Falta uma semana para começarmos a encher a barriga*

Agosto 31, 2009

EUROBASKET 2009, POLÓNIA, horas portuguesas

Segunda, 7 Setembro

Grupo A Macedónia-Grécia 15h30 , Croácia-Israel 18h15

Grupo B Rússia-Letónia 15h30 , França-Alemanha 18h15

Grupo C Eslovénia-Grã-Bretanha 17h15 . Sérvia-Espanha 20h

Grupo D Polónia-Bulgária 17h15 , Lituânia-Turquia 20h15

Terça, 8 Setembro

Grupo A Macedónia-Israel 15h30 , Croácia-Grécia 18h15

Grupo B Rússia-Alemanha 15h30 , França-Letónia 18h15

Grupo C Eslovénia-Sérvia 17h15 . Grã-Bretanha-Espanha 20h

Grupo D Polónia-Lituânia 17h15 , Bulgária-Turquia 20h15

Quarta, 9 Setembro

Grupo A Macedónia-Croácia 15h30 , Israel-Grécia 18h15

Grupo B Rússia-França 15h30 , Alemanha-Letónia 18h15

Grupo C Eslovénia-Espanha 17h15 . Grã-Bretanha-Sérvia 20h15

Grupo D Polónia-Turquia 17h15 , Bulgária-Lituânia 20h15

De Sexta 11 Setembro a Quarta 16 Setembro – 2ªFase de Grupos

Grupo E três primeiros classificados dos grupos A e B

Grupo F três primeiros classificados dos grupos C e D

Quinta e Sexta 17 e 18 Setembro – Quartos de Final

Sábado 19 Setembro – Meias Finais

Domingo 20 Setembro – Final

Para perceber melhor o sistema de competição ver aqui

*via net, pois a transmissão de campeonatos da europa em Portugal está inacreditavelmente reservada ao Futebol


Para onde segue o comboio de Ricky?

Agosto 31, 2009

Parece que o acordo com o Regal FC Barcelona não é oficial, e entretanto David Kahn voltou a voar até à Catalunha para mais uma reunião com os responsáveis do DKV Joventut e também para tentar convencer Ricky Rubio a juntar-se aos Timberwolves ainda este ano.

A saga continua, e a imagem de Ricky Rubio saiu um pouco beliscada de todo este enredo, depois da forma como os seus responsáveis lidaram com o processo: litígio com o clube que o formou e lançou para a ribalata, o DKV Joventut, descartar a equipa que o escolheu no Draft, os Minnesota T-Wolves, dizer que só joga em Badalona e depois estar prestes a escolher Barcelona… Talvez seja o preço da juventude, ou talvez Ricky esteja simplesmente a ser mal aconselhado.

No entanto, o final está perto, e espera-se que na próxima semana haja, finalmente, uma decisão sobre este caso, com Ricard Rubio a decidir se fica em Badalona, Barcelona ou Minnesota.


Será desta?

Agosto 30, 2009

Não há José Calderón nem há o, até aqui, capitão Carlos Jiménez.

Há Pau Gasol. Há Juan C. Navarro. Há Rudy Fernandez. Há Ricky Rubio, Felipe Reyes, Jorge Garbajosa, Marc Gasol, Carlos Cabezas, Raul López, Victor Claver. Há ainda o jovem Sergio Lull e Alex Mumbru.

É com estas armas que a Espanha atacará o Eurobasket da Polónia, tentando melhorar a sua última classificação – perderam na Final de Madrid para a Rússia. Aliás, esta é a competição que tem falhado aos espanhóis, já que nunca conseguiram vencer um Campeonato da Europa de Seniores Masculinos, apesar de já terem disputado 7 finais deste torneio – uma delas, na Suécia, com o treinador Moncho López a comandar a Armada Espanhola.

Para 2009 a Espanha voltou a reunir o seu núcleo duro, conseguindo que Pau Gasol se juntasse à selecção – quem sabe, numa derradeira tentativa de conquistar o Ouro Europeu. A lesão de José Calderón retira aos espanhóis o seu melhor base da actualidade, mas Ricky Rubio já demonstrou nos Jogos Olímpicos que está mais do que preparado para enfrentar adversários mais experientes e com grande tarimba internacional.

