esse jogo ao ver Rudy Fernandez em acção?

Será que mantinha-se preocupado no papel de elemento da equipa técnica dos Estados Unidos da América, ou mantinha-se entusiasmado no papel de treinador dos Portland Trail Blazers? Será que pensava ‘Nem o Kobe Bryant nem o Tayshaun Prince estão a conseguir pará-lo!! E eles são os nossos melhores defensores! Que solução vamos arranjar para o defender?’ ou estaria a pensar ‘Nem o Kobe Bryant nem o Tayshaun Prince estão a conseguir pará-lo!! E eles são os nossos melhores defensores! Ainda bem que os Phoenix Suns não o quiseram e ele vai estar comigo em Portland quando a época começar!’?


Arrogância inata

Agosto 27, 2008

Ai as saudades que tinha da arrogância e prepotência dos norte-americanos…pelos vistos parece algo inato e que dificilmente deixará de existir. Para compreender isso, basta ler este artigo do New York Times: World Will Be More Like NBA

É claro que as alterações às regras da FIBA anunciadas em Abril (mas que só agora têm eco nos Estados Unidos da América) parecem ser uma vénia à NBA, e levam qualquer um a pensar isso mesmo: que o Mundo se quer aproximar da NBA. E depois das medalhas de ouro em Pequim, os norte-americanos vêem nesta aproximação dos regulamentos, mais uma demonstração do seu ‘Poder’.


Treinos de verão

Agosto 27, 2008

Auto-treino. Muito se houve falar de auto-treino nos dias que correm. Os jogadores com vontade de melhorar, os que não estão satisfeitos com o que já alcançaram, os que querem estar preparados para o início da época, sabem bem o que é. Os treinadores tentam motivar os seus atletas para o tal auto-treino, mas quando não há vontade…

Neste vídeo Louis Bullock, estrela do Real Madrid, mostra como se tem preparado para a nova época. Alguns exercícios não requerem grandes materiais ou aparelhos de apoio, o que prova que hoje em dia, só não melhora quem não quer.


Pesquisar: Ricky Rubio

Agosto 25, 2008

Até hoje, nunca colocamos qualquer referência ao número de visitas que o Seis25 recebe diária, semanal ou mensalmente. Não nos pareceu ser importante, pois é bem mais interessante falar de basket do que dizer quantas pessoas lêem o que escrevemos.

No entanto, passado mais de um ano da criação do Seis25 (por falar nisso, foi no dia 8 de Agosto de 2007) vamos abrir uma excepção! Não para dizer quantas visitas temos recebido, mas sim para dar uma perspectiva do aumento da notoriedade de um jogador de basquetebol que nos últimos três anos tem chamado a atenção pelo que consegue fazer com uma bola de basket e 4 colegas de equipa, jogando não contra rapazes da sua idade, mas contra adversários 5, 10, 15 anos mais velhos que ele!

Já devem ter percebido que estamos a falar do fenómeno do basquetebol espanhol, Ricard Rubio. O tal miúdo de 17 anos que até começou a Final do Torneio Olímpico no 5 inicial da sua selecção. O tal que em 2006/07, com 16 anos, foi o jogador com melhor média de roubos de bola da Euroliga. O tal que aos 14 anos se estreou pela equipa do DKV Joventut no melhor campeonato da Europa. O tal que Mike Krzyzewski gostava de ter em Duke. O tal que dizem que vai ser a 1ª ou 2ª escolha do Draft da NBA quando decidir que quer jogar nesse campeonato.

Pois bem, entre o dia de ontem e as 21 horas de hoje, chegaram ao Seis25, após procura num motor de busca, 115 pessoas que procuravam ‘Ricky Rubio’, ou ‘Ricard Rubio’, ou ‘Rubio Espanha’, ou até ‘número 6 Espanha’. Interessante reparar que cerca de 20% das visitas que recebemos entre domingo e segunda vinham à procura de Ricky Rubio ‘El Prodigio’. Muitos certamente só terão ouvido falar dele nas duas últimas semanas. Mas o que interessa é que à medida que o tempo vai passando, Ricky Rubio é um nome cada vez mais conhecido, e depois dos Jogos de Pequim até os americanos podem finalmente perceber o porquê de tanta agitação à volta do jovem catalão.

Deixamos aqui os principais textos que já escrevemos sobre Ricky Rubio, para quem estiver interessado:


Torneio Internacional do Fundão

Agosto 24, 2008

Portugal, apesar da derrota de hoje frente à Holanda por 59-63, venceu o Torneio Internacional do Fundão – além das duas selecções referidas contou ainda com a participação da selecção da Tunísia.

