Sprint final

Março 17, 2010

Quando estamos a 6 jornadas do final da Fase Regular da Liga Portuguesa de Basquetebol a luta por um lugar nos Playoffs e pela fuga aos lugares de descida aquece de forma considerável. Assim, do 5º ao 11º lugar as equipas encontram-se separadas por apenas duas vitórias, sendo que pelo meio está o CAB Madeira com um jogo a menos. Se vencer essa partida frente ao Benfica de Henrique Vieira, invicto para o campeonato há quase dois anos, os madeirenses orientados por João Freitas passarão a ocupar o 5º lugar da tabela, ganhando preciosa vantagem face aos seus mais adversários directos.

Neste momento parecem estar seguros os 4 primeiros lugares da classificação ocupados por SL Benfica, Ovarense Dolce Vita, Vitória SC e FC Porto Ferpinta, e havendo a possibilidade de trocas de posições entre o quarteto da frente, não é crente que qualquer um dos referidos emblemas perca a vantagem de jogar em casa na primeira ronda dos Playoffs de 2010. É na parte seguinte da tabela que a história ganha mais interesse. Assim, e quando faltam 6 jornadas para acabar o Campeonato, temos Sampaense Basket, Illiabum, Barreirense e CAB Madeira SAD (tem 1 jogo a menos), com 7 vitórias conquistadas. No 9º lugar surge a Académica com 6 vitórias, seguida de Vagos Norbain Lusavouga e Casino Figueira Ginásio, ambos com 5 vitórias. As decisões finais passarão em grande parte pelos muitos confrontos directos que se disputarão até final. Talvez seja cedo para avançar com previsões, mas vamos dar uma olhadela ao que falta disputar desta LPB.

Na cauda da tabela, a equipa da Física Riberalves parece começar a afastar-se das contas pelo acesso aos Playoffs e a sua manutenção na LPB começa a ser questionada – a descida ao campeonato da Proliga começa a ser uma forte possibilidade para os lados de Torres Vedras, principalmente se se tiver em linha de conta que até final da Fase Regular ainda terão de defrontar FC Porto Ferpinta, Ovarense Dolce Vita e SL Benfica. Pelo meio, jogam contra os adversários directos Vagos Norbain Lusavouga e Casino Figueira Ginásio, ambos em casa. A esperança é ténue, mas ainda existe.

Calendário teoricamente mais apertado parece ter o CAB Madeira SAD – faltam 7 jogos para terminar a sua Fase Regular, e terá de enfrentar SL Benfica (casa), Ovarense Dolce Vita (fora), Vitória SC (fora) e FC Porto Ferpinta (casa). A equipa madeirense é a única a defrontar os 4 clubes da parte de cima da tabela nesta recta final de campeonato. Nos confrontos directos desloca-se ao Barreiro, a Ílhavo e a São Paio de Gramaços.

Por outro lado, o Sampaense Basket terá, na teoria, o calendário menos complicado. Das 4 equipas de cima, só lhe falta defrontar, fora de portas, o campeão SL Benfica. Quanto aos adversários directos, terá de viajar a Vagos e a Coimbra, recebendo em casa o Casino Figueira Ginásio e o CAB Madeira SAD. Recebe também a formação da Física Riberalves. Se tudo correr dentro da normalidade, a equipa de Cláudio Figueiredo conseguirá garantir o apuramento para os Playoff. Contudo, terá de melhorar o seu registo no Pavilhão Serafim Marques que por enquanto se cifra em 5 vitórias e 3 derrotas (Benfica, Académica e Illiabum).

Uma das equipas com menos deslocações a fazer será o Illiabum de Alexandre Pires. A equipa campeã da Proliga terá de viajar até à Figueira da Foz e à Cidade Berço, onde terá um dos testes mais complicados defrontando o Vitória SC. De resto, terá ainda de receber em casa a formação da Ovarense Dolce Vita. Fora estes encontros com equipas do topo da tabela, a equipa de Ílhavo receberá no seu pavilhão três adversários directos na luta por um lugar no Playoff: Académica, CAB Madeira SAD e Barreirense. No entanto, até que ponto será uma vantagem ter estes jogos em casa? É que, até à data, o Illiabum regista 2 vitórias e 5 derrotas a jogar no Pavilhão Adriano Nordeste, a sua casa.