A juntar ao jovem prodígio formado nas escolas do Joventut Badalona, há ainda Raul López e Carlos Cabezas – ambos contratados pelo BC Khimki, treinado por Sergio Scariolo, da Superliga Russa. São dois bases que garantem que o conjunto espanhol irá funcionar bem – mais preocupados em fazer jogar do que nos seus números pessoais, com muita experiência internacional, e que não retirarão qualidade à equipa quando entrarem na rotação de jogadores de Scariolo.

Na posição de base-extremo dois grandes jogadores, de duas diferentes gerações mas que são do melhor que o basquetebol espanhol tem produzido: Rudy Fernandez e Juan C. Navarro. Muito podia escrever sobre estes dois jogadores, mas as suas apetências são sobejamente conhecidas, e o ‘carimbo de qualidade’ está lá e não deixa dúvidas: vão fazer mossa!

Mas as mais valias não se ficam pelos jogadores do perímetro, e com Pau Gasol lesionado têm sido Felipe Reyes e Marc Gasol a assumir as principais despesas do jogo interior de Espanha. Há ainda Jorge Garbajosa e Victor Claver que podem jogar a extremo e a extremo-poste, dando alguma versatilidade a uma selecção que se apresenta como uma das principais candidatas a vencer na Polónia.

Actualização: A Eñemania tem andado na estrada, com a selecção espanhola a disputar diversas partidas em algumas cidades de Espanha, e o saldo final foi de 7 vitórias nos 7 jogos disputados nesta Fase de Preparação. E ainda sem ter contado com Pau Gasol. Agora, os jogos vão ser a sério.

Será desta?


Que Euro2009 teremos?

Agosto 30, 2009

Está prestes a começar o Eurobasket 2009.

A ser disputado na Polónia, este Europeu já está a ser pródigo em notícias e ainda nem sequer foi lançada a primeira bola ao ar nos magníficos pavilhões polacos. A ausência de alguns dos melhores jogadores do continente europeu – seja por lesão, opção dos clubes com quem mantêm contrato, ou por mera falha de qualificação da sua selecção – poderá retirar alguma qualidade ao próximo Campeonato da Europa, e até alguma competitividade a equipas outrora apontadas como favoritas.

Começando pela ausência da selecção italiana, a falha no apuramento dos transalpinos deixa de fora cotados jogadores como Andrea Bargnani, Danilo Galinari, Massimo Bulleri ou Marco Belinelli. A histórica equipa de ITÁLIA que conta com dois títulos de campeã da Europa será uma das mais notadas ausências do Eurobasket da Polónia, e uma das suas mais promissoras gerações de jogadoras fica afastada da ribalta do basquetebol europeu, bem como do próximo Campeonato do Mundo. Numa altura em que os italianos conseguem fazer chegar vários jogadores seus à NBA, acaba por ser um dos períodos menos conseguidos no que à selecção nacional de seniores masculinos diz respeito.

Quem também terá uma difícil tarefa pela frente serão os campeões em título, a RÚSSIA que não poderá contar com duas das suas principais figuras, e dois dos grandes responsáveis pelo título alcançado em Madrid no ano de 2007. Sem contar com Andrei Kirilenko e J.R. Holden, os russos esperam ainda pela recuperação de Victor Khryapa para que consigam ter uma participação condigna no Eurobasket organizado na Polónia.

Nos candidatos ao título, e actuais vice-campeões, a grande ausência é a do base José Calderón – ele que é um dos principais líderes da equipa de ESPANHA não poderá participar nesta competição por estar a recuperar de uma lesão, evitando assim agravar o seu problema, e evitando também um litígio com o seu clube, os Raptors de Torono, algo que aconteceu em 2007 com o seu compatriota Jorge Garbajosa. Os espanhóis também não poderão contar com Carlos Jiménez, o grande capitão desta selecção nas últimas competições internacionais – o extremo do Unicaja Málaga afastou-se das competições internacionais, e não voltará a dar o seu contributo à equipa nacional espanhola. A juntar a isto, há ainda a ‘nega’ dada por Fran Vazquez, o interior do Regal Barcelona que se recusou a estar presente, considerando-se magoado pela forma como foi tratado em anteriores convocatórias.

