Não há duas sem três?

Março 31, 2009

Numa semana em que muito se falou sobre as alegadas irregularidades cometidas pelos responsáveis de Connecticut, no que toca ao recrutamento de jogadores, os Huskies de Connecticut foram a primeira equipa a garantir o apuramento para a Final4, vencendo no sábado a equipa de Missouri por 82-75.

Apesar das vitórias em campo, esta tem sido uma caminhada com alguns precalços para os Huskies – a notícia da violação das regras de recrutamento por parte do treinador Jim Calhoun e a sua ausência nos dois primeiros jogos devido a doença poderiam ter abalado qualquer equipa, mas os Huskies não se deixaram afectar e venceram a sua região avançando assim para a Final4.

Esta será a terceira vez que Jim Calhoun estará com os Huskies na Final4, e das outras duas vezes não poderia ter corrido melhor, já que UConn venceu o Torneio da NCAA nessas duas temporadas – como dado curioso, o facto de entre o primeiro e o segundo título distarem 5 anos de diferença: 1999 para 2004. De 2004 para 2005 a diferença temporal é a mesma. Não há duas sem três?

Esse será o objectivo dos jogadores e elementos da equipa técnica de Connecticut, que no jogo da Final Regional nem sequer cortaram as redes das tabelas, como é tradição. Os Huskies estão focados noutro objectivo, noutras redes: as que estarão no Ford Field de Detroit no dia 5 de Abril de 2009. Essas sim são as redes que os jogadores de UConn querem cortar e levar para casa. Para isso será necessário que o trio Thabeet, Price e Adrien esteja em bom nível e que jogadores como Craig Austrie, Kemba Walker e Stanley Robinson aparecem com contributos importantes como aconteceu no jogo frente a Missouri. Mas essencial será a prestação de Hasheem Thabeet – a grande figura desta equipa. A sua influência na tabela defensiva tem sido uma constante ao longo da presente temporada, e se no outro lado do campo o poste da Tanzânia conseguir estar à altura das circunstâncias, os Huskies serão uma das principais candidatas à vitória final.

A ausência de Jerome Dyson poderá ser uma das mais fortes contrariedades para os Huskies – Dyson vinha sendo uma das principais figuras de UConn, mas uma grave lesão no joelho em Fevereiro impediu-o de dar o seu contributo à equipa. Sem ele, serão ainda mais importantes os contributos dos jogadores da chamada ’segunda linha’. Além de não poderem contar com Jerome Dyson, os Huskies terão de lidar com outra grande contrariedade, pois sendo a Final4 em Detroit, Michigan State – adversário de Connecticut na meia-final – estará a jogar, praticamente, em casa, pelo que se espera que das cerca de 70.000 pessoas que estarão na bancada, haja uma grande onda verde.


Os 4 em Detroit

Março 30, 2009

Estão encontrados as 4 equipas que irão marcar presença em Detroit para disputar a tão aclamada Final4, um dos eventos desportivos mais marcantes nos Estados Unidos da América. É o culminar de um mês de grandes emoções, e que irá definir qual o sucessor de Kansas como campeão da NCAA. Os candidatos são Connecticut, Villanova, North Carolina e Michigan State.

Os dois primeiros apuraram-se no sábado, fruto de vitórias sobre Missouri e Pittsburgh, respectivamente. No domingo, foi a vez dos Tar Heels de North Carolina levarem a melhor sobre os Sooners de Oklahoma, enquanto que os Spartans de Michigan State conseguiram afastar a equipa número 1 do país, os Louisville Cardinals.

Nesta época do ano, o campeonato da NCAA é a principal competição de basquetebol nos EUA, e a NBA passa para segundo plano. A emotividade, o espectáculo dentro e fora do campo, a história e tradição, o equilíbrio e os grandes jogos são motivos mais que suficientes para que qualquer amante de basquetebol siga com toda a atenção a Final do Torneio da NCAA.

Nos jogos de Sábado e Domingo apuraram-se as 4 equipas que irão participar na Final4, a realizar nos dias 4 e 5 de Abril no estádio Ford Field em Detroit – pela primeira vez, o recinto de jogo será colocado mesmo no centro do estádio, de forma a aumentar-se a lotação do espaço, e espera-se que os os 65.000 lugares do Ford Field sejam preenchidos por entusiásticos adeptos do basquetebol universitário dos Estados Unidos.

