Nas Filipinas, só se tiveres menos de 1,95m….

Setembro 28, 2007

 

Há coisas verdadeiramente inacreditáveis. Na primeira edição (nº123) de Agosto da Courier Internacional surge um artigo sobre o Basquetebol Filipino. Até aqui tudo bem, pese embora o inesperado tema da reportagem jornalistica. Mas o que tem de tão interessante o Basquetebol Filipino? O artigo foi originalmente publicado no Slate, um jornal nova-iorquino, e centra-se na proibição imposta pela Associação Filipina de Basquetebol (AFB) às equipas da Liga Filipina – não podem contratar jogadores estrangeiros com altura superior a 1,95m…Esta regra existe há muitos anos nas Filipinas e, segundo o artigo, surgiu de forma a impedir que existam grandes diferenças entre os atletas estrangeiros contratados e os nativos filipinos (um filipino alto têm 1,88m de altura…). Os dirigentes da Liga Filipina, que já ponderaram que o afundanço naquele país valha 3 pontos (palavra de honra que não estou a inventar), só nos últimos tempos conseguiram arranjar uma forma de medir a altura dos jogadores evitando as naturais tentativas de batota: os jogadores são deitados no chão com um dirigente em cima dos joelhos e outro a prender-lhe os ombros…..(a foto à vossa esquerda é antiga, e há relatos de jogadores que com este método se faziam de marrecos para poderem conseguir um lugar na Liga e de outros que consultavam pseudo-especialistas para poderem encolher durante a altura das medições!!!!)

Vejam o artigo total, em inglês, aqui

 


Wilt Chamberlain – O senhor 100

Setembro 27, 2007

Wilt Chamberlain é considerado por muitos como o melhor poste de sempre da NBA. Outros consideram-no o melhor jogador de sempre. Como é difícil e injusto comparar jogadores de diferentes eras, ficamo-nos por considerar Chamberlain como um dos melhores jogadores de sempre, e um dos mais incríveis dominadores deste jogo.

A sua façanha mais conhecida é a de ter marcado 100 pontos num único jogo. Aconteceu no dia 2 de Março de 1962 quando a sua equipa dos Philadelphia Warriors derrotou os New York Knicks. No entanto, Wilt estabeleceu inúmeros recordes, e marcas que parecem inultrapassáveis por qualquer jogador. Assim, na época de 1961-62 (a tal do jogo dos 100 pontos) obteve as médias de 50.4 pontos e 25.7 ressaltos por jogo. No entanto não se ficou por aqui, e na época seguinte alcançou as médias de 44.8 pontos e 24.3 ressaltos por jogo. No entanto, fica o registo de que foi na época de 1960-61 que obteve a melhor média de ressaltos de sempre: 27.2 por jogo.

Wilt sagrou-se duas vezes campeão da NBA, e as disputas com Bill Russel eram um dos grandes atractivos do basket de então. Veio a falecer no dia 12 de Outubro de 1999 devido a problemas cardíacos. O seu legado continua bem vivo e Wilt Chamberlain será etenamente recordado como um dos melhores jogadores de sempre!


Mãe-Europa ou a segunda casa para se ser feliz?

Setembro 25, 2007

Por que razão quererão alguns jogadores da NBA vir jogar para a Europa? Deixando de lado a tão falada vertente financeira alguns jogadores de qualidade elevada têm mercado e preferência na Europa do Basquetebol. O que os levará a pensar que aqui podem ser felizes e crescerem como jogadores? Qual a vossa opinião?

  • Kirilenko revelou que abrir mão de cerca de 63 milhões de dólares para deixar de jogar em Utah não lhe custará muito: “Quero fazer o que gosto, e acho que as emoções que tive com a seleção me deixam com a impressão de que vale a pena voltar para a Rússia e jogar para os torcedores de lá.Quero ir para algum lugar que precise de mim, e acho que é assim no meu país. Mas não posso excluir alguns clubes europeus.”..Podem igualmente dar uma olhadela à peça do ressalto
  • Anderson Varejão , jogador brasileiro que como sabem actuou em Cleveland na época transacta está disposto a trocar a NBA por Espanha segundo AMARCA, podem ver aqui
  • Jasikevicius tem Barcelona , Panathinaikos e Olympiacos na sua corrida depois de ter rescindido por mútuo acordo com os Golden State…ver aqui

As escolhas do Treinador

Setembro 23, 2007

CoachÉ certo e sabido que um Treinador se debate com um sem número de escolhas ao longo da sua carreira. Muitas vezes, o tiro sai ao lado do alvo, e as críticas costumam acompanhar sempre o seu trabalho. Normalmente, o seu trabalho só é noticiado quando os resultados não são positivos, já que quando as vitórias aparecem, o mérito costuma recair, quase invariavelmente, nos jogadores. Assim, as suas escolhas e decisões têm de ser bem ponderadas por forma a tentar alcançar o melhor dos seus atletas. Uma das primeiras escolhas que um Treinador tem de fazer, surge ainda antes da época começar. E, uma vez que as competições ainda não se principiaram, parece-nos oportuno lançar esta questão:

  • O que escolher: um modelo de jogo para um plantel, ou um plantel para um modelo de jogo?

