E continuo sem perceber…

Outubro 29, 2009

Há várias coisas no mundo do basquetebol que não consigo entender. Penso que seja normal, só agora estou a começar a entender algumas coisas do jogo. Vejo-o desde que nasci, jogo-o desde os 5 anos, só me divorciei durante duas temporadas, mas não tenho medo de dizer que quase nada sei sobre o jogo pelo qual me apaixonei. Por isso mesmo gosto de me informar, ler e ouvir, para continuar a aprender.

Mas por mais que leia e veja, acho que o Draft da NBA será sempre algo que muito me custará perceber. Esta temporada vi vários jogos da NCAA, acompanhei os trabalhos pré-Draft, até me dei ao trabalho de tentar perceber quais as necessidades de cada equipa. No entanto, a noite do Draft mostrou-se completamente antagónica ao que tinha previsto – e nem sequer estou a falar dos Wolves escolherem Ricky Rubio e Johnny Flynn – com as equipas a fazerem algumas escolhas que considerei ‘estranhas’ tendo em conta as opções existentes.

Duas escolhas deixaram-me mesmo a pensar: ‘Fogo, não pesco mesmo nada disto!’. Não percebi como Ty Lawson, base campeão por North Carolina, foi escolhido na 18ª posição. Ok, a sua altura não abona muito numa liga de gigantes, mas que ele joga muito, disso ninguém tem dúvidas. E sempre houve pequenos jogadores a fazer grandes carreiras…E volto a referir, ele joga mesmo muito, tal como mostrou na passada temporada em que levou a sua Universidade ao almejado título de campeão, culminando com os elogios públicos que o presidente Barack Obama lhe endereçou!

A outra escolha que me surpreendeu foi a Dejuan Blair. O extremo-poste foi escolhido na 7ª posição da 2ª ronda pelos S.A. Spurs! O jogador formado em Pittsburgh foi a 37ª escolha do Draft!!! Mais uma vez compreendo que a sua estatura não é a ideal para a posição em que actua, mas diria que o rapaz até sabe utilizar bem o corpo que tem, e fazer muitos estragos. Os dirigentes da NBA continuam a defender a política de ‘não se ensina um jogador a ganhar cm em altura’, acreditando no potencial de jogadores ‘grandes’ e na sua capacidade de aprendizagem.

Por acaso, não me lembro de muitos casos de sucesso que tenham resultado desta política de observação de talentos no processo de escolha do Draft da NBA. Mas mais uma vez sou obrigado a reconhecer que este é um mundo que ainda desconheço.

Esperei pela estreia oficial na NBA para me pronunciar sobre este tema. Bem que sei que são rookies, e que um jogo não define uma carreira. Pode apenas ter corrido bem, e percebo que corro o risco de este texto ter sido escrito cedo de mais. Mas para culminar, deixo aqui os dados da noite de estreia dos dois jogadores:

Ty Lawson vs Utah Jazz – 17 pontos, 6 assistências e 1 perda de bola em 26:25 minutos de utilização.

Dejuan Blair vs New Orleans Hornetts – 14 pontos e 11 ressaltos em 22:33 minutos de utilização.


Febre Azul

Outubro 21, 2009

“In Kentucky, you can’t love your grandmother more than basketball. And if you did, your grandmother would tell you you’re stupid.” Van Florence.


23 momentos marcantes

Setembro 6, 2009

A ESPN está a lançar, no seu site, diversos vídeos de Michael Jordan. À medida que se aproxima a data em que His Airness se juntará ao Hall of Fame, o meio de comunicação social norte-americano está a prestar uma homenagem a um dos melhores atletas de sempre da história do Desporto.

Juntamente com os vídeos, a ESPN está a acrescentar um pequeno testemunho dos adversários directos de Michael Jordan. Vale a pena ver!!


Cartão de visita para 2009-2010?

Setembro 6, 2009

A U. North Carolina está a celebrar o seu centésimo aniversário, e um dos pontos altos das celebrações foi o UNC Alumni Game – jogo presenciado por cerca de 22.000 espectadores e disputado entre antigos alunos-atletas de North Carolina, mas cuja participação era exclusiva a jogadores profissionais.