Connecticut, North Carolina, Michigan State e Villanova são as sobreviventes às quatro rondas disputadas desde 19 de Março e que tentarão no próximo fim-de-semana conquistar o ambicionado título. Durante esta semana faremos uma apresentação e análise às quatro equipas que estarão no Ford Field, com a esperança de que no final possam celebrar e cortar as redes.


LPB/ Proliga

Março 29, 2009

Depois de um fim de semana cheio de basquetebol façam-se as contas. Afinal, faltam 3 jogos em cada competição para o final da fase regular, e as dúvidas são muitas.

LPB

O Benfica suou com o Vagos mas lá garantiu o record de 27 vitórias e o primeiro lugar na fase regular. O CAB isolou-se no segundo lugar beneficiando da derrota da Ovarense. Lá no fundo as contas estão ao rubro. O FCPorto sem Marçal e sem chama perdeu no Ginásio (e como perdeu por 17 também perdeu a vantagem no confronto directo com os figueirenses). O Barreirense vacilou em Torres Vedras e o Vt.Guimarães deu mostras de grande capacidade ao bater a Ovarense. Depois da próxima jornada cruzada, que deverá por o FCPorto no 8ºlugar atrás de Vitória e Barreirense, e a 1 vitória do Ginásio, surgirá o escaldante e decisivo FCPorto-VtGuimarães….

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Benfica

27

27

0

100

+536

CAB Madeira

27

23

4

85,2

+429

Ovarense

27

22

5

81,5

+372

Vagos

27

19

8

70,4

+243

Académica

27

18

9

66,7

+64

Vt.Guimarães

27

16

11

59,3

+79

FC Porto

28

16

12

57,1

+220

Barreirense

27

15

12

55,6

+117

Ginásio

27

14

13

51,9

- 51

10º

Física

27

9

18

33,3

- 136

Proliga

O líder Illiabum garantiu o primeiro lugar na fase regular à semelhança do Benfica, por causa das derrotas do Samapaense. A luta pelo terceiro posto está ao rubro, com Galitos (em grande forma!), Esgueira e Queluz na disputa (na última jornada haverá um Galitos-Esgueira). Na cauda da classificação, o Seixal ascendeu ao 8ºlugar. O Eléctrico em 7º ainda não tem o playoff garantido, e o Barcelos tombou para um lugar próximo da zona de despromoção. Vai ser até ao soar do gongo….

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Illiabum

29

19

10

65,5

+108

Sampaense

29

16

13

55,2

+73

Galitos FC

29

14

15

48,3

+ 8

Esgueira

29

14

15

48,3

- 6

Queluz

29

14

15

48,3

+14

Sangalhos

30

12

18

40,0

- 150

Eléctrico

29

9

20

31,0

- 196

Seixal

29

8

21

27,6

- 367

Maia

29

8

21

27,6

- 248

10º

Barcelos

29

8

21

27,6

- 115

11º

Angra

30

8

22

26,7

- 312

12º

Atlético

29

2

28

6,9

- 714


Elite8 já composto

Março 28, 2009

Michigan State, U. North Carolina, Louisville e Oklahoma foram os grandes vencedores dos jogos disputados na Sexta-feira, tendo garantido a presença nas respectivas Finais Regionais – jogos a disputar na noite de Domingo para Segunda-feira. 

Não se verificou assim o cenário de todas as equipas da Big East se apurarem para esta fase da competição – apesar da vitória clara de Louisville sobre Arizona, a outra equipa da Conferência não conseguiu vencer o jogo que lhe daria o acesso à Elite8, uma vez que Syracuse perdeu frente a Oklahoma, que contou com mais uma grande exibição de Blake Griffin.


Lutar ao melhor estilo dos Espartanos

Março 28, 2009

Os Spartans de Michigan State estavam a perder por 13 pontos de diferença, ainda na primeira parte, frente aos actuais campeões da NCAA, os Kansas Jayhawks. E foi aí que os jogadores de Michigan State honraram o nome da sua equipa, lutando contra as dificuldades impostas por Kansas, correndo atrás do prejuízo, recuperando a diferença pontual que poderia significar o fim de época para os Spartans. O espírito guerreiro de Michigan State não permitiu que a época terminasse na noite de Sexta-feira, vencendo por 62-67 e avançando para a Final Regional.

