Why drive, when you can fly?

Um autêntico baile de basquetebol. Este é o sentimento, mais ou menos unânime, depois do massacre americano aos actuais campeões do mundo – 119-82, 37 pontos de diferença!

A zona 2×3 montada por Aíto, nomeadamente durante a primeira parte, mostrou-se um buraco enorme, que os americanos souberem aproveitar com a elasticidade do seu jogo interior e o acerto dos seus jogadores no tiro exterior (48% e 12 triplos convertidos). Com oito atletas a marcarem pelo menos dez pontos, toda a gente a fazer pelo menos 2pts e muita rotação (Lebron foi o único a jogar mais tempo, cerca de 28 minutos), os EUA garantiram o primeiro lugar do grupo e fizeram mossa, decerto, nos espanhóis, que saíram do pavilhão vergados a uma derrota por números inesperados. Os 19pts de Felipe Reyes não chegaram para o poderio americano, muito por culpa da incapacidade defensiva da equipa (o contra-ataque americano funcionou durante os 40 minutos) e dos demasiados turnovers (28).

A selecção americana está realmente de volta ao topo do basquetebol mundial. Ganhou todos os encontros por mais de 20 pts. E quando se bate o campeão do mundo por 37 pontos de diferença, pouco há a discutir sobre o principal candidato à vitória em Pequim.

PS – Vale a a pena olhar para o registo português nestes jogos (deprimente diga-se) recorrendo à História e ao exemplo de outros países. Vejam estes registos actualizados. Portugal ganhou nas últimas cinco olímpiadas apenas 1 medalha de ouro (Fernanda Ribeiro em Atlanta), enquanto a Grécia ganhou 16 e Espanha 26, por exemplo! Até ao momento só obtivémos no total 20 medalhas (3 de ouro).

Cuba (11,5 milhões de habitantes e as dificuldades económicas que se lhe reconhecem) ganhou 31 medalhas em Barcelona, 25 em Atlanta, 29 em Sidney, 27 em Atenas e este ano já leva 8. Roménia (22 milhões de habitantes) e Suíça (7,6 milhões de habitantes) já têm em Pequim 5 medalhas, e na última olimpíada os romenos conquistaram menos uma  (19) que as nossas de todos os tempos. Dá que pensar.

Uma Resposta para “Why drive, when you can fly?”

  1. Pata Negra Diz:

    As declarações proferidas por alguns treinadores e que podem ser lidas no meu blog explicam muita coisa.

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