A lei do Texas

Março 8, 2010

Rick Barnes vai na sua 12ª temporada como treinador principal da equipa de basquetebol dos Texas Longhorns. Ao longo destes anos conseguiu ter vários dos seus jogadores a ingressarem na liga de basquetebol mais mediática do Mundo, a NBA. Sob a sua alçada chegaram ao patamar mais alto do basquetebol jogadores como Kevin Durant, TJ Ford, DJ Augustine, LaMarcus Aldrige, Chris Mihm e Daniel Gibson. Conduziu os Longhorns a 11 Torneios da NCAA, mas nunca conseguiu ganhar um campeonato. O máximo que conseguiu foi chegar à Final4, corria o ano de 2003.

A presente época da Universidade do Texas não tem sido das melhores – ocupa o 6º lugar da Conferência Big12, já conta com 7 derrotas na Fase Regular, e não se esperam resultados de relevo até final da temporada, apesar de ser previsível que venha a participar no Torneio da NCAA. E quando numa recente entrevista o treinador Rick Barnes afirmou estar mais preocupado em formar jogadores para a NBA do que em vencer o campeonato, os adeptos texanos não devem ter gostado muito do que leram. “We would love to win a national championship, but we’re not obsessed with it because we’re obsessed with these guys trying to live their NBA dream. What’s happened to Kevin Durant, LaMarcus Aldridge, T.J. Ford — I’d give up a national title for all of our guys to be able to live their dream.

Esta frase pode ser avaliada por diversos prismas: o dos adeptos que querem ver a sua equipa ganhar um campeonato, o dos directores do programa de basquetebol dos Texas Longhorns que necessitam de sucessos para continuarem a garantir os fundos monetários que nunca faltaram à famosa Universidade, e o dos jogadores que, regra geral, ambicionam chegar ao Planeta NBA.

Se do lado dos adeptos a afirmação poderá não ser bem aceite, do lado dos jogadores é satisfatório saber que o treinador se preocupa com os seus atletas, e não com anéis que lhe encham os dedos. É satisfatório saber que o treinador tudo fará para os colocar no próximo patamar, e que quem entrar na Universidade do Texas para integrar o programa de basquetebol irá usufruir de uma preparação que os conduza até à NBA. Ou seja, a equipa poderá ser beneficiada no recrutamento de jogadores do High School.

E os directores, como vêem esta situação? Encaram que o sucesso do programa poderá ser a quantidade de jogadores que chegam à NBA, ou estarão também eles a ficar ávidos de títulos e sentem que esse será o caminho necessário para angariar mais fundos que permitam à equipa ter as melhores condições de trabalho?

Qual a vossa opinião sobre este tema e a consequente aplicação ao caso do basquetebol português?


Inquérito por questionário

Janeiro 26, 2010

Ando há algum tempo a pensar em algo que certamente me deixará desapontado: elaborar um inquérito por questionário dirigido aos atletas dos escalões de Sub14 e Sub16 de alguns clubes da região.

Qual o objectivo? Avaliar o conhecimento que os jovens e as jovens praticantes de basquetebol têm das competições seniores em Portugal (LPB e Liga Feminina) e dos jogadores que nelas competem.

Posso estar a ser pessimista, mas não auguro resultados nada animadores.


Adenda a ‘No jogo como na vida’

Janeiro 24, 2010

Serve este texto para completar as palavras do meu colega e amigo. Porque tal como ele, também eu me revejo no lema ‘No jogo como na vida’. Porque quando crescemos sempe foi isso que nos ensinaram. Porque apesar de todo o amor incondicional que o jogo nos transmite, este mais não é do que uma extensão da nossa essência.

E se por alguma ganância desmedida decidimos adulterar o jogo, sobrepondo-o a valores, sobrepondo-o ao respeito pelos outros, estamos pura e simplesmente a degradar algo que aprendemos a amar, algo que sempre nos pareceu belo. Estamos a desrespeitar quem por este jogo se apaixonou, estamos a desrespeitar aqueles que, no desporto como na vida, usam a fibra e os seus valores para andarem de cabeça erguida.