Em noite de menor inspiração dos atiradores de Michigan State, foi o poste Goran Suton a assumir o maior protagonismo da partida, tendo acabado o jogo com 20 pontos e 9 ressaltos. Além da sua prestação ofensiva, ainda conseguiu criar algumas dificuldades a Cole Aldrich, uma das principais armas de Kansas – apesar do esforço defensivo de Goran Suton, o poste de segundo ano dos Jayhawks ainda conseguiu uma prestação de grande qualidade, contudo insuficiente para garantir a passagem dos campeões à Final Regional.

Muito dependentes de Aldrich e do pequeno base Sherron Collins – ele que foi uma das boas prestações de Kansas na caminhada para o título em 2008 – Kansas não soube aproveitar a vantagem que conseguiu durante a primeira parte do desafio. E nem do banco o treinador Bill Self conseguiu sacar um trunfo que pudesse ajudar os Jayhawks a voltar para a liderança da partida, ao contrário do que acontecia do outro lado, já que os jogadores suplentes utilizados por Tom Izzo somaram 23 pontos, enquanto que os de Kansas apenas 7.


A lei de Lawson

Março 28, 2009

Nos últimos dias muito se tem falado sobre a condição física de Ty Lawson, o base dos Tar Heels de North Carolina. Aliás, Ty Lawson até disse ao seu treinador Roy Williams, que numa escala de 1 a 10, considerava que a condição do seu pé se poderia classificar como um 6. Esperavam-se, portanto, dificuldades para UNC pois sem o seu base principal, a condução de todo o jogo da equipa poderia estar condicionada, e a ‘máquina’ poderia não funcionar tão bem como é habitual.

Pois bem, apesar da lesão que tem afectado o seu pé direito, Ty Lawson acabou o jogo frente a Gonzaga com 19 pontos, 9 assistências e apenas 1 turnover. Para quem tem estado lesionado, não foi uma exibição nada má… De resto, e com a ajuda de Tyler ‘Psycho-T’ Hansbrough (24 pontos e 10 ressaltos), os Tar Heels de North Carolina não sentiram grandes dificuldades em levar de vencida a equipa de Gonzaga, e com o resultado final de 98-77 avançam para mais uma Final Regional, procurando mais uma presença numa Final4.

No final do jogo, os jogadores de Gonzaga reconheciam que tinham perdido frente a uma grande equipa, e que se jogarem sempre assim são um dos mais fortes candidatos ao título da NCAA. E na verdade, quando a equipa de UNC consegue a percentagem de concretização de 57,9% de lançamentos de 3 pontos fica difícil a qualquer equipa contrariar o poderio ofensivo da equipa orientada por Roy Williams.


A voar para a Final Regional

Março 28, 2009

Os Louisville Cardinals tiveram uma noite calma, sem os sobressaltos habituais do March Madness. O resultado final de 103-64 espelha bem o que foi o jogo entre Louisville e Arizona, com os vencedores da Big East a realizarem um jogo com poucas falhas, e não dando qualquer hipótese aos Wildcats de Arizona, que durante os 40 minutos de jogo nunca conseguiram estar na frente do marcador.

Conseguindo pôr em prática o seu habitual estilo agressivo e dinâmico, com pressão defensiva a todo o campo e com muitos contra-ataques e transicções ofensivas rápidas, a equipa de Rick Pitino venceu sem problemas, realizando uma exibição onde imperou o colectivismo – total de 29 assistências – e a espectacularidade de algumas acções dos atléticos jogadores de Louisville, principalmente Terrence Williams, o grande líder desta equipa que acabou o jogo com 14 pontos (4/7 de 3 pontos), 7 ressaltos e 6 assistências.

A qualidade da exibição e a eficácia da equipa de Louisville foi tão evidente que ao intervalo, Rick Pitino quase nem falou com os seus jogadores, sobre quais os aspectos a melhorar para a segunda parte. “Coach was speechless at halftime. I’ve never seen that before. He’ll probably have more to say tomorrow at practice.” disse o suplente Will Scott.