Assim, o jogo contou com o núcleo duro das equipas dos Tar Heels que se sagraram campeãs universitárias em 2005 e 2009 – Raymond Felton, Sean May, Rashad McCants, Byron Sanders, Reyshawn Terry, Jackie Manuel, Quentin Thomas, Marvin Williams e Jawad Williams, pelos campeões de 2005; Tyler Hansbrough, Wayne Ellington, Ty Lawson, Danny Green, Bobby Frasor e Michael Copeland pelos actuais campeões da NCAA. Além destes, outras figuras históricas da Universidade estiveram presentes: Vince Carter, Joseph Forte, Brendan Haywood, Jamison, Jeff McInnis, Jerry Stackhouse, Rasheed Wallace, Shammond Williams e Brandan Wright.

E foi Vince Carter um dos destaques da noite, com algumas jogadas a fazer lembrar bons velhos tempos, tanto ao serviço dos Tar Heels de North Carolina, como ao serviço dos Raptors de Toronto. Na época que em Novembro inicia VC15 vai competir ao serviço dos Orlando Magic, e se este for o seu cartão de visita para a nova época, espera-se que a magia continue em Orlando.


Memphis só ao longe

Junho 23, 2009

Corria o ano de 1996, quando no 26º dia do mês de Junho os Charlotte Hornets elegeram como 13ª escolha do Draft um prodígio do High School, Kobe Bryant. Mas nessa mesma noite os Hornets, na altura sediados em Charlotte, transferiram os direitos do jovem Kobe Bryant para os Los Angeles Lakers, recebendo em troca a manha de Vlade Divac. Nos dias que antecederam o Draft de 1996, Kobe e os seus responsáveis deixaram claro que ele apenas jogaria nos Lakers, criando assim uma prática nada comum no processo de escolha de novos jogadores para a NBA – por norma, o poder de decisão recai nos clubes e não nos jogadores.

Três anos depois, no Draft de 1999, foi a vez de Steve Francis negar-se a jogar pela equipa que o escolheu, os Vancouver Grizzlies. O jogador formado em Maryland alegou que assim ficaria muito longe de sua casa e da sua avó, e também que essa não era a vontade de Deus…Ou seja, Stevie Franchise deixava bem claro que não jogaria pelos Grizzlies, portanto só restava à equipa então sediada no Canadá a transferir os seus direitos para outra equipa. O explosivo base foi então trocado para os Houston Rockets. Esta época Steve Francis foi contratado pelos Memphis Grizzlies, e desta vez já não rejeitou o seu contrato. No entanto, foram os Grizzlies que não ficaram satisfeitos com o que Steve Francis tinha para lhes dar, e dispensaram o jogador que agora é um agente livre completamente afastado dos seus anos áureos e sem contributo positivo para dar a qualquer equipa NBA.

Dez anos passaram desde a novela entre Francis e Grizzlies, mas parece que este ano a história se poderá repetir! Os Grizzlies, agora radicados em Memphis, voltam a ter a segunda escolha do Draft, e ao que consta voltam a ter problemas na escolha do jogador que pretendem.

Alguns sites apontam o base catalão Ricky Rubio como possível escolha, mas o seu agente Dan Fegan (que já levou Ricky Rubio a um conflito com o clube que lhe deu a possibilidade de ser uma das grandes figuras do basquetebol europeu) já deu a entender que o seu jogador não irá jogar nos Memphis Grizzlies. Além do aconselhamento do seu agente, é também provável que Rubio tenha consultado Pau Gasol e Juan C. Navarro, para melhor se inteirar da vida em Memphis, e os conselhos que os dois catalães deram ao jovem base podem ter ajudado a resfriar o interesse de Rubio em jogar na cidade de Elvis Presley.

Os sites que colocam Ricky Rubio fora do Top3 do Draft deste ano apontam na direcção de Hasheem Thabeet como a escolha que mais agrada e melhor se enquadra nos planos dos Memphis Grizzlies – a forte presença interior, especialmente intimidade do ponto de vista defensivo poderão colmatar uma lacuna no jogo dos Grizzlies. No entanto, o poste nascido na Tanzânia também não se mostra muito agradado com o ingresso na equipa de Memphis, tendo inclusive cancelado a sessão de treinos previamente agendada. Thabeet alegou problemas num ombro para não treinar, mas ao que parece, a sessão foi cancelada porque Thabeet não tem interesse em mostrar-se aos Grizzlies, preferindo ingressar nos Oklahoma City Thunder, que têm direito à 3ª escolha do Draft.

