aFinal havia outra

Maio 31, 2009

Dwight Howard não gostou deste anúncio comercial da Nike. Sentiu que era uma falta de respeito pelas restantes equipas ainda em competição, leia-se Denver Nuggets e Orlando Magic. Sentiu que a Final desejada seria entre LA Lakers e Cleveland Cavaliers, entre Kobe Bryant e Lebron James. Mesmo com os seus Magic a controlar por completo a equipa de Cleveland ao longo da Final de Conferência Este, todos sentiam que a Final esperada seria entre a equipa dos Lakers e a dos Cavs.

Mas ao contrário das expectativas, a equipa de Lebron James ficou pelo caminho – e parece que a super-estrela saiu amuadinha – e a Final de 2009 da NBA será entre Los Angeles Lakers e Orlando Magic. Numa altura do ano em que estes estados se enchem de turistas, um duelo entre Califórnia e Flórida irá aumentar ainda mais a temperatura.

Os Orlando Magic voltam a uma Final da NBA, os LA Lakers vão para a 30ª final da sua longa história. Dwight Howard e os seus colegas de equipa conseguiram encontrar nos anúncios comerciais mais uma fonte de motivação para derrotarem uma das equipas com mais soluções individuais na NBA.


Bem jogado!

Maio 29, 2009

Parece-me muito bem esta ideia da FPB de promover as finais dos dois principais campeonatos masculinos, Liga Portuguesa de Basquetebol e Proliga.

Num barco ancorado no Rio Tejo, perto do Parque das Nações, tiveram a palavra os porta-vozes das 4 equipas – Benfica, Ovarense Dolce Vita, Illiabum e Sampaense Tecoimbra – que a partir do próximo fim-de-semana irão discutir os títulos dos seus campeonatos. Explicaram os seus pontos de vista, expectativas, ambições. Falaram, apareceram, representaram os seus clubes, representaram o basquetebol. Alguns meios de comunicação social aderiram, passou reportagem nos blocos noticiários da SportTv, promoveram um pouco a modalidade! E isso é algo que tantas e tantas vezes se tem acusado a FPB de não fazer.

Ok, é apenas um pequeno passo! Mas todos terão de concordar que é melhor do que nada! E se no futuro a tendência for para crescer, melhor ainda, e todos saem a ganhar!

E se nos é permitida a sugestão, porque não criar programa de apresentação do próximo campeonato, quando a época estiver para começar, num formato parecido ao da apresentação destas Finais, mas procurando ter maior difusão televisiva?


Querer é poder!

Maio 27, 2009

Grande história de um jovem de 2.10 que seguiu o seu sonho, e conseguiu um lugar numa equipa da NCAA. Kevin Laue, 19 anos, nasceu sem mão esquerda, e teve de amputar parte do braço. Isso impediu-o de jogar basquetebol, e conseguir alcançar os seus sonhos?

NÃO!

Para quem se costuma enrolar em desculpas para não concretizar o seu potencial, para quem tem dificuldade em entender a necessidade de superar as suas dificuldades, vejam o exemplo deste jovem!

Porque querer é poder, vale bem a pena ver este vídeo!


Vagas na base espanhola

Maio 26, 2009

Já é certo que Sergio Scariolo não poderá contar com o principal base da selecção espanhola nos últimos anos, e um dos grandes responsáveis pelos sucessos alcançados pela Armada Espanhola: José Calderon emitiu um comunicado no seu site a informar que devido à recuperação total da lesão que sofreu e para evitar que se torne em algo mais grave, o jogador terá de parar, não podendo assim competir no Europeu da Polónia. Desta forma, o base dos Raptors evita também entrar em conflito com os dirigentes da equipa canadiana que já tinham passado por uma situação semelhante em 2007 quando Garbajosa quis dar o contributo à sua selecção, mesmo estando lesionado.

