Assim fica difícil…

Fevereiro 28, 2008

Não sei se os vídeos aqui expostos ajudam a explicar um bocadinho o estado de espírito da equipa nova-iorquina que compete na NBA, os New York Knicks. Mas se não o fazem, para lá caminham!

Dois grandes momentos de Zach Randolph (se bem que a expressão do Isiah também seja valiosa)  e Jamal Crawford retirados de dois jogos desta semana! Para ver e apreciar…

PS – João, desculpa aí focar assim a tua equipa!

Anúncios

Faleceu Mike Plowden

Fevereiro 28, 2008

Retirado do site da FPB “Mike Plowden, uma das mais inquestionáveis referências da nossa modalidade, faleceu ontem. De origem norte-americana, naturalizou-se português e representou a Selecção Nacional em 61 jogos. Foi, também, jogador do Barreirense, do Juventude de Évora, do Benfica e Atlético. Dedicou a sua vida ao basquetebol e acabou por falecer dentro de campo, enquanto dava um treino ao Quintajense (equipa onde joga o seu filho), no Pavilhão do Pinhalnovense. Uma grande tristeza para a família do basquetebol, e para todos os que tiveram ocasião de o conhecer. Deixou-nos aos 49 anos, mas o seu sorriso não será esquecido.”

As nossas sinceras condolências a familiares e amigos de uma das maiores referências do basquetebol em Portugal. 


A falar nos entendemos

Fevereiro 26, 2008

Que o basquetebol nacional passa por momentos conturbados, todos sabemos. Que a actual Liga de Profissional tem pouco, também todos sabemos. Que o actual sistema competitivo não é o ideal, também qualquer um percebe. No entanto, há que reconhecer mérito a quem tenta mudar algo que seja, no sentido de melhorar o que está mal.

Portugal

E se já fomos bastante críticos com Paulo Mamede e a sua direcção quando apresentaram uma proposta ridícula à Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), cabe-nos agora elogiar a actual direcção da Liga de Clube de Basquetebol (LCB) e o seu máximo dirigente já que têm tentado ouvir aquilo que os principais intervenientes têm a dizer sobre o panorama do basquetebol em Portugal, e qual o contributo que poderão dar para melhorar o mesmo: primeiro foi a vez de ouvir os jogadores, pela voz de Alexandre Pires, o presidente da Associação de Jogadores de Basquetebol (AJB). Neste fim-de-semana de jornada concentrada em Cantanhede foi a vez da LCB se reunir com a Associação Nacional de Juízes de Basquetebol (ANJB), tendo os presidentes de ambas organizações debatido o estado do basquetebol em nacional e o que se poderá fazer para melhorar no futuro.

Esta estratégia de Paulo Mamede e restante direcção da LCB é de louvar, já que procuram saber qual a opinião dos principais intervenientes do jogo, aqueles que durante a semana trabalham para melhorar e que tentam oferecer bons espectáculos aos poucos que se dirigem aos pavilhões ao fim-de-semana.

Resta à direcção da LCB continuar com esta estratégia já que todos somos poucos para ajudar a melhorar o que vai mal. No entanto, falta aos dirigentes da Liga de Clubes dialogarem com os dirigentes da FPB e com os clubes que competem nos campeonatos organizados pela Federação. Essas sim serão reuniões essenciais, porque isto não vai lá com propostas de acordo que apenas satisfazem uma das partes envolvidas.


Depressa e bem há alguém?

Fevereiro 24, 2008

Fundamentals Por não ser a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que vejo algo com o qual discordo plenamente em jogos de escalões de iniciação e por saber que não vai ser a ante-penúltima, nem a penúltima e muito menos a última vez que tal irá acontecer, escrevem-se estas linhas na inocente esperança de que este texto consiga mudar um pouco que seja algumas mentalidades. O texto não pretende ser uma prova irrefutável do que é o certo e o errado. É apenas resultado de uma opinião pessoal, que não sei se é a certa ou a errada, mas sei que é a minha.

