Lisa Leslie: o fim de uma carreira de glória

Setembro 30, 2009

Terminou a carreira de um dos maiores ícones do basquetebol feminino! Aos 37 anos de idade, Lisa Leslie abandonou as competições oficiais de basquetebol, deixando para trás um legado ao alcance de poucos atletas.

A sua influência no jogo vai para além dos 2 títulos de Campeã da WNBA, ou dos 3 troféus de MVP que conquistou na mesma Liga. Lisa Leslie foi uma das grandes referências da WNBA durante os 11 anos em que competiu ao serviço das Los Angeles Sparks, ajudando a equipa a conseguir os seus dois primeiros, e até agora únicos, títulos de campeãs.

Estando nas Los Angeles Sparks desde a primeira temporada oficial da WNBA, em 1997, Lisa Leslie tornou-se numa das mais reconhecidas atletas no que ao desporto feminino diz respeito. Para isso muito contribuíram as 4 medalhas de Ouro Olímpicas que a jogadora norte-americana, nascida na Califórnia, conquistou ao longo da sua carreira – Leslie tornou-se na primeira atleta a conseguir conquistar 4 medalhas de Ouro consecutivas, em modalidades colectivas nos Jogos Olímpicos. Será que mais alguma atleta conseguirá repetir este feito?

O facto de ter sido a primeira atleta a conseguir na mesma época os títulos de MVP da Fase Regular, All-Star Game e ainda das Finais da WNBA também contribuíram para o sucesso e para o crescente respeito que Leslie foi conquistando no desporto feminino. Além disso, há ainda o momento inolvidável, considerado pelos adeptos da WNBA como o ‘Melhor Momento’ da primeira década da referida competição: quando num contra-ataque frente à equipa de Miami, Lisa Leslie subiu bem alto, protagonizando o primeiro afundanço da história das competições profissionais de basquetebol feminino – conseguiu assim um feito que até ao momento pareceu estar apenas ao alcance dos atletas masculinos.

Esse momento ficou guardado na memória de todos os adeptos de desporto, e até aqueles pouco familiarizados com o basquetebol feminino ou com o desporto feminino indicarão Lisa Leslie como uma das grandes protagonistas da história do desporto feminino.


Lisa Leslie – de sucesso em sucesso

Setembro 28, 2009

Prometemos para breve um texto sobre Lisa Leslie, uma das melhores jogadoras da história do basquetebol feminino mundial. Para já, fica este vídeo.


Se votasse… era em Eyenga

Setembro 24, 2009

Como em tantas outras situações da vida, esta é apenas mais uma daquelas em que posso estar completamente enganado! No entanto, aqui fica o meu preferido para vencer o Concurso de Afundanços da ACB a realizar no próximo dia 3 de Outubro pelas 17h portuguesas.

O jovem congolês que o DKV Joventut recrutou tem-se destacado pelas suas excelentes capacidades físicas, tendo já no ano passado feito alguns jogos pela equipa principal. No Draft de 2009 foi escolhido pelos Cleveland Cavaliers e nos jogos das Ligas de Verão já mostrou que pode ser uma boa solução daqui a uns anos, assim continue a evoluir na ACB.

Deixamos então um vídeo de Christian Eyenga a brilhar no Circuito Sub20 da ACB 2008-09.


Causa ou efeito?

Setembro 22, 2009

Em mais uma tertúlia em pleno Ramona com outros treinadores amigos, falávamos da diminuição da visibilidade do basquetebol, e também da diminuição de importância em termos de número de praticantes face às restantes modalidades desportivas.

Alguém dizia que o basquetebol, outrora a modalidade desportiva a seguir ao futebol com mais praticantes (não se incluem nesta contagem a columbofilia e o campismo), era agora a 5ª modalidade desportiva com mais atletas em Portugal. Ora, se até aumentou o número de praticantes de basquetebol, a importância relativa desta modalidade tem decrescido ano após ano, ao passo que outros desportos vão continuando a subir.

