Kansas – os novos campeões

Chalmers

Final emocionante! Na madrugada de ontem as equipas de Memphis e Kansas proporcionaram um jogo empolgante, nem sempre bem jogado mas sempre equilibrado, com um cesto ‘salvador’ de Mario Chalmers que o elevou à condição de herói e que permitiu aos Jayhawks empatarem o jogo e ir a prolongamento. No tempo-extra os de Kansas foram mais fortes, sagrando-se os novos campeões da NCAA!

Desde a bola ao ar que o jogo foi marcado pelo equilíbrio. Kansas procurava o seu jogo interior, e foi a partir desse ponto que conseguiu criar inúmeras situações de vantagem: Darrell Arthur e Darnell Jackson acumulavam pontos e ressaltos. Defensivamente conseguiram tirar Derrick Rose do jogo, e a produção ofensiva de Memphis devia-se aos seus lançamentos exteriores, de média e longa distância, já que Kansas dominava as tabelas e o jogo interior nos dois lados do campo!

Final

Derrick Rose não estava a conseguir pegar no jogo de Memphis. Aliás, pouco agressivo do ponto de vista ofensivo, não atacando o cesto, não procurando penetrar para lançar ou assistir os seus colegas, como tão bem vinha fazendo ao longo do torneio, fazia com que nos perguntássemos se ainda estaria a ser afectado pelo efeito das gomas? Além disso, John Calipari ia insistindo num erro estratégico, e Derrick Rose continuava a não poder explorar aquilo em que é extremamente forte: ganhar vantagem sobre o seu defensor directo. Ao invés, recorria excessivamente a situações de 2×2 através de bloqueios directos, jogada através da qual raramente conseguiram ter sucesso!

Kansas conseguia assim retirar do jogo o melhor base do país, mas ia sendo Chris Douglas-Roberts a assumir o protagonismo na equipa de Memphis, e talvez por isso Bill Self tenha dito aos seus homens para passarem a defender box-and-one, sendo Douglas-Roberts o homem a receber atenções especiais por parte da defesa. Mas esta mudança defensiva de Kansas, fez com que Derrick Rose, finalmente, aparecesse no jogo, e por isso Bill Self rapidamente voltou à defesa Homem-a-Homem.

CDR

O jogo mantinha-se equilibrado, mas Memphis, agora com Derrick Rose mais ofensivo, conseguiu criar uma vantagem de 7 pontos que foi mantendo e gerindo. Quando faltavam 2 minutos para acabar o jogo, Kansas perdia por 9 pontos de diferença, e parecia que estava encontrado o novo campeão! No entanto, após um desconto de tempo os Jayhawks marcam dois pontos, fazem um roubo-de-bola e convertem um triplo. De repente o jogo estava a 4 pontos. E aqui, os comandados de Bill Self recorreram às faltas: paravam o relógio e mandavam para a linha de lance livre os rapazes de Memphis – a linha de lance-livre era um dos pontos fracos desta equipa. Os de Memphis apenas tinham de manter a calma, passar a bola para o tempo correr, e quando fossem para a linha…não podiam falhar! Chris Douglas-Roberts quis assumir o jogo…mas correu-lhe mal! Falhou lances-livres decisivos, e os de Kansas começaram a acreditar. 

Bill Self

Kansas tinha a última posse de bola e perdia por 3 pontos! E foi aí que Mario Chalmers apareceu para se tornar o herói desta final, e o novo ídolo no Campus! Recebeu a bola, e mesmo com Derrick Rose a fazer tudo o que podia para contestar o lançamento, Chalmers conseguiu converter o triplo e levar o jogo para prolongamento! No final do tempo regulamentar vê-se John Calipari perguntar aos seus jogadores porque não fizeram falta sobre os de Memphis, e essa seria a ‘opção lógica’, mas parece que os Tigers não se lembraram disso e assim viram os anéis fugir-lhes dos dedos!

No prolongamento Kansas foi superior, fazendo um parcial de 6-0 para nunca mais perder a liderança do jogo e assim suceder a Florida como campeão da NCAA. Pelo colectivismo apresentado, pela inteligência e entrega a defender, pelo maior número de soluções ofensivas que dispõe, e porque nunca desistiu mesmo quando o jogo parecia perdido, Kansas é um justo vencedor.

Kansas

PS – Ao intervalo, quando via a análise de Roy Williams – actual treinador de North Carolina e ex-treinador de Kansas – pareceu-me que na sua camisola tinha o símbolo dos Kansas Jayhawks. Achei que seria o sono a afectar-me porque Roy Williams não iria usar em directo numa transmissão nacional o símbolo da equipa que o tinha eliminado no jogo das meias-finais de sábado à noite. Mas afinal….

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