Sem Calderon, quem serão os escolhidos de Sergio Scariolo para tentar conquistar o troféu que há dois anos os espanhóis deixaram escapar em Madrid?

Os 3 bases seleccionados por Aito G. Reneses para Pequim foram José Calderon (Toronto Raptors), Ricky Rubio (DKV Joventut) e Raul López (Real Madrid). Ora, com Calderon lesionado sobram os dois produtos da cantera do Joventut de Badalona: R. Rubio e R. Lopez.

O jovem prodígio do Joventut teve uma época nada fácil, fruto da lesão no pulso que o deixou de fora de campo no início da temporada, e da dificuldade que teve em apanhar o ‘comboio em andamento’, mas ainda conseguiu algumas impressionantes prestações. Fruto dessas prestações e do nome que foi construindo nestes últimos anos, Rubio chamou a si as atenções do Planeta NBA, tendo inclusive declarado que era candidato ao Draft de 2009. Ou seja, durante o Verão estará ocupado com os treinos com as diversas equipas que estarão interessadas e, caso decida mesmo competir numa equipa NBA, terá ainda os fundamentais treinos de pré-temporada na sua época de estreia. Terá Ricky o pensamento claro sobre o que fazer na próxima época e onde jogará? Estará Rubio com as atenções centradas na sua selecção ou na sua futura equipa?

Raul López foi o base menos utilizado em Pequim! E mesmo quando Calderón não pode dar o seu contributo dentro de campo, o então treinador da selecção optou por Juan C. Navarro a jogar na posição de base, enquanto descansava Ricky Rubio. E Raul López no banco… Esta temporada também tem sido de altos e baixos para o virtuoso base, que defende as cores do Real Madrid – sem conseguir números extraordinários, 6,7 pontos e 3,3 assistências por jogo, o Madrid está nas meias-finais da ACB. Mas pede-se mais aos homens de Joan Plaza, e se a ponta final de Raul López for de boa qualidade, o #24 de Madrid poderá ser candidato aos pré-seleccionados de Scariolo.

Fora dos Jogos Olímpicos ficaram dois jogadores que vinham sendo parte integrante da equipa nacional de Espanha nos anteriores torneios. E ambos poderão voltar a integrar a selecção espanhola no Europeu da Polónia, pois qualidade e experiência não lhes falta! Sergio Rodriguez (Portland Trail Blazers) e Carlos Cabezas (Unicaja Malaga) serão dois dos mais fortes candidatos a fazer parte da escolha final de Scariolo.

Sergio Rodriguez é um dos jogadores espanhóis mais espectaculares e talentosos, mas tem demorado em afirmar-se na NBA. Esta época, e contando com a colaboração do seu amigo Rudy Fernandez, o jovem base espanhol conseguiu, em alguns jogos, mostrar o seu valor e aquilo que sabe fazer dentro de campo. Mas parece que a equipa técnica dos Portland não se sente muito segura de apostar no base espanhol, que esta temporada teve a média de 4,5 pontos e 3,8 assistências em apenas 15 minutos por jogo! No entanto, Rodriguez é, definitivamente, um dos melhores bases espanhóis da actualidade, e um daqueles jogadores capazes de mudar um jogo fruto do seu ritmo e intensidade em campo. Scariolo certamente estará atento ao jogador que não participou nos Jogos de Pequim.

37658_6_42314_6Carlos Cabezas será, muito provavelmente, o base que Sergio Scariolo melhor conhece, de entre o leque de possíveis seleccionados para o Europeu da Polónia. Os 5 anos que Scariolo passou em Malaga, como treinador do Unicaja, foram anos de sucesso como comprovam as vitórias na Taça do Rei e na Liga ACB e a viagem à Final4 da Euroliga. Em todos estes feitos do Unicaja Malaga, Sergio Scariolo contou com o contributo e liderança de Carlos Cabezas, um verdadeiro líder em campo, um grande jogador de equipa capaz de tornar melhores todos os jogadores que têm a oportunidade de com ele jogar. E ao que parece, a qualidade de Carlos Cabezas será brevemente reconhecida pelas equipas do outro lado do Atlântico, pois existe uma forte possibilidade de que Cabezas se transfira para a NBA, como agente livre. Na caminhada para o Euro 2009, Cabezas poderá ter do seu lado a vantagem do seleccionador conhecer detalhadamente os seus pontos fortes.