Ao mesmo tempo, o basquetebol desapareceu da televisão pública. Após a extinção da LCB, não me lembro de um jogo de basquetebol de clubes ter voltado a passar na televisão pública – mas já nesse tempo, a qualidade de quem comentava o jogo dava alguma vontade de mudar de canal. Não há jogos da LPB, não há jogos da Liga Feminina, não há jogos da Proliga, não dão jogos da Taça de Portugal. Nem All-Star Game. Nunca mais se repetiu a experiência de transmitir uma Final4 de Sub20, não dão jogos da Selecção Nacional de Seniores Femininos. Não dá ao domingo o jogo NBA da semana. Deram algumas partidas dos Jogos da Lusofonia, mas mesmo assim alguns foram transmitidos na RTPN (também canal de cabo). De resto, nada…

O basquetebol basicamente desapareceu da televisão pública. Tudo o que é relativo ao desporto de bola ao cesto, passa na SportTv. Não vamos aqui discutir se as transmissões são em número suficiente ou não. Penso até que a SportTv tem ajudado a divulgar o basquetebol, com transmissões de jogos da LPB, Proliga, jornadas Cruzadas, jogos de apuramento para o Eurobasket, chegando até a transmitir a Final do Inter-Selecções Sub16 Masculinos. Sim, foi na SportTv3 e foi de manhã, mas passou na TV.

No entanto, este canal é privado. Além de ser obrigatório ter os canais do Cabo ou satélite, ainda tem de se pagar um extra para se poder ter a SportTv. Ao passo que para se ver a RTP2 só tem de se pagar a televisão e a electricidade.

Na vossa opinião, o desaparecimento do basquetebol da RTP2, e o desaparecimento de comentadores entusiastas desta modalidade são causa ou efeito da descida de lugares do basquetebol no que ao número de praticantes federados diz respeito?


Fortaleza grega

Setembro 21, 2009

Os últimos anos da carreira do poste grego Sofoklis Schortsanitis têm sido uma viagem de altos e baixos: tanto está perto de chegar ao Olimpo, como de seguida desce vertiginosamente quase caíndo no esquecimento.

Após a sua excelente prestação no Campeonato do Mundo disputado no Japão, o possante jogador do Olympiakos esteve afastado da sua equipa, principalmente devido aos problemas que costuma ter para controlar o peso. Este problema deixava-o com poucas condições para jogar basquetebol ao mais alto nível, e foi assim que Schortsanitis passou uma temporada na Suíça, com o objectivo de regular o seu peso e encontrar uma solução para este seu problema. Assim, o ‘Grande Sofo’ conseguiu representar a sua selecção no Verão de 2008, durante os Jogos Olímpicos, apesar de o seu contributo ter ficado longe daquilo que tinha demonstrado dois anos antes na terra do Sol nascente.

Mas depois do Eurobasket ‘09, Sofoklis Schortsanitis parece estar de regresso à sua boa forma – nos 9 jogos disputados, apenas por 3 vezes marcou menos de 11 pontos. No entanto, a sua grande prestação teve lugar no jogo final, na disputa do 3º lugar, com ‘Grande Sofo’ a marcar 23 pontos e a conquistar 6 ressaltos.

Se Sofoklis Schortsanitis conseguir não aumentar significamente o seu peso, este poderá ser um importante reforço para a Grécia nas próximas competições internacionais. Ele que é conhecido como o ‘Shaq grego’, conta apenas com 24 anos de idade e poderá formar com Ioannis Bourousis uma temível parelha no jogo interior dos helénicos durante os próximos anos.

Sem dúvida que seria um reforço de peso.


A base do futuro francês

Setembro 21, 2009

Antoine Diot é um nome a fixar.

Antes de começar o Europeu, e quando fizemos aqui uma pequena análise à selecção francesa demos algum destaque a Antoine Diot, um jovem base de 20 anos (nascido em 1989) que tem mostrado uma grande qualidade e que deverá ser uma das grandes figuras do basquetebol francês nos próximo tempos.

No Eurobasket ‘09 acabou por não ter muitos minutos de utilização, mas após o jogo frente aos espanhóis que ditou a eliminação de França, o treinador Vincent Collet decidiu dar mais tempo de jogo ao jovem base Diot, e este mostrou um pouco da sua qualidade:

- 25 minutos em campo frente à Turquia: 13 pontos (3 em 5 de triplos, 4 em 4 de lance-livre), 4 assistências, 3 roubos de bola, 1 turnover;

- 29 minutos em campo frente à Croácia: 18 pontos (4 em 7 de triplos), 2 roubos de bola, 1 turnover;

Neste Verão de 2009, Antoine Diot já tinha participado no Europeu de Sub20, tendo conduzido a sua França à medalha de prata, e tendo sido escolhido para integrar o 5 Ideal da competição. Na próxima temporada continuará a defender as cores do seu Le Mans Basket, mas estará para breve o salto para um grande da Europa, ou mesmo para a NBA. Antoine Diot, é sem dúvida um dos grandes nomes do futuro do basquetebol europeu.


