Reformulação competitiva decidida

Junho 28, 2008

Já está.

Nasceu a nova Liga Portuguesa de Basquetbol com 12 clubes.

A Proliga, passa a segunda competição da federação também com 12 clubes. O modelo competitivo é o esperado: todos contra todos a 2 voltas para cada divisão mais uma volta de jornadas cruzadas.

A proposta da Federação foi aprovada por uma larga maioria contra a proposta de 16 + 14 sem jornadas cruzadas.

Resta saber se os clubes cumprem a totalidade dos requisitos para poderem ser aceites nas competições (haverá coragem para dizer não a alguns?).

Os próximos dias trarão novidades.


Derrick Rose nº1, a caminho de Chicago

Junho 27, 2008

Curtas

Junho 26, 2008

1. Decerto já estarão a par. Ainda que o modelo da nova competição não tenha sido anunciado, há muita a gente a tratar da vida. Um dos melhores bases portugueses vai, ao que tudo indica, jogar no Benfica. Um dos postes da seleccção já renovou contrato e a surpresa dos seleccionados do estágio de Melgaço vai encontrar Povea na LEB de Prata.

2. A assembleia da Federação é só no Sábado, dia 28, mas já é publico que para a inscrição na principal Liga se efectivar é preciso uma garantia bancária de 10 mil euros (devolvida no final da competição em caso de todos os salários estarem em ordem). Isto para além de todas as dívidas passadas saldadas no inicio da competição. Na 2ªDivisão, chamemos-lhe assim, a garantia desce para 5 mil euros. Iremos ter quantos clubes a competir?

3. A WNBA está ao rubro com as Connecticut Sun e as Los Angeles Sparks a liderarem a Este e Oeste respectivamente, vigiadas de perto por Detroit e San Antonio. Ticha e as Monarchs entraram titubeantes com 6 vitórias e 7 derrotas, sendo que a atleta portuguesa jogou em média 25 minutos por jogo, anotando 9,7 pts e 4,7 ass (sexta melhor da liga).

Por outro lado, o professor já o divulgou e agora não digam que não tinhamos avisado. Candace Parker já dá que falar. A segunda mulher a afundar, fê-lo com muita classe. É ainda a melhor marcadora e ressaltadora de Los Angeles com 17,2 pts e 9,7 ressaltos, à frente de Lisa Leslie. É também, e não deixa de ser incrivel, a jogadora da equipa com melhor média de assistências – 4,1 por jogo. Em Los Angeles depois do drama das Finals na NBA, há razões para sorrir.


Por essa Europa fora….

Junho 25, 2008

Outros Campeões Europeus desta Temporada

GRÉCIA – Panathinaikos (3-2 contra Olympiacos nas Finals, sexto título consecutivo)

CROÁCIA – Zadar (3-2 contra o Split nas Finals, conquistando o 2ºtítulo croata)

ISRAEL – Hapoel Holon (ano de estreia, surpresa das surpresas!! Bateram no jogo da final o todo poderoso Maccabi Elite por 73-72. Desde 1970 o Maccabi só não ganhou duas vezes)

LIGA BÁLTICA – Zalgiris Kaunas (primeira vitória nesta Liga, suada diga-se, batendo os rivais do Lietuvos por 86-84 no jogo decisivo)

FRANÇA – Nancy (Massacre total no jogo da final com um 84-53 sobre o Choral Roanne. Depois de três anos a perder o título no último jogo, finalmente os de Nancy puderam festejar, e jogarão agora a Euroliga…)

ALEMANHA – Alba Berlin (Cinco anos depois voltam a vencer a maior competição germânica. 3-1 nas Finals contra a Telekom Baskets)

ITÁLIA – Montepaschi Siena (O que dizer de uma equipa que perdeu apenas 4 jogos durante a temporada? Sem oposição interna os de Sienna chegaram facilmente às Finals e conquistaram o seu 2ºtitulo consecutivo batendo a Roma por 4-1)