Sem Theo Papaloukas e sem Dimitri Diamantidis a selecção grega vê-se privada das suas principais figuras que têm comandado os helénicos nas últimas grandes competições internacionais. Papaloukas, um dos mais carismáticos e influentes jogadores do basquetebol europeu, e Diamantidis, provavelmente o melhor defensor europeu nos últimos anos, estão a recuperar de lesões e também de algum desgaste provocado pelas épocas sucessivas em que o tempo de descanso quase não existe. Além das duas marcantes figuras, também o experiente extremo Kostas Tsartsaris não dará o seu contributo à equipa da GRÉCIA, agora orientada pelo lituano Jonas Kazlauskas.

Uma das selecções com mais ausências de realce é a LITUÂNIA. Os lituanos são uma das potências do basquetebol europeu – contam com 3 medalhas de ouro em Campeonatos da Europa – e no último Eurobasket acabaram no 3º lugar, logo atrás de Rússia e Espanha. No entanto, para o Eurobasket da Polónia não poderão contar com algumas das suas maiores referências tais como o base Sarunas Jasikevicius (o único jogador a vencer a Euroliga com 3 equipas diferentes), o valioso e experiente extremo Ramunas Siskauskas (MVP da Euroliga em 2008), o base lançador Arvydas Macijauskas (melhor marcador da Lituânia na caminhada para o Ouro Europeu em 2003 na Suécia) e ainda o base Rimantas Kaukenas (contratado pelo Real Madrid para a temporada 2009-10).

Ausência de relevo será também a de Dirk Nowitzki. Sem ele, e também sem Chris Kaman, a selecção da ALEMANHA perderá dois dos jogadores mais importantes do seu plantel. E apesar da importância e presença interior de Chris Kaman, a grande ausência será mesmo a do extremo dos Dallas Mavericks, já que vinha sendo o jogador em destaque nas últimas competições internacionais em que a Alemanha tinha participado. Sem ele, a selecção germânica terá uma difícil tarefa de tentar ficar nos 8 primeiros lugares.

Na SÉRVIA a principal ausência será a do lançador Igor Rakocevic. O melhor marcador da última edição da Euroliga preferiu tirar um Verão de descanso para enfrentar a nova etapa na sua carreira – trocou o TAU Ceramica pelo Efes Pilsen da Turquia. Num ano em que a Sérvia tenta apostar forte para voltar à ribalta do basquetebol europeu, a ausência do ‘Gafanhoto’ tira à selecção dos Balcãs um dos seus pontos fortes. Além de Rakocevic, também Darko Milicic não estará presente no Europeu da Polónia, por isso lá se vão os desejos de voltarmos a assistir a pérolas como esta.

Por fim, destaque para mais uma não participação de Mehmet Okur que volta assim a estar ausente de uma competição internacional onde a sua TURQUIA poderia ter legítimas aspirações em alcançar os lugares cimeiros.

Esperava-se que a GRÃ-BRETANHA aparecesse com um forte conjunto de jogadores neste Campeonato da Europa, podendo assim dar mais um pouco de brilho ao seu basquetebol que tem vindo em crescendo nos últimos anos. No entanto, sem poder contar com duas estrelas da NBA, Luol Deng e Ben Gordon, a equipa de terras de Sua Majestade perde algum do fulgor que lhe era apontado. O seu ponto forte passará a ser o jogo interior, onde contam com jogadores bastante interessantes tal como Pops Mensah-Bonsu, Joel Freeland e Andy Betts.

Com todas estas ausências, que Eurobasket teremos? A qualidade do basquetebol será inferior? Ou será que na Polónia acontecerá algo semelhante ao que se passou em Espanha, no ano de 2007, quando Portugal, uma equipa sem estrelas e com jogadores desconhecidos praticou um basquetebol bastante agradável e de grande qualidade que agradou a quem seguiu a competição e pouco esperava da selecção nacional? Uma equipa sem estrelas joga melhor, ou estas grandes equipas não estão preparadas para jogar sem as suas estrelas e referências?