O processo de formação de um jogador de basket é um longo caminho e divide-se por várias etapas, que na minha opinião, devem obedecer a uma progressão constante e bem fundamentada, nunca ‘queimando etapas’ para que se alcancem resultados no boletim de jogo. 

Um fundamento é algo essencial que está na base de um determinado sistema. Portanto, e partindo do pressuposto que os jovens praticantes têm a capacidade física para correr e saltar correctamente, parece bastante claro que os fundamentos básicos do jogo devem ser o ponto de partida no treino de atletas jovens. Ensinar a passar e a driblar para se poder progredir no campo, e ensinar a lançar correctamente é um processo que de breve tem muito pouco! À medida que estes três fundamentos se vão consolidando, outros fundamentos básicos terão de ser introduzidos de forma natural – jogo sem bola, leitura de jogo, aspectos da defesa individual, etc. 

Quando estes gestos técnicos são mal ensinados inúmeras serão as dificuldades que os atletas irão sentir no seu futuro enquanto aspirantes a jogadores de basquetebol. E, infelizmente, muitas vezes se nota que o ensino destes fundamentos é negligenciado já que os aspirantes a treinadores são muitas vezes atacados por uma febre de querer avançar sem que a base esteja bem consolidada. Na minha opinião é: Erro grave!

Tenho grandes dificuldades em conseguir perceber como alguns aspirantes a treinadores colocam os seus atletas que se estão a iniciar no jogo (e que mal sabem driblar, passar e lançar) a realizarem bloqueios indirectos para conseguirem receber a bola! Qual o objectivo? Retirar-lhes a capacidade individual de fugirem ao seu defesa pessoal? Dito de outra forma, retirar-lhes a capacidade de jogarem 1×1 sem bola? Mas porquê se o 1×1 é, muito provavelmente, a forma mais utilizada para se conseguir marcar pontos em qualquer escalão – de minis a séniores?

Marionete

Para quê ter nos iniciados jogadas usadas nos séniores? Para retirar liberdade de movimentos, leitura de jogo, criatividade e capacidade de jogar 1×1 e 2×2 aos nossos atletas? Qual o interesse disso mesmo? O interesse devia ser ensinar o jogo e dar-lhes a capacidade de decidir qual a melhor opção para cada momento e não fazer dos jogadores marionetes controladas pelo treinador. As jogadas ‘planeadas’ asfixiam tudo o que foi acima mencionado: liberdade de movimentos, leitura de jogo, criatividade e capacidade de jogar 1×1 e 2×2. 

Na minha opinião esta forma de ensino vai contra o que se pretende que seja uma evolução gradual e baseada em aspectos técnicos essenciais a qualquer pretendente a jogador de basket. ‘Desensinar’ a jogar 1×1 com e sem bola, permitir que na defesa os nossos atletas estejam enfiados na área restritiva à espera que os adversários lancem de fora (probabilidade mais do que reduzida de conseguir ter sucesso), não proporcionar situações que incentivem à leitura do jogo, não dar liberdade de decisão aos jogadores…É assim que se formam ‘jogadores’ em Portugal? É assim que se pretende continuar?

Infelizmente, acho que a resposta às duas últimas perguntas é a mesma: Sim! E enquanto a maioria dos treinadores continuar preocupado com as vitórias no boletim e no marcador, algo continuará a faltar! Claro que ganhar sabe sempre bem…mas é a vitória num jogo ou campeonato o preço certo a pagar pela ausência daqueles aspectos técnicos referidos ao longo do texto? Eu continuo a pensar da mesma forma: Não!! E quem paga a factura deste tipo de pensamentos? Aqueles que menos culpa têm: os jogadores!


Setembro de Leste

Fevereiro 21, 2008

O sorteio ditou que Portugal ficasse inserido num grupo de quatro equipas tendo de defrontar os estados bálticos da Letónia e da Estónia e ainda a ex-província jugoslava da Macedónia. Decerto já saberão que se qualificam os quatro primeiros classificados de cada grupo e ainda os três melhores segundos classificados. Estas sete formações juntar-se-ão a Polónia (organizadora), Rússia, Espanha, Croácia, Eslovénia,Lituânia, Grécia e Alemanha , qualificadas directamente para a prova.

