Euro2007 – Portugal dos pequeninos

Agosto 31, 2007

Ao ouvirmos o seleccionador de Rugby na partida de Portugal para o mundial da modalidade é inevitavel tentarmos fazer o paralelismo. (Tomaz Morais disse que os objectivos da participação portuguesa são: não deixar a Nova Zelândia marcar mais de 100 pontos, evitar perder com Escócia e Itália por mais de 40 pontos e tentar ganhar à Roménia). Assim sendo, no Eurobasket, vamos tentar não perder por 30 com a Espanha, por 20 com a Croácia, e tentar ganhar à Letónia, para assim disputarmos mais 3 jogos ao mais alto nível na 2ªfase do torneio.

O que falta em centímetros e em argumentos de técnica ofensiva na Selecção terá de ser colmatado com garra, muita defesa e contra-ataque. Só assim Portugal poderá sair do Eurobasket de cabeça erguida e tentar a qualificação para a 2ª fase da competição.

Elvis Évora, apesar de baixo para a posição em que joga (tendo em conta obviamente o panorama das outras selecções), tem sido uma das chaves do nosso jogo. Ofensivamente está longe de ser brilhante, a concretizar nomeadamente, mas defensivamente e no capitulo do ressalto necessitamos de Elvis como do pão para a boca. Vai aparecer em Sevilha?

Os anotadores, como lhes chamam os espanhois, podem desiquilibrar. Para o lado certo da balança se entrarem inspirados, para o lado errado se não estiverem de mão quente. Por isso é sempre prudente levar uns quantos para um campeonato deste calibre. Valentyn escolheu os experientes João Santos e Sérgio Ramos, o mediático e elástico Betinho, o sniper Paulo Simão e o mais interior e esforçado Paulo Cunha. O mais provável é que nenhum deles se destaque verdadeiramente, mas era importante que, em alturas diferentes do jogo, pudesse sobressair a capacidade finalizadora de vários dos nossos anotadores. Portugal assenta algum do seu jogo no contra-ataque, mas tendo boas equipas pela frente será dificil ganhar se não tiver gente a concretizar no 5×5.

Depois há Filipe da Silva. O base português tem estado em destaque nos amistosos, e a sua velocidade poderá ser ideal em algumas situações de jogo. A sua forma física será igualmente importante para o equilibrio da Selecção. No apuramento houve alguns flashes determinantes do Zé Costa, para o Eurobasket Valentyn optou por não o chamar, e assim teremos Minhava e Mário Fernandes de reserva.

Força Portugal!

ps- também seleccionados: Jordão, Miguel Miranda e Jorge Coelho


Na pele de Valentyn…

Agosto 29, 2007

BetinhoQuem vai ser o escolhido para integrar a última vaga disponível na Selecção Nacional: Andrade ou Gomes?

Tem sido esta a pergunta mais repetida nos últimos tempos no âmbito da preparação da nossa Selecção para o Euro2007. E as opiniões divergem entre os dois atletas nascidos em Cabo Verde: Carlos Andrade mais experiente, melhor defensor (provavelmente o melhor da Selecção), fundamental no apuramento para o Europeu, ganhou experiência internacional quando alinhou no campeonato alemão; João Gomes melhor a atacar o cesto, possui um maior leque de soluções ofensivas, mais explosivo, enquadra-se melhor no estilo de jogo rápido que a Selecção pretende utilizar.Carlos Andrade

Por outro lado Carlos Andrade envolveu-se num incidente com o seu colega Paulo Cunha durante um treino, e mais recentemente sofreu uma pequena lesão durante o Torneio de Bamberg e não tem treinado. ‘Betinho’ tem vivido dias de incerteza após não ter sido escolhido por nenhuma equipa no Draft deste ano e com a sua, provável, mudança para Espanha a ser constantemente adiada.

A dúvida continua…Queremos saber qual a vossa opinião! No lugar de Valentyn Melnychuk quem levariam ao Euro? O experiente defensor Carlos Andrade ou o explosivo João Gomes?


Desabafo – tudo na mesma, como a lesma…

Agosto 28, 2007

Este vai ser o primeiro post que não está directamente ligado ao basket, sendo que o paralelismo é facilmente criado, como mais à frente poderão ver.