Voar no Céu de Los Angeles (II)

Agosto 29, 2009

Há uns tempos tínhamos deixado aqui a amostra. Agora fica aqui um vídeo mais completo, dum concurso que vem sendo apelidado como um dos melhores de sempre no que à qualidade dos afundanços diz respeito.

Só para ter uma melhor noção da qualidade do que aqui se apresenta, T-Dub (o primeiro a afundar no vídeo) tem 180 cm de altura, enquanto que Guy Dupuy – o vencedor – tem 192cm.


Nós na Europa

Agosto 29, 2009

Portugal

Em alguns sítios na web tem-se verificado a tendência de apontar os resultados das selecções nacionais nos Europeus disputados neste Verão. Penso que é normal em todos os países do Mundo, e especialmente em Portugal, discutir o trabalho dos outros, e especialmente, dos que representam o nosso país. Por vezes, também eu o faço.

Até este Verão, e com excepção do Eurobasket 07 que decorreu em Espanha, nunca tinha acompanhado um Campeonato da Europa dando tanta atenção às classificações, às possibilidades de apuramento desta ou daquela equipa, às contas que muitos fazem para se poderem apurar, ou à diferença na qualidade exibicional das equipas após verem goradas as possibilidades de integrarem uma fase na qual pretendiam entrar.

Pois bem, quando acompanhei o Europeu de Sub16 Masculinos percebi, finalmente, que a distância que separa um 5º lugar de um 13º pode ser uma simples derrota num jogo que correu mal. E que treinador ou jogador nunca teve um jogo desses? Numa competição tão curta, disputada em tão pouco tempo, um momento desses ganha especial importância. Se a tua equipa entra numa dinâmica de vitória e com uma atitude sempre positiva em relação ao jogo, podem conseguir resultados que à partida seriam pouco previsíveis, levando alguns a perguntar ‘Como é que estes gajos, sem saber jogar nada de especial, sem terem nenhum grande jogador, ganham este jogo e estão nesta fase da competição?’. No entanto, o contrário também é verdade, e sair de uma onda de derrotas e negativismo pode não ser nada fácil. E nisso, acho que nós portugueses somos especialistas.

A distância que separou as Sub16 portuguesas de disputar o acesso à Divisão A, do 8º lugar em que terminaram a competição foi um estranho jogo da campeã Holanda frente à Dinamarca: se a Holanda vencesse, Portugal passava às Meias-Finais. Se a Dinamarca ganhasse, Portugal iria disputar um lugar entre o 5º e o 8º classificado. A Dinamarca venceu, fazendo um parcial de 21-9 no quarto período, levando o jogo para prolongamento onde ganhou por dois de diferença. Foi o suficiente para Portugal ficar fora da luta pela subida de Divisão. Nos dois jogos seguintes o desgaste, muito provavelmente tanto físico como mental, não permitiu a Portugal repetir as exibições até então, deixando a jovem selecção feminina no 8º lugar. E isto, depois de ter estado a um pequeno passo das portas do céu…

Sim, os resultados do sector masculino não foram promissores, nem agradáveis. Penso que os jogadores e treinadores que integraram estes projectos são os primeiros a reconhecer isso mesmo. Penso ainda que em alguns escalões talvez fosse possível fazer algo mais, pois os jogadores demonstram qualidade, falhando depois em alguns aspectos do jogo como a agressividade, velocidade, espírito de luta, preparação mental. Mas a culpa é, mera e exclusivamente, de quem está nos CNT’s ou CAR’s? Apesar de ter sido isso que ouvi de diversas pessoas que assistiam aos jogos de Portugal neste Europeu, penso que não, que a culpa não é apenas dos referidos responsáveis. Aliás, parece-me que a grande quota parte de culpa continua a ser de todos os restantes treinadores espalhados pelo país, e também de todos os jovens jogadores que por terem algum sucesso dentro de portas pensam que são muito bons. Mas quando confrontados com a realidade internacional apercebem-se do muito que ainda têm de trabalhar.