Tarefa complicada também terá o Barreirense. À equipa da Margem Sul faltam disputar 6 jogos, sendo que metade dessas partidas serão contra equipas do topo da tabela – Vitória SC em casa, Ovarense Dolce Vita e FC Porto Ferpinta ambos fora. De resto, duas deslocações a adversários directos – Académica e Illiabum – e a recepção ao CAB Madeira SAD, outro dos adversários directos na luta por um lugar entre os 8 primeiros. O comportamento da equipa nos jogos fora será essencial para que os comandados de António Paulo consigam uma vaga para os Playoff. Até agora contam com um parcial de 1 vitória e 5 derrotas em jogos fora.

A Académica tem um dos calendários mais equilibrados até final. Dos jogos que faltam disputar 3 serão em casa e 3 serão fora. Tem dois confrontos contra equipas da parte de cima da tabela, um em casa – Vitória SC – e outro fora – FC Porto Ferpinta. De resto, tem curtas deslocações a Ílhavo e Vagos, e recebe no Multidesportos de Coimbra os seus directos adversários Barreirense e Sampaense Basket. Com menos uma vitória que as equipas em cima sitadas, a Académica não poderá arriscar em deslizes nos jogos frente a adversários directos, sob pena de não garantir um lugar nos Playoff, ou ainda de se aproximar do penúltimo lugar da Classificação, que já garante uma descida ao campeonato da Proliga.

Instabilidade parece ser uma das palavras que melhor caracterizam os últimos dias da equipa do Vagos Norbain Lusavouga. Depois do périplo por terras chinesas, a equipa vaguense ficou sem o treinador-adjunto Pedro Nuno (mudou-se para Espanha, onde fará um estágio no Joventut Badalona), e sem um dos norte-americanos. Sim, o mesmo que já tinha sido re-contratado a meio da época, Raheem Moss. Pela frente têm a difícil tarefa de alcançar uma vaga nos Playoff, faltando-lhes apenas disputar dois jogos fora do Municipal de Vagos: viajarão a Torres Vedras e à Figueira da Foz. De resto, recebem em casa o Sampaense Basket e a Académica, além de Ovarense Dolce Vita e SL Benfica. Com 4 jogos em casa, conseguirá a equipa de Renato Soares fazer valer o factor casa?

Para que os figueirenses consigam cumprir o prognóstico de José Costa, a equipa de Sérgio Salvador terá de ‘dar ao pedal’. Neste momento estão no penúltimo lugar da LPB, e para fugirem ao lugar de descida e manterem vivas as esperanças de alcançar os Playoff o Casino Figueira Ginásio não se pode dar ao luxo de vacilar. Do seu calendário constam dois jogos com equipas do grupo da frente – Vitória SC (fora) e FC Porto Ferpinta (casa). De resto, viagens a São Paio de Gramaços e a Torres Vedras, e recebem no Galamba Marques duas equipas do distrito de Aveiro, Illiabum e Vagos Norbain Lusavouga. O jogo com a equipa vaguense poderá definir o penúltimo lugar da tabela, mas se o objectivo é ir mais além, a equipa da Figueira da Foz terá de somar 4 vitórias nos 6 jogos que faltam disputar. E mesmo assim…


Esperança açoriana

Março 16, 2010

Segundo notícias avançadas, há esperança para os lados de Angra do Heroísmo e o Lusitânia parece conseguir ver a luz ao fundo do túnel.


Nobre Povo

Março 12, 2010

Retirado do site da Federação Portuguesa de Basquetebol: “A selecção nacional masculina de basquetebol vai estar em destaque no programa “Nobre Povo” da RTP N. As imagens dos bastidores, as viagens, as alegrias e tristezas da nossa selecção na caminhada do apuramento para o Europeu 2009, vão ser pela primeira vez recordadas e exibidas em televisão, juntando-se os relatos actuais dos jogadores que participaram nessa campanha.

O Programa “Nobre Povo” será exibido na RTP N sábado pelas 11h30, com repetições agendadas para domingo às 16h30 e segunda feira pelas 20h30.


A lei do Texas

Março 8, 2010

Rick Barnes vai na sua 12ª temporada como treinador principal da equipa de basquetebol dos Texas Longhorns. Ao longo destes anos conseguiu ter vários dos seus jogadores a ingressarem na liga de basquetebol mais mediática do Mundo, a NBA. Sob a sua alçada chegaram ao patamar mais alto do basquetebol jogadores como Kevin Durant, TJ Ford, DJ Augustine, LaMarcus Aldrige, Chris Mihm e Daniel Gibson. Conduziu os Longhorns a 11 Torneios da NCAA, mas nunca conseguiu ganhar um campeonato. O máximo que conseguiu foi chegar à Final4, corria o ano de 2003.

