Break to Build

Outubro 28, 2009

Mais um excelente anúncio publicitário da Jumpman23, já com a nova contratação, D-Wade.


It’s on Me for We

Outubro 15, 2009


Causa ou efeito?

Setembro 22, 2009

Em mais uma tertúlia em pleno Ramona com outros treinadores amigos, falávamos da diminuição da visibilidade do basquetebol, e também da diminuição de importância em termos de número de praticantes face às restantes modalidades desportivas.

Alguém dizia que o basquetebol, outrora a modalidade desportiva a seguir ao futebol com mais praticantes (não se incluem nesta contagem a columbofilia e o campismo), era agora a 5ª modalidade desportiva com mais atletas em Portugal. Ora, se até aumentou o número de praticantes de basquetebol, a importância relativa desta modalidade tem decrescido ano após ano, ao passo que outros desportos vão continuando a subir.

Ao mesmo tempo, o basquetebol desapareceu da televisão pública. Após a extinção da LCB, não me lembro de um jogo de basquetebol de clubes ter voltado a passar na televisão pública – mas já nesse tempo, a qualidade de quem comentava o jogo dava alguma vontade de mudar de canal. Não há jogos da LPB, não há jogos da Liga Feminina, não há jogos da Proliga, não dão jogos da Taça de Portugal. Nem All-Star Game. Nunca mais se repetiu a experiência de transmitir uma Final4 de Sub20, não dão jogos da Selecção Nacional de Seniores Femininos. Não dá ao domingo o jogo NBA da semana. Deram algumas partidas dos Jogos da Lusofonia, mas mesmo assim alguns foram transmitidos na RTPN (também canal de cabo). De resto, nada…

O basquetebol basicamente desapareceu da televisão pública. Tudo o que é relativo ao desporto de bola ao cesto, passa na SportTv. Não vamos aqui discutir se as transmissões são em número suficiente ou não. Penso até que a SportTv tem ajudado a divulgar o basquetebol, com transmissões de jogos da LPB, Proliga, jornadas Cruzadas, jogos de apuramento para o Eurobasket, chegando até a transmitir a Final do Inter-Selecções Sub16 Masculinos. Sim, foi na SportTv3 e foi de manhã, mas passou na TV.

No entanto, este canal é privado. Além de ser obrigatório ter os canais do Cabo ou satélite, ainda tem de se pagar um extra para se poder ter a SportTv. Ao passo que para se ver a RTP2 só tem de se pagar a televisão e a electricidade.

Na vossa opinião, o desaparecimento do basquetebol da RTP2, e o desaparecimento de comentadores entusiastas desta modalidade são causa ou efeito da descida de lugares do basquetebol no que ao número de praticantes federados diz respeito?


Numa redoma… – a continuação

Julho 9, 2009

Acredito que o afundanço não tenha sido nada do outro mundo. Ok, foi no Lebron…

Acredito que se Lebron e a sua equipa da Nike tivessem deixado o filme da ‘enterrada’ de Jordan Crawford vir a público, não teria as repercussões que está a ter depois da cassete ter sido ‘protegida’. Agora, vai ser falatório atrás de falatório.

À falta das imagens da tal ‘cravadela’, ficam as declarações do jovem protagonista Jordan Crawford que nem parece tão entusiasmado quanto isso…

PS – Nos comentários do post ‘Numa redoma…‘ o leitor subzero0 deixou o link para um vídeo de Jordan Crawford a afundar. Não em Lebron, mas…já se pode ter uma pequena ideia do que o rapaz salta.


Numa redoma…

Julho 9, 2009

Parece que o jovem Jordan Crawford afundou na cara de Lebron James, durante o jogo realizado no âmbito do campo de treino Lebron James Skills Academy. Provavelmente ‘King’ James nem estaria a esforçar-se como de costume, aproveitando a oportunidade de estar com alguns jogadores que anseiam seguir o trilho de sucesso pelo qual Lebron tem conduzido na NBA. Ou seja, o afundanço até podia passar sem grande publicidade, seria uma coisa normal – quantas vezes acontecem situações destas nos playgrounds espalhados pelos Estados Unidos?

O que tornou, então, especial este momento? Lynn Merritt, um dos responsáveis da Nike – entidade que organiza o campo de treino – tratou de resgatar as provas do gesto de Jordan Crawford, certamente na esperança de proteger Lebron James, mas o certo é que a decisão tomada pelo senhor Lynn Merritt está a tomar o rumo oposto ao que era pretendido pela grande empresa norte-americana! A pretensão seria esconder e omitir que Lebron levou uma cravadela de Jordan Crawford, mas o que se tem verificado é o oposto, já que até na ESPN este caso foi debatido, e a procura do tal vídeo ou de algumas imagens desse momento tem sido enorme nestes últimos dias.