Como irão proceder os Grizzlies? Voltam a escolher um jogador que não quer fazer parte da sua organização e trocam-no com outra equipa interessada? Escolhem um jogador que queira fazer parte da equipa de Memphis? Qual vos parece ser a melhor solução?


Aprender com ‘A Luva’

Junho 18, 2009

Ao longo do ano fomos fazendo algumas referências a Terrence Williams e à excelente época que estava a realizar na equipa de Rick Pitino. Agora, foi com algum agrado que encontrei no site da Dime Magazine este vídeo que nos mostra de que forma Terrence Williams se está a preparar para a nova etapa da sua vida – a entrada no Planeta NBA. E para isso T-Will escolheu Gary ‘The Glove’ Payton para ser seu mentor!

O jogador formado na Universidade de Louisville escolheu um dos melhores defensores e um dos mais carismáticos jogadores da década de 90 da NBA para o preparar, mentalizar e ajudar a melhorar o seu jogo, para que quando comece a nova temporada T-Will esteja pronto para enfrentar o desafio de jogar entre alguns dos melhores jogadores do Mundo, na milionária NBA.

Não é crível que Terrence Williams seja uma das primeiras escolhas do Draft de 2009, e o seu nome até tem sido apontado para a segunda metade das escolhas da primeira ronda, mas pela sua capacidade atlética, pela sua ética de trabalho e pela alegria contagiante com que joga, este será um jogador que tentarei acompanhar na sua carreira de profissional.


Querer é poder!

Maio 27, 2009

Grande história de um jovem de 2.10 que seguiu o seu sonho, e conseguiu um lugar numa equipa da NCAA. Kevin Laue, 19 anos, nasceu sem mão esquerda, e teve de amputar parte do braço. Isso impediu-o de jogar basquetebol, e conseguir alcançar os seus sonhos?

NÃO!

Para quem se costuma enrolar em desculpas para não concretizar o seu potencial, para quem tem dificuldade em entender a necessidade de superar as suas dificuldades, vejam o exemplo deste jovem!

Porque querer é poder, vale bem a pena ver este vídeo!


Trevo a apostar no futuro

Maio 24, 2009

Enquanto disputam a Final da Liga Grega frente aos arqui-rivais do Olympiakos (está 1-0 para os verdes que venceram na batalha campal de Atenas), os actuais campeões da Euroliga já começaram a garantir reforços para a próxima época desportiva: Nick Calathes (ex-Florida Gators) e Milenko Tepic (ex-Partizan Belgrado) parecem ter tudo acertado com o Panathinaikos para reforçarem os, recentemente consagrados, vencedores da Euroliga.

Nick Calathes é um base com grande capacidade de concretização, e foi a principal figura da Universidade da Florida após a saída do núcleo duro dos bi-campeões de Billy Donovan – Al Horford, Corey Brewer, Joakim Noah e Taurean Green. Calathes, possui dupla nacionalidade, sendo grego-americano. Aliás, Nick Calathes jogou pela selecção Sub20 da Grécia no último Campeonato da Europa da referida categoria, tendo a selecção grega terminado no 13º lugar. O seu percurso no basquetebol universitário antevia uma possível candidatura ao Draft da NBA, mas em vez disso, Nick Calathes decidiu prosseguir carreira no basquetebol europeu, nomeadamente em Atenas, ao serviço do Panathinaikos.

 

Milenko Tepic é uma das grandes esperanças do basquetebol sérvio, e esta época foi uma das grandes figuras na caminhada vitoriosa do seu Partizan de Belgrado quer na Liga Adriática, quer na Liga Sérvia. Na Euroliga foi um dos principais responsáveis pela viagem dos jovens do Partizan até aos quartos-de-final, onde foram eliminados pelos russos do CSKA de Moscovo em 3 jogos. Numa recente entrevista a Neven Spahija, treinador do Pamesa Valencia, sobre um eventual interesse no base-extremo sérvio, o credenciado treinador croata disse que não será possível contratar Tepic, pois o ‘PAO’ irá gastar €1M na contratação do jogador. Além disso, Milenko Tepic também já tinha dado a conhecer o seu interesse em alinhar pelos verdes e brancos da capital grega.