Além destes quatro, há ainda jogadores como Sergio Lull (Real Madrid) ou Victor Sada (Regal Barcelona) que poderão fazer parte dos pré-seleccionados de Sergio Scariolo. E atenção que a temporada e o potencial de Sergio Lull poderão ser um importante trunfo para o jovem base espanhol.

PS – Calderon não estará presente, Pau Gasol ainda não decidiu se estará ou não. Conseguirá a Espanha repetir na Polónia os triunfos recentes se não contar com duas das suas principais figuras?


Trevo a apostar no futuro

Maio 24, 2009

Enquanto disputam a Final da Liga Grega frente aos arqui-rivais do Olympiakos (está 1-0 para os verdes que venceram na batalha campal de Atenas), os actuais campeões da Euroliga já começaram a garantir reforços para a próxima época desportiva: Nick Calathes (ex-Florida Gators) e Milenko Tepic (ex-Partizan Belgrado) parecem ter tudo acertado com o Panathinaikos para reforçarem os, recentemente consagrados, vencedores da Euroliga.

Nick Calathes é um base com grande capacidade de concretização, e foi a principal figura da Universidade da Florida após a saída do núcleo duro dos bi-campeões de Billy Donovan – Al Horford, Corey Brewer, Joakim Noah e Taurean Green. Calathes, possui dupla nacionalidade, sendo grego-americano. Aliás, Nick Calathes jogou pela selecção Sub20 da Grécia no último Campeonato da Europa da referida categoria, tendo a selecção grega terminado no 13º lugar. O seu percurso no basquetebol universitário antevia uma possível candidatura ao Draft da NBA, mas em vez disso, Nick Calathes decidiu prosseguir carreira no basquetebol europeu, nomeadamente em Atenas, ao serviço do Panathinaikos.

 

Milenko Tepic é uma das grandes esperanças do basquetebol sérvio, e esta época foi uma das grandes figuras na caminhada vitoriosa do seu Partizan de Belgrado quer na Liga Adriática, quer na Liga Sérvia. Na Euroliga foi um dos principais responsáveis pela viagem dos jovens do Partizan até aos quartos-de-final, onde foram eliminados pelos russos do CSKA de Moscovo em 3 jogos. Numa recente entrevista a Neven Spahija, treinador do Pamesa Valencia, sobre um eventual interesse no base-extremo sérvio, o credenciado treinador croata disse que não será possível contratar Tepic, pois o ‘PAO’ irá gastar €1M na contratação do jogador. Além disso, Milenko Tepic também já tinha dado a conhecer o seu interesse em alinhar pelos verdes e brancos da capital grega.


Rui Fonseca, o treinador campeão em sub-18

Maio 23, 2009

Rui Fonseca, timoneiro dos sub-18 vascaínos que se sagraram campeões nacionais no último fim de semana, marca  o regresso das entrevistas ao Seis25. Discurso simples e objectivo, aos 27 anos e com o curso de nível II já feito,  o treinador do Vasco aborda a formação e projecta o estado actual do seu clube do coração.

Seis25  -  Tens um percurso de vida peculiar, já foste tudo no Vasco da Gama – de jogador a líder de claque, passando por adepto e dirigente – … como é que decidiste ser treinador?

yuran2Rui Fonseca – É um facto, já fiz de tudo no Vasco, sendo que continuo a fazer mas agora também acumulando as funções de treinador. Com 15 anos (ainda era atleta na equipa de cadetes), comecei a colaborar no minibasquete a pedido do falecido Manuel Nunes. O entusiasmo foi crescendo e estive 7/8 anos no minibasquete, depois o clube propôs-me outro escalão, os cadetes,  onde estive 2 anos (sendo que nunca treinei iniciados). Finalmente tive a oportunidade de treinar os Juniores B (sub-18).