Assim é um Eurobasket

Setembro 21, 2009

Na Polónia, a França fez 9 jogos. Nesses 9 jogos contabilizou 8 vitórias e 1 derrota. Ficou em 5º lugar.

Na Polónia, a Espanha fez 9 jogos. Nesses 9 jogos contabilizou 7 vitórias e 2 derrotas. Ficou em 1º lugar.

Assim é um Eurobasket…

Os franceses estavam a fazer um Europeu de grande qualidade, mas tiveram o azar de a selecção espanhola ter sido 4ª classificada na segunda Fase de Grupo, o que possibilitou uma final antecipada logo nos Quartos-de-final. Perdendo por 20 de diferença, os gauleses ficaram afastados da luta pelas medalhas, e o melhor que poderiam conseguir seria o 5º lugar. Acabaram por chegar a essa posição, mas ficou a ideia de que os franceses podiam ter ido mais longe, no entanto, falharam no jogo decisivo.

Assim é um Eurobasket…


Eurobasket ‘09 – o MVP

Setembro 21, 2009

Pau Gasol, Espanha.

A sua participação neste Eurobasket da Polónia esteve em dúvida até começar a fase de preparação da selecção de Espanha. Mas o antigo jogador do Barcelona esteve presente, e os espanhóis respiraram de alívio. E durante o Campeonato da Europa, percebeu-se porquê – 18.6 pontos, 8.3 ressaltos e 2.2 desarmes de lançamento por jogo. Além dos números individuais, Pau Gasol foi o homem dos momentos decisivos para a equipa espanhola.

No final, a promessa de que o #4 espanhol irá estar presente no próximo Mundial da Turquia, onde a Espanha irá defender o seu título de Campeã do Mundo.


Eurobasket ‘09 – o 5 Ideal

Setembro 21, 2009

Vassilis Spanoulis, Grécia, base.

 

Milos Teodosic, Sérvia, base.

 

Rudy Fernandez, Espanha, extremo.

 

Erazem Lorbek, Eslovénia, extremo-poste.

 

Pau Gasol, Espanha, poste.


O Ouro fica-lhes tão bem

Setembro 21, 2009

Avassaladora. Talvez esta seja a melhor forma de caracterizar a selecção espanhola desde que o Eurobasket ‘09 chegou aos Quartos-de-final – três jogos a eliminar, três vitórias acima dos 18 pontos de diferença.

Antes do Europeu começar a ser disputado na Polónia, a selecção espanhola era apontada como a grande favorita a vencer a competição – depois de ter perdido a final de 2007 na sua própria casa, os espanhóis estavam decididos a vencer, pela primeira vez, um Campeonato Europeu de Seniores Masculinos. No entanto, nem tudo foram rosas para os espanhóis, e as Fases de Grupos foram mesmo penosas, já que a Espanha não conseguia sequer aproximar-se da qualidade que lhe tinha sido apontada durante a fase de preparação, e parecia começar a afastar-se do lote de candidatos ao título: derrotas frente à Sérvia e Turquia, e vitórias apertadas sobre Grã-Bretanha e Eslovénia, punham a selecção de Scariolo numa posição delicada. Além disso, parecia começar a instalar-se algum mau-estar no seio da equipa à medida que as derrotas e as más exibições iam aparecendo.

Mesmo sem conseguir o brilhantismo que se esperava, a Espanha lá conseguiu apurar-se para os Quartos-de-final, onde teria pela frente a forte selecção de França, que até então estava invicta na prova e era outra das grandes favoritas à vitória final. Mas uma das duas equipas teria de ficar pelo caminho, e foi neste momento decisivo que a Espanha voltou a mostrar que estava na Polónia para vencer, para ser pela primeira vez Campeã da Europa, e vencendo por 86-66 avançaram para as Meias-Finais. Tendo pela frente os combativos heróis da Grécia, os espanhóis não quiseram menosprezar as ausências de Diamantidis e Papaloukas, e com uma impressionante capacidade defensiva limitaram os gregos a 64 pontos, garantindo uma larga vitória por 82-64 e avançando para a Final.