Serve este texto para completar as palavras do meu colega e amigo. Porque tal como ele, também eu não me revejo nos insultos ao desporto que se fizeram sentir este fim-de-semana na Arena Dolce Vita em Ovar. Porque na minha opinião, os grandes derrotados deste fim-de-semana competitivo da Arena Dolce Vita não foram os emblemas que menos jogos venceram. Os grandes derrotados deste fim-de-semana foram o clube de Vagos, seus treinadores e atletas. Aqueles que se afastaram por completo da responsabilidade social e  da missão formativa que o desporto deverá ter junto daqueles e daquelas que enquanto crescem vão moldando a sua personalidade e a sua forma de estar no campo de jogo e na vida.

Porque no fundo, e acabando este texto como o comecei, estamos no jogo como na vida.


No jogo como na vida

Janeiro 24, 2010

«O que separa o mundo da vida que nele corre é a fibra»
Sophia de Mello Breyner

No jogo como na vida, a questão é de fibra. Quem a demonstra tem sempre mais possibilidades de vencer. Quem a põe em prática na defesa e em cada lance, quem a ela recorre numa penetração para o cesto, quem a usa para não quebrar no momento decisivo, quem faz dela uma aliada para controlar emoções ou ler o jogo. Não quer dizer que o sucesso seja função apenas da fibra, mas a fibra conta.

E depois, como somos animais bípedes, e gostamos de andar de espinha direita, usamos a fibra de que somos feitos para andar de cabeça erguida. Alguns não. Mas isso, lá está, é no jogo como na vida.


Mensagem de veterano

Janeiro 12, 2010

Ao visitar o site Eurohopes.com – dedicado a acompanhar as jovens esperanças do basquetebol europeu – encontra-se no mais recente texto do (ainda) jogador  norte-americano Darryl Middleton um conselho para os mais novos. Se a mensagem não entra quando são os nossos treinadores a dizer, talvez entre quando é transmitida por jogadores que alcançaram sucesso.

All I can say to you -young players with talent-, if you want to make a step up from where you are, use your free time to work. If the coach gives the team a day off go to the gym and work on your game. Don’t be lazy, don’t spend your day on Facebook. This is your future. It’s up to you. You will get what you put into it. If you only show up for your pratices and think that is all you need, great, but if you can do extra shooting and weights to get stronger for sure you will get better and your game will improve.


Sair da escola e ir para casa

Janeiro 4, 2010

No último dia de 2009, como habitualmente, leio no jornal A Bola a coluna de opinião de Vasconcelos Raposo. O tema em questão merece a minha especial atenção, por ser algo com o qual concordo plenamente e que em conversas de amigos já tinha abordado.

Em destaque surge a frase ‘O grande inimigo da preparação desportiva da nossa juventude é o horário escolar’. Não sei se é o grande inimigo, pelo menos no desporto a que estou directamente ligado certamente que não é a única barreira, mas concordo que é um dos grandes obstáculos à prática desportiva em Portugal.

Vasconcelos Raposo referencia os trabalhos publicados em diferentes países que explicam como algumas nações alcançam grandes resultados nos Jogos Olímpicos. E avança ‘É bom ter lido, em todos eles, que a ausência de uma política desportiva para a juventude, por parte dos governos, explica o fracasso no alto rendimento. Ao longo de muito tempo temos vindo a denunciar a incapacidade de sucessivos governos para definirem uma política virada para o desporto juvenil. Pensa-se no imediato. O alto rendimento é tratado numa visão de quatro anos. (…) Nos dias de hoje sabe-se que a formação dos atletas em qualquer modalidade, para chegarem ao patamar da elite desportiva, demora 10 a 12 anos. Caminho longo que de ver ser estruturado e bem coordenado. Exige competências a diferentes níveis.