Seis25  -  Naturalmente, treinar Juniores B é muito diferente  de treinar minibasquete…

RF – Sim, claro. Com o minibasquete fazem-se uns treinos de basquetebol com muita brincadeira pelo meio, que é essencial naquelas idades. Nos Juniores B é preciso outro tipo de postura, é necessário outra mentalidade, uma forma diferente de interagir e falar com os atletas…

Seis25  -  Quais são as tuas referências como treinadores de Basquetebol?

RF – Muitas das coisas que aplico e sei, aprendi-as com o Fernando Sá. Fui jogador dele, fomos inclusivamente campeões nacionais em 1999/2000, no último título do Vasco anterior ao que acabámos de conquistar. Deu-me muitas opiniões. O que aprendi como atleta, aquilo que retive das épocas em que joguei, mesmo ao nível dos exercícios de treino, aplico agora como treinador.

Seis25  -  Para ti é mais importante o ataque ou a defesa? Passas a maior parte do treino a trabalhar que momento do jogo?

RF – Procuro trabalhar naturalmente ambos os aspectos. Mas sou mais apologista do trabalho de defesa. Acredito que a defender é que se ganham jogos. A nossa equipa é a prova disso, pois este ano tem uma média de pouco mais de 60  pontos sofridos por jogo. A boa defesa acaba por fazer parte também da cultura do Vasco da Gama. Em termos ofensivos é que já não somos tão eficazes, há dias em que os lançamentos não saem tão bem (um exemplo disso foi o 2ºjogo da final four contra o Algés).

Seis25  -  Como te procuras relacionar com os teus atletas? É difícil gerir o facto de seres treinador, mas também um amigo?

RF – Eu tento ser treinador e amigo dos meus atletas. Muitas vezes lhes digo que tenho de saber estar no papel deles e estar no meu ao mesmo tempo. Mas quero que eles também saibam fazer o contrário. Durante a hora de trabalho temos de trabalhar. Acabando os treinos ou mesmo antes dos treinos, brinco muito com eles, pois eu também já fui atleta e sei que isso é importante. Por exemplo, o Fernando Sá era para mim como um irmão, um braço direito, mas durante a hora de trabalho éramos diferentes, queríamos trabalhar para os objectivos. Tem de existir disciplina, nós sem ela não teríamos chegado ao título nacional.

Seis25  -  Sempre foi um objectivo ser campeão nacional de sub-18? No Vasco trabalha-se para ganhar títulos ou para formar jogadores?

RF – Não se trabalha para ganhar títulos, tanto é que eles aparecem de vez em quando, de 10 em 10 anos. O ano da minha equipa foi sendo projectado patamar por patamar. Primeiro tentámos vencer o distrital e conseguimos, depois chegámos à Fase Final Nacional com muitas dificuldades, e finalmente, uma vez lá, só podíamos jogar para ganhar . No ano passado, com os cadetes também fomos à fase final, sendo que não eram todos os que jogaram este ano pois 4/5 eram de outra geração. Para o próximo ano praticamente toda a equipa jogará novamente no mesmo escalão. Outro aspecto digno de registo é que este ano fomos a única equipa que tinha um cadete de primeiro ano (de 94) no plantel, e ainda por cima a jogar no cinco inicial.HPIM0378

Seis25  -  O Vasco este ano não teve seniores, mas teve boas prestações na formação – nomeadamente sub-20, sub-18. É difícil trabalhar na região do Porto?