A apenas uma vitória de distância do grande objectivo deste Verão, o objectivo que fez Pau Gasol voltar para defender as cores do seu país, a Espanha tinha como adversária a Sérvia que na Meia-Final tinha derrotado a Eslovénia – a histórica selecção dos balcãs tinha defrontado e derrotado os espanhóis logo na primeira jornada do Campeonato, e o seu grupo formado por jovens de grande qualidade estava mais do que motivado pelo Campeonato de grande qualidade que vinham fazendo. Previa-se uma Final equilibrada, com os jovens sérvios a quererem mostrar que o seu país está de volta e pronto para grandes conquistas nas competições internacionais, e com os espanhóis à procura do seu primeiro Ouro europeu.

No entanto, e pelo terceiro jogo consecutivo os espanhóis conseguiram limitar e muito a pontuação da sua equipa adversária, permitindo que os sérvios marcassem apenas 63 pontos. Foi a partir da defesa que os espanhóis partiram para uma vitória que acabou por se tornar confortável: novamente com um base de grande qualidade pela frente, tal como acontecera frente à França de Tony Parker, Sergio Scariolo sabia que teria de limitar a produção de Milos Teodosic para conseguir chegar à vitória final. E uma vez mais, Ricky Rubio e Raul Lopez estiveram exemplares na defesa ao jovem base sérvio, tirando-o completamente do jogo – na véspera o jogador do Olympiakos tinha marcado 32 pontos no jogo que levou a sua equipa à Final, no entanto, os espanhóis conseguiram que Teodosic marcasse apenas 5 pontos no último jogo do Euro2009.

Quando chegou o intervalo, a Espanha já tinha uma vantagem de 23 pontos, e apesar da reacção da Sérvia no recomeço da partida, nunca a vitória espanhola esteve em causa, isto apesar dos esforços de Uros Tripkovic e de Novica Velickovic – dois jogadores que, curiosamente, irão deixar o Partizan de Belgrado para competir na ACB já nesta temporada: o primeiro no DKV Joventut e o segundo no Real Madrid.

Do outro lado estava um decisivo Pau Gasol que com 18 pontos e 11 ressaltos dava o carimbo final num torneio de grande qualidade em que foi, sem surpresa, eleito como o MVP. Pau Gasol foi o grande líder desta selecção, carregando às costas uma equipa que nem sempre esteve ao seu nível: logo no segundo jogo do Eurobasket ‘09, quando a Espanha enfrentava a eliminação no quarto período do jogo frente à Grã-Bretanha foi Pau Gasol a resolver a contenda. E na Final, voltou a ser ele o grande factor de decisão. O jogador dos Lakers é, muito provavelmente, o melhor jogador europeu da actualidade, e a sua presença nesta campanha da sua selecção foi decisiva para o sucesso e para a conquista do Ouro europeu.

No final, a Espanha conseguiu o seu objectivo: conquistar o Ouro. Curiosamente, também a Sérvia conseguiu um dos seus principais objectivos, já que conseguiu devolver ao seu país o respeito internacional, fruto das excelentes prestações do seu jovem núcleo de jogadores.


Juventude diz adeus aos campeões

Setembro 18, 2009

A Sérvia é a equipa com média de idades mais baixa do Eurobasket ‘09. São jovens, mas começam a ser experientes no que a grandes competições diz respeito. São jovens, mas cheios de qualidade. São os mais novos do torneio, e ontem mandaram para casa o campeão em título, a Rússia.

Quando há dois anos a Sérvia foi eliminada logo na primeira Fase do Eurobasket ‘07 que decorreu em Madrid, a imagem que ficou da equipa que em tempos dominou a Europa foram as declarações de Darko Milicic após o jogo frente à Grécia. No entanto, nessa equipa os sérvios já preparavam o futuro, incluindo 4 jovens jogadores de grande qualidade e com futuro promissor: Milenko Tepic, Novica Velickovic, Stefan Markovic e Milos Teodosic. Esses 4 jogadores repetem a convocatória dois anos passados, juntando-se aos seus colegas das novas gerações de ouro do basquetebol sérvio: 1986, 1987 e 1988.