Há jogos assim…


Blake Party

Março 28, 2009

Syracuse tentava juntar-se aos seus rivais da Big East na Elite8. Para isso teriam de vencer mais um jogo, teriam de vencer os Oklahoma Sooners, dos irmãos Griffin. E isso não se revelava tarefa nada fácil, uma vez que o mais novo dos Griffin tem estado em grande forma, sendo um dos principais candidatos ao prémio de  Jogador do Ano, e que vem sendo apontado como o grande favorito a ser escolhido como o #1 no Draft de 2009 da NBA. E mais uma vez, Blake Griffin foi o grande responsável pela vitória da sua equipa, e pela despedida de Syracuse do March Madness. Desta feita foram 30 pontos e 14 ressaltos…

Blake Griffin tem estado numa forma impressionte: nos 3 jogos realizados na ‘Grande Dança’, Griffin tem as médias de 30,3 pontos e 14,7 ressaltos. O jovem de segundo ano tem sido completamente dominante, e as suas exibições consistentes aliadas a momentos de pura espectacularidade fazem dele um dos melhores jogadores desta temporada, e é o principal responsável pela caminhada que os Sooners têm estado a fazer em 2009.

No jogo frente a Syracuse, Oklahoma chegou a ter uma vantagem de 27 pontos, mas os Orange Men conseguiram reduzir a diferença, mas nunca pondo em causa o triunfo e a passagem à Final Regional dos Oklahoma Sooners! Jonny Flynn bem tentou, mas sozinho era difícil levar o barco a bom porto, e sem a ajuda do Eric Devendorf, a tarefa do pequeno base não era nada fácil, e Syracuse terminou assim a sua temporada.


Elite8 a compor-se

Março 27, 2009

Não faltou emoção na noite de ontem, que serviu para definir as equipas finalistas da Região East e da Região West do Torneio da NCAA de 2009. Foi uma noite que serviu para confirmar o poderio de algumas equipas, assente na qualidade defensiva que conseguem impor, para testemunhar as fraquezas de alguns dos candidatos à Final4, e para tirar qualquer dúvida (se é que ainda existiam..) sobre a competitividade e a qualidade da Conferência Big East – das 4 equipas ontem apuradas para as Finais regionais, 3 são da Conferência Big East: Villanova, UConn e Pittsburgh. E hoje, mais duas equipas dessa Conferência têm a oportunidade de avançar para o lote das 8 melhores equipas da NCAA – Syracuse e Louisville. Se tal acontecer, esta será a temporada em que uma Conferência consegue ter tantas equipas nesta fase do Torneio.

Em seguida apresentamos os jogos que ontem se disputaram, e nos quais Villanova, Pitt, UConn e Missouri garantiram o apuramento para as Finais Regionais, o último passo antes da tão esperada Final4.


Partir da defesa, para dominar por completo

Março 27, 2009

Villanova defrontou Duke, com o objectivo de derrotar a equipa do ‘Coach K’, avançando assim pela 4ª vez em 5 anos para a Elite 8. A equipa tem estado melhor de jogo para jogo, e são legítimas as aspirações de chegar à Final4. Para isso terá de derrotar Pittsburgh (algo que já conseguiu este ano, tendo vencido perante o seu público por 67-57), em mais um duelo entre equipas da Conferência Big East.

No jogo dos Sweet16, Villanova começou por defender e bem as principais armas dos Duke Blue Devils, não permitindo que estes usassem o seu temível lançamento de longa distância. No entanto, Villanova estava a falhar em atacar o cesto e marcar pontos, pelo que chegou ao intervalo com apenas 3 pontos de vantagem. Na segunda parte, a intensidade defensiva dos Wildcats de Villanova continuou, e Duke mantinha grandes dificuldades em marcar pontos – os Blue Devils acabaram o jogo com 16 lançamentos de campo concretizados, em 60 tentados, de entre os quais 5 em 27 para lá da linha de 3 pontos. Foi assim que os Villanova Wildcats se aperceberam que esta era uma excelente oportunidade de avançar para a Final Regional, e com maior acerto ofensivo na segunda parte, conseguiram construir uma vantagem que chegou aos 23 pontos de vantagem, e que conseguiram manter até final já que Duke não revelava qualquer capacidade para alterar o rumo do jogo, e os seus jogadores pareciam completamente dominados pelas acções dos seus adversários.