«Foi a coisa mais maravilhosa que alguma vez me aconteceu» diz Nélson Évora na edição de hoje do jornal A Bola. «Foi aCapa Record coisa mais maravilhosa que alguma vez me aconteceu» diz o novo Campeão do Mundo do triplo-salto. Pela primeira vez na história dos Campeonatos do Mundo de atletistmo um português ganhou uma medalha de ouro. Portugal tem o melhor atleta do mundo do triplo-salto e apenas o jornal A Bola faz capa do feito histórico e marcante do jovem português!

Capa OJogoAs redações dos restantes diários desportivos preferem destacar mais uma notícia do mundo do futebol…Mais um jogador que chega para o Benfica. Um português sagra-se o melhor do mundo na sua especialidade, é aplaudido por milhares de pessoas no estádio, dá a volta de honra com a bandeira portuguesa, faz tocar o hino nacional pela primeira vez num Campeonato do Mundo. E apesar de tudo isto…o destaque vai para Edcarlos!

Quantos portugueses saberão que Nélson Évora é o novo campeão do Mundo do triplo-salto? Será que um dos meios com maior influência – comunicação social – junto da população não poderia ajudar a consagrar os nossos heróis? Alguém duvida que se o novo campeão do Mundo do triplo-salto fosse espanhol, os diários desportivos não lhe dariam o maior destaque na capa da sua edição?

Se temos um campeão do Mundo e é este o destaque que lhe dão, imagino que destaque terá a participação da nossa Selecção no campeonato da Europa…

Os meus parabéns ao jornal ABola . É bom ver que nem todos caiem no mesmo erro!!


Euro2007 – A versatilidade é um posto

Agosto 28, 2007

Diaw, Boris – Em que posição jogas? R:1,2,3,4 e 5.

França, 25 anos, 2.03m

É, garantidamente, um dos extremos com melhor visão de jogo nos últimos anos. A sua capacidade para passar a bola ao colega certo no momento certo, por vezes, transforma-o num “base no corpo de um extremo forte”. Quando joga pela sua equipa, os Phoenix Suns, Boris Diaw apresenta mesmo a mentalidade de um base: primeiro assisto os meus colegas, depois marco eu. Já quando defende as cores do seu pais, Diaw assume um papel de maior destaque na marcação de pontos.

É esta versatilidade que faz de Boris Diaw um jogador especial: na época de 2005/06 averbou as médias de 13.3 pontos, 6.2 assistências e 6.9 ressaltos por jogo. Estes dados revelam bem a versatilidade acima referida. Na época passada as suas médias diminuíram, bem como o seu tempo de jogo. No entanto, Diaw apresenta-se como um dos melhores extremos a actuar neste Europeu, e será um jogador difícil de defender: se o jogador escolhido para o matchup for um jogador de estatura mais baixa, Diaw não terá problemas em jogar perto do cesto, fazendo uso da sua envergadura e do seu bom trabalho de pés. Se for um jogador mais alto e mais lento Diaw jogará, naturalmente, mais afastado do cesto, procurando ultrapassar o seu adversário directo em velocidade.

Os ‘Bleus’ contam assim com uma dupla muito forte – Tony Parker & Boris Diaw – e é neles que confiam para conquistar o que nunca conseguiram: um grande título internacional. Nas duas últimas edições conseguiram atingir as meias-finais. Será que à terceira é de vez?

 

Ilyasova, Ersan – o futuro é hoje

Turquia, 20 anos, 2.06m

Ersan Ilyasova é um nome a decorar. É a grande esperança do basquetebol turco para os próximos anos e foi uma das grandes surpresas da selecção turca no último Campeonato do Mundo. A participação turca no último campeonato da Europa pode classificar-se, no mínimo, de tumultuosa: a equipa apenas ganhou um dos quatro jogos em que participou, os seus jogadores envolveram-se em trocas de insultos, verificaram-se agressões entre colegas de equipa, e ainda houve tempo para os jogadores apontarem o dedo a treinadores e companheiros. Após essa embaraçosa participação os responsáveis turcos decidiram que era tempo de mudar e apostaram em jovens promessas para a participação no Campeonato do Mundo do Japão. E não se deram mal, já que Ersan Ilyasova, na altura com 19 anos, emergiu como um dos melhores jogadores do torneio conduzindo a sua selecção ao 6º lugar, devolvendo a esperança aos adeptos turcos.