O jogo ficou logo marcado pela triste cena entre Carlos Andrade e Francisco Elson, que culminou na expulsão dos dois jogadores logo aos 4 minutos de jogo. O jogador holandês desde a bola ao ar que mostrou não estar com grande vontade de defender as cores do seu país, deixando que o seu ego se superiorizasse ao respeito que deveria ter pelo seu país, pelos seus colegas e pelo jogo. A atitude com que estava em jogo era de quem estava a fazer frete, e aproveitou a picardia entre Carlos Andrade e um outro holandês para se juntar à festa. Resultado: Andrade e Elson foram expulsos.

Durante os restantes 36 minutos a selecção portuguesa mostrou que continua a ter grandes dificuldades na posição de Base, já que continua sem um jogador que consiga comandar os ritmos de jogo e escolher as melhores soluções para a equipa. No entanto, ainda foi possível ver que a equipa consegue criar boas situações de lançamento, agora falta a outra parte essencial – converter! É que, só neste jogo, Portugal lançou 34 vezes de 3 pontos, convertendo apenas 7 tentativas, num total de 18 lançamentos de campo marcados em 60 tentados. Ofensivamente, Nuno Marçal continua a sentir-se muito confortável a lançar ao cesto, não se fazendo rogado de cada vez que tem a bola na mão. Não é de estranhar que tenha sido o melhor marcador da equipa com 16 pontos marcados (31% concretização de lançamentos de campo), mas se fosse mais colectivo uma vez ou outra não lhe fazia mal nenhum…

Do ponto de vista defensivo, Portugal mostrou-se capaz do melhor e do pior, já que tanto conseguia forçar os jogadores holandeses a cometer vários turnovers (no total foram 18), como depois tinham falhas de atenção bastante comprometedoras, acabando por permitir alguns cestos fáceis ao seu adversário de hoje.

Destaque positivo para Jaime Silva que a partir da sua atitude conseguiu uma boa exibição. Por outro lado, Elvis Évora continua a demonstrar uma ingenuidade tremenda e uma estranha incapacidade para tomar as melhores decisões.

Destaque bastante negativo para o seleccionador holandês: a sua equipa pontuou pela forma agressiva e, por vezes, violenta com que esteve em campo. No entanto, quando Portugal aumentava a sua agressividade defensiva era um ‘Ai Jesus’ no banco da equipa dos Países Baixos. O treinador Gadi Kedar passou mais tempo a falar com o trio de arbitragem do que com os seus jogadores…Com exemplos assim, como é que os atletas holandeses poderiam manter a calma e não seguir os comportamentos do seu treinador? Não fica fácil…

Mas o destaque do jogo vai para Rogier Jansen, número 4 da Holanda que nos instantes finais da partida se lembrou de cumprimentar um dos árbitros da partida com uma carinhosa palmada no rabo. Neste caso, quem estava a apitar era Sónia Teixeira, e pela expressão parece que não ficou muito agradada com a simpatia do holandês.


Azul, vermelho e branco – as cores do ouro

Agosto 24, 2008

Terminou hoje, dia 24 de Agosto, o Torneio Olímpico de Pequim e o ouro voltou ao peito dos norte-americanos que assim voltam a vencer uma grande competição a nível mundial, algo que já não acontecia desde 2000 quando venceram as Olimpíadas em Sidney (sim, quando Vince Carter resolveu voar por cima do francês Frederic Weis).

Mas, tal como era de prever, e como tínhamos dito em ‘A luta pelo ouro’, Espanha vendeu cara a derrota, lutando até ao fim, dando assim uma imagem do seu real valor e dando ainda mais valor à vitória dos norte-americanos que tiveram de se aplicar a fundo para conseguir levar de vencida o seu rival, tendo o jogo terminado com o resultado de 118-107 a favor dos Estados Unidos da América.

A esta final só faltou uma coisa: acerto defensivo. De resto, foi um grande, grande jogo de basquetebol! A um maior individualismo e poderio físico dos norte-americanos os espanhóis respondiam com o seu estilo de jogo mais colectivo e com grande capacidade técnica. Ambas as equipas proporcionaram um espectáculo digno desse nome, oferecendo momentos que serão relembrados sempre que se falar na final do Torneio Olímpico de Basquetebol Masculino – não custa muito adivinhar que aquele afundanço de Rudy Fernandez em Dwight Howard vai ser procurado e visto, e procurado e visto uma e outra vez! 