Mais um susto…mas Fields resolve

Março 27, 2009

Pittsburgh parece ser uma equipa que gosta de emoção, de jogos equilibrados e disputados até final. Os jogadores dos Panthers parecem gostar de acelerar o ritmo cardíaco dos seus adeptos, prendendo-os nas cadeiras, nos sofás ou não lhes dando a oportunidade de verem um jogo calmamente. Até agora tem corrido bem, e 35 anos depois Pittsburgh conseguiu o apuramento para a Elite 8, mas os Panthers têm-se sujeitado a ser eliminados da ‘Grande Dança’. Esta noite, Xavier esteve a vencer por 8 pontos de diferença, mas Pittsburgh conseguiu recuperar, e sair vencedor deste emocionante jogo.

Frente a Xavier, foi o base Levance Fields a assumir o protagonismo, e com 7 pontos marcados nos instantes finais da partida, garantiu a vitória para a sua equipa. O triplo marcado por Fields e que deu a liderança a Pitt, quando faltavam 50 segundos para acabar o jogo foi mais um dos momentos espectaculares deste base que vai revelando uma incrível apetência para resolver jogos equilibrados. Depois, ainda teve tempo e vontade para roubar uma bola na defesa, e converter uma bandeja que deixou os Panthers com 3 pontos de vantagem e que assim carimbou a passagem à Final da Região East – o resultado final foi de 60-55 a favor de Pitt. Além de Levance Fields, também merece destaque a exibição de Sam Young (novamente melhor marcador da equipa), e o registo de Dejuan Blair – 10 pontos e 17 ressaltos, 8 deles foram ofensivos.


Vencer, usando as armas do adversário

Março 27, 2009

A época passada terminou de forma dramática para os Memphis Tigers, tendo sido derrotados por Kansas na Final do Torneio da NCAA. No jogo que decidiu o campeão, os Tigers tiveram na linha de lance-livre um dos seus maiores inimigos, e um dos principais motivos para terem perdido o jogo e o campeonato. Nesse Verão, John Calipari viu partir para a NBA duas das suas maiores estrelas, Derrick Rose e Chris Douglas-Roberts. Para 2009, Memphis não tinha o favoritismo da época anterior, mas a incorporação do caloiro Tyreke Evans e a continuidade do estilo de jogo baseado numa grande agressividade ofensiva de todos os seus jogadores, fazia de Memphis uma das equipas que poderiam aspirar com alguma legitimidade a uma presença na Final4 de Detroit. Isto, se não voltassem a encalhar nos lances-livres.

Mas a linha contínua lá, e os Tigers voltaram a ter uma fraca prestação no jogo que ditou o afastamento de Memphis do Torneio da NCAA de 2009 – frente a Missouri falharam 14 lances-livres, acabando com 18 marcados em 32 lançados. No entanto, o seu adversário conseguiu falhar mais um, fazendo a marca de 30 marcados em 45 lançados. Por isso a derrota de Memphis não se deve tanto ao aproveitamento da linha de lance-livre, mas John Calipari tem ali um problema para resolver.

O jogo foi desde cedo dominado por Missouri, que atacava Memphis com as armas que costumam ser utilizadas pelos pupilos de John Calipari – agressividade ofensiva, intensidade e agressividade. Foram estas as armas que permitiram a Missouri criar uma vantagem que chegou aos 24 pontos de diferença, quando faltavam 16 minutos para acabar o jogo. Depois veio a reacção de Memphis, que às custas de mais uma grande exibição do caloiro Tyreke Evans conseguiu encurtar a diferença. No entanto não foi suficiente, e Missouri avança para a Final da Região West. Do lado de Missouri, 5 jogadores a marcar mais de 12 pontos, com a surpresa a vir de J.T. Tiller, que acabou por ser o melhor marcador da sua equipa com 23 pontos marcados, ele que tem a média de 8.4 pontos por jogo.


Se um excelente defensor incomoda muita gente…

Março 27, 2009

Foi a partir da defesa que os Huskies começaram a construir a vantagem que lhes permitiu vencer Purdue e avançar para a Elite 8. Contando com o domínio no jogo interior de Hasheem Thabeet e da sua presença intimidante perto do cesto, UConn conseguiu que todos os seus jogadores tivessem um desempenho defensivo notável, não dando muitas hipóteses aos principais jogadores de Purdue aparecerem no jogo, como tinham feito contra Washington na ronda anterior. Limitando a produção ofensiva de Purdue a 60 pontos, Connecticut nem se ressentiu muito da baixa produção de AJ Price (que mesmo assim chegou aos 15 pontos marcados) e, principalmente, de Jeff Adrien (8 pontos marcados) neste jogo. Destacou-se a prestação do poste da Tanzânia, Hasheem Thabeet que terminou o jogo com 15 pontos, 15 ressaltos e 4 desarmes de lançamento.