RF – Em Sub-20 tivemos um ano com algumas dificuldades por causa do número de atletas mas acabámos por fazer uma boa época, indo à fase final distrital e conseguindo um 5ºlugar na zona norte do nacional. Em relação aos escalões mais baixos, cada vez temos mais dificuldades. Aliás os nossos miúdos já não são como os de antigamente, não são assim tantos da Sé ou da Ribeira, deixámos de ser tanto um clube de Bairro como as pessoas dizem. Temos alguns é certo, mas também temos de Rio Tinto, de Valongo, de Gaia…os pais precisam de trazê-los cá, é complicado…No minibasquete estamos com uma média de 26/27, precisávamos de mais, é pouco, enquanto nos iniciados temos uma equipa de 24/25…

Seis25  -  Em relação ao teu futuro como treinador tens objectivos de carreira?

RF – Não penso nisso. Para já estou no Vasco, dá-me muito prazer ganhar títulos no Vasco. À partida ficarei com o mesmo grupo, já se falou igualmente nos seniores, mas também não me importo de andar para trás e treinar uma equipa de iniciados pois é preciso pensar no futuro do clube e dos que estão nos escalões mais abaixo. A nova direcção tem tentado levantar o clube e levá-lo para bom porto, tem colaborado muito com os treinadores, tem ouvido os que estão cá há mais tempo como eu e isso agrada-me. Já disse aos meus atletas, “quem me dera daqui a 4/5 anos ver-vos a todos a jogar nos seniores do clube”, isso dar-me-ia prazer.

Seis25  -  Achas possível que algum dia os treinadores de basquetebol possam viver somente da sua actividade desportiva?

RF – Não penso que seja possível, até porque os clubes vivem cada vez pior financeiramente. Eu neste momento ganho um ordenado  como funcionário do clube – pois faço secretaria, trato de inscrições, etc.. – e ganho outro como treinador. Mas ando cá mais por gosto, pois o que o clube dá é mesmo o que o clube pode dar…[risos] Agora, não duvido é de outra coisa, há muitos clubes piores que o Vasco da Gama neste momento….

Seis25  -  Como analisas o estado do Basquetebol Português?

yuranRF – Este ano não acompanhei muitos jogos de Liga e Proliga. Estive mais ocupado a ver jogos de cadetes, jogos dos campeonatos nacionais de Juniores A e B de várias equipas, estive concentrado na formação. Acompanhei apenas um jogo do VtGuimarães…Acho que não faz sentido nenhum o modelo competitivo das jornadas cruzadas, que tem como consequência muitos jogos desequilibrados e um acréscimo nas despesas dos clubes com deslocações e arbitragens

Seis25  -  Uma mensagem para os jovens que querem seguir a carreira de treinador de basquetebol..

RF – Penso que é importante percorrer um caminho por etapas, ir aprendendo, apostar na formação (acho que foi muito importante por exemplo no meu caso fazer o Nível II, onde aprendi muito com treinadores como Carlos Gouveia, Carlos Pinto, Gradeço ou o Prof.Barata quer ao nível da minha postura com atletas quer ao nível técnico e táctico). É preciso aprender também a ser um treinador amigo.

Seis25  -  Este foi um ano especial para o Vasco, por causa da morte do Sr Nunes, este título é para ele?

RF – Naturalmente, este título é dedicado ao Sr Nunes. Fomos homenageá-lo  inclusivamente ao cemitério.

——————————–LANCE LIVRE———————————-

LeBron James ou Kobe Bryant?  Kobe Bryant

Francesinha ou Tripas? Francesinha

Fino ou Imperial? Fino

Ribeira ou Foz? Ribeira

NBA ou ACB? ACB

Jorge Araújo ou Luis Magalhães? Jorge Araújo


3º Campo Júlio Morais

Maio 22, 2009

3ºCampo Basquetebol Júlio Morais CNN 09 (F)

3ºCampo Basquetebol Júlio Morais CNN 09 (V)