Na defesa, os espanhóis não encontravam maneira de parar o jogo do seu adversário sofrendo 13 lançamentos para lá da linha dos 6.25, muitos deles sem qualquer oposição, e quando tentaram defender 2-3 não conseguiram causar muitos problemas aos norte-americanos que se mostraram preparados para esta opção defensiva da equipa de Aito. No outro lado do campo, a equipa orientada pelo Coach K via-se e desejava-se para parar as combinações ofensivas dos espanhóis, principalmente quando jogavam 2×2 com bloqueio directo.

Os Estados Unidos da América não conseguiram utilizar as suas rápidas transições ofensivas com a cadência dos jogos anteriores, mas ainda assim conseguiram surpreender a selecção espanhola, quer após recuperação de bola, ressalto defensivo ou cesto sofrido. Neste capítulo do jogo não há ninguém que o faça tão bem como os EUA, que aproveitam para dar espectáculo sempre que podem. Quando tinham de jogar em meio-campo sentiam mais dificuldades recorrendo, muitas vezes, a situações individuais – Kobe Bryant e Dwane Wade dominaram o jogo e apareceram quando foi preciso. Aliás, quando a Espanha, já no 4º período, encostou a 2 pontos de diferença, Kobe Bryant mostrou o que raramente tinha mostrado neste Torneio Olímpico mas que é a sua imagem de marca na NBA – assumiu o jogo, resolveu, ganhou. Ele que cresceu em Itália, bem pode usar a expressão Veni, Vidi, Vici

A Espanha desfalcada do seu base principal, Jose Calderón, teve em Ricky Rubio o seu general em campo. E em 29 minutos de utilização o base do DKV Joventut cometeu apenas 2 turnovers! Tendo em conta a importância do jogo, a capacidade física e de pressão defensiva do adversário, e os 17 anos de Rubio, parece que o rapaz não tem problemas em controlar o jogo da equipa. Mas o maior destaque nos espanhóis deve ir para o trio Pau Gasol, Juan C. Navarro e Rudy Fernandez. Os dois primeiros provaram o que já tínhamos dito: Gasol é melhor que qualquer dos interiores dos EUA e Juan C. Navarro aparece sempre nos jogos decisivos (e neste até teve de jogar a base). Quanto a Rudy…bem, deu espectáculo! Desde o já referido afundanço em D. Howard, ao triplo na frente de T. Prince após ter passado a bola umas 5 ou 6 vezes entre as pernas e fazer o seu típico ’step-back’, ou as assistências para Pau finalizar!

Desta Final ficam algumas certezas, mas também algumas dúvidas. Fica a certeza de que os Estados Unidos da América foram a melhor equipa da competição e que respeitaram os seus adversários ao longo do Torneio. Fica também a certeza que a Espanha tem uma grande equipa e que vai continuar a ter grandes resultados no futuro próximo. Quanto às dúvidas, será que os Estados Unidos da América venceriam se não tivessem contado com a experiência, vontade de vencer e capacidade de decidir de Kobe ou voltariam a ser a mesma equipa do Mundial de 2006? A Espanha com Calderón teria maiores hipóteses de vencer?

No jogo de atribuição da medalha de bronze, a Argentina superiorizou-se à Lituânia, 87-75, conseguindo o último lugar do pódio. Que falta fez Pepe Sanchez à equipa argentina…


Damas d’ouro

Agosto 23, 2008

A Final feminina do Torneio Olímpico foi completamente dominada pelas norte-americanas que desde o primeiro período mostraram que, hoje, as australianas não teriam grandes hipóteses de chegar ao lugar mais alto do pódio.

Na verdade, tirando o capítulo dos ressaltos ofensivos todo o jogo foi dominado pelas norte-americanas. As australianas conseguiram 23 (!!!) ressaltos ofensivos na Final do Torneio Olímpico. Mas este facto aparece directamente ligado a um aspecto bastante negativo: é que para ganharem tantos ressaltos ofensivos, significa que as australianas falharam lançamentos atrás de lançamentos – nada mais nada menos que 57 lançamentos de campo falhados!! As australianas conseguiram uma horrível percentagem de 24,1% no que diz respeito a lançamentos de 2 pontos – marcaram 13 lançamentos em 54 tentados.