Depois de uma passagem pela NBA, onde jogou ao serviço dos Bucks de Milwaukee, Ersan vai agora alinhar no Barcelona. E Ersan poderá ter um papel decisivo neste novo Barça: sem Navarro, os blaugrana procuram um novo marcador de pontos, e Ilyasova poderá ser a resposta que os catalães procuram. E tal como Diaw, também Ilyasova sabe explorar, e bem, tanto o seu jogo exterior, como interior. Alia a sua capacidade física a um manejo de bola invejável, e a sua contribuição faz-se sentir nos dois lados do campo, já que é frequente vê-lo a abafar muitos lançamentos, ou a obrigar os atacantes a procurar diferentes trajectórias para os seus lançamentos.

 

Kirilenko, Andrei – The Russian Block Party

Rússia, 26 anos, 2.06m

Um extremo que tem nos desarmes de lançamento a especialidade? Sim! É essa a melhor forma de descrever AK47. Kirilenko é um autêntico bloco de gelo que impede frequentemente os seus adversários de converterem cestos, aparentemente fáceis. Só para terem uma pequena noção da sua capacidade defensiva aqui ficam os números: média de 2.5 desarmes de lançamento por jogo na sua carreira na NBA. Na época de 2004-05 atingiu a média de 3.3 desarmes por jogo, enquanto que em 2005-06 “ficou-se” pelos 3.2 por jogo. Coisa pouca para um extremo…

Mas nem só na defesa brilha, já que apresenta médias constantes de pontos marcados por jogo – média de carreira NBA: 12.9 -, bem como de ressaltos conquistados – média de carreira NBA: 6.2 por jogo. É frequente vê-lo terminar contra-ataques com afundanços espectaculares, ou vê-lo ultrapassar os seus defesas com penetrações incisivas para o cesto.

No entanto, a última época não lhe correu de feição nos Utah Jazz, recebeu algumas críticas pelo rendimento que teve em muitos jogos e o seu nome foi frequentemente apontado como possível de ser incluído numa transferência de jogadores. Até agora nada aconteceu e o russo continua vinculado aos Jazz. Assim, Kirilenko parte para este Europeu determinado em provar que é capaz de reagir às críticas que recebeu e mostrar que continua a ser um dos melhores jogadores do Velho Continente. Agora, é esperar para ver…

 

As nossas duas escolhas que faltam vão para Linas Kleiza da Lituânia que este ano se destacou ao serviço dos Denver Nuggets, e também para Hedo Turkoglu, outro turco, que está de volta à selecção.


Euro 2007 – Os (nossos) favoritos

Agosto 27, 2007

Como se sabe, o factor História pode ser usado quase sempre para motivar. Ora porque nunca se ganhou e é desta. Ora porque já se ganhou muito e se parte com essa vantagem.

Os Gregos ganharam o Eurobasket 2005 em Belgrado e foram massacrados na final do Mundial do Japão. O currículo recente coloca-os na primeira linha da grelha de partida. Têm Dimitrios Diamantidis para defender e Theo Papaloukas para fazer jogar. Poderão ter um inspirado Spanoulis (o homem que carregou a equipa contra os EUA nas meias finais do Mundial). Irão certamente discutir um lugar na final.

A Espanha, campeã do Mundo, joga em casa e está a cilindrar adversários nos amistosos. O currículo dos espanhóis no Eurobasket é todavia uma faca de dois gumes – nenhuma vitória e cinco finais perdidas; quatro presenças consecutivas nas meias-finais,1999,2001,2003,2005 … Ainda que o curriculo não jogue, entrarão em campo Navarro,Gasol,Fernandez,Calderon…e com eles é quase seguro afirmar que estarão entre os quatro primeiros. Será tão seguro assim apostar numa vitória espanhola?