Senhores da Nike, está bem que ‘má publicidade é melhor que nenhuma publicidade’, mas é certinho e direitinho que vocês não precisam disso! Portanto, para a próxima deixem lá passar isso, e tirem essa redoma que estão a pôr à volta do rapaz! Primeiro fizeram dele uma marioneta ao melhor estilo dos Marretas, agora fazem dele um pobre coitado que nem uma cravadela pode levar…

Gostávamos de deixar aqui o vídeo certo a finalizar o texto, mas tal não é possível…


Vilarinho – a continuação

Julho 4, 2009

Desta feita não insultou o esforço dos atletas das diversas modalidades de um clube tantas vezes elogiado pelo seu ecletismo. Desta feita não ignorou o sucesso das equipas que jogam dentro de pavilhões, ou que competem em piscinas, ou pistas de tartan, ou que jogam com uma oval.

E depois de ter entrado no Pavilhão Açoreana Seguros a dançar e saltar, eis que Manuel Vilarinho voltou a ter uma daquelas intervenções divinais que merecem ser recordadas. Para ver e ouvir Manuel Vilarinho – uma vez mais, depois da refeição – clique aqui.


Steve Nash – o polivalente

Junho 12, 2009

Já se tinha visto que o canadiano tem algum jeito para a comédia, e para lidar com as câmaras televisivas – seja em spots publicitários nos quais assume o papel principal, ou em pequenos vídeos feitos com colegas que partilham o seu sentido de humor e abrangência de interesses. Esta é apenas mais uma prova disso mesmo…


The Street Stops Here

Maio 12, 2009

A partir do slogan ‘All he had was Basketball. All they had was him.’ este filme dá-nos um olhar detalhado sobre o trabalho e a vida de Bob Hurley. Trabalhando num bairro pobre de Jersey City, Bob Hurley – para muitos, o melhor treinador de High School dos EUA – dá significado e esperança à vida de muitos jovens que assumem o compromisso e a responsabilidade de participar no programa que este treinador comanda há 36 anos na escola de St. Anthony.

Os jovens entram com muito pouco: apenas a vontade de ter uma vida melhor, e algum talento para o basquetebol. Bob Hurley dá-lhes o resto – de todos os jogadores que teve, apenas 2 não seguiram o trajecto estudantil para o nível seguinte, a Universidade. Apesar de todas as vitórias dentro de campo, e dos títulos conquistados tudo aquilo que os jovens conseguem alcançar fora dele é a vitória maior de Bob Hurley.

Fica também o exemplo para muitos dos clubes portugueses: com escassos recursos financeiros, a equipa da escola de St. Anthony consegue alcançar bons resultados. Trabalham com o pouco que têm, procuram alternativas que os leve a alcançar os seus objectivos. Neste trailer pode ver-se alguns atletas a fazer trabalho físico na cantina da escola! Elucidativo….


G-E-N-I-A-L

Março 6, 2009

Este vídeo é uma das melhores cenas que vi nos últimos tempos!!

Streeter e Amir são dois amigos que trabalham para o site CollegeHumor.com, e os dois têm participado numa longa sequela de partidas em que tentam gozar um com o outro criando momentos geniais (para quem não os está a protagonizar). A última partida que Amir organizou fez que com o seu amigo Streeter perdesse a namorada após um pedido de casamento via ecrã gigante em pleno estádio dos Yankees.

Pois bem, desta vez Streeter preparou algo que Amir não esquecesse. Em traços gerais aqui vai – num jogo da equipa de basquetebol da Universidade de Maryland, Streeter preparou tudo de forma a que Amir fosse o escolhido para no intervalo tentar a sua sorte com um lançamento do meio-campo com os olhos vendados. Se entrasse, Amir receberia 500,000 USD. Ora, enquanto Amir estava numa sala do pavilhão a preencher uns falsos formulários, Streeter combinou com o público para que estes festejassem o lançamento de Amir para que este pensasse que a bola tinha entrado.

Quanto às reacções de Amir, Streeter, da mascote de Maryland, do speaker ou do público…é melhor verem o vídeo! Genial…

Vejam aqui este verdadeiro apanhado - Prank War 7: The Half Million Dollar Shot.


Coisas da vida

Fevereiro 21, 2009

Entro no pavilhão e as luzes ainda estão apagadas. Aquele espaço mágico está vazio, e apenas as memórias e o aroma a basket permanecem para me fazer companhia e partilhar mais um momento. Envolvido pelo aconchego do escuro e com a bola debaixo do braço, vou limpando as sapatilhas antes de entrar no campo. Olho para a tabela e deixo a bola fazer música. Um drible com a esquerda, outro com a direita, sem tirar os olhos do alvo vou caminhando em direcção ao cesto. Mais um drible com a direita, mudo para a esquerda driblando a bola entre as minhas pernas e o som da bola a bater no chão vai criando a melodia perfeita. Mas ainda falta o refrão.

Driblando calmamente aproximo-me da linha de lance-livre. O primeiro lançamento ainda não vai ser dali. Três passos à frente chego ao meu destino – ali posso começar o meu ritual, agora posso começar o meu ritual. Um lançamento curto, a bola entra. Oiço a rede mexer-se, a bola cai suave no chão. Agora sim, a música está completa.

Sorrio. O meu momento de prazer já começou.