24h de Festa em Ílhavo

Maio 22, 2009

cartaz_24h


Saiu-lhes a lotaria

Maio 20, 2009

Onze anos depois os L.A. Clippers voltam a ter a oportunidade de ser a primeira equipa a escolher no Draft da NBA. Em 1998, também com a primeira escolha em seu poder, e num Draft com alguma profundidade e qualidade – nesse ano entraram na NBA jogadores como Mike Bibby, Antawn Jamison, Vince Carter, Jason Williams, Larry Hughes, Dirk Nowitzki, Paul Pierce, Rashard Lewis e Rafer Alston, entre outros – a escolha dos Clippers foi para o poste Michael ‘Big Candy’ Olowokandi, naquele que foi um dos maiores fiascos da história recente do Draft da NBA.

Este ano a profunidade do Draft parece ser bem menor, comparativamente à de 1998, e se jogarem pelo seguro a escolha da equipa de Los Angeles deverá recair em Blake Griffin, unanimemente considerado o melhor e mais promissor jogador deste lote de atletas.

Será suficiente para tirar os Clippers dos últimos lugares da classificação e assim conseguirem ter épocas consistentes em que conseguem ir regularmente aos Playoff?


Entrando no modo pouco convencional

Maio 19, 2009

Dave Cowens é uma das grandes figuras da história dos Boston Celtics: foi campeão duas vezes, foi MVP da competição, e posteriormente escolhido para fazer parte do Hall of Fame! Além disso, é um de apenas 4 jogadores na história da NBA a comandar a sua equipa nas 5 principais categorias estatísticas, numa época inteira. Apesar da sua baixa estatura para quem jogava em posições próximas do cesto, Dave Cowens conseguiu construir uma carreira de sucesso ao longo dos 10 anos que esteve em Boston.

Mas escreve-se este texto não pelo comportamento de Cowens dentro de campo, mas sim pelos seus comportamentos pouco típicos e habituais em jogadores da NBA. Talvez para fugir à rotina, para não se deixar levar pelas exigências do desporto profissional e da pressão que acarreta, Dave Cowens teve o condão de nunca ser mais ‘uma ovelha no rebanho’, e no começo da época de 1977 afastou-se dos campos de basquetebol para ser taxista durante algum tempo. Segundo explicação do próprio, Cowens estava a precisar de ‘limpar a cabeça’, descansar, e afastar-se um pouco do basquetebol pois estava a entrar numa fase de esgotamento e desânimo em relação à modalidade. Anos antes, e na noite em que os Boston Celtics festejavam a conquista do campeonato de 1974, Dave Cowens dormiu num banco de jardim do Boston Common, isto depois de ter andado a celebrar nas ruas das cidades com adeptos da equipa.

Por vezes, recorrer a métodos pouco convencionais pode ser uma boa forma de recuperar a motivação e o gosto pelo jogo.

 


Sub-18 masculinos – VASCO DA GAMA campeão

Maio 19, 2009

O Vasco da Gama voltou aos títulos nacionais, sucedendo ao Barreirense como campeão em Sub-18 masculino (escalão anteriormente designado de Juniores B).

Depois da polémica do ano transacto onde o um auto-cesto de um jogador do FCPorto incendiou  os ânimos  no Barreiro, esta fase final foi jogada sob grande fair-play. Com o s jogos a serem disputados no Pavilhão Rosa Mota, os vascaínos superiorizaram-se ao FCPorto, Algés e Barreirense numa luta que apenas ficou definida no último dia de competição – à entrada para a decisiva jornada, todas as equipas poderiam ser campeãs.