Está criada a tendência?

Abril 28, 2009

A 14 de Julho de 2008 demos a conhecer a decisão de Brandon Jennings em seguir a sua carreira basquetebolística num clube europeu, ao invés de optar por uma carreira universitária onde iria competir pela Universidade do Arizona no campeonato da NCAA. O promissor base norte-americano decidiu rumar à Europa e tornar-se profissional, pensando ser esta a melhor forma de se preparar para triunfar na NBA, deixando para trás a entrada na Universidade, e cumprindo assim o ano de interregno que separava o seu término do High School com a entrada na NBA – a lei aprovada por David Stern pretendia terminar com a sucessão de casos de jogadores que passavam directamente do High School para a NBA, negligenciando a passagem pela NCAA. Esta tendência estava a tirar alguma qualidade ao jogo universitário e também a retirar alguns adeptos à NCAA, pelo que os responsáveis da NBA decidiram estipular um limite mínimo etário para se poder entrar na NBA.

Mas Brandon Jennings decidiu que não iria seguir o caminho habitual dos seus restantes compatriotas. Jennings decidiu arriscar, viajou até Itália, assinou pelo Lottomatica Roma e defendeu as cores da equipa romana no campeonato italiano e ainda na Euroliga. Teve um ano complicado, jogou menos tempo do que esperava, não foi tratado como uma mega-estrela como seria se tivesse optado por jogar em Arizona. Contudo, Jennings diz não se arrepender em nada da decisão que tomou: na Europa amadureceu, diz que evoluiu e muito, aprendeu a ler melhor o jogo, aprendeu as manhas dos jogadores europeus, jogou contra adversários experientes. E este era um dos objectivos de Brandon Jennings quando decidiu atravessar o Atlântico: ganhar experiência defrontando atletas com maior rodagem, experiência e um melhor conhecimento do jogo, algo que seria impossível de conseguir na NCAA. Por outro lado, o dinheiro que iria receber durante a sua estadia na Europa também falou mais alto.

Então, muito se falou sobre uma possível tendência que Brandon Jennings estaria a criar: os jovens basquetebolistas norte-americanos em que se detecta alguma qualidade, poderão emigrar até ao Velho Continente para ganharem euros, experiência, melhorar lacunas do seu jogo, ter oposição mais consistente e mais forte, e começar a habituar a vida de jogador profissional.

Como em todos os ‘debates’, houve quem defendesse que tal não aconteceria, pois todos os jogadores continuariam a preferir jogar na NCAA do que em Pavilhões vazios por essa Europa fora. Estes comentários, além de denotarem um tamanho desconhecimento e menosprezo pelo que se vai fazendo no basquetebol europeu, e para o crescimento e desenvolvimento desta modalidade nos principais países europeus, também se revelou ser uma afirmação pouco verídica, já que este ano, um outro fenómeno do basquetebol de High School decidiu abandonar a escola e tornar-se basquetebolista profissional na Europa.

Jeremy Tyler. É este o nome do talentoso e promissor jogador de San Diego Senior High School que quer deixar os Estados Unidos e rumar à Europa. Jeremy Tyler é visto como um dos melhores jogadores interiores da fornada que terminará o High School em 2010, e o seu impressionante domínio no actual campeonato em que participa tem sido uma constante em todos os jogos. Tão constante que Tyler diz precisar de novos desafios para evoluir como jogador, já que o segundo o próprio, esta época a sua evolução estagnou e a temporada foi…’aborrecida’. “It was boring and I wasn’t getting better. Each game was the same thing. I was getting triple-teamed and getting hacked. After each game I’d have scratches and bruises up and down my arms from getting triple-teamed. It just wasn’t for me.”

