
Numa semana em que muito se falou sobre as alegadas irregularidades cometidas pelos responsáveis de Connecticut, no que toca ao recrutamento de jogadores, os Huskies de Connecticut foram a primeira equipa a garantir o apuramento para a Final4, vencendo no sábado a equipa de Missouri por 82-75.
Apesar das vitórias em campo, esta tem sido uma caminhada com alguns precalços para os Huskies – a notícia da violação das regras de recrutamento por parte do treinador Jim Calhoun e a sua ausência nos dois primeiros jogos devido a doença poderiam ter abalado qualquer equipa, mas os Huskies não se deixaram afectar e venceram a sua região avançando assim para a Final4.
Esta será a terceira vez que Jim Calhoun estará com os Huskies na Final4, e das outras duas vezes não poderia ter corrido melhor, já que UConn venceu o Torneio da NCAA nessas duas temporadas – como dado curioso, o facto de entre o primeiro e o segundo título distarem 5 anos de diferença: 1999 para 2004. De 2004 para 2005 a diferença temporal é a mesma. Não há duas sem três?
Esse será o objectivo dos jogadores e elementos da equipa técnica de Connecticut, que no jogo da Final Regional nem sequer cortaram as redes das tabelas, como é tradição. Os Huskies estão focados noutro objectivo, noutras redes: as que estarão no Ford Field de Detroit no dia 5 de Abril de 2009. Essas sim são as redes que os jogadores de UConn querem cortar e levar para casa. Para isso será necessário que o trio Thabeet, Price e Adrien esteja em bom nível e que jogadores como Craig Austrie, Kemba Walker e Stanley Robinson aparecem com contributos importantes como aconteceu no jogo frente a Missouri. Mas essencial será a prestação de Hasheem Thabeet – a grande figura desta equipa. A sua influência na tabela defensiva tem sido uma constante ao longo da presente temporada, e se no outro lado do campo o poste da Tanzânia conseguir estar à altura das circunstâncias, os Huskies serão uma das principais candidatas à vitória final.
A ausência de Jerome Dyson poderá ser uma das mais fortes contrariedades para os Huskies – Dyson vinha sendo uma das principais figuras de UConn, mas uma grave lesão no joelho em Fevereiro impediu-o de dar o seu contributo à equipa. Sem ele, serão ainda mais importantes os contributos dos jogadores da chamada ’segunda linha’. Além de não poderem contar com Jerome Dyson, os Huskies terão de lidar com outra grande contrariedade, pois sendo a Final4 em Detroit, Michigan State – adversário de Connecticut na meia-final – estará a jogar, praticamente, em casa, pelo que se espera que das cerca de 70.000 pessoas que estarão na bancada, haja uma grande onda verde.
Publicado por seis25 
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Mais uma enchente para ver o “Pana”, mas desta feita os gregos, se nos permitem a expressão tentadora, viram-se gregos. Jogo equilibrado, decidido por um quarto período fantástico dos campeões italianos (19-28). Eficaz no lançamento (67,5%, 22/37) o Siena voltou a encavalitar-se no jogo de McIntyre (24 pts) para aumentar as suas chances de vitória, sendo que desta feita, o lituano Kaukenas deu uma ajuda com os seus 22 pts. Apesar da eficácia exterior (42% , correspondentes a 8 triplos), e de ter colocado 5 jogadores a fazer mais de 10pts, o Panathinaikos não foi capaz de vencer uma partida em que chegou a estar a ganhar por 16pts. E o factor casa trocou de dono….
A crónica deste jogo começa com um facto: o Olympiacos falhou onze lances livres e mesmo assim bateu o Real. Leu bem, falhou mesmo, e mesmo assim ganhou uma partida importantíssima, deixando a pressão psicológica da “quase eliminação” do lado dos espanhóis. Felipe Reyes voltou a exibir-se em grande nível (23 pts e 9 ress) e Bullock deu novamente uma ajuda, mas mais uma vez foram inglórios os seus esforços. O Olympiacos recorreu à eficácia exterior de Lynn Greer (21 pts) e ao seu colectivo forte (Papaloukas e o jovem Printezis raramente se escondem) para carimbar o factor casa e inscrever-se previamente na Final Four.
Pareceu um deja vu. A entrada dos sérvios na partida foi novamente amedrontada, sendo que desta vez marcaram o dobro dos pontos no primeiro período – 6 pts! Depois de início tão desastrado, o Partizan correu sempre atrás do prejuízo mas a receita russa foi a mesma do jogo anterior: defesa, e um esloveno de 2,08m (Erazem Lorbek fez 21 pts e 7 ress). O CSKA massacrou no ressalto (40-25) e melhorou a sua percentagem de lançamento (48,3%). Do lado sérvio, Lasme conseguiu registar 15 pts, mas a derrocada foi geral no lance-livre mais uma vez (abaixo dos 50% , 7/15) e na construção de soluções ofensivas. Apesar das facilidades russas, a história no “inferno” de Belgrado será seguramente outra. Ainda a tempo de salvar a série?
Barcelona 75 TAU Ceramica 84 (0-1)
Olympiacos 88 Real Madrid 79 (1-0)
Panathinaikos 90 Sienna 85 (1-0)
CSKA Moscovo 57 Partizan 46 (1-0)