A ânsia de chegar ao cesto

Fevereiro 18, 2009

Duas mãos na bola, dentes cerrados, o Mundo em suspenso. Toda a vontade impressa no gesto técnico ainda imperfeito. Os braços esticados e o salto final acompanhado de um grito abafado de esforço ajudam a perceber o enquadramento da acção. Quando a bola nos sai das mãos leva toda a esperança. E fica, na maior parte das vezes, muito longe do cesto. É assim que “lançamos” quando começamos a jogar em pequenos. Acredito que é o período em que estamos mais perto de duas das capacidades mais preciosas na vida e no jogo de basquetebol – a ambição de querermos ser melhores e o prazer de fazermos aquilo de que gostamos. Sem ninguém nos ensinar aprendemos que é sempre possível. Sempre. Quando a bola não entra no cesto, recuperamos facilmente do desgosto e depositamos a mesma crença no roubo de bola ao adversário que ganhou o ressalto. Cada um de nós e todos ao mesmo tempo, o que confere aos jogos de mini-basquete aquela dose de correria, intensidade e entrega muito próprias. Não compreendo aqueles que insistem em ensinar a técnica antes do gozo (ou se quiserem, a técnica em detrimento do gozo). É preciso saber correr, saber lançar, saber as regras. Certo. Mas é preciso brincar, rir, gostar do Jogo. Isso terá seguramente implicações mais fortes no futuro.


A despedida

Fevereiro 5, 2009

Estamos deitados num dos cantos do piso do pavilhão, o treino acabou e toda a gente toma banho. Sapatilhas ao lado, espreguiçamos os pés, cansados. Depois do momento de intensidade, de concentração, de suor e satisfação, o momento de intimidade. Nós e o pavilhão silencioso onde ecoam ainda assim os sons próprios de um balneário em banho. Nós e a meia luz. Nós e o fumo que nos sai do corpo a esfriar. As tabelas enormes parecem-nos inalcançáveis. Levantamo-nos algum tempo depois apoiados no piso e na força dos joelhos, olhamos a marca do nosso corpo no chão e pegamos nas sapatilhas como se de um galheteiro se tratasse. Suspiramos e limpamos o rosto aos coletes que descansavam, também eles, ali ao pé.

Quando um dia nos perguntarem se sabemos o que é uma despedida, sorriremos.


Existem mesmo

Janeiro 16, 2009


Quando falámos há alguns dias disse-me que agora sim ia ter tempo para ler o Eça e o Aquilino perdidos lá por casa. Que tinha vontade de acabar o livro de memórias do Vasco e publicá-lo. A vida não permitiu que deixasse de ser presidente.  Não tenha a menor dúvida Sr Nunes que os insubstituíveis existem mesmo. Que ficam, é certo, naquilo que nos disseram, nas histórias que nos contaram, na humanidade com que viveram. No fundo, na força com que andaram por cá. Mas existem mesmo. 

Aquele abraço


Boa Viagem-Olivais na net

Janeiro 10, 2009

Já aqui tínhamos feito referência ao contributo do site Basketotal, e novamente merece o destaque por mais uma transmissão directa de um jogo de basquetebol. Desta vez, a partida é entre o Boa Viagem e o Olivais Coimbra, actual campeão nacional.

O jogo tem começo às 22 horas continentais, 21 horas nos Açores e para acompanhar clique aqui.


Vasco da Gama, nunca tão poucos fizeram tanto

Dezembro 23, 2008

Tudo começou com a vontade visionária de «dar Basquetebol a meninos de pé descalço, que não tinham o que comer». Actualmente com 88 anos de idade, o Sporting Clube Vasco da Gama vai sobrevivendo «à Batalha», no meio de grandes condicionantes financeiras, mas sem desarmar da luta.

O histórico clube de basquetebol da cidade do Porto (3 vezes campeão nacional da 1ªDivisão e formador de dezenas de internacionais portugueses, como Pedro Miguel, Rui Mota ou Fernando Sá, só para citar alguns) abdicou este ano de ter uma equipa sénior masculina (militava anteriormente na CNB2), apostando somente nos seus escalões de formação. Os sub-18 lutam com Guifões e FCPorto pela vitória no distrital enquanto os sub-16 estão em terceiro atrás de Leça e FCPorto. Já os sub-20 seguem em segundo na sua série, mais uma vez atrás do FCPorto. E ainda há o mini-basquete e o baby-basquete.

Sem Pavilhão próprio, o Vasco vai utilizando o Pavilhão do Colégio de Gaia para alguns dos seus encontros, sendo que treina e joga igualmente no mítico Parque das Camélias, um recinto de asfalto (agora coberto) junto à sua sede na Rua Alexandre Herculano que fez (e faz) as delícias dos apaixonados do clube e da modalidade.

Actualmente denominado Oficina Alves Teixeira, em homenagem ao jornalista Joaquim Alves Teixeira (1909-1981), incontornável líder da colectividade, o Parque das Camélias continua a receber de braços abertos quem quiser por lá passar e bater umas bolas. O Seis25 passou por lá…

(Cliquem nas fotos para as verem melhor)