A França não tem currículo considerável em Mundiais e apenas no longínquo ano de 1949 chegou à final de um Europeu, perdendo-a. Porém nos dois últimos Eurobasket, atingiu as meias-finais. É Parker-dependente, mas como vai ter Parker, nunca se sabe….E além disso, tem também Boris Diaw.

Finalmente, três outsiders, Itália, Turquia e Alemanha, com três comandantes, Bargnani, Okur e Nowitzki, que claramente correm por fora da pista. A Itália já esteve em seis finais e ganhou duas, a Turquia apenas uma vez ficou entre os tres primeiros (2ºlugar em 2001) e a Alemanha foi a última nação finalista vencida. Nações com História e jogadores com qualidade, deverão bater-se com competitividade e poderão obviamente surpreender.

post script – No Europeu de Futebol de 1992, a Dinamarca, com muitos jogadores já de férias, substituiu a Jugoslávia, por ordem da UEFA. Foram campeões europeus. Ninguém apostaria um centavo neles. Em Basquetebol é porém mais dificil grandes surpresas. Neste Europeu poucos serão os que apontaram a Lituânia, a Rússia, a Sérvia e a Croácia como selcções a ter em conta…mas nunca se sabe.


Euro 2007 – RTP

Agosto 26, 2007

A RTP confirmou ao Seis25 que vai transmitir em directo e exclusivo todos os jogos da Selecção Nacional no Eurobasket na RTP2. Em caso de não qualificação de Portugal para a segunda fase do torneio está previsto que possam ser transmitidos alguns jogos de outras selecções. Estão igualmente garantidas a transmissão de uma meia-final e da final da competição.

Segundo a RTP, não será criado um magazine diário sobre o Euro2007 (pese embora esta hipotese não esteja ainda totalmente de parte, nomeadamente devido à possibilidade de o fazer na RTPN) , e existirão reportagens sobre os jogos nos diversos noticiarios.

Por outro lado, a SportTv referiu ao Seis25 não ter adquirido qualquer tipo de direitos de transmissão do evento.

O que acham deste «Serviço Público»?


Euro2007 – No desequilibrar está o ganho

Agosto 26, 2007

Belinelli, Marco – atirador furtivo

Itália, 21 anos, 1.96m

Quando no final do Verão de 2006 os Estados Unidos defrontaram a selecção italiana no Campeonato do Mundo disputado no Japão Belinelli decidiu mostrar que algo estava a mudar no basquetebol italiano: finalmente surgiam jogadores capazes de desequilibrar em ataque! Os 25 pontos que marcou nesse jogo foram o cartão-de-visita do outro lado do Atlântico já que passou a ser seguido com mais atenção por parte dos olheiros das equipas NBA, mas também pelos adeptos norte-americanos. No Campeonato do Mundo – a primeira prova oficial que disputava ao serviço da selecção italiana – averbou a média de 13,5 pontos por jogo e passou a ser a principal figura da sua equipa nacional.

Durante a época de 2006-07 Belinelli – melhor marcador da sua equipa na Euroliga – continuou a mostrar todo a sua capacidade ofensiva ao serviço do Climamio Bologna: lançamento exterior letal, muito bom no lançamento após drible, controla a bola relativamente bem e alia a estes factores uma excelente condição física que certamente lhe permitirá figurar entre os melhores quando começar a defender as cores dos Golden State Warrios, equipa que o escolheu na 18ª posição do draft de 2007.

Belinelli está determinado em conduzir a Itália a grandes feitos, e juntamente com A. Bargnani e D. Gallinari (infelizmente não vai participar no C. Europa devido a lesão) constituem um trio com capacidade para modificar os resultados do basquetebol italiano. Para já, conseguiram mudar o estilo de jogo: a selecção italiana sempre foi conotada como uma selecção muito defensiva, sem jogadores capazes de desequilibrar no 1×1, sem capacidade de improvisar. Mas com Belinelli e Bargnani a liderar a remodelada equipa italiana, é provável que os resultados comecem a surgir já este Verão.