Gostávamos de saber as vossas opiniões, por isso, deixem ficar o vosso comentário!


Cátia Lírio – A entrevista

Setembro 21, 2007

Começa hoje uma nova ‘rubrica’ no Seis25. É um espaço destinado a dar a palavra às jovens promessas do nosso basket: jogadores e treinadores. No entanto, também tentaremos dar a visão de outros intervenientes, como são os árbitros, dirigentes, jornalistas, etc.

A primeira entrevista foi feita a uma das maiores promessas do basquetebol feminino português, Cátia Lírio. Nesta série de perguntas e respostas mostrou uma maturidade acima da média, demonstrando que tem os pés bem assentes no chão e que está consciente das dificuldades que terá de ultrapassar para atingir os seus objectivos, tanto no basket como na sua vida em geral.

Cátia, actualmente és uma das principais figuras do basquetebol feminino em Portugal. No entanto, tiveste de trabalhar muito até chegares onde estás. O que queremos saber foi como tudo começou: como chegaste ao basket, e quem te levou a experimentar esta modalidade?

Quando era mais nova e andava no infantário o meu passatempo preferido era jogar futebol com os rapazes. Tinha um gosto especial por esta modalidade, pelo que pedi aos meus Pais para me porem a treinar num clube. Escusado será dizer que não fui muito bem sucedida na satisfação deste meu desejo, pois os meus Pais entendiam que o futebol não era propriamente o desporto mais adequado para meninas. Bem, mas o ‘bichinho’ do desporto mantinha-se e então tentei novamente a minha sorte e pedi-lhes que em alternativa me pusessem no basket. Não sei muito bem como surgiu a ideia de jogar basket, mas o que é certo é que comecei a jogar no FC Gaia aos 9 anos. Estive lá uma época, entretanto parei e, mais tarde, fui convidada para ir para o Coimbrões onde estou há já 5 épocas e pouco.

Cátia_L�rio.02Desde então tem sido sempre a subir e este ano quase nem tiveste férias. Primeiro foi o Europeu de Sub18, depois o de Sub20 e mais recentemente a Fase de Apuramento já com a Selecção Sénior. Como encaras tudo isto e quais as principais diferenças e dificuldades que encontras de escalão para escalão?

Para mim as chamadas às Selecções funcionam como um ‘complemento vitamínico’ – não só aumentam o meu índice de confiança como reforçam a minha vontade de fazer sempre mais e melhor. No fundo, considero-as como um prémio resultante do trabalho que vou desenvolvendo ao longo do ano.

As principais diferenças que encontrei de escalão para escalão foram precisamente no grau de dificuldade que o próprio escalão apresenta em termos de competição/adversários. No fundo não encarei esse facto como uma dificuldade, mas apenas como mais um obstáculo a ser ultrapassado.

Esta não foi a primeira vez que foste convocada para a Selecção Sénior. Como reagiste quando foste convocada para participar nos Jogos da Lusofonia 2006 em Macau? Eras júnior de primeiro ano, a tua equipa sénior nem competia na Liga Feminina e és chamada para integrar um grupo em que estavam algumas das melhores jogadoras portuguesas…

A ambição de qualquer atleta é ser chamada à Selecção Nacional e, claro, eu não sou excepção. A Selecção Sénior é o topo quase inatingível e a minha chamada foi uma surpresa total. Não me é possível descrever o que senti. Para além da responsabilidade que recaía sobre mim, pois se tenho vindo a trabalhar para ir conquistando um lugar nas doze melhores atletas do meu escalão, eu teria que ser muito mais exigente comigo para merecer a confiança que depositaram em mim em representar a Selecção A.

Estiveste integrada nos trabalhos do Centro de Alto Rendimento. Sentes que essa experiência fez-te crescer mais como jogadora ou como pessoa?

O período que estive no CAR (3 anos) foi sem dúvida algo muito enriquecedor a todos os níveis. Se por um lado não é fácil aos 15 anos afastar-nos, ainda que só 5 dias por semana, da nossa família, da nossa casa e dos nossos amigos, a distância que nos separa de tudo isto ajuda-nos a sedimentar a formação que vamos recebendo ao longo da nossa vida. Em termos emocionais fui sabendo controlar esta situação, pois para além de ter sempre o apoio dos meus Pais encarei este facto como uma oportunidade de evoluir e as oportunidades não se devem desperdiçar.