A presente época da Universidade do Texas não tem sido das melhores – ocupa o 6º lugar da Conferência Big12, já conta com 7 derrotas na Fase Regular, e não se esperam resultados de relevo até final da temporada, apesar de ser previsível que venha a participar no Torneio da NCAA. E quando numa recente entrevista o treinador Rick Barnes afirmou estar mais preocupado em formar jogadores para a NBA do que em vencer o campeonato, os adeptos texanos não devem ter gostado muito do que leram. “We would love to win a national championship, but we’re not obsessed with it because we’re obsessed with these guys trying to live their NBA dream. What’s happened to Kevin Durant, LaMarcus Aldridge, T.J. Ford — I’d give up a national title for all of our guys to be able to live their dream.

Esta frase pode ser avaliada por diversos prismas: o dos adeptos que querem ver a sua equipa ganhar um campeonato, o dos directores do programa de basquetebol dos Texas Longhorns que necessitam de sucessos para continuarem a garantir os fundos monetários que nunca faltaram à famosa Universidade, e o dos jogadores que, regra geral, ambicionam chegar ao Planeta NBA.

Se do lado dos adeptos a afirmação poderá não ser bem aceite, do lado dos jogadores é satisfatório saber que o treinador se preocupa com os seus atletas, e não com anéis que lhe encham os dedos. É satisfatório saber que o treinador tudo fará para os colocar no próximo patamar, e que quem entrar na Universidade do Texas para integrar o programa de basquetebol irá usufruir de uma preparação que os conduza até à NBA. Ou seja, a equipa poderá ser beneficiada no recrutamento de jogadores do High School.

E os directores, como vêem esta situação? Encaram que o sucesso do programa poderá ser a quantidade de jogadores que chegam à NBA, ou estarão também eles a ficar ávidos de títulos e sentem que esse será o caminho necessário para angariar mais fundos que permitam à equipa ter as melhores condições de trabalho?

Qual a vossa opinião sobre este tema e a consequente aplicação ao caso do basquetebol português?


Outra vez?

Março 8, 2010

‘A Comissão Executiva do Sport Clube Lusitânia, dos Açores, decidiu suspender a actividade desportiva, uma vez que nos próximos dias será dado seguimento ao processo de insolvência do clube.

A decisão surge como consequência de uma dívida de 3 milhões de euros, sendo que o Lusitânia tem um património avaliado em 1,5 milhões de euros. A recusa de uma entidade bancária em renegociar a dívida e o bloqueio de receitas motivaram esta decisão.

«Por iniciativa dos atletas, as equipas do Lusitânia envolvidas na Liga profissional de basquetebol e na série Açores da III divisão de futebol ainda poderão participar em algum jogo, mas o clube não dispõe de meios para garantir a presença em competição», explicou João Meneses, porta-voz da Comissão Executiva, à agência Lusa.’

Entendendo que por Liga profissional de basquetebol queiram dizer Proliga, eis mais uma machadada no clube da ilha Terceira. Porque voltaram, investindo como investiram em jogadores como Daniel Monteiro, Augusto Sobrinho, Mohamed Camará, Frederico Tavares, Josimar Cardoso, mais os estrangeiros Marcel Monplaisir e Carl Lee? Que acontece a estes jogadores? Tentam manter de pé um projecto que pelos vistos não tem pernas para continuar a andar, ou acabam com o clube e ficam livres para integrar equipas que lhes dêem condições de trabalho?


Competência vareira

Março 8, 2010

Nos dois últimos anos, e face às dificuldades financeiras sentidas por alguns dos principais parceiros da equipa da Ovarense o clube vareiro teve de reduzir gradualmente o investimento realizado na sua principal equipa. Com a Aerosoles a sair de cena, a equipa passou a designar-se Ovarense Dolce Vita, e não teve capacidade para segurar alguns influentes jogadores, e teve de se conter na contratação de reforços.

Para 2009-2010 a história não foi diferente. Um dos norte-americanos foram-no buscar a um clube que militava na Proliga – Chris Lee veio de Esgueira – e chamaram ainda um veterano jogador. Shawn Jackson regressou a Ovar, onde volta a demonstrar que a qualidade continua lá. Manteve o seu núcleo de experientes jogadores composto por Nuno Manarte, Miguel Miranda, André Pinto, Nuno Cortez e o ‘filho da terra’ Pedro Azevedo. Conseguiu garantir a continuidade de John Waller, um discreto norte-americano, lowprofile quanto baste. Apostam no jovem base José Barbosa, formado no vizinho clube da Oliveirense. Estas são as figuras a que Mário Leite tem recorrido com maior regularidade na presente temporada.