Portugal inicia a campanha recebendo a Estónia a 3 de Setembro. Posteriormente faz uma digressão ao leste, batendo-se com a Macedónia a 6 de Setembro, com a Letónia a 10 de Setembro e com a Estónia a 13 de Setembro. Os dois últimos jogos acontecerão em solo luso, o que é importante. A 17 de Setembro recebemos a Macedónia e a 20 finalizamos o grupo com a Letónia.

A Letónia de Biedrins e Janicenoks, será à partida, a nossa mais forte concorrente à qualificação – lembram-se certamente de que os batemos no último europeu, 77-67 , e de que perdemos com eles por duas vezes nas qualificações para o Eurobasket 2005. Presentes nos últimos quatro europeus, a Letónia não foi além, no passado recente, de um oitavo lugar (em 2001) tendo atingido o 13ºlugar nos últimos três campeonatos. Todavia, no longínquo ano de 1935, sagraram-se campeões europeus!

A Macedónia, tal como nós, só esteve presente numa fase final, em 1999, tendo-se ficado por um 13ºlugar sem ter conseguido vencer qualquer partida. Uma selecção que traz boas recordações a Portugal, já que foi com uma vitória sobre os macedónios (108-90) que conseguimos a qualificação histórica para o Eurobasket 2007. Perdemos o outro jogo de qualificação, no encontro que disputámos fora de casa. Serão decerto decisivos os jogos com esta nação nascida do desmembramento da Jugoslávia. Se nos queremos qualificar teremos de parar Vrbica Stepanov , Ryan Stack e companheiros.

Finalmente, a Estónia, teoricamente a selecção mais fraca do grupo. Esteve igualmente no Eurobasket 2001, tendo alcançado um 14ºlugar. No passado recente o registo resume-se a esta presença. Na última qualificação os estónios venceram apenas dois jogos, ainda que um deles tenha sido frente à Croácia, em casa e por um ponto. Na mesma qualificação defrontaram a Letónia tendo perdido os dois jogos, um deles por 30 pts. Valmo Kriisa e Tanel Tein serão as suas figuras de proa. Vencer os dois jogos perante esta nação do Báltico é assim um imperativo para poder estar na Polónia no verão de 2009.

Até Setembro!


NBA – Where amazing happens

Fevereiro 18, 2008

Se calhar o mais acertado nesta altura do ano seria falarmos do All-Star Weekend: a exibição de Lebron James, o novo recorde de Chris Paul, as excelentes prestações de Jason Kapono e Deron Williams nos respectivos concursos, a originalidade e excelência física que Dwight Howard e Gerald Green trouxeram para o concurso de afundanços deste ano e que tinha vindo a falhar nas últimas edições.

No entanto preferimos dar atenção a algo que se passou em Houston no Dia de S. Valentim deste ano! Em traços gerais: um indivíduo do sexo masculino – apreciador do romantismo e de humilhações históricas – viu o seu pedido de casamento ser rejeitado durante um desconto de tempo de um jogo dos Houston Rockets transmitido pela TV nacional e em que o pavilhão estava lotado. Ups…

No meio de tudo isto o Sr. Rejeitado lá conseguiu deixar T-Mac muito bem disposto, e foi reconfortado pela mascote dos Rockets. Além disso, enquanto saía do recinto de jogo beneficiou (muito provavelmente) da famosa solidariedade masculina e já tinha na sua posse um copo de cerveja para afogar as mágoas.

Houston, we have a problem…


Propostas indecentes…

Fevereiro 17, 2008

LCB

Ao passar os olhos no site da LCB encontra-se uma notícia sobre uma, interessante, proposta de acordo sugerida pela LCB à FPB. Ora, segundo essa proposta de acordo “no final da presente época (2007/08), os oito clubes do Campeonato da Liga e as equipas classificadas nos 1º e 2º lugares da competição não profissional imediatamente inferior devem exercer o seu direito desportivo, candidatando-se à participação nas competições profissionais da época desportiva seguinte.”