Como jogadora? Tenho a certeza que a minha evolução estaria muito aquém se eu não tivesse ido para o CAR. O grau de exigência é muito grande, a forma como nos trabalham não tem comparação possível com o tipo de treinos que temos nos clubes. Emocional e fisicamente temos que estar preparados para treinos diários e, por vezes, bi-diários, temos que saber conciliar os treinos/jogos com a nossa vida escolar e os momentos de lazer que também nos são proporcionados.

Em suma, foi uma experiência muito, muito positiva em todos os aspectos; em momento algum me arrependi de ter aceite o convite para integrar o CAR Jamor.

Falemos agora um pouco sobre o teu futuro: na próxima época vais continuar a representar o Coimbrões, ou pensas mudar-te para um clube que participe na Liga Feminina?

Atendendo que cada dia que passa tenho de fazer sempre melhor, o meu objectivo é representar um clube que participe na Liga Feminina uma vez que apresenta um campeonato mais competitivo e que me vai obrigar a trabalhar muito mais para poder ultrapassar as dificuldades evidentes desse mesmo campeonato. Mas como todas as coisas boas da vida são aquelas que se conseguem quando se ‘molha’ a camisola, creio que é a opção certa.

Falou-se que era uma forte possibilidade a tua mudança para os Estados Unidos para estudares e jogares numa Universidade de lá. A mudanç foi cancelada ou simplesmente adiada? É um objectivo teu estudar e competir nos EUA?

Efectivamente no decorrer deste ano abordaram-me com a possibilidade de ir estudar e jogar para os EUA. Devo confessar que inicialmente fiquei um pouco assustada com a ideia. No entanto, depois de reflectir e falar com algumas pessas que já viveram essa experiência, posso dizer que há a possibilidade de vir a aceitar o convite, pois considero-o enriquecedor a todos os níveis e poderá ser uma boa oportunidade para me ajudar a crescer, não só como atleta, mas também como pessoa. Será mais um medir de forças e um teste à minha capacidade de adaptação e evolução, mas o estar longe da família e dos amigos é um pouco doloroso.

Em suma, não posso dizer que a mudança para os EUA foi cancelada ou simplesmente adiada, posso dizer apenas que quero viver um dia de cada vez e que as oportunidades vão surgindo naturalmente. Se para o ano ou daqui a dois anos, não sei, as coisas se proporcionarem talvez quem sabe, vá até ao outro lado do Atlântico. Neste momento essa possibilidade está em aberto.

Que lugar tem o basket no teu futuro? Estás apostada em seguir uma carreira profissional nesta modalidade, possivelmente no estrangeiro, ou a tua formação académica é mais importante?

As coisas vão surgindo naturalmente e as oportunidades vão-se agarrando conforme as nossas possibilidade e disponibilidades. As minhas opções em relação ao basquetebol vão ter sempre em conta a minha vida académica pois, hoje em dia, nada se consegue na vida sem um curso superior, mas é claro que ambiciono chegar o mais longe possível desde que consiga concilar os estudos com a prática desportiva.

Cátia_L�rio.01Como vês o basquetebol feminino em Portugal? Qual a tua opinião sobre o seu potencial de crescimento no nosso país?

Relativamente ao basquetebol feminino no nosso país penso que está cada vez mais ‘pobre’. Na minha opinião estamos a perder qualidade de ano para ano, as jogadoras que mais alegria e espectáculo davam nos nossos pavilhões estão cada vez mais a ir para fora, principalmente para Espanha onde encontram uma maior competitividade e melhores condições de trabalho.

Acerca do crescimento, penso que se continuarmos a ver as nossas melhores jogadoras partirem, daqui a alguns anos os amantes do basquetebol feminino desinteressar-se-ão totalmente da modalidade tal é a ‘pobreza’ do mesmo. Para contrariar o que está a acontecer de ano para ano os clubes deveriam apostar cada vez mais numa boa formação e começar a pensar em melhorar as condições de trabalho para assim conseguir manter as suas jogadoras.

Com tanto tempo dedicado ao basket (treinos, jogos, estágios, viagens, torneios) como aproveitas o pouco tempo livre que tens?

As poucas férias que tenho são aproveitadas para descansar e estar com os amigos. Confesso que os dois primeiros dias são sempre passados em casa a descansar e a relaxar, e os restantes dias aproveito para me encontrar com os meus amigos, ir ao cinema, etc.

Tens algum ídolo ou referência no basquetebol?

Tenho alguns jogadores de quem gosto mais sinceramente não tenho um ídolo. Como referência tenho todos os atletas que praticam basquetebol com qualidade e que me servem como exemplo a seguir.

Sentes que começas a ser uma referência para as jovens que jogam basket no Coimbrões? Queres deixar alguma mensagem para elas e para todas as que se estão a iniciar nesta modalidade?