 

Navarro, Juan C. – ‘La Bomba’

Espanha, 27 anos, 1.91m

Ao ver um jogo do Barcelona ou da selecção espanhola, facilmente se percebe porque razão Pau Gasol pretendia ter Juan Navarro a seu lado nos Memphis Grizzlies . A qualidade do seu lançamento exterior é incrível e Navarro, com toda a confiança que lhe é característica, não hesita na hora de lançar ao cesto. É a principal arma ofensiva do Barça – que este ano venceu a Taça do Rei – e na selecção espanhola forma com Pau Gasol uma das melhores duplas de sempre do basquetebol do país vizinho. Mas esta terá sido, por ventura, a última época em que Navarro brilhou com as cores ‘blaugranas’ já que a partir de Novembro passará a alinhar nos Memphis Grizzlies ao lado do seu companheiro de sempre: Pau Gasol.

Apesar do lançamento exterior ser a sua principal arma, Juan Carlos Navarro tem um vasto rol de soluções ofensivas e, apesar da sua aparente fragilidade física, é normal vê-lo em penetrações para o cesto, finalizando com algumas das suas imagens de marca: o lançamento em arco e o ‘traspiés’. Além disso tem grande facilidade em partir para o lançamento exterior, seja após passe ou a sair do drible. No entanto, para poder triunfar na NBA, Navarro terá de melhorar as suas capacidades defensivas, uma vez que terá de defrontar jogadores muito atléticos que lhe poderão causar grandes problemas.

Navarro tem estado ligado aos grandes sucessos que o basket espanhol tem alcançado nos últimos anos, e depois de ter conquistado o Campeonato do Mundo de Juniores, o Campeonato do Mundo de Séniores, ‘La bomba’ procura agora conquistar o título europeu para juntar mais um grande título á sua lista de troféus.

 

Papaloukas, Theodoros – o Deus grego

Grécia, 30 anos, 2.01m

É considerado um dos melhores atletas gregos da actualidade e juntamente com Diamantidis são as principais figuras da selecção grega que se irá apresentar em Espanha com o objectivo de revalidar o título de campeão da Europa.

Na selecção grega, Theos divide, normalmente, com Diamantidis e Spanoulis as posições 1 e 2, e destaca-se tanto a atacar o cesto como a passar a bola aos seus colegas, tornando-o num jogador versátil e muito difícil de marcar. As suas características passam pelo seu bom lançamento exterior, forte capacidade física que lhe permite penetrar para o cesto sem dificuldades, grande visão de jogo, capacidade de liderança e, como é normal dos gregos, grande capacidade de superação.

Papaloukas encontrou na Rússia e no CSKA de Moscovo o sítio ideal para se afirmar como um dos melhores jogadores da Europa, e há quem diga que apesar da qualidade de J.R. Holden e de M. Smodis, é Papaloukas a principal razão do sucesso da equipa moscovita. E neste caso, o sucesso não tem sido pouco: 5 campeonatos russos em 5 épocas e 3 presenças consecutivas na Final Four da Euroliga, vencendo a competição em 2005-06. Mas nem só pelo CSKA Papaloukas tem somado êxitos, já que liderou a Grécia até ao título europeu conquistado em 2005 na Sérvia, e no último Campeonato do Mundo os helénicos chegaram a Final – após derrotarem os EUA nas meias-finais – acabando por perder para a selecção espanhola. Além de todos estes troféus, Papaloukas não se fica por aqui: MVP da Final Four da Euroliga 2005-06, melhor jogador FIBA Europe em 2006, MVP Fase Regular da Euroliga 2006-07, membro do 5 ideal do Campeonato da Europa 2005, membro 5 ideal do Campeonato do Mundo 2006. Dado o seu carácter vencedor, de certeza que Papaloukas não quererá ficar por aqui no que a títulos diz respeito…

Também a ter em conta neste Campeonato da Europa há o jovem espanhol Rudy Fernandez, suplente de Navarro mas que quando entra em campo acrescenta sempre algo mais à sua equipa contribuindo com pontos, dinâmica e agressividade defensiva e enorme entrega e disponibilidade física. Além de Rudy destaque também para o , agora, russo J.R. Holden que faz da sua explosividade, e da capacidade de criar situações de lançamento, para si e para os seus colegas as principais armas do seu jogo.