E continuo sem perceber…

Outubro 29, 2009

Há várias coisas no mundo do basquetebol que não consigo entender. Penso que seja normal, só agora estou a começar a entender algumas coisas do jogo. Vejo-o desde que nasci, jogo-o desde os 5 anos, só me divorciei durante duas temporadas, mas não tenho medo de dizer que quase nada sei sobre o jogo pelo qual me apaixonei. Por isso mesmo gosto de me informar, ler e ouvir, para continuar a aprender.

Mas por mais que leia e veja, acho que o Draft da NBA será sempre algo que muito me custará perceber. Esta temporada vi vários jogos da NCAA, acompanhei os trabalhos pré-Draft, até me dei ao trabalho de tentar perceber quais as necessidades de cada equipa. No entanto, a noite do Draft mostrou-se completamente antagónica ao que tinha previsto – e nem sequer estou a falar dos Wolves escolherem Ricky Rubio e Johnny Flynn – com as equipas a fazerem algumas escolhas que considerei ‘estranhas’ tendo em conta as opções existentes.

Duas escolhas deixaram-me mesmo a pensar: ‘Fogo, não pesco mesmo nada disto!’. Não percebi como Ty Lawson, base campeão por North Carolina, foi escolhido na 18ª posição. Ok, a sua altura não abona muito numa liga de gigantes, mas que ele joga muito, disso ninguém tem dúvidas. E sempre houve pequenos jogadores a fazer grandes carreiras…E volto a referir, ele joga mesmo muito, tal como mostrou na passada temporada em que levou a sua Universidade ao almejado título de campeão, culminando com os elogios públicos que o presidente Barack Obama lhe endereçou!

A outra escolha que me surpreendeu foi a Dejuan Blair. O extremo-poste foi escolhido na 7ª posição da 2ª ronda pelos S.A. Spurs! O jogador formado em Pittsburgh foi a 37ª escolha do Draft!!! Mais uma vez compreendo que a sua estatura não é a ideal para a posição em que actua, mas diria que o rapaz até sabe utilizar bem o corpo que tem, e fazer muitos estragos. Os dirigentes da NBA continuam a defender a política de ‘não se ensina um jogador a ganhar cm em altura’, acreditando no potencial de jogadores ‘grandes’ e na sua capacidade de aprendizagem.

Por acaso, não me lembro de muitos casos de sucesso que tenham resultado desta política de observação de talentos no processo de escolha do Draft da NBA. Mas mais uma vez sou obrigado a reconhecer que este é um mundo que ainda desconheço.

Esperei pela estreia oficial na NBA para me pronunciar sobre este tema. Bem que sei que são rookies, e que um jogo não define uma carreira. Pode apenas ter corrido bem, e percebo que corro o risco de este texto ter sido escrito cedo de mais. Mas para culminar, deixo aqui os dados da noite de estreia dos dois jogadores:

Ty Lawson vs Utah Jazz – 17 pontos, 6 assistências e 1 perda de bola em 26:25 minutos de utilização.

Dejuan Blair vs New Orleans Hornetts – 14 pontos e 11 ressaltos em 22:33 minutos de utilização.


Break to Build

Outubro 28, 2009

Mais um excelente anúncio publicitário da Jumpman23, já com a nova contratação, D-Wade.


Comboio descarrila a West

Outubro 27, 2009

Delonte West, base lançador dos Cleveland Cavaliers vive dias complicados. E parece que não quer melhorar…

A ser julgado por posse de armas ilegais, Delonte West tem-se revelado um problema de difícil solução para os responsáveis dos Cavs, que esperam que o jogador resolva os seus problemas e esteja disponível a 100% para exercer a sua profissão.

Como se isto não bastasse, soube-se agora que o jogador está a responder a um processo judicial, sendo acusado de violência doméstica.

A vida não corre bem a Delonte West e os Cavaliers vêem-se assim privados de uma das suas mais importantes peças da temporada passada.


Duas realidades que se afastam

Outubro 26, 2009

No domingo assistia via RTP2 ao jogo de andebol entre Porto e Benfica, disputado no Dragão Caixa. Ao longo da partida facilmente ia fazendo paralelismos com a modalidade que mais me agrada, o basquetebol.

O primeiro de todos, prende-se com a transmissão do ‘Clássico’ em canal público. É uma realidade que já aqui abordámos, mas que nunca será referida em excesso, dada a sua importância. Dois dos maiores clubes desportivos portugueses em confronto, seja em que modalidade for, suscitam sempre maior atenção por parte do público em geral. O jogo de andebol entre Porto e Benfica foi transmitido na RTP2. Quando houver um Porto vs Benfica em basquetebol, se for transmitido, será na SportTv.