E eis que após algumas linhas, Vasconcelos Raposo chega ao tema que mais me interessou no texto ‘O grande inimigo da preparação desportiva da nossa juventude é o horário escolar. Sempre o foi. Agora estão piores pois estão a fazer com que muitos abandonem o desporto. Tem sido feita alguma coisa? O primeiro passo tem de passar por solucionar os constrangimentos que a escola está a criar aos jovens. Para isso é preciso um plano que integre todas as variáveis que determinam a participação dos jovens em programas de preparação direccionados a longo prazo.

Será que alguém com poderes nesta área terá lido a coluna escrita por Vasconcelos Raposo no jornal A Bola? Gostava que sim, e que isso mudasse algo nesta nossa realidade.


Duas realidades que se afastam

Outubro 26, 2009

No domingo assistia via RTP2 ao jogo de andebol entre Porto e Benfica, disputado no Dragão Caixa. Ao longo da partida facilmente ia fazendo paralelismos com a modalidade que mais me agrada, o basquetebol.

O primeiro de todos, prende-se com a transmissão do ‘Clássico’ em canal público. É uma realidade que já aqui abordámos, mas que nunca será referida em excesso, dada a sua importância. Dois dos maiores clubes desportivos portugueses em confronto, seja em que modalidade for, suscitam sempre maior atenção por parte do público em geral. O jogo de andebol entre Porto e Benfica foi transmitido na RTP2. Quando houver um Porto vs Benfica em basquetebol, se for transmitido, será na SportTv.

Depois, e quando já decorria a segunda parte do jogo, o Prof. Jorge Tormenta referiu algo no qual o Andebol começa a ganhar uma larga distância em relação ao Basquetebol: o número de jovens atletas que competem neste campeonato! Depois da brilhante participação no Campeonato do Mundo de Sub21, muitos dos jovens jogadores ganham o seu espaço nos Clubes a que pertencem, e até os candidatos ao título apostam em alguns jovens. Mas também jovens das selecções Sub19 começam a ter minutos de utilização no campeonato Andebol 1. Esta é uma grande diferença relativamente ao nosso basquetebol, e que também já abordei.

Esta época surgem alguns jogadores de 20 e 21 anos em algumas equipas da LPB, mas os mais novos continuam agarrados a competições de Sub18 e Sub20. Como falava no outro dia com alguns colegas, em Portugal um jogador de 24 anos ainda é uma jovem promessa. Na Europa, aos 24 anos já é um jogador experiente, pois jogam na equipa de seniores do seu Clube desde os 16 ou 17 anos de idade.

Há uns anos, o Andebol sofreu com o fim da Liga Profissional, e com as picardias entre FPA e a Liga de Clubes (onde é que já vimos isto??). Agora parece caminhar para bom porto, com novos valores a aparecerem na modalidade.

Conseguirá o Basquetebol seguir o mesmo trajecto?


Nós na Europa

Agosto 29, 2009

Portugal

Em alguns sítios na web tem-se verificado a tendência de apontar os resultados das selecções nacionais nos Europeus disputados neste Verão. Penso que é normal em todos os países do Mundo, e especialmente em Portugal, discutir o trabalho dos outros, e especialmente, dos que representam o nosso país. Por vezes, também eu o faço.

Até este Verão, e com excepção do Eurobasket 07 que decorreu em Espanha, nunca tinha acompanhado um Campeonato da Europa dando tanta atenção às classificações, às possibilidades de apuramento desta ou daquela equipa, às contas que muitos fazem para se poderem apurar, ou à diferença na qualidade exibicional das equipas após verem goradas as possibilidades de integrarem uma fase na qual pretendiam entrar.

Pois bem, quando acompanhei o Europeu de Sub16 Masculinos percebi, finalmente, que a distância que separa um 5º lugar de um 13º pode ser uma simples derrota num jogo que correu mal. E que treinador ou jogador nunca teve um jogo desses? Numa competição tão curta, disputada em tão pouco tempo, um momento desses ganha especial importância. Se a tua equipa entra numa dinâmica de vitória e com uma atitude sempre positiva em relação ao jogo, podem conseguir resultados que à partida seriam pouco previsíveis, levando alguns a perguntar ‘Como é que estes gajos, sem saber jogar nada de especial, sem terem nenhum grande jogador, ganham este jogo e estão nesta fase da competição?’. No entanto, o contrário também é verdade, e sair de uma onda de derrotas e negativismo pode não ser nada fácil. E nisso, acho que nós portugueses somos especialistas.