UConn não conseguiu chegar à Final da sua Conferência, tendo perdido na maratona dos 6 prolongamentos frente a Syracuse. No entanto, o seu percurso na ‘Grande Dança’ tem sido ‘certinho, direitinho’ e se a equipa de Jim Calhoun conseguir manter este desempenho defensivo e se AJ Price e Jeff Adrien estiverem ao seu nível habitual, os Huskies de Connecticut poderão dar ao seu treinador o 3º título da sua carreira.


Jogo 2, Vingança catalã e sortes diferentes para gregos

Março 27, 2009

Duas séries empatadas e outras duas mais próximas de “parir” um vencedor. Este é o saldo dos quartos da Euroliga após os jogos 2 disputados esta noite.

Panathinaikos 79 Siena 84 (1-1)

18000 espectadores

Mais uma enchente para ver o “Pana”, mas desta feita os gregos, se nos permitem a expressão tentadora, viram-se gregos. Jogo equilibrado, decidido por um quarto período fantástico dos campeões italianos (19-28). Eficaz no lançamento (67,5%, 22/37) o Siena voltou a encavalitar-se no jogo de McIntyre (24 pts) para aumentar as suas chances de vitória, sendo que desta feita, o lituano Kaukenas deu uma ajuda com os seus 22 pts. Apesar da eficácia exterior (42% , correspondentes a 8 triplos), e de ter colocado 5 jogadores a fazer mais de 10pts, o Panathinaikos não foi capaz de vencer uma partida em que chegou a estar a ganhar por 16pts. E o factor casa trocou de dono….

Barcelona 85 TAU Ceramica 62 (1-1)

7084 espectadores

Depois do equilíbrio de Terça, eis que a vingança catalã se serviu com muita classe. Muita presença nas tabelas (41-28 em ressaltos) e a boa defesa catalã estiveram na origem desta vitória (os bascos na segunda parte fizeram 22 pts!). Vazquez, com 14 pts e 10 ress, e o turco Ilyasova, com 16pts e também 10 ress, estiveram bem, mas o grande destaque vai para o ressurgimento de Lakovic, o esloveno que com 17pts (3 tripladas) voltou à boa forma. Do lado basco, e tal como o havia feito na noite anterior, o sérvio Rakocevic marcou 18 pts, assistindo impotente ao apagão geral da sua equipa. A luta segue dentro de momentos, no Pais Basco.

Olympiacos 79 Real Madrid 73 (2-0)

12 000 espectadores

A crónica deste jogo começa com um facto: o Olympiacos falhou onze lances livres e mesmo assim bateu o Real. Leu bem, falhou mesmo, e mesmo assim ganhou uma partida importantíssima, deixando a pressão psicológica da “quase eliminação” do lado dos espanhóis. Felipe Reyes voltou a exibir-se em grande nível (23 pts e 9 ress) e Bullock deu novamente uma ajuda, mas mais uma vez foram inglórios os seus esforços. O Olympiacos recorreu à eficácia exterior de Lynn Greer (21 pts) e ao seu colectivo forte (Papaloukas e o jovem Printezis raramente se escondem) para carimbar o factor casa e inscrever-se previamente na Final Four.

CSKA Moscovo 77 Partizan 50 (2-0)

4500 espectadores

Pareceu um deja vu. A entrada dos sérvios na partida foi novamente amedrontada, sendo que desta vez marcaram o dobro dos pontos no primeiro período – 6 pts! Depois de início tão desastrado, o Partizan correu sempre atrás do prejuízo mas a receita russa foi a mesma do jogo anterior: defesa, e um esloveno de 2,08m (Erazem Lorbek fez 21 pts e 7 ress). O CSKA massacrou no ressalto (40-25) e melhorou a sua percentagem de lançamento (48,3%). Do lado sérvio, Lasme conseguiu registar 15 pts, mas a derrocada foi geral no lance-livre mais uma vez (abaixo dos 50% , 7/15) e na construção de soluções ofensivas. Apesar das facilidades russas, a história no “inferno” de Belgrado será seguramente outra. Ainda a tempo de salvar a série?