E tem sido esta juventude que tem estado a dar cartas na Polónia, devolvendo a Sérvia às grandes prestações do passado, voltando a colocar o seu país entre os 4 melhores da Europa. Ontem, derrotaram a Rússia, campeã em título.

Com um parcial de 17-0 no segundo período os sérvios nunca mais olharam para trás, e na segunda parte conseguiram manter os russos afastados sempre por mais de 10 pontos, servindo-se, para isso, de lançamentos de longa distância que aos poucos foram matando a resistência e esperança russa.

Com 5 jogadores a marcar na casa das dezenas, o destaque nos sérvios vai para o atirador Uros Tripkovic que acabou o jogo com 18 pontos marcados e para o jovem poste de 2.17m Kosta Perovic que nos 19 minutos que esteve em campo marcou 13 pontos.

Estão de volta os poderosos sérvios.


Seja bem aparecida Dona Espanha

Setembro 18, 2009

Custou mas foi! E eis que nos jogos de eliminação directa a equipa espanhola apareceu, finalmente, a jogar de acordo com a sua qualidade. Num campeonato que não lhes estava a correr nada bem, os espanhóis demoravam em encontrar a sua forma de jogar, mas embalados por duas vitórias seguidas frente a Lituânia e Polónia, parece que encontraram o caminho certo e não deram hipóteses a uma França, até então, invicta.

Sabendo que o sucesso do jogo francês passava pelas mãos e cabeça de Tony Parker, Scariolo baseou a sua estratégia na anulação completa ao base dos San Antonio Spurs. E na verdade, o #9 francês pouco fez ao longo do jogo – 6 pontos e 3 assistências em 32 minutos – sendo exemplarmente defendido por Ricky Rubio e Raul Lopez.

Com Rudy Fernandez a marcar 3 triplos no período inicial, a Espanha conseguiu uma vantagem que jamais desperdiçou, entrando no derradeiro período com 21 pontos de vantagem. Depois, surgiu Pau Gasol com uma prestação notável – 28 pontos e 9 ressaltos, com 11/13 em lançamentos de campo – a mostrar que nos momentos decisivos tem de ser ele a aparecer e a carregar a sua equipa até à vitória final.

Vencendo por 86-66 a equipa que, até então, se apresentava como a mais forte no Eurobasket ‘09, os espanhóis deixaram bem claro que quando conseguem defender bem, poucas equipas os conseguem derrotar.


As meias ou nada

Setembro 18, 2009

Decidem-se hoje quais os adversários de Espanha e Sérvia nas Meias-finais do Eurobasket ‘09. Os jogos que irão opor a Turquia à Grécia, e a Croácia à Eslovénia estão carregados de simbolismo e de história, e certamente que não lhes faltará nem emoção nem qualidade.

 

Turquia e Grécia editam um confronto histórico, entre dois países vizinhos, cuja rivalidade vem de longe. E quando a rivalidade se transporta para dentro dum pavilhão de basquetebol, atinge proporções ainda maiores – dentro e fora de campo, a intensidade com que se vive o jogo, e a energia com que os jogadores sentem este jogo aumenta ainda mais com os incentivos vindos da bancada onde os seus compatriotas saltam, cantam, gritam e ovacionam os seus heróis, a sua nação. A Grécia, que neste Europeu tem sido liderada por Spanoulis e Bourousis poderá, mesmo desfalcada das suas duas maiores estrelas, conseguir o apuramento para as meias-finais da competição – se o conseguirem será a terceira presença consecutiva dos helénicos nas Meias-finais do Eurobasket. Mas do outro lado vão estar os turcos, que neste europeu apenas perderam o seu último jogo frente à Eslovénia, e por apenas 2 pontos de diferença. Sem que Hedo Turkoglu se esteja a assumir como a grande referência ofensiva da equipa – inclusive passando despercebido em alguns jogos – tem sido Ersan Ilyasova, o antigo extremo do Barcelona, a mostrar serviço e a revelar a qualidade que mostrou ao longo do ano na ACB, e que lhe garantiu o retorno à NBA e aos Milwaukee Bucks.