A distância que separou as Sub16 portuguesas de disputar o acesso à Divisão A, do 8º lugar em que terminaram a competição foi um estranho jogo da campeã Holanda frente à Dinamarca: se a Holanda vencesse, Portugal passava às Meias-Finais. Se a Dinamarca ganhasse, Portugal iria disputar um lugar entre o 5º e o 8º classificado. A Dinamarca venceu, fazendo um parcial de 21-9 no quarto período, levando o jogo para prolongamento onde ganhou por dois de diferença. Foi o suficiente para Portugal ficar fora da luta pela subida de Divisão. Nos dois jogos seguintes o desgaste, muito provavelmente tanto físico como mental, não permitiu a Portugal repetir as exibições até então, deixando a jovem selecção feminina no 8º lugar. E isto, depois de ter estado a um pequeno passo das portas do céu…

Sim, os resultados do sector masculino não foram promissores, nem agradáveis. Penso que os jogadores e treinadores que integraram estes projectos são os primeiros a reconhecer isso mesmo. Penso ainda que em alguns escalões talvez fosse possível fazer algo mais, pois os jogadores demonstram qualidade, falhando depois em alguns aspectos do jogo como a agressividade, velocidade, espírito de luta, preparação mental. Mas a culpa é, mera e exclusivamente, de quem está nos CNT’s ou CAR’s? Apesar de ter sido isso que ouvi de diversas pessoas que assistiam aos jogos de Portugal neste Europeu, penso que não, que a culpa não é apenas dos referidos responsáveis. Aliás, parece-me que a grande quota parte de culpa continua a ser de todos os restantes treinadores espalhados pelo país, e também de todos os jovens jogadores que por terem algum sucesso dentro de portas pensam que são muito bons. Mas quando confrontados com a realidade internacional apercebem-se do muito que ainda têm de trabalhar.

Era bom que muitos mais jovens atletas tivessem marcado presença no Europeu de Sub16 disputado em Portugal, e percebessem a diferença que nos separa dos restantes países. Como alguns puderam notar, temos alguns jogadores com capacidade, temos alguns jogadores que conseguem jogar, mas isso não chega. Gostei de ver alguns dos jovens integrados no projecto do CNT Paredes a assistir a quase todos os jogos e a prepararem-se para uma realidade que terão de enfrentar no Verão de 2010. Talvez tenham aprendido algo, e tenham percebido como têm de jogar num Europeu. Talvez alguns deles até tenham percebido aquilo que precisam de melhorar no seu jogo para conseguir atingir um nível satisfatório – e sei que alguns deles o perceberam.

Era bom que tal como os jovens atletas, também os treinadores tivessem olhado para este Europeu como uma forma de aprendizagem para melhorar as nossas lacunas, que por sinal, são mais que muitas. Ao invés, parece-me que viram este Campeonato da Europa como mais uma possibilidade de falar mal e cuspir veneno em todas as direcções. Enquanto viam os jogos, o que perceberam que temos de melhorar no treino? O que perceberam que temos de melhorar para aproximar os nossos jogadores da qualidade que se viu em alguns dos atletas presentes em Portugal?


À conversa com Jonah Callenbach

Agosto 23, 2009

Jonah Callenbach 03

Durante o Europeu de Sub16 Masculinos tive a oportunidade de falar com Jonah Callenbach, o miúdo luso-holandês que jogava no Estoril Basket e que o ano passado se mudou para Espanha para jogar no Fuenlabrada, e seguir em busca do sonho de jogar na ACB.

Na minha opinião era um dos melhores jogadores da nossa selecção de Sub16, e de todos os atletas com quem falei, Jonah foi sem dúvida um dos que mais maturidade e inteligência demonstrou – talvez por isso acredite que este poderá ser um caso de sucesso no basquetebol português. Por ter alguma curiosidade face ao que o jovem jogador encontrou em Espanha, e por pensar que o testemunho deste jovem poderá ajudar treinadores e jogadores a trabalhar melhor, resolvi falar com ele, e dar a conhecer como tem sido a experiência de Jonah Callenbach em Espanha.

