Há várias coisas no mundo do basquetebol que não consigo entender. Penso que seja normal, só agora estou a começar a entender algumas coisas do jogo. Vejo-o desde que nasci, jogo-o desde os 5 anos, só me divorciei durante duas temporadas, mas não tenho medo de dizer que quase nada sei sobre o jogo pelo qual me apaixonei. Por isso mesmo gosto de me informar, ler e ouvir, para continuar a aprender.
Mas por mais que leia e veja, acho que o Draft da NBA será sempre algo que muito me custará perceber. Esta temporada vi vários jogos da NCAA, acompanhei os trabalhos pré-Draft, até me dei ao trabalho de tentar perceber quais as necessidades de cada equipa. No entanto, a noite do Draft mostrou-se completamente antagónica ao que tinha previsto – e nem sequer estou a falar dos Wolves escolherem Ricky Rubio e Johnny Flynn – com as equipas a fazerem algumas escolhas que considerei ‘estranhas’ tendo em conta as opções existentes.

Duas escolhas deixaram-me mesmo a pensar: ‘Fogo, não pesco mesmo nada disto!’. Não percebi como Ty Lawson, base campeão por North Carolina, foi escolhido na 18ª posição. Ok, a sua altura não abona muito numa liga de gigantes, mas que ele joga muito, disso ninguém tem dúvidas. E sempre houve pequenos jogadores a fazer grandes carreiras…E volto a referir, ele joga mesmo muito, tal como mostrou na passada temporada em que levou a sua Universidade ao almejado título de campeão, culminando com os elogios públicos que o presidente Barack Obama lhe endereçou!

A outra escolha que me surpreendeu foi a Dejuan Blair. O extremo-poste foi escolhido na 7ª posição da 2ª ronda pelos S.A. Spurs! O jogador formado em Pittsburgh foi a 37ª escolha do Draft!!! Mais uma vez compreendo que a sua estatura não é a ideal para a posição em que actua, mas diria que o rapaz até sabe utilizar bem o corpo que tem, e fazer muitos estragos. Os dirigentes da NBA continuam a defender a política de ‘não se ensina um jogador a ganhar cm em altura’, acreditando no potencial de jogadores ‘grandes’ e na sua capacidade de aprendizagem.
Por acaso, não me lembro de muitos casos de sucesso que tenham resultado desta política de observação de talentos no processo de escolha do Draft da NBA. Mas mais uma vez sou obrigado a reconhecer que este é um mundo que ainda desconheço.
Esperei pela estreia oficial na NBA para me pronunciar sobre este tema. Bem que sei que são rookies, e que um jogo não define uma carreira. Pode apenas ter corrido bem, e percebo que corro o risco de este texto ter sido escrito cedo de mais. Mas para culminar, deixo aqui os dados da noite de estreia dos dois jogadores:
Ty Lawson vs Utah Jazz – 17 pontos, 6 assistências e 1 perda de bola em 26:25 minutos de utilização.
Dejuan Blair vs New Orleans Hornetts – 14 pontos e 11 ressaltos em 22:33 minutos de utilização.
Publicado por seis25 
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Nick Calathes é um base com grande capacidade de concretização, e foi a principal figura da Universidade da Florida após a saída do núcleo duro dos bi-campeões de Billy Donovan – Al Horford, Corey Brewer, Joakim Noah e Taurean Green. Calathes, possui dupla nacionalidade, sendo grego-americano. Aliás, Nick Calathes jogou pela selecção Sub20 da Grécia no último Campeonato da Europa da referida categoria, tendo a selecção grega terminado no 13º lugar. O seu percurso no basquetebol universitário antevia uma possível candidatura ao Draft da NBA, mas em vez disso, Nick Calathes decidiu prosseguir carreira no basquetebol europeu, nomeadamente em Atenas, ao serviço do Panathinaikos.
Milenko Tepic é uma das grandes esperanças do basquetebol sérvio, e esta época foi uma das grandes figuras na caminhada vitoriosa do seu Partizan de Belgrado quer na Liga Adriática, quer na Liga Sérvia. Na Euroliga foi um dos principais responsáveis pela viagem dos jovens do Partizan até aos quartos-de-final, onde foram eliminados pelos russos do CSKA de Moscovo em 3 jogos. Numa recente entrevista a Neven Spahija, treinador do Pamesa Valencia, sobre um eventual interesse no base-extremo sérvio, o credenciado treinador croata disse que não será possível contratar Tepic, pois o ‘PAO’ irá gastar €1M na contratação do jogador. Além disso, Milenko Tepic também já tinha dado a conhecer o seu interesse em alinhar pelos verdes e brancos da capital grega.
Mas Brandon Jennings decidiu que não iria seguir o caminho habitual dos seus restantes compatriotas. Jennings decidiu arriscar, viajou até Itália, assinou pelo Lottomatica Roma e defendeu as cores da equipa romana no campeonato italiano e ainda na Euroliga. Teve um ano complicado, jogou menos tempo do que esperava, não foi tratado como uma mega-estrela como seria se tivesse optado por jogar em Arizona. Contudo, Jennings diz não se arrepender em nada da decisão que tomou: na Europa amadureceu, diz que evoluiu e muito, aprendeu a ler melhor o jogo, aprendeu as manhas dos jogadores europeus, jogou contra adversários experientes. E este era um dos objectivos de Brandon Jennings quando decidiu atravessar o Atlântico: ganhar experiência defrontando atletas com maior rodagem, experiência e um melhor conhecimento do jogo, algo que seria impossível de conseguir na NCAA. Por outro lado, o dinheiro que iria receber durante a sua estadia na Europa também falou mais alto.