Acrescenta-se ainda que “a partir da próxima temporada (2008/09 e seguintes), a mesma obrigação de exercer o direito desportivo seja válida para as dez formações do Campeonato da Liga e para os dois emblemas finalistas da competição não profissional imediatamente inferior.” Assim, parece que o objectivo da LCB será ter em competição na época 2014/2015 nada mais nada menos que 22 equipas. Já que nenhuma pode ‘descer de divisão’ e as finalistas da competição imediatamente inferior têm o ‘direito obrigatório’ de se inscreverem na LCB…Ou nas contas dos responsáveis da Liga já entram os projectos que terão de ficar pelo caminho dado não terem condições de suportar o profissionalismo?

E o que acontecerá a quem não pretender exercer esse seu direito? Segundo a proposta “a não candidatura aos Campeonatos da Liga pelos clubes titulares do direito desportivo equivale à desistência de qualquer competição desportiva desenvolvida no âmbito da Federação Portuguesa de Basquetebol, com a consequente despromoção ao escalão competitivo mais baixo existente na modalidade.”

FPBPortanto, o que agora é um direito, pretende-se que passe a ser um dever. E a consequência para quem não exercer esse ‘direito’ será a despromoção automática à última divisão do basquetebol nacional. É possível obrigar-se um clube que não tenha uma estrutura profissional, que não tenha apoios adequados para se aventurar no profissionalismo a seguir este caminho? Dão-se dois meses e meio aos dirigentes (não profissionais) para montarem toda uma estrutura profissional sustentável que perdure mais do que dois anos? É isto adequado à realidade que se vive em Portugal?

Não vamos sequer trazer para este texto os casos extintos de Aveiro Basket, Leiria Basket e Santarém Basket. Referimos antes o exemplo do Basket de Almada, um dos finalistas do II Campeonato da Proliga, que apresentava um plantel interessante em termos de qualidade, mas que por não ter um projecto sustentado vive agora na CNB1, não aguentando as exigências crescentes da Proliga.

E serve este exemplo para quê? Para referir que se isto aconteceu num campeonato sem exigências financeiras consideráveis, num campeonato não profissional, onde não existem salários mínimos, o que será das equipas que se vejam obrigadas a participar no Campeonato da LCB? Duram um ano? Dois? Põem em causa toda a existência de um clube? Pois…Isto de obrigar alguém a aventurar-se em algo para o qual não está preparado tem muito que se lhe diga…

Na cidade-berço mora um clube que parece caminhar de forma segura, dando pequenos passos até chegar a um nível que lhe permita abraçar outros voos. No entanto, no passado Verão muito se falou sobre as tentativas de ‘sedução’ por parte da LCB para que o clube vimaranense integrasse os quadros da Liga Profissional. Muito bem fez o Vitória em permanecer na Proliga, crescendo progressivamente, conquistando adeptos, levando mais gente para o basquetebol e demonstrando que está no basquetebol de uma forma responsável e não pretende colocar a carroça à frente dos bois. Esta atitude ponderada deixará de ser possível caso a proposta da LCB seja aceite.

E o que acontecerá caso um clube da Proliga que não esteja minimamente interessado em assumir o profissionalismo se qualifique para as Meias-Finais da competição em que participa? Irá perder propositadamente? Ou joga para ganhar como sempre, e depois tentará safar-se mês após mês de ter uma corda a apertar a garganta? É engraçado imaginar um jogo entre duas equipas nas Meias-Finais que não queiram de modo algum enveredar pelo profissionalismo!

Não podemos no entanto tirar o mérito a esta direcção da LCB já que tem tentado várias abordagens para aumentar o número de equipas inscritas na sua competição: primeiro reduzem as exigências orçamentais, depois tentam transformar um direito num dever! A primeira parece adequada e acertada, a segunda……enfim! 

Para finalizar fica uma curta definição de ‘Direito’ retirada da Nova Enciclopédia Larousse, e que vai um bocadinho contra aquilo que a LCB pretende pôr em prática: Direito – s. masc; Faculdade de realizar ou não algo, de exigir algo de outrem, em virtude de regras reconhecidas, individuais ou colectivas; poder, autorização.