Assim, dificilmente poderiam ganhar este jogo já que no outro lado do campo a equipa norte-americana acabou o jogo com uma percentagem de 58,9% lançamentos de campo concretizados. O colectivismo da equipa dos Estados Unidos da América, a forte defesa e o vasto leque de soluções desta equipa conduziu-a ao ouro olímpico.

Aliás, o poderio defensivo foi mesmo a principal arma para a conquista do título, já que as australianas sentiram grandes dificuldades em concretizar perto do cesto – Sylvia Fowles, Lisa Leslie, Tina Thompson e Candace Parker marcaram a diferença dificultando e muito o trabalho das jogadoras interiores da equipa da Austrália. No ataque, nem foi preciso recorrer aos serviços de Diana Taurasi (jogou apenas 11 minutos) e Candace Parker apesar de só ter alinhado durante 10 minutos ainda amealhou 14 pontos não falhando qualquer lançamento de campo. Quem também não falhou qualquer lançamento foi Kara Lawson (colega de equipa de Ticha Penicheiro), que terminou o jogo com 15 pontos marcados – no entanto fica a ideia de que jogando a base Kara Lawson deveria ter maior preocupação em fazer a bola circular pelas suas colegas de equipa.

A equipa australiana sentiu em demasia a falta de Penny Taylor – se estivesse a 100% talvez as actuais campeãs mundiais tivessem dado um desfecho diferente a este Torneio. Lauren Jackson não conseguiu levar a sua equipa em frente, sentindo falta de uma colega de equipa para concretizar algumas das situações de lançamento criadas – Batkovic, a jogadora interior da Austrália, acabou o jogo com 3 lançamentos marcados em 14 tentados. Assim, as australianas acabaram as Olimpíadas de Pequim com a medalha de prata.

No jogo de decisão da medalha de bronze, a Rússia bateu a equipa da China conquistando assim a medalha de bronze. As prestações de Maria Stepanova e da naturalizada Becky Hammon levaram as russas a superiorizar-se à equipa da casa.


A luta pelo ouro

Agosto 23, 2008

Estados Unidos da América e Espanha.

As duas melhores selecções masculinas do Mundo vão encontrar-se na Final do Torneio Olímpico. Depois de na Fase de Grupos os norte-americanos terem dado uma demonstração cabal do seu potencial frente aos Campeões Mundiais, as equipas voltam a defrontar e, desta vez, o cenário não se deverá repetir.

Porque é que a Espanha vai ganhar a medalha de ouro?

  • Porque não há dois jogos iguais;
  • Porque os espanhóis vão querer mostrar que não são tão inferiores aos norte-americanos como foi demonstrado no jogo da Fase de Grupos;
  • Porque vão conseguir explorar bem o jogo interior, onde Gasol me parece melhor que qualquer um dos interiores dos EUA;
  • Porque se estiverem a perder por 16 pontos não vão desistir do jogo, como pareceu ter acontecido no jogo anterior;
  • Porque, tal como aconteceu na final do Campeonato do Mundo, quando não são os principais favoritos a vencer, os espanhóis transcendem-se;
  • Porque Juan C. Navarro aparece em grande nos jogos decisivos;
  • Porque os lançamentos de longa distância de Rudy Fernandez, Juan C. Navarro, Jose Calderón (se jogar) e de Jorge Garbajosa vão, finalmente, cair e assim destruir a defesa dos EUA;
  • Porque acredito que Aito ainda tem a sua defesa 1-3-1 pronta para surpreender os americanos;
  • Porque Aito Reneses não vai repetir os erros tácticos cometidos no jogo da Fase de Grupos, nomeadamente a defesa zona 2-3 a meio-campo e a press que praticamente não deu frutos;
  • Porque no desporto há sempre lugar para os menos favoritos festejarem;

Porque é que os Estados Unidos da América vão ganhar a medalha de ouro?

  • Porque têm demonstrado jogo após jogo que são a melhor equipa desta competição;
  • Porque Kobe Bryant e Jason Kidd dão uma outra dimensão a esta equipa, não deixando que a arrogância de jogadores como Lebron James ou Carmelo Anthony se manifeste;
  • Porque os Estados Unidos parecem estar muito melhor preparados para as alternâncias defensivas, até aqui levadas a cabo pelos treinadores adversários;
  • Porque Carmelo Anthony tem ainda mais valor a jogar no basquetebol da FIBA;
  • Porque a defesa asfixiantes dos americanos tem dado poucas hipóteses aos seus adversários;
  • Porque não há ninguém que jogue como eles quando passam às rápidas transições ofensivas;
  • Porque querem conquistar um título – algo que não conseguiram nas últimas três competições;
  • Porque não querem voltar a ser alvo de chacota (após o último Mundial surgiu, entre outros, o nome ‘Lebronze’ – alusão à medalha conquistada);
  • Porque estão a conseguir juntar o exibicionismo típico aos fundamentos e boas leituras de jogo, conseguindo encontrar quase sempre situações de vantagem;
  • Porque a vitória neste Torneio vale muito mais do que o ouro;