Depois, e quando já decorria a segunda parte do jogo, o Prof. Jorge Tormenta referiu algo no qual o Andebol começa a ganhar uma larga distância em relação ao Basquetebol: o número de jovens atletas que competem neste campeonato! Depois da brilhante participação no Campeonato do Mundo de Sub21, muitos dos jovens jogadores ganham o seu espaço nos Clubes a que pertencem, e até os candidatos ao título apostam em alguns jovens. Mas também jovens das selecções Sub19 começam a ter minutos de utilização no campeonato Andebol 1. Esta é uma grande diferença relativamente ao nosso basquetebol, e que também já abordei.

Esta época surgem alguns jogadores de 20 e 21 anos em algumas equipas da LPB, mas os mais novos continuam agarrados a competições de Sub18 e Sub20. Como falava no outro dia com alguns colegas, em Portugal um jogador de 24 anos ainda é uma jovem promessa. Na Europa, aos 24 anos já é um jogador experiente, pois jogam na equipa de seniores do seu Clube desde os 16 ou 17 anos de idade.

Há uns anos, o Andebol sofreu com o fim da Liga Profissional, e com as picardias entre FPA e a Liga de Clubes (onde é que já vimos isto??). Agora parece caminhar para bom porto, com novos valores a aparecerem na modalidade.

Conseguirá o Basquetebol seguir o mesmo trajecto?


Descansa em paz

Outubro 26, 2009

Kevin Widemond faleceu no intervalo do jogo entre a Ovarense Dolce Vita e a Académica. Que descanse em paz!
Neste doloroso momento, enviamos as nossas condolências a toda a família vareira.

Febre Azul

Outubro 21, 2009

“In Kentucky, you can’t love your grandmother more than basketball. And if you did, your grandmother would tell you you’re stupid.” Van Florence.


O Belga e ‘O Monstro’

Outubro 20, 2009

Gregg Popovich disse que Blake Griffin era ‘um monstro’ e que foi a escolha mais do que óbvia para o #1 do Draft de 2009. Num jogo de preparação frente à outra equipa da cidade de Los Angeles, Blake Griffin brindou o belga DJ Mbenga com uma jogada que mostra bem aquilo que Blake Griffin poderá fazer na NBA.


Expectativas sobem, expectativas descem

Outubro 19, 2009

No passado Sábado assisti às Meias-Finais da Taça Vitor Hugo. Em Vagos reuniram-se 4 das melhores equipas do basquetebol feminino em Portugal, faltando ‘à festa’ a equipa que nas últimas épocas tem dominado as competições mais importantes de Seniores Femininos – o Olivais. Marcaram presença a equipa da casa, ESSA, Boa Viagem e CAB.

Gostei do primeiro jogo. Bom ritmo, bons desempenhos individuais de algumas jogadoras, jogo disputado a alguma velocidade – foi um jogo interessante de se assistir, no qual os desempenhos de Carla Freitas (grande jogo da madeirense, não só a lançar mas também nas leituras acertadas que teve na grande maioria dos lances), Candice Champion, Ana Sousa e Chevon Keith se destacaram das demais jogadoras. Tive vontade de assistir a mais jogos da Liga Feminina.

Fiquei um pouco mais no pavilhão para ver o jogo seguinte entre Vagos e ESSA. Depois do jogo anterior as expectativas para a segunda Meia-Final tinham subido um pouco – também apoiadas pela qualidade individual existente na equipa do Vagos, e pela juventude e forma de jogar da equipa do Barreiro – e esperava outro jogo de boa qualidade.

Assisti apenas à primeira parte, pelo que a minha opinião se restringe apenas a esses 20 minutos de jogo. A segunda parte pode ter sido completamente diferente, mas apenas posso falar do que vi. Gostei da equipa de Nuno Manaia! Gostei das transições ofensivas rápidas, dos pontos marcados enquanto as jogadoras do Vagos festejavam. Gostei da agressividade defensiva das jogadoras da Margem Sul, e da forma como disputaram o jogo contra uma equipa com mais e melhores soluções individuais. Jogavam a correr, tentavam tirar a monotonia que tantas vezes caracteriza o basquetebol português. Monotonia essa que do outro lado ia dominando.

Muito jogo a meio-campo, pouca velocidade nas transições ofensivas e defensivas, enquanto que nas tarefas defensivas permitiam vários lançamentos sem oposição às jogadoras do ESSA. Não gostei do que vi da equipa do Vagos.

Será provavelmente a equipa com mais soluções individuais de qualidade na Liga Feminina, mas das quatro equipas presentes na Final Four deste Torneio de início de temporada, o Vagos foi a equipa de que menos gostei. Acabou por ganhar a competição, muito por ‘culpa’ do que já referi relativamente às soluções no plantel. Mas a equipa vaguense está muito longe da qualidade de jogo condizente com os elementos que compõe o grupo de jogadoras.


It’s on Me for We

Outubro 15, 2009


A palavra a quem a merece

Outubro 8, 2009

Li a entrevista de José Gomes, capitão da equipa sénior do Maia Basket, ao site da Federação Portuguesa de Basquetebol, e só posso dizer que concordo com o discurso do jogador que nos últimos anos tem sido uma das figuras da equipa maiata. Também a entrevista dada por João Freitas, treinador do CAB Madeira, focava alguns pontos com os quais estou de pleno acordo.