A entrevista foi publicada no Planeta Basket, e quem não teve oportunidade de ler, ficam aqui os links de uma entrevista de duas partes que vale a pena ler.


Crescimento interrompido

Agosto 6, 2009

Quando chega o Verão e acabam os campeonatos nacionais e regionais, a grande maioria dos jogadores entra de férias. Uns descansam, outros aproveitam para participar em campos especializados e melhorar alguns aspectos do seu jogo, outros afastam-se um pouco do basket para entrar na nova época de ‘cabeça limpa’, outros ainda passam horas no pavilhão ou no playground a treinar sozinhos nos seus fundamentos técnicos, ou a participar em jogos de 2×2, 3×3, 4×4 ou 5×5 – o que houver! No entanto, há sempre um restrito grupo de jogadores que durante o Verão participam em estágios, concentrações e representam Portugal defrontando as selecções integradas na Divisão B dos diversos escalões de competição.

É nesta altura que as diferenças para o resto da Europa melhor se percebem. É nesta altura que se pode perceber se em Portugal estamos a trabalhar bem ou mal, melhor ou pior, se nos estamos a afastar do resto da Europa, ou se estamos a subir lugares e a tornar-mo-nos melhor neste desporto que tanto gostamos.

E tem sido evidente a tendência de à medida que os anos avançam e que os jogadores se vão aproximando do escalão de seniores, a distância para os restantes países aumenta, e em alguns casos somos mesmo ultrapassados pelos nossos adversários na progressão individual e colectiva. Nas próximas linhas tentaremos mostrar a nossa opinião sobre este assunto.

Então, quais as razões que ajudaram a criar esta tendência?

Começamos por onde tudo começa na carreira e na época de cada jogador: o treino! Precisamos de aumentar a intensidade, qualidade e dedicação com que treinamos. No treino, os objectivos devem passar por eliminar sempre as nossas lacunas –  melhorar a nossa capacidade técnica todos os dias! Ir para o pavilhão mais cedo e trabalhar os arranques em drible, mudanças de direcção em drible, mecânica de lançamento, e diversos tipos de passe! Os treinadores não podem fazer os seus jogadores crescer em centímetros, mas podem torná-los mais rápidos e explosivos! Depois de apreendidos e aprendidos os gestos técnicos, temos de exigir que os jogadores os executem na máxima velocidade, não ficando satisfeitos com o mediano e com o ganhar jogos do campeonato regional ou nacional!

E no jogo? Conseguimos que as nossas equipas joguem a um ritmo elevado, sempre com grande intensidade defensiva e com constante agressividade ofensiva? Se não utilizamos mais do que 6 atletas por jogo, ou se continuamos a deixar no banco, durante todo o jogo, metade dos jogadores à nossa disposição não podemos imprimir constante velocidade e intensidade no nosso jogo! Temos de ter jogadores preparados – não 5, não 6, não 7! Mas sim 10, 11 ou 12 jogadores! Praticamente em todos os Clinics e Acções de Formação a que tenho assistido esta ideia tem sido regularmente defendida, como a ideal para melhorarmos as nossas prestações dentro e fora de portas. Em quase todas estas acções de aprendizagem muitos são os treinadores que abanam a cabeça e que dizem que sim, que são boas ideias. Quantos têm a capacidade de as utilizar nas suas equipas?