Os objectivos são claros: a equipa propôs-se a estar nos momentos altos de decisão, e apesar dos cortes orçamentais a verdade é que tem conseguido cumprir os seus objectivos! Apesar de não terem conquistado nenhum troféu foram finalistas dos dois momentos altos de 2010, a Taça Hugo dos Santos disputada em Lagoa e a Taça de Portugal disputada no Entroncamento. Nas duas finais perderam para o FC Porto Ferpinta de Moncho. Além disso, seguem no 2º lugar da Liga Portuguesa de Basquetebol.

Os intervenientes podem não ter a qualidade de outros anos, mas a equipa consegue manter-se nos lugares cimeiros do basquetebol português. O ídolo local, agora treinador, Mário Leite tem feito um trabalho notável e a Ovarense lá vai caminhando para os lugares a que nos tem habituado nos últimos anos.


Dobradinha à moda do Porto

Março 8, 2010

Dois em dois. Duas taças disputadas, dois troféus para a equipa de Moncho López.

No início do ano apontamos que este poderia ser o ano de Moncho, e para já está a confirmar-se essa tendência. Venceu a I Edição da Taça Hugo dos Santos, e neste fim-de-semana conquistou mais uma Taça de Portugal depois de uma tangencial vitória sobre a Ovarense Dolce Vita, orientada pelo símbolo vareiro Mário Leite.

O sorteio da Taça de Portugal colocou o FC Porto Ferpinta no ramo mais complicado da árvore, agrupando-se com Académica, Benfica e Vitória S.C., mas nem por isso a equipa da Cidade Invicta deixou escapar mais um troféu para as suas recheadas vitrinas. Na caminhada do Entroncamento abateram Académica, Vitória S.C. e na final venceram os detentores do troféu, a Ovarense Dolce Vita.

O 4º lugar na Classificação Geral da Liga Portuguesa de Basquetebol não parece ser condizente com a qualidade do plantel dos dragões, mas nos dois pontos altos disputados em 2010, a equipa de Moncho não vacilou, vencendo as duas finais disputadas! Conseguirão manter o ritmo e caminhar para a tripla de troféus em 2009-2010?


Os conceitos de Freitas

Março 2, 2010

Já no passado tecemos alguns elogios ao técnico João Freitas e à sua actual equipa, o CAB Madeira. Sobretudo a agressividade defensiva, os conceitos relacionados com esta fase do jogo, e a postura demonstrada em campo, desde que o árbitro lança a bola ao ar, até ao momento em que o jogo termina.

A boa imagem que construí de João Freitas, enquanto treinador de basquetebol, sai uma vez mais reforçada ao ler o texto de autoria do treinador madeirense publicado no portal da FPB e inserido na categoria ‘O Especialista responde’. Se dúvidas existiam, ficaram completamente dissipadas.

Identifico-me com aquele modelo, apesar de ser evidente que não é aplicável em todas as equipas, nem com todos os jogadores, tal como refere o próprio João Freitas.


Seleccionador Nacional dixit

Fevereiro 11, 2010

Desde que as estrangeiras que chegam tenham qualidade, podem ajudar à evolução da modalidade. No entanto, é necessário encontrar fórmulas que tornem a Liga mais competitiva para que essa evolução se faça de forma mais consistente. Com a crise a afectar o país sobra pouco para o feminino. Eu admiro-me como é que os clubes ainda conseguem ter dinheiro para contratar atletas estrangeiras.. A jogadora portuguesa tem melhorado na sua estatura mas também precisa de melhorar em muitos outros aspectos.

Carlos Portugal, a OJOGO


FCPorto-Benfica

Janeiro 30, 2010

É o grande clássico do desporto português dos últimos anos. Em qualquer modalidade em que se dispute, e por via das fortes rivalidades, este é o embate que mexe. No Basquetebol já o havia sido nos anos 90, perdeu  depois «temperatura» por causa do percurso dos lisboetas na modalidade e voltou a ganhar intensidade com a força do Benfica dos últimos anos. Vieira vs Moncho ; Andrade, Figueiredo e Marçal vs Sergio Ramos, Elvis Evora e João Santos; Terrell e Stempin vs Heshimu, Frisby e Reed. Cansaço do Porto (vitória suada sobre Vitória) vs jogo exterior do Benfica (mais 13 triplos ontem).