Era bom que muitos mais jovens atletas tivessem marcado presença no Europeu de Sub16 disputado em Portugal, e percebessem a diferença que nos separa dos restantes países. Como alguns puderam notar, temos alguns jogadores com capacidade, temos alguns jogadores que conseguem jogar, mas isso não chega. Gostei de ver alguns dos jovens integrados no projecto do CNT Paredes a assistir a quase todos os jogos e a prepararem-se para uma realidade que terão de enfrentar no Verão de 2010. Talvez tenham aprendido algo, e tenham percebido como têm de jogar num Europeu. Talvez alguns deles até tenham percebido aquilo que precisam de melhorar no seu jogo para conseguir atingir um nível satisfatório – e sei que alguns deles o perceberam.

Era bom que tal como os jovens atletas, também os treinadores tivessem olhado para este Europeu como uma forma de aprendizagem para melhorar as nossas lacunas, que por sinal, são mais que muitas. Ao invés, parece-me que viram este Campeonato da Europa como mais uma possibilidade de falar mal e cuspir veneno em todas as direcções. Enquanto viam os jogos, o que perceberam que temos de melhorar no treino? O que perceberam que temos de melhorar para aproximar os nossos jogadores da qualidade que se viu em alguns dos atletas presentes em Portugal?


O que se segue no calendário

Agosto 27, 2009

Qual o quadro competitivo masculino que espera Portugal nos próximos tempos? A renovação da selecção vai fazer-se com a tentativa de entrada no Europeu de 2011 na Lituânia, para o qual se começarão a discutir as qualificações apenas em Setembro de 2010. Até lá, Portugal ver-se-á afastado das duas mais importantes competições, o Eurobasket 2009 da Polónia* e o Mundial 2010 da Turquia**. Ocupamos actualmente o 16º lugar no ranking da FIBA europeu e o 48ºlugar no ranking global da FIBA.

* Que vamos ver literalmente por um canudo…como se pode atestar aqui

** Para o qual está qualificado Mário Palma e a sua Jordânia


Três vírgula sete milhões de euros – custou mas foi

Agosto 27, 2009

Ricky no Barcelona por seis temporadas.

Ler mais:

O que se diz em MadridA Marca

O que se diz na Catalunha - Mundo Deportivo


À conversa com Jonah Callenbach

Agosto 23, 2009

Jonah Callenbach 03

Durante o Europeu de Sub16 Masculinos tive a oportunidade de falar com Jonah Callenbach, o miúdo luso-holandês que jogava no Estoril Basket e que o ano passado se mudou para Espanha para jogar no Fuenlabrada, e seguir em busca do sonho de jogar na ACB.

Na minha opinião era um dos melhores jogadores da nossa selecção de Sub16, e de todos os atletas com quem falei, Jonah foi sem dúvida um dos que mais maturidade e inteligência demonstrou – talvez por isso acredite que este poderá ser um caso de sucesso no basquetebol português. Por ter alguma curiosidade face ao que o jovem jogador encontrou em Espanha, e por pensar que o testemunho deste jovem poderá ajudar treinadores e jogadores a trabalhar melhor, resolvi falar com ele, e dar a conhecer como tem sido a experiência de Jonah Callenbach em Espanha.

A entrevista foi publicada no Planeta Basket, e quem não teve oportunidade de ler, ficam aqui os links de uma entrevista de duas partes que vale a pena ler.


Rituais de aquecimento

Agosto 21, 2009

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Ao acompanhar de perto a Divisão B do Europeu de Sub16 Masculinos, tive a oportunidade de assistir a treinos e jogos de praticamente todas as equipas – foi como se estivesse a participar num Clinic de 11 dias, com tanto que aprendi ao ver como trabalham muitas das 18 selecções que estiveram a competir em Portugal entre os dias 6 e 16 de Agosto.

Poderia escrever no Seis25 a importância dada aos fundamentos técnicos ofensivos por grande parte dos treinadores presentes. Poderia escrever a dedicação e exigência da quase totalidade de atletas, treinadores principais, treinadores adjuntos, preparadores físicos e fisioterapeutas. Mas desta vez, vou apenas falar de uma prática comum a muitas equipas: os rituais de aquecimento!