Quantos dos melhores jogadores portugueses do escalão de Sub18 têm minutos de utilização nas equipas seniores dos seus clubes? Quantos dos melhores jogadores portugueses do escalão de Sub20 têm minutos de utilização nas equipas seniores dos seus clubes? São poucas as equipas onde os jovens da formação consigam ter alguns minutos ou alguma contribuição! Vários são os jogadores com qualidade no escalão de Sub18 e Sub20, sem qualquer espaço para crescer nas equipas seniores dos seus clubes. Se não jogarem não desenvolvem, não melhoram! E acredito que pela qualidade que demonstram, se alguns dos nossos melhores jogadores jovens tivessem lugar no plantel sénior dos seus clubes, fariam por merecer algumas oportunidades para entrar em campo e jogar. Certamente não teriam papel de destaque, mas teriam oportunidade de melhorar, de competir contra atletas mais evoluídos, que lhes iriam criar diferentes dificuldades, levando os jovens a perceber as suas limitações e o que teriam de melhorar para poderem merecer maior confiança do seu treinador, e consequentemente merecerem mais minutos! Há clubes que são verdadeiros cemitérios para alguns jovens jogadores! Apostam no recrutamento e prospecção de jovens talentos, mas raramente conseguem apostar nos jovens que formam.

Na sequência do parágrafo anterior, vem o problema que se põe por alguns destes jogadores com mais capacidade competirem em campeonatos onde brilham, e onde a oposição que enfrentam não se apresenta como um desafio para a melhoria das suas capacidades individuais. Por vezes este problema surge da ambição e dos objectivos dos clubes em que actuam – na ânsia de ganhar campeonatos, os directores preferem ter os melhores atletas a jogar no escalão a que pertencem, esquecendo-se que se os jogadores melhorarem, o clube fica a ganhar no médio-longo prazo. Além disso, se os melhores jogadores de cada escalão estiverem a competir no escalão etário seguinte, ou se estiverem a integrar o plantel sénior, abrem-se espaços e oportunidades para que os jogadores que ficam nesse escalão também melhorem já que terão de assumir maiores responsabilidades e maior destaque. Mais uma vez, o clube e os jogadores ficariam a ganhar! Se calhar não em taças, mas sim na qualidade dos seus atletas.

Esta é uma situação bastante complicada de se alterar, e com muitas variáveis a terem de se controlar e transformar para se caminhar na direcção certa e para que a competitividade e qualidade dos nossos jogadores não estanque.


Torneio Mery Andrade

Julho 5, 2009

TORNEIO MERY ANDRADE

O clube da A.B. Lisboa, Quinta dos Lombos, vai organizar mais uma vez um Torneio de equipas de formação preparando já a época 2009/10.

A edição deste ano, a terceira, é denominada de TORNEIO MERY ANDRADE. A atleta internacional portuguesa, ex-WNBA e actual vice-campeão italiana, será a “madrinha” do torneio e estará presente no decorrer do torneio bem como na entrega dos prémios. Com este torneio pretende-se homenagear a Mery Andrade e, transmitir aos atletas os valores que fazem dela uma excelente referência no nosso desporto.

O torneio conta com a participação de :

SUB14 – Carnide Clube, CPN, Santarém Basket e Lombos

SUB16 – CIBA, FCPorto, Santarém Basket e Lombos

SUB19 – SIMECQ, ACER Tondela, Montijo BA e Lombos

 

No dia 5 de Julho da parte da manhã, englobado nas actividades, os atletas do minibasquete do Quinta dos Lombos vão receber o Carnide Clube para um animado convívio.


Torneio ‘O Farol’ – Prémio Fair Play

Junho 30, 2009

A equipa do Sport Lisboa e Benfica levou para Lisboa o prémio Fair Play, atribuído após votação das equipas participantes.

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Torneio ‘O Farol’ – Vencedor Masculino

Junho 30, 2009

Real Madrid Club de Futbol – vencedor do Torneio Internacional ‘O Farol’, no sector Masculino. Na Final derrotou o seu rival do F.C. Barcelona por 86-62!

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Classificação:

1º . Real Madrid CF

2º . FC Barcelona

3º . CD Póvoa

4º . GDB Leça

5º . FC Porto

6º . SL Benfica


Torneio ‘O Farol’ – Vencedor Feminino

Junho 30, 2009

Grupo Desportivo da Gafanha – vencedor do Torneio Internacional ‘O Farol’, no sector Feminino. Na Final derrotou a equipa da A.B. Porto por 67-60!