Então qual a solução encontrada por Tyler para melhorar o seu jogo e ser uma das primeiras escolhas do Draft de 2011 da NBA? Desistir do seu último ano como aluno e atleta do High School, atravessar o Atlântico e jogar na Europa, preferencialmente em Espanha!

É uma escolha arrojada e com muitos riscos, já que não será qualquer equipa que se arriscará a apostar num jovem de 17 anos, que apesar do seu talento ofensivo e do seu potencial físico ainda revela muitas dificuldades e carências a nível do jogo, sobretudo nos aspectos defensivos. No entanto, se não conseguir ter minutos de destaque no plantel principal, poderá sempre jogar pela equipa de juniores do clube que o contratar.

O ano passado foi Brandon Jennings, este ano Jeremy Tyler. Será que a tendência desta emigração de promessas do basquetebol jovem será para continuar, ou esta fuga à escola e à NCAA de alguns destes talentos poderá levar a Comissão da NBA e a da NCAA a alterarem os seus regulamentos?


Incrível

Abril 21, 2009

Este vídeo demonstra um exemplo verdadeiramente incrível! Nem vale a pequena escrever, basta ouvir e ver o vídeo! Este vale mesmo a pena!


Blake Griffin – o Galardoado

Abril 11, 2009

Blake Griffin recebeu esta Sexta-Feira o John R. Wooden Award – prémio atribuído ao jogador mais valioso do basquetebol universitário nos EUA, aquele que recebe mais votos de entre uma lista de jogadores nomeados para o prémio. Os finalistas deste ano eram Blake Griffin, Tyler Hansbrough (vencedor deste prémio em 2008) e DeJuan Blair, mas o prémio acabou por ser atribuído ao extremo de Oklahoma – Griffin foi o primeiro jogador dos Sooners a ter a honra de receber este prémio. Nomeados para a All American Team foram: DeJuan Blair (Pittsburgh), Stephen Curry (Davidson), Blake Griffin (Oklahoma), Tyler Hansbrough (North Carolina), Luke Haragondy (Notre Dame), James Harden (Arizona State), Gerald Henderson (Duke), Ty Lawson (North Carolina), Hasheem Thabeet (Connecticut), Terrence Williams (Louisville) e Sam Young (Pittsburgh).

Além do John R. Wooden Award, Griffin também foi distinguido com o Naismith Trophy – College Player Of The Year, numa votação em que a escolha dos adeptos tem especial importância uma vez que contribui em 25% para a decisão final. Os outros finalistas deste prémio foram DeJuan Blair, Hasheem Thabeet e Tyler Hansbrough (também vencedor da edição anterior).

Na cerimónia de entrega do Naismith Tropy, as palavras de Jeff Cappel, treinador de Oklahoma, foram elucidativas da forma de estar de Blake Griffin, e qual a fórmula para alcançar tamanho sucesso – “Blake has dedicated himself to the game of basketball like no other player I’ve coached and the results speak for themselves.  More impressive than his basketball ability, though, is his life approach and how he carries himself off the court.  Blake is a much better person than he is a basketball player.”

Além destes prémios, Blake Griffin ainda recebeu a distinção de Jogador do Ano para a revista The Sporting News, bem como o prémio de Jogador do Ano para a The Associated Press. Pelo meio, ainda teve tempo para se declarar como candidato ao Draft da NBA de 2009 – B. Griffin tem sido apontado como a escolha unânime para #1 deste Draft.

A nível individual, Blake Griffin não poderia pedir mais, e estas semanas serviram para galardoar aquele que foi o jogador em maior destaque nesta temporada da NCAA – em 31 jogos disputados, Blake Griffin obteve 30 duplo-duplos, e por 15 vezes acabou os jogos com, pelo menos, 20 pontos marcados e 15 ressaltos conquistados. Agora, a NBA espera-o!


Em busca da glória perdida

Abril 10, 2009

As duas últimas temporadas dos históricos Kentucky Wildcats não correram de acordo com as expectativas – os resultados não apareceram, as exibições não enchaim o olho, e os fiéis adeptos que sempre enchem os 23000 lugares da Rupp Arena foram perdendo o ânimo à medida que a temporada ia avançando. Os responsáveis pelo programa desportivo de Kentucky sentiam a necessidade de encontrar novas soluções e dar um diferente rumo ao seu projecto – foi com alguma naturalidade que uma das primeiras medidas tomadas foi terminar o contrato do treinador Billy Gillespie.