Na foto aparece a selecção búlgara a festejar a conquista do 1º lugar na competição, repetindo a coreografia que executavam no aquecimento de todos os jogos! Com o capitão Ivanov no meio, a equipa rodeava-o no círculo central, davam o seu ‘grito de guerra’ e estavam prontos para o jogo. Também a selecção romena – uma das mais combativas em prova – seguia este ritual no aquecimento dos seus jogos.

Outras selecções como Portugal e Eslovénia entravam para o aquecimento numa fila ordenada, reuniam-se no círculo central, um dos jogadores dava a ordem do dia, a equipa dava o grito de guerra, e seguiam para o aquecimento. Outras selecções ainda começavam o treino com todos os jogadores e treinadores a baterem palmas até que todos estivessem reunidos na zona central do campo para começar o treino. Outras selecções deixavam as palmas para o final do treino, como forma de compensar o esforço de todos.

Muitos vêem estas práticas como apenas ‘manias’ e vedetismos de quem quer imitar estrelas de outras competições. Outros vêem nestes rituais uma forma de ajudar a criar espírito de grupo, e de animar a equipa. Como em tudo na vida, há quem não utilize por achar desnecessário e prepotente, há quem ache importante e tente incutir na sua equipa.

Eu, integro-me no grupo dos segundos – os que acham que estes rituais ajudam o grupo.


Bulgária de Ouro

Agosto 19, 2009

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Ao longo dos 11 dias de competição, a Bulgária mostrou que era a equipa mais forte das 18 que competiam na Divisão B do Campeonato da Europa de Sub16 Masculinos. O seu 5 inicial era muito forte, e todos os jogadores desempenhavam muito bem o seu papel, sem entrar em conflito com o protagonismo dado às duas estrelas maiores desta selecção: Pavlin Ivanov e Tencho Tenchev.

O base, ainda de primeiro ano, Deyan Karamfilov controlava bem o jogo, lia bem o pick-and-roll, e sabia esperar pelo momento certo para deixar a bola nas suas principais referências. Acabou o campeonato com as médias de 9.3 pontos e 4 assistências por jogo, e espera-se que no próximo ano, quando a Bulgária competir na Divisão A de Sub16, Karamfilov seja uma das referências da equipa búlgara. Os dois interiores, Aleks Simeonov e Dimitar Dimitrov passaram muito do tempo de ataque da sua equipa a fazer bloqueios indirectos e directos para libertar Ivanov e Tenchev, mas o seu jogo não se resumiu a isso: Simeonov foi o terceiro melhor marcador da equipa com 12 pontos de média por jogo, e conquistando 7.6 ressaltos. Bons movimentos interiores, forte presença no ressalto, e uma interessante criatividade quando saía em drible para o contra-ataque búlgaro – das suas mãos saíram espectaculares passes, pouco expectáveis de um jogador interior de 2m05 que corria e driblava melhor que alguns extremos deste campeonato.

Do banco vinham ainda importantes contributos de Funtarov, Hristov e Natskin – o primeiro entrava na rotação dos jogadores interiores, enquanto os outros dois substituíam os jogadores do perímetro, dando outras soluções defensivas à equipa da Bulgária.

E foram também as diversas soluções defensivas da Bulgária uma das suas armas ao longo do torneio: defesa homem-a-homem, zona 1-3-1 pressionante a 3/4 do campo, zona 1-2-2 a meio-campo com Tenchev à frente com os seus enormes braços a dificultar o primeiro passe à equipa adversária, box-and-one quando algum jogador adversário ganhava protagonismo (e como isso matou Portugal no segundo jogo da Fase Inicial…), zona 2-3 a meio-campo. Os búlgaros não eram propriamente especialistas defensivos, não tinham jogadores muito agressivos nas tarefas defensivas, e talvez por isso nunca se ficaram pelo mesmo tipo de defesa, e foram tentando alternar as suas opções defensivas para não se tornarem previsíveis e passíveis. Resultou…

 

PS – Neste texto demos pouca atenção à qualidade de Tencho Tenchev e Pavlin Ivanov, até porque já tínhamos falado deles noutro post, mas lembrem-se destes nomes porque brevemente voltarão a ouvir falar destes dois jogadores búlgaros. Começaram a deixar uma marca neste campeonato: ambos foram nomeados para o 5 ideal do Europeu, e Ivanov foi escolhido como o MVP da competição.