O ouro fica-lhe tão bem

Agosto 22, 2008

Porque é impossível ficar indiferente ao que Nelson Évora alcançou. Porque é um orgulho ouvir o hino nacional no maior espectáculo desportivo do Mundo. Porque conseguiu o que nenhum português conseguia à 12 anos. Por isto, e por muito muito mais, Nelson Évora merece o nosso destaque!

Parabéns Nelson Évora pelo ouro olímpico no triplo salto.


De pequenino…

Agosto 20, 2008

Normalmente estes ‘prodígios precoces’ acabam por não seguir o caminho do sucesso, perdendo-se algures no meio de tanta promessa. 

No entanto, é inegável que não dá para ficar indiferente ao que este miúdo de 11 anos já faz com a bola, e à vontade que tem em melhorar e treinar.

PS – Obrigado ao Pedro Costa por ter enviado este vídeo!


Mais basquetebol

Agosto 19, 2008

Aí está mais um espaço na web dedicado ao basquetebol. Porque aproveitar as novas tecnologias e os meios de comunicação existente é uma excelente maneira de promover este desporto que tanto gostamos, só podemos ajudar a divulgar este novo espaço do nosso amigo Rui Pinto e de João Candeias.

Deixamos então o link para que possam aceder e adicionar aos vossos favoritos: http://maisbasquetebol.wordpress.com.

Boa sorte para o Mais Basquetebol.


Venham os quartos, parte 2

Agosto 18, 2008

No quadro masculino também já se conhecem os enquadramentos para os quartos de final. A campeã europeia – a Mãe Rússia – não se qualificou, tendo ganho somente ao frágil Irão. De fora fica também a Alemanha, que no grupo da morte sucumbiu com apenas a vitória natural sobre Angola (é verdadeiramente incrível o facto dos alemães, se retirarmos o jogo com os angolanos, terem em média anotado 58,75 pts!!).

Os encontros dos quartos estão agendados para Quarta feira:

Espanha-Croácia 7h30

Os croatas bateram os campeões do mundo na fase de grupos do eurobasket 2007 e qualificaram-se com mérito para os quartos, contudo, e pese embora o choque da derrota pesada com os americanos, acredita-se que a Espanha é melhor… haja quem pare o jogo exterior croata (Planinic e Marko Thomas à cabeça) e o possante Loncar no jogo interior.

JC Espanha, por 20 pts MT Espanha, por 10

Lituânia-China 9h45

Os chineses estão empolgados com os Jogos Olímpicos, mas no Basquetebol não terão hipóteses de medalhas. Duas vitórias na fase de grupos e três derrotas evidentes (com Grécia, EUA e Espanha) deixam pouco margem para sonhos. Ainda por cima quando do outro lado está o poderio lituano. Será interessante perceber de que maneira os chineses tentarão parar Jasikevicius e Kleiza e como os lituanos diminuirão o impacto das bombas chinesas.

JC Lituânia, por 20 pts MT China, levada ao colo

EUA-Austrália 13h

Os australianos eram tidos como outsiders no início da competição. Os resultados iniciais abalaram as hostes e nem mesmo a vitória fantástica sobre a Lituânia invalidou o último lugar no grupo e o direito à fava dos quartos. Os americanos só param na final.

JC EUA, por 20 pts MT EUA por 20

Argentina-Grécia 15h15

Entraram com uma derrota frente à Lituânia e com ausências significativas no lote dos eleitos, mas os argentinos deram a volta ao texto com classe. Vitórias por 24 pts frente à Croácia, por 17pts com a Austrália e por 12pts contra a Rússia fazem o grupo entrar com muita confiança para este embate dos quartos. Será que chega para passar a garra e a entrega gregas? Quem defende Spanoulis? Os gregos têm ainda Diamantidis, Papaloukas e Fotsis prontos para o embate teoricamente mais renhido dos quartos.

JC Grécia, por menos de 10pts MT Grécia por 10