Encontrar um novo treinador que voltasse a conduzir os Wildcats até ao sucesso passou a ser a principal tarefa dos responsáveis de Kentucky. E desde que Billy Gillespie foi demitido, um nome começou a ser particularmente referido nos meios de comunicação norte-americanos: John Calipari, então treinador de Memphis, e o mesmo que há dois anos atrás esteve para ser escolhido como treinador de Kentucky, mas que na altura foi preterido por Billy Gillespie. No período de tempo que esteve em Memphis, Calipari chegou à Final em 2008, e este ano foi eliminado na fase dos Sweet16. No período em que esteve em Kentucky, Gillespie foi eliminado na primeira ronda da Grande Dança na época de 2008, e na presente temporada nem sequer apurou para o Torneio da NCAA, disputando o NIT em Nova Iorque. Passados dois anos, o director Barnhart reconheceu que foi um erro ter ido por Gillespie em vez de Calipari.

E o treinador Calipari parece ter tudo para ser bem sucedido em Kentucky – a atenção que os media dão à equipa é mais do que muita, os jogos dos Wildcats têm das maiores audiências entre todas as equipas da NCAA, os adeptos seguem a equipa com uma paixão e fidelidade impressionante e tudo isto encaixa no perfil de John Calipari que parece dar-se bem com o mediatismo, com o frenesim e exigência dos adeptos, que gosta de desafios e da exigência de jogar para ganhar. E em Kentucky, quando se fala em jogar para ganhar, é ganhar o grande troféu, é poder estar no início de Abril a receber os anéis e juntar mais uma faixa no tecto da Rupp Arena. Mas Calipari sabe disso. Calipari gosta disso.

Mas para John Calipari e os Kentucky Wildcats terem sucesso logo na primeira temporada, o novo treinador certamente gostará de contar com Jodie Meeks e Patrick Patterson as duas principais referências da equipa na temporada que agora terminou. Estes dois jogadores estão a considerar uma possível mudança para a NBA, mas Calipari só terá a ganhar se conseguir convencer o seu novo duo-dinâmico a ficarem na Universidade a defender por mais um ano as cores de Kentucky no Campeonato Universitário. Jodie Meeks é um marcador de pontos nato, um atirador temível que acabou o campeonato com a média 23.7 pontos por jogo – 90.2% de lance-livre e 40.6% de 3 pontos – enquanto que Patrick Patterson terminou a temporada com 17.9 pontos e 9.3 ressaltos por jogo.

 

Jodie Meeks poderá ser um dos jogadores mais beneficiados com a chegada de John Calipari a Kentucky – em ataque, Calipari gosta de dar liberdade aos seus jogadores e o ataque AASAA poderia criar ainda mais espaço para Meeks lançar. Seria também uma boa maneira do extremo lançador de Kentucky melhorar as suas entradas em drible para o cesto, o que certamente iria aumentar a sua valorização junto dos olheiros da NBA.

A juntar aos jogadores já existentes no plantel, John Calipari vai ver a sua equipa reforçada com uma interessante fornada de ‘caloiros’ que poderão ser o garante do projecto basquetebolístico de Kentucky nas próximas temporadas. Na era de Gillespie, os Wildcats garantiram o recruta Daniel Orton – um poderoso jogador interior. Mas John Calipari não chegou sozinho a Lexington, já que com ele parecem vir alguns dos jogadores que o próprio tinha recrutado para a sua anterior equipa, os Memphis Tigers – o primeiro jogador a mudar o seu destino de Memphis para Kentucky foi DeMarcus Cousins (é considerado o melhor PF nesta geração de jogadores que farão a sua estreia na NCAA). E espera-se que também Xavier Henry (é visto como o melhor SG de entre os próximos caloiros da NCAA) siga as pisadas de D. Cousins e opte por jogar com John Calipari, o treinador que o recrutou. Há ainda John Wall, para muitos o melhor atleta desta geração, e o melhor base deste lote de jogadores. John Wall ainda não tomou a decisão final relativamente ao seu futuro, mas esta troca de ideias de DeMarcus Cousins e, provavelmente, de Xavier Henry poderá levar John Wall a juntar-se aos Kentucky Wildcats – se conseguir juntar estes três jogadores na mesma equipa Calipari terá um dos melhores grupos de jogadores das próximas temporadas.