Ambiente quente no Pavilhão, principalmente por causa da presença natural de adeptos portuenses das duas formações da cidade, Vasco e FCPorto. De tambores a cornetas, passando por muitos cachecóis e as habituais gargantas afinadas, o Rosa Mota esteve longe de encher mas sempre bastante animado e com uma das bancadas completamente repleta. A fase final começou da melhor forma com uma jornada inaugural onde a incerteza manteve-se presente. Na primeira partida o Algés esteve na frente durante largos momentos do jogo mas sucumbiu perante um último período fortíssimo do FCPorto. O jogo exterior dos dragões apareceu na melhor altura e o desnorte dos lisboetas foi desesperante no final, ao verem a vitória escapar-lhes em tão pouco tempo. No segundo jogo da noite, uma partida excitante entre duas equipas lutadoras. Constantes alternâncias no marcador resultaram num jogo tenso, onde a atitude defensiva do Vasco da Gama e a dinâmica dos seus jogadores exteriores lhe deram a vitória. Emanuel, com 24 pts evidenciou-se mas também  João Veludo que é dono de uma capacidade de ler o jogo notável. Os postes das duas equipas anularam-se mutuamente.

Na segunda jornada, os homens do Barreiro entraram com o orgulho ferido e foram claramente superiores ao FCPorto. Como se diz na gíria, sem espinhas. A tarde prosseguiu com um jogo equilibrado entre Algés e Vasco onde os lisboetas, mercê da actuação endiabrada do seu base e principlamente de Carlos Erickson (exímio lancador) abaterem os nortenhos. À entrada para a última jornada tinhamos portanto toda a gente na luta. O Barreirense derrotou de manhãzinha (sinceramente faz algum sentido jogos de Basquetebol às 9h30 da manhã??) o Algés por quatro pontos, num jogo onde o inevitável Miguel Queiroz se destacou. De seguida, o Vasco voltou a vencer o FCPorto (já o havia feito na fase de qualificação-Norte) com uma prestação forte do João Torrié (ele que havia estado desastrado no jogo com o Algés), carimbando o título.

Na nossa opinião, os vencedores foram a melhor equipa a defender e a lutar. Têm jogadores com grande técnica individual mas que introduzem tanta intensidade no jogo que por vezes esquecem o tão necessário equilíbrio em Basquetebol. Saber seleccionar o melhor lançador, ter paciência a atacar, controlar a ansiedade do adversário, descansar a atacar depois de ter dado o corpo ao manifesto lá atrás na defesa…É sempre mais fácil falar à posteriori, mas já no Pavilhão ficou a sensação que o jogo chave tinha sido o Barreirense-Vasco da Gama, claramente as duas melhores equipas da fase final, que colocaram três jogadores (1 do Vasco e 2 do Barreirense) no cinco ideal. O MVP, Miguel Queirós é um jogador completo, nem sempre esteve acompanhado na luta das tabelas, mas é bastante bom a ler o jogo e tem técnica suficiente para se acreditar que pode evoluir para jogador de Liga. Parabéns também a todo o staff do Vasco e em especial ao Rui Ferreira, treinador obreiro da equipa campeã que já treina há algum tempo. Este título, e ele próprio, são a prova de que com trabalho e persistência tudo é possível.

1ªJornada

FCPorto 82 Algés 66

Vasco da Gama 78 Barreirense 73 a.p.

2ªJornada

FCPorto 50 Barreirense 77

Vasco da Gama 64 Algés 73

3ªJornada

Barreirense 66 Algés 62

Vasco da Gama 80 FCPorto 68

CINCO IDEAL João Veludo (Base, Vasco da Gama), João Rothes (Extremo, FCPorto), Carlos Erickson (Extremo, Algés), Daniel Margarido (Extremo-poste, Barreirense), Miguel Queiroz (Poste, Barreirense-MVP)

Primeira paragem: Atenas

Maio 18, 2009

Apesar de a notícia inicial apontar Espanha como o destino preferido de Jeremy Tyler, são da Grécia os dois primeiros clubes interessados e que se irão reunir com Sonny Vaccaro – este homem foi um dos grandes responsáveis pela vinda de Brandon Jennings para a Europa, bem como pelo patrocínio da marca Under Armour ao jovem base norte-americano. Agora é ele quem também lidera o processo de transferência do fenómeno do desporto de High School norte-americano para o basquetebol europeu.