Não é para a Liga, não é para a Taça… mas é FCPorto-Benfica. Às 16h


Inquérito por questionário

Janeiro 26, 2010

Ando há algum tempo a pensar em algo que certamente me deixará desapontado: elaborar um inquérito por questionário dirigido aos atletas dos escalões de Sub14 e Sub16 de alguns clubes da região.

Qual o objectivo? Avaliar o conhecimento que os jovens e as jovens praticantes de basquetebol têm das competições seniores em Portugal (LPB e Liga Feminina) e dos jogadores que nelas competem.

Posso estar a ser pessimista, mas não auguro resultados nada animadores.


Adenda a ‘No jogo como na vida’

Janeiro 24, 2010

Serve este texto para completar as palavras do meu colega e amigo. Porque tal como ele, também eu me revejo no lema ‘No jogo como na vida’. Porque quando crescemos sempe foi isso que nos ensinaram. Porque apesar de todo o amor incondicional que o jogo nos transmite, este mais não é do que uma extensão da nossa essência.

E se por alguma ganância desmedida decidimos adulterar o jogo, sobrepondo-o a valores, sobrepondo-o ao respeito pelos outros, estamos pura e simplesmente a degradar algo que aprendemos a amar, algo que sempre nos pareceu belo. Estamos a desrespeitar quem por este jogo se apaixonou, estamos a desrespeitar aqueles que, no desporto como na vida, usam a fibra e os seus valores para andarem de cabeça erguida.

Serve este texto para completar as palavras do meu colega e amigo. Porque tal como ele, também eu não me revejo nos insultos ao desporto que se fizeram sentir este fim-de-semana na Arena Dolce Vita em Ovar. Porque na minha opinião, os grandes derrotados deste fim-de-semana competitivo da Arena Dolce Vita não foram os emblemas que menos jogos venceram. Os grandes derrotados deste fim-de-semana foram o clube de Vagos, seus treinadores e atletas. Aqueles que se afastaram por completo da responsabilidade social e  da missão formativa que o desporto deverá ter junto daqueles e daquelas que enquanto crescem vão moldando a sua personalidade e a sua forma de estar no campo de jogo e na vida.

Porque no fundo, e acabando este texto como o comecei, estamos no jogo como na vida.


No jogo como na vida

Janeiro 24, 2010

«O que separa o mundo da vida que nele corre é a fibra»
Sophia de Mello Breyner

No jogo como na vida, a questão é de fibra. Quem a demonstra tem sempre mais possibilidades de vencer. Quem a põe em prática na defesa e em cada lance, quem a ela recorre numa penetração para o cesto, quem a usa para não quebrar no momento decisivo, quem faz dela uma aliada para controlar emoções ou ler o jogo. Não quer dizer que o sucesso seja função apenas da fibra, mas a fibra conta.

E depois, como somos animais bípedes, e gostamos de andar de espinha direita, usamos a fibra de que somos feitos para andar de cabeça erguida. Alguns não. Mas isso, lá está, é no jogo como na vida.


Regresso ao passado

Janeiro 21, 2010

Primeiro foi o regresso dos portugueses consagrados ao nosso basquetebol. Jogadores com a carreira feita, que passaram por algumas das melhores ligas europeias decidem voltar a actuar no campeonato português. Eles que eram figuras de proa do nosso campeonato, eles que já eram as referências antes de rumarem a outras paragens, voltam a Portugal e voltam a ser os maiores destaques, e voltam a ser as poucas referências do nosso principal campeonato masculino.

Agora, a senda de regressos alargou-se aos estrangeiros – primeiro foi Shawn Jackson, agora Heshimu Evans. Dois jogadores que há anos atrás eram das principais referências da nossa Liga voltam agora a Portugal, já em final de carreira para ocupar uma das 3 vagas disponíveis para jogadores estrangeiros. E isto acontece nas duas equipas que lideram a classificação da LPB.

Para mim, este é um sinal da diminuição de qualidade da nossa Liga. A necessidade de renovação do nosso basquetebol é cada vez mais premente. Mas não me parece que estejamos a caminhar nesse sentido…


Regresso

Janeiro 20, 2010

O que valerá Heshimu no regresso a Portugal?


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.