 

Eslovénia e Croácia, dois países formados após a separação da ex-Jugoslávia, editam neste Eurobasket ‘09 mais um confronto histórico, entre dois países vizinhos, e que até há bem pouco tempo tiveram alguns desentendimentos políticos devido à definição das suas fronteiras. Mas também dentro de campo este desafio vai ser histórico, pois a equipa que vencer o confronto e avançar para as Meias-finais conseguirá esse feito pela primeira vez na sua história. Os eslovenos, mesmo sem contar com Smodis a um nível aceitável e depois de terem perdido o base Beno Udrih por lesão pouco antes do campeonato começar, estão a fazer uma prova muito interessante – perderam apenas frente à Espanha –  e liderados pelo base Jaka Lakovic e pelo poste Erazem Lorbek, a selecção da Eslovénia pretende fazer história e terminar este Campeonato como uma das melhores 4 equipas da Europa. Mas pela frente terão os seus vizinhos croatas, também à procura de fazer história. Com Zoran Planinic a comandar a equipa, e com Marko Popovic a ser, uma vez mais, o principal marcador de pontos da equipa, os croatas têm feito um torneio com algumas derrotas, mas nesta fase de ‘elimina’, isso pouco interessa e no confronto directo com os seus adversários e vizinhos eslovenos, a Croácia espera que o seu trio de bases Planinic-Popovic-Ukic esteja inspirado e que os possa levar até às Meias-Finais.


O regresso do ‘Agent Zero’

Setembro 17, 2009

Gilbert Arenas participou em apenas 2 jogos durante a temporada 2008-2009. E o grandes líder dos Washington Wizards, e um dos principais dinamizadores da blogosfera NBA está mais do que determinado em regressar à competição e provar que ainda é um dos melhores jogadores da competição. Para isso, o jogador esteve em Chicago a trabalhar com Tim Grover (tratava da condição física de Michael Jordan) durante o Verão, fazendo tudo para voltar a jogar basquetebol de forma regular.

Durante esta semana os Washington Wizards lançarão 3 vídeos que têm como principal protagonista Gilbert Arenas. O primeiro dos vídeos mostra-nos algumas imagens do trabalho do ‘Agent Zero’: os treinos no pavilhão e no ginásio.

Vejam aqui ‘Part I: Character’ e ‘Part II; Commitment’.


Motivos para sorrir?

Setembro 17, 2009

Quando uma equipa termina a temporada com 19 vitórias em 82 jogos, algumas mudanças têm de ser feitas, caso a organização queira abandonar o pelotão dos últimos da NBA. E é nessa situação que estão os Washington Wizards, depois de uma época marcada por lesões de jogadores essenciais que estiveram mais tempo afastados do campo do que lá dentro a dar o seu contributo.

Nova época, nova vida. Assim esperam os Washington Wizards, esperando que a malapata das lesões não volte a afectar o seu plantel, à imagem do que aconteceu na temporada anterior – Gilbert Arenas não participou em 80 jogos, Brendan Haywood esteve de fora 76 vezes enquanto que DeShawn Stevenson não equipou por 50 vezes. E na verdade, se a equipa da capital norte-americana conseguir que este trio volte à competição regularmente, as suas hipóteses de terem sucesso na Conferência Este aumentarão substancialmente.

Para melhorar a sua equipa, os Wizards foram buscar Randy Foye, Mike Miller e Fabricio Oberto. Três soluções de qualidade que terão a função de ajudar o trio de estrelas da equipa – Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler. A juntar a estes há os jovens que na temporada anterior mostraram que apesar de não estarem prontos para assumirem papéis de destaque na equipa, poderão contribuir com minutos de qualidade – Andray Blatche, JaVale McGee e Nick Young.

Analisando as soluções individuais que o novo treinador Flip Saunders tem ao seu dispor, esta equipa parece ter condições para lutar pelos lugares cimeiros duma Conferência onde, à partida, Orlando Magic, Cleveland Cavaliers e Boston Celtics partem em vantagem.

Mas há quem acredite que mais do que lutar pelos lugares cimeiros, esta equipa tem condições para lutar pelo título – pelo menos é o que diz Antawn Jamison. E na verdade, se o Agent Zero e Brendan Haywood conseguirem manter-se afastados de lesões, os Washington Wizards tornam-se numa das equipas com mais soluções da Conferência Este!

 

PS – Em visita ao site da Dime Magazine reparei que também eles abordaram, neste dia 17 de Setembro, o potencial da equipa dos Wizards. Para que fique claro, e não surjam questões sobre eventual ‘cópia e tradução’ de texto, este post foi publicado no Seis25 às 14h40, tendo sido colocado online na Dime uma hora depois.