Os velhos rivais de Atenas, Panathinaikos e Olympiacos, parecem estar interessados no poderoso Jeremy Tyler a quem é reconhecido potencial para se tornar num jogador da qualidade Kevin Garnett, mas a quem falta algum espírito de sacrifício e capacidade mental para conseguir ter uma carreira de sucesso ao mais alto nível. Talvez a transição feita através do basquetebol europeu ajude Jeremy Tyler a ter uma diferente perspectiva sobre o que tem de fazer para conseguir ser bem sucedido, e quão duro tem de treinar e jogar dia após dias, semana após semana, num espaço onde não terá o tratamento de estrela a que está habituado, e em que terá de se esforçar por merecer todos os segundos que estiver dentro de campo.

Além dos dois poderosos clubes gregos, também há equipas de Itália, Israel e Espanha a demonstrar interesse neste jogador de enorme potencial.


A arca de Noah

Maio 16, 2009

‘Beleza interior, natural, com sabor’, assim cantava Sam The Kid. E essa bem poderia ser a legenda das fotos de Joakim Noah e de uma amiga que tanta procura têm tido na Internet. Se a senhora se encantou pela beleza interior ou por outros atributos do dinâmico jogador dos Chicago Bulls já é algo difícil de avaliar, mas que ambos parecem divertir-se à grande isso não se pode negar.

Dentro de campo o jogador – pré-convocado para representar a selecção de França no apuramento para o Eurobasket 09 – é conhecido pela sua entrega, pela intensidade defensiva e pelos muitos ressaltos que ganha. Mas fora de campo, parece ter algum jeito para ‘marcar pontos’.

Podem ver aqui as fotos não censuradas das férias de Joakim Noah. Aquela praia parece ser um bom destino para as próximas férias…


Mudanças a Norte

Maio 13, 2009

A época não correu de acordo com as pretensões e naturais aspirações dos responsáveis da equipa do Porto Ferpinta. É por isso com alguma naturalidade que o plantel e respectiva equipa técnica irão sofrer diversas alterações no sentido de tornar a equipa azul e branca mais forte, a fim de conseguirem disputar e vencer as principais competições nacionais.

O nome de Moncho López tem surgido como o mais provável para suceder a Júlio Matos no comando da equipa portista. Mas as alterações não vão ser só ao nível do treinador, e alguns jogadores de destaque – a maioria até actua em Portugal – vão reforçar o Porto Ferpinta versão 2009/10.


The Street Stops Here

Maio 12, 2009

A partir do slogan ‘All he had was Basketball. All they had was him.’ este filme dá-nos um olhar detalhado sobre o trabalho e a vida de Bob Hurley. Trabalhando num bairro pobre de Jersey City, Bob Hurley – para muitos, o melhor treinador de High School dos EUA – dá significado e esperança à vida de muitos jovens que assumem o compromisso e a responsabilidade de participar no programa que este treinador comanda há 36 anos na escola de St. Anthony.

Os jovens entram com muito pouco: apenas a vontade de ter uma vida melhor, e algum talento para o basquetebol. Bob Hurley dá-lhes o resto – de todos os jogadores que teve, apenas 2 não seguiram o trajecto estudantil para o nível seguinte, a Universidade. Apesar de todas as vitórias dentro de campo, e dos títulos conquistados tudo aquilo que os jovens conseguem alcançar fora dele é a vitória maior de Bob Hurley.

Fica também o exemplo para muitos dos clubes portugueses: com escassos recursos financeiros, a equipa da escola de St. Anthony consegue alcançar bons resultados. Trabalham com o pouco que têm, procuram alternativas que os leve a alcançar os seus objectivos. Neste trailer pode ver-se alguns atletas a fazer trabalho físico na cantina da escola! Elucidativo….