Voar no céu de Los Angeles

Agosto 17, 2009


Há quem use moeda, há quem use Q-Rich

Agosto 15, 2009

Nos tempos em que Quentin Richardson jogava na jovem e louca equipa dos Los Angeles Clippers, esta era uma das equipas que mais gostava de ver jogar na NBA – pela irreverência, pela alegria a jogar, pelas jogadas espectaculares que várias vezes criavam ao longo do jogo.

Mas com os problemas fora de campo, e com o insucesso desportivo da eterna segunda equipa de L.A., os jogadores foram sendo transferidos – Darius Miles, Q-Rich, Lamar Odom, Corey Maggette, Jeff McInnis, Keyon Dooling. Havia ainda Michael Olowokandi, #1 do Draft, mas cuja qualidade ficava longe dos restantes colegas.

E quando as trocas começaram, alguns jogadores começaram a perder a qualidade e alegria que tinham demonstrado nos Clippers. Um desses jogadores foi Quentin Richardson. Na presente pré-temporada, e durante o período de transferências da NBA, Q-Rich já foi trocado por 4 vezes! Para Richardson foram 4 trocas em apenas 7 semanas!!

Antes um atirador temível, e um daqueles jogadores electrizantes, agora uma simples moeda de troca.


Árbitro-adepto

Agosto 14, 2009

Hmm…tem alguma piada! Mas gostava de saber o que queria ele ‘dizer’ com as palmas.


Devon van Oostrum – England’s got talent

Agosto 13, 2009

Na quarta-feira dia 12 vi pela primeira vez a selecção inglesa em acção. Vários jogadores e treinadores com quem tinha previamente falado apontavam os ingleses como um dos candidatos a subir, por isso tinha alguma curiosidade em ver a equipa de terras de Sua Majestade a jogar – constava-se que o base dominava por completo o jogo.

No jogo frente à Suécia – uma das mais fortes equipas em competição – que podia decidir se a Inglaterra apurava ou não para as Meias-Finais, tive a sorte de poder assistir ao jogo no Pavilhão das Travessas. E que sorte! Tudo o que diziam sobre a Inglaterra e o seu base acabaram por se revelar verdades incontestáveis. Devon van Oostrum, de seu nome, é realmente muito bom jogador!

Ao fim de 4 jogos, o jogador nascido na Holanda mas que representa Inglaterra, leva as médias de 23.8 pontos (melhor marcador do campeonato), 8.5 ressaltos e 5 assistências por jogo. Mas mais impressionante que os seus números, são as suas prestações: passes longos de um campo ao outro e a bola sempre no destino certo, campo e colegas de equipa sempre no campo de visão, criatividade, génio, excelente drible, bom lançamento exterior. Jogador completo ofensivamente! Sem dúvida um dos melhores jogadores neste torneio, com um leque de soluções que deixa qualquer adepto de basquetebol satisfeito. E a defender? Se a sua capacidade de conquistar ressaltos é notória, a sua agressividade defensiva e a entrega que tem nas tarefas defensivas fazem dele um jogador ainda mais completo. A atestar a sua competência defensiva aqui fica um simples dado estatístico: média de 7.8 roubos de bola por jogo!

Melhor do que ler as capacidades deste jogador, é vê-lo a jogar! Vale a pena, vale bem a pena vê-lo a jogar! Por isso, se forem a S. João da Madeira (domingo) ou a Oliveira de Azeméis (sábado) nos próximos dias, ver a selecção inglesa a jogar, reparem no #7 da Inglaterra.

Por fim, e como dizia o Prof. Mário Silva ‘os espanhóis não dormem‘, para o ano Devon van Oostrum vai jogar no TAU Ceramica.