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Classificação:

1º . GD Gafanha

2º . AB Porto

3º . FC Porto

4º . GDB Leça


Torneio ‘O Farol’ – Dia 3 *

Junho 29, 2009

Terminou no domingo-28 Junho 2009 a terceira Edição de “O Farol”, Torneio organizado pelo Grupo Desportivo de Basquete de Leça com apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, e que praticamente lotou a bancada do Pavilhão Municipal de Leça da Palmeira. De facto, se o total de “visitas” diárias rondou as 500, hoje este número ficou largamente ultrapassado devido ao aliciante dos jogos e do programa do dia que incluiu animações que proporcionaram: “Quantum Quest”, “Escola Alberta Lima” , e ainda os sempre vibrantes concursos de Lances Livres e de Two Ball (dois atletas por equipa em cada concurso, com um minuto de tempo para concretizar o máximo de pontos. De referir os vencedores destes concursos foram: a dupla do GDB Leça Ana Sobrinho e Rita Lino – no Two Ball, e, Aleix Puxadas (FC Barcelona) no concurso de Lances Livres.

Desta vez as iniciadas do GDBLeça não conseguiram igualar a classificação de 2008. A derrota com o FC Porto levou-as ao quarto lugar, e último do grupo feminino.

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Já na muito disputada final feminina, partida que teve diversas oscilações no marcador, a Selecção do Porto/ABP, viu-se impedida de renovar o título de “O Farol”, pois a vitória final foi para as recentes Campeãs do Distrito de Aveiro: GD da Gafanha, por 67-60.

Faltava apurar e ordenar a classificação; entre o 6º. e 5º. Lugares o SL Benfica e o FC Porto classificaram-se por esta ordem, com a vitória para o FC Porto por 75 – 49. 4º. e 3º. Lugar foi disputado entre duas equipas que se defrontaram em várias ocasiões no decorrer da época. O GDB Leça ter-se-á ressentido do esforço do jogo anterior com o FC Barcelona, e como tal decaiu de produção na recta final da partida. Vitória para o CD Povoa por 60-49, e o 3º. Lugar na classificação final.

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Com as bancadas repletas de adeptos e aficionados, e Fernando Rocha como árbitro principal, pularam Real Madrid e Barcelona à procura do balon. Os primeiros dez minutos foram muito equilibrados, normal, no entanto notava-se que os maiores argumentos físicos do Real Madrid poderiam levar a melhor, e de facto ao intervalo a diferença virou a seu favor, uma diferença em nada impossível de recuperar. No reatamento da partida o banco do Barcelona tentou encontrar soluções que contrariassem-se a maior velocidade e poder debaixo dos cestos do Real Madrid, mas sem o conseguir pois se o contrariava na defesa, logo perdia no ataque ao encontrar uma defesa muito bem organizada que cortou todos os caminhos ao Barcelona. Real Madrid foi claramente superior em todos os aspectos, venceu esta partida por 86-62, e assim mais um título (o segundo) de “O Farol”.

O Torneio não terminou sem que no decorrer da Cerimónia de Encerramento, se procedesse à entrega de lembranças e do prémio principal – “O FAROL”, réplica do Farol da Boa Nova, comum a todos as equipas participantes.

Os prémios individuais no sector Masculino foram para Pablo Rodriguez (R. Madrid); Alexandre Pinheiro (CDPovoa); Pedro Meireles (GDBL); Francisco Sanchez (R. Madrid); Jordi Barbera (FC Barcelona).

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No Feminino os prémios foram entregues a Rita Lino (GDBL); Catarina Rolo (FCP); Susana Lopes (ABP); Carolina Marques (GD Gafanha); Joana Soeiro (GD Gafanha).

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Por votação das equipas, o Prémio “Fair Play” gentilmente oferecido pela Associação de Basquetebol do Porto, foi atribuído à equipa do S.L. e Benfica.

Terminamos como começamos… “Terminou no domingo-28Junho2009 a terceira Edição de “O Farol”…” até Breve!!

 

* Texto e fotografias gentilmente enviados por Vitor Monteiro, do GDB Leça.


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