Jogo 1 , Garra basca marca arranque dos quartos na Euroliga

Março 25, 2009

Barcelona 75 TAU Ceramica 84 (0-1)

7134 espectadores

Começou da melhor forma para os líderes da ACB a eliminatória dos quartos da Euroliga frente ao rival Barcelona (seu mais directo perseguidor na competição doméstica). Depois do segundo lugar no grupo de apuramento, que colocou a formação basca sem vantagem territorial, esperava-se um encontro disputadíssimo no Palau catalão. E foi o que aconteceu, numa partida que fica marcada pela notável exibição do argentino Pablo Prigioni, que registou 17pts, 5 ress e 8 ass aos quais juntou uma eficácia tremenda de tiro exterior (5/7). O TAU construiu uma boa vantagem na primeira parte que soube gerir até ao final do encontro, alicerçando a vitória no seu jogo exterior (11 triplos, 45%) e na luta das tabelas (33-31 em ressaltos). No lado catalão, quatro jogadores anotaram mais de 10 pts, onde se inclui Navarro com 17pts, mas o jogo exterior foi sempre carta fora do baralho. A este nível não se pode lançar 22 vezes de fora…e só marcar 4 [ps - poder até se pode, ver caso do CSKA, mas tem de se defender muito...].

Olympiacos 88 Real Madrid 79 (1-0)

12 000 espectadores

Clássico entre dois históricos da modalidade, jogo de grande tensão. A vitória sorriu ao Olympiacos que assim abre a série da melhor forma perante o seu público. Vujcic e Greer fizeram ambos 19 pts mas o destaque é inteiramente merecido para Theodoros Papaloukas, o base grego que hoje esteve endiabrado, batendo o record de assistências em playoff -13 – e juntando-lhe apenas 1 turnover e 13 pts para a conta pessoal. Os gregos começaram melhor a partida, entraram a todo o gás chegando a construir uma vantagem de 12 pts que entretanto se quedou ao intervalo para apenas 5pts de diferença. O Real mostrou os galões na segunda parte, entrando para o último quarto em vantagem , mas deixando escapar a dianteira no final. Louis Bullock (15pts) e Felype Reis (14pts e 7 ress) foram os melhores nos espanhóis.

Panathinaikos 90 Sienna 85 (1-0)

18 000 espectadores

Ambiente de loucura na recepção do “Pana” ao Montepaschi Sienna para o primeiro jogo dos quartos depois do descalabro da edição transacta da Euroliga para os gregos. Nikola Pecovic, esteve em destaque. O montenegrino fez 21 pts (2º melhor registo da época) e embalou a sua equipa para um jogo que esteve quase sempre controlado. Cinco jogadores do “Pana” registaram mais de 10 pts, sendo que a sua eficácia de lançamento de campo esteve bem acima da média (59,4% 22/37). Do outro lado da barricada, o africano Romain Sato, com 29 pts e 9 ress, e o experiente americano Terrel McIntyre, com 27pts, tentaram remar contra a maré, mas os campeões italianos pouco mais fizeram do que assustar na parte final.

CSKA Moscovo 57 Partizan 46 (1-0)

4600 espectadores

Está frio em Moscovo, mas nada que intimide um esloveno de 2,08 m de brilhar. Erazem Lorbek pode muito bem ter desiludido a sua nação – mãe (relembre-se que a Eslovénia foi parte integrante da Jugoslávia, tal como a Sérvia) mas destacou-se num jogo de baixa pontuação, registando 16 pts. O Partizan entrou muito mal na partida (só marcou 3 pts no 1ºperíodo) e nunca soube contornar a aguerrida defesa dos campeões. 16 turnovers e 58,8% da linha de lance livre ilustram o nervosismo sérvio neste primeiro jogo da série e nem Tepic escapou ao naufrágio ofensivo do colectivo. Os russos tiveram um dia mau (2/22 de tiro exterior) e se nem assim foi possível ganhar adivinha-se uma série complicada para os de Beograd….

Quinta há mais Eurobasquetebol , com os segundos jogos das séries…