One Shining Moment

Abril 9, 2009


A última dança

Abril 8, 2009

Valeu a pena ficar

Abril 8, 2009

Quando os Tar Heels foram eliminados nas Meias-Finais da Final4 de 2008, os seus principais jogadores poderiam ter abandonado o barco, rumando aos milhões da NBA. Mas o desejo de se tornarem ícones em Chapel Hill, vencendo um título da NCAA falou mais alto, e o núcleo duro manteve-se em North Carolina, fazendo dos Tar Heels uma das principais favoritas a conquistar o ceptro – mesmo antes do campeonato começar, a equipa de Roy Williams era vista como o alvo a abater na temporada 2008-09.

A época foi atribulada, e alturas houve em que os Tar Heels pareciam não conseguir concretizar o potencial que lhes era atribuído, tendo andado arredados do posto de #1 no ranking de equipas da NCAA. Inclusive quando se chegou à Grande Dança, a lesão do base Ty Lawson parecia ter enfraquecido a equipa de North Carolina. Contudo, a lesão não foi tão grave que o obrigasse a estar ausente do grande momento da temporada, tendo-o limitado apenas nas duas primeiras rondas do March Madness. Mas com o seu base em forma, os Tar Heels sabiam que dificilmente seriam batidos, e que poderiam conquistar em Detroit o 5º título da sua história.

E nos dois jogos disputados no Ford Field, UNC não deu qualquer hipótese aos seus opositores, tendo despachado Villanova por 83-69 no jogo da Meia-Final, enquanto que no jogo da Final venceu Michigan State por uns esclarecedores 17 pontos de vantagem, 89-72. Os Spartans de Michigan State jogavam em casa, e conseguiram encher o estádio Ford Field, ocupando cerca de 60000 lugares dos 73000 disponíveis!!!! O apoio incondicional dos adeptos dos Spartans parecia ser mais uma contrariedade na caminhada de North Carolina até ao título de campeão da NCAA, mas os Tar Heels não queriam deixar passar a última oportunidade de Tyler Hansbrough e Danny Green – duas das principais estrelas da equipa de Roy Williams – cortarem as redes e receberem os anéis de campeão.

No jogo da Grande Final, os Tar Heels cedo ganharam uma larga e preciosa vantagem que nunca mais olharam para trás. Com uma primeira parte de grande nível, Wayne Ellington foi carregando UNC até à vitória, concretizando 17 dos seus 19 pontos nos primeiros 20 minutos da partida – isto apesar das promessas de Travis Walton, um dos melhores defensores dos Spartans que prometeu que iria ‘pôr Wayne Ellington no bolso’. Depois, foi Ty Lawson a pegar nas rédeas da partida e a dar mais um dos seus, já habituais, espectáculos pessoais – 21 pontos, 6 assistências e 8 roubos de bola. O base dominou por completo o jogo, sendo um dos grandes responsáveis por este êxito da UNC. Mas no final foi Ellington a ser escolhido como o MOP (Most Outstanding Player) da Final 4.

Muito do sucesso de UNC deve-se à continuidade do quarteto formado por Wayne Ellington, Ty Lawson, Tyler Hansbrough e Danny Green. À qualidade física e técnica, este grupo de jogadores junta a experiência adquirida nas últimas temporadas – principalmente em 2007-08, temporada em que North Carolina chegou à Final 4, tendo sido eliminada nas Meias-Finais pelos Jayhawks de Kansas.

Com o objectivo cumprido, o destino deste ‘Quarteto Fantástico’ será o Draft da NBA – nas previsões dos principais sites relacionados com o Draft, os quatro jogadores aparecem referenciados, sendo que o base Ty Lawson é o melhor colocado já que o indicam como a 11ª ou 12ª escolha. Para Roy Williams, a vida continua, e agora é tempo de preparar a próxima geração que tentará triunfar em Chapel Hill.