Os principais agentes da modalidade dão boas soluções para o basket voltar aos bons velhos tempos. O que falta para se por essas ideias em prática? Falta de dinheiro não pode ser a única resposta…


Tínhamos avisado…

Outubro 4, 2009

O aviso tinha sido feito! Para nós, Eyenga era o favorito a vencer a competição de afundanços da ACB. Finalmente, acertamos um palpite!!

Vejam então a prestação do jovem jogador do DKV Joventut, Christian Eyenga.


Um dia quero jogar como tu…

Outubro 4, 2009

No seguimento do anterior texto ‘Causa ou efeito?’ continuamos a debater a questão da visibilidade do basquetebol. Mas se no referido texto optámos por abordar o tema de uma forma macro, desta feita a preocupação é mais virada para o micro-mundo do basquetebol.

Posto isto, vamos directos ao assunto, começando com uma simples pergunta: Quem são as referências do nosso basquetebol para os jovens que começam a jogar basquetebol?

Falando a um nível nacional, olho para o basquetebol português e vejo poucos jogadores com qualidade e carisma para serem referências para os mais jovens. Carlos Andrade parece-me ser um dos melhores exemplos, talvez Betinho. Há ainda José Costa, Sérgio Ramos e Nuno Marçal que já assumiam esse papel há 10 anos.

Claro que a nível mais local existem referências bem definidas em alguns clubes – talvez o exemplo mais gritante seja o de Nuno Manarte na sua Ovarense. No entanto, é preocupante saber que nem todos os clubes de LPB e Proliga conseguem ter essas referências internas para os jogadores dos escalões de formação. Além disso, apenas 24 clubes competem nestas duas competições nacionais – e todos os restantes clubes que não participam nestas competições? E os jogadores das regiões em que durante uma temporada não se realizam jogos das principais competições nacionais de seniores?

Quem são as referências para estes casos?

Lembro-me de crescer e ver os triplos de Lisboa: à meia-volta depois de sair de um bloqueio, a sair do drible, de qualquer maneira mais ou menos ortodoxa. Lembro-me de Pedro Miguel a comandar as tropas. De Rui Santos a jogar com Jared Miller, e com aqueles lançamentos de longa longa distância e com as assistências que só ele descobria. Lembro-me do esforço incansável de jogadores como José Carlos Guimarães, Flávio Nascimento ou Fernando Sá. Lembro-me de Mário Leite que fim-de-semana após fim-de-semana levava às costas a sua Ovarense, do domínio e do poderio físico de Jean Jacques ou ainda de Rubin Cotton que tantas vezes parecia alheado do jogo, mas que fazia sempre a diferença, no ataque e na defesa. Havia também a equipa do Porto com os jovens Nuno Marçal, Paulo Pinto, João Rocha ou Nuno Quidiongo – eram eles os jovens à procura dum ‘lugar ao sol’ que nós ambicionávamos copiar. Lembro-me ainda das referências no meu clube: a liderança e o simbolismo de Carlos Moutinho, de um jovem José Costa a ganhar o seu espaço no basquetebol nacional, das capacidades físicas de Paulo Duarte e das suas jogadas que nós, os mais novos, tentávamos copiar. Lembro-me de estarmos à tarde no pavilhão a ver Jimmy Moore no seu auto-treino: fazíamos de apanha-bolas, a bola entrava no cesto e nós já a devolvíamos para mais um lançamento em suspensão. Víamos a estrela da companhia treinar sozinho, o drible e manejo de bolas com ‘luvas de trabalho’ e tentávamos copiar.

Para quem olham hoje os jovens jogadores? Quem são as referências nacionais? Ou num Mundo cada vez mais global não faz sentido ‘fechar as fronteiras’ e falar de referências nacionais, deixando espaço para as referências europeias que brilham na Euroliga, ACB, Lega A, Pro-A, Superliga Russa, Liga Adriática ou na AI Ethniki, ou ainda para as estrelas milionárias da NBA?


A influência de Tim Grover

Outubro 1, 2009

Tim Grover foi o treinador pessoal de Michael Jordan durante largos anos da carreira de ‘His Airness’. Aliás, o preparador físico era muitas vezes apontado como um dos factores de sucesso de MJ, pondo em forma um corpo que raramente foi afectado por lesões, e que noite após noite era massacrado pelas defesas contrárias.

Tim Grover ganhou reputação e hoje em dia, o seu local de trabalho e os seus métodos são procurados por algumas das maiores estrelas da NBA. Deixamos aqui os casos de Gilbert Arenas, e também o de Dwyane Wade – dois jogadores mais do que talentosos, mas regularmente afectados por lesões e que querem deixar essas malapatas para trás. Sintomática a frase de Gilbert ‘Agent Zero’ Arenas no final do clip ‘He saved my carrer’.