Acho que ainda não posso ser considerada uma referência. Para já ainda é cedo para ser reconhecida pelos mais novos….ainda tenho muito que aprender mas, quem sabe um dia não venha a ser um exemplo de atleta que os mais novos queiram seguir! Mas para isso é necessário continuar a trabalhar.

A mensagem que gostaria de passar a todas as atletas que ambicionam ir a uma selecção, seja ditsrital ou nacional, é de que nada se consegue sem dedicação e espírito de sacrifício. A ambição, a força, a humildade e a mentalidade de querer ser sempre melhor devem fazer parte da personalidade de qualquer atleta, quer seja atleta de selecção ou de um mero clube. Todas estas pequenas mas grandes coisas colocar-nos-ão no caminho certo…é só esperar que tudo isto seja reconhecido. Nunca desistam dos vossos sonhos e objectivos e nunca se esqueçam que é mais fácil esperar do que desistir!!


Michael Jordan – ‘His Airness’

Setembro 20, 2007

Pouco se pode escrever sobre aquele que é por muitos considerado como o Melhor Jogador de sempre de basquetebol. Michael Jordan não é o jogador com mais títulos conquistados, não é o melhor marcador de sempre da NBA, não é o jogador com mais títulos defensivos, mas na hora de escolher o melhor de sempre, a resposta é quase imediata: Michael Jordan.

Muitas noites passadas em frente à televisão a ver jogar os Bulls de Chicago, só para aprender com o número 23. Vê-lo a fazer um ‘fade-away’ e tentar imitar no dia seguinte. Ver a forma como recuperava a bola, para no próximo treino tentar imitar a sua astúcia. Vê-lo a voar…e imaginar que um dia, conseguiria fazer metade daquilo. Ver a forma como assumia o jogo naturalmente, e levava a equipa às costas.

Este ano, estava num café na praia e ouvi umas pessoas que estavam na mesa ao lado a falar um pouco alto. Um deles devia morar em França, e estava a perguntar ao outro – que devia ter à volta dos 8 anos de idade – se conhecia o Tony Parker. O miúdo de 8 anos disse que não. Jogadores de basket, só conhecia o Jordan…De certeza que nunca o viu jogar, de certeza que nunca jogou basket, mas o único jogador de basket que conhece é o Michael Jordan…

Hoje em dia, Jordan é quase um mito para muitos jovens. Esta nova geração não teve a oportunidade de ver jogar o melhor de sempre. Mas para mim, continua a ser o Air Jordan, aquele que com mais de 40º de febre entra dentro de campo, e praticamente resolve o campeonato a favor dos Bulls! Na altura, o quinto da equipa que encantou durante os anos 90! Para mim, continua a ser o homem que no ano seguinte, ao ver o seu colega Scottie Pippen com espasmos nas costas durante o jogo 6 das Finais, levou praticamente sozinho a equipa de Chicago ao seu último título!

Em relação a Jordan, pouco há a dizer. As imagens falam por si! Para quem nunca o viu jogar, deixo um aviso sério: arranjem cassetes, dvds, o que quiserem, mas vejam His Airness jogar…Vale a pena o tempo investido!

Fica um vídeo, com a música que muitos associam a MJ.


Os anéis vão para Phoenix

Setembro 18, 2007

Phoenix MercuryPela primeira vez na história da WNBA, as Phoenix Mercury sagraram-se campeãs! Pela primeira vez na história da WNBA uma equipa sagrou-se campeã ‘fora de portas’.

O feito das Mercury merece ainda mais realce, se constatarmos que na última época nem aos Playoff foram. Aliás, desde 2000 que a equipa do Arizona não atingia a segunda fase da competição! No entanto, este ano tudo foi diferente: a equipa conseguiu fazer valer o seu tremendo potencial ofensivo – lideradas por Diana Taurasi, Penny Taylor e Cappie Pondexter – mostrando que afinal, o ataque também ganha campeonatos, e mostraram a sua superioridade durante a Fase Regular, e também durante os Playoff, onde na final derrotaram as campeãs em título, as Detroit Shock.

No último jogo, à imagem do que acontecera nos restantes jogos destas Finals, não foi Diana Taurasi a assumir o protagonismo. Ela que era vista como a imagem das Phoenix Mercury, e uma das principais referências do basquetebol norte-americano, viu a sua colega de equipa Cappie Pondexter a marcar ponto atrás de ponto, até conduzir as Mercury ao título. Pondexter foi assim eleita como a MVP das Finals, prémio mais do que merecido pelo seu desempenho nestes cinco jogos.

Para a história fica o primeiro título da equipa de Phoenix, e quem sabe, a primeira grande aparição de um trio de jogadoras que pode marcar o futuro próximo da WNBA: Taurasi, Taylor e Pondexter.