RÚSSIA – CSKA Moscovo ( Se ficaram boquiabertos com o registo do Siena, ora anotem o dos moscovitas. Uma derrota durante toda a regular season e nenhuma no playoff. 3-0 nas finals frente ao Khimki. Sexto titulo consecutivo)

SÉRVIA– Partizan (3-1 nas finals frente ao Stada e sétimo titulo seguido para os partizans de belgrado. Vitória saborosa nas meias finais sobre os rivais de sempre Estrela Vermelha)

TURQUIA – Fenerbahce (4-1 sobre a Turk Telekom nas finals. Revalidação do título e loucura total entre os adeptos)

Para aprofundarem mais vejam o site da Euroliga


Já têm bilhete?

Junho 23, 2008

A história não se repete – uma das mentiras mais veiculadas da humanidade. Repete-se sim senhora. Vestida com outra roupagem, com contextos modificados, com intérpretes diferentes, os mesmos erros e a mesma matriz de sonho.

Todavia, no que diz respeito ao Dream Team já não se pode concordar com a análise. Só houve um, ponto final. Estavam lá Jordan, Bird, Malone, Magic, Pippen e do outro lado muito medo e menos qualidade. Foi em Barcelona há quase 16 anos. O que este facto não invalida é que, depois do bronze em Atenas 2004, a vontade da USA Basketball em juntar os melhores hoje não se tenha tornado realidade. Registem a lista e reservem os lugares em frente à TV para Agosto:

Treinador Mike Krzyzewski

Bases

Chris Paul, Deron Williams, Jason Kidd

Extremos

Michael Redd, Kobe Bryant, Dwyane Wade, Tayshaun Prince, Lebron James, Carmelo Anthony

Postes

Dwight Howard, Carlos Boozer,Chris Bosh

Qual a vossa opinião? É esta equipa capaz de vencer o torneio olímpico?

Carmelo Anthony e Mike Krzyzewski em discurso directo aqui e a análise à equipa pela ESPN aqui


Ligas de Verão – porque não?

Junho 23, 2008

Summer League

A Liga Feminina acabou no final de Abril. A Liga UZO acabou no final de Maio. Uma semana depois acabou a Proliga. Algumas jogadoras e alguns jogadores têm estado, e vão continuar a estar, integrados nos trabalhos das respectivas selecções. Os restantes estão de férias! Até Setembro…

O basquetebol feminino pára durante quatro meses, o masculino pára durante três meses. Actividade só a das selecções. Como a mediatização da nossa modalidade é quase nula, os meios de comunicação não se dedicam aos boatos e rumores de transferências, a tentar desvendar contactos e contratos. Como a modalidade tem tido dificuldade em promover-se durante a época de competição, quando chega a esta fase do ano, praticamente desaparece!

Então, porque não criar as chamadas Ligas de Verão?

Não no esquema adoptado pela LCB de jogos disputados ao ar livre – certamente uma forma interessante de mostrar o jogo, mas as localizações escolhidas atraíam mais o vento do que o público. Antes, seguindo uma aproximação ao modelo usado nos EUA, ou utilizado no ano passado na ULEB Summer League, no qual os jogos são disputados em pavilhões, em competições organizadas que serviriam os interesses dos vários agentes envolvidos na modalidade! Assim:

1. Os jogadores e as jogadoras teriam a oportunidade de mostrar as suas capacidades, perante treinadores de diversos clubes, empresários/agentes de jogadores/gestores de carreira desportiva e directores de clubes. Poderia ser uma interessante forma de jogadores de divisões inferiores, ou jogadores menos utilizados nas principais competições mostrarem-se e tentarem arranjar melhores contratos, e chegar a ligas mais competitivas.

Stan Van Gundy

2. Os treinadores tinham nestes torneios uma excelente oportunidade de avaliar possíveis reforços, testar jogadores estrangeiros, e observar jogadores que nem sequer conhecessem. A possibilidade de juntar no mesmo espaço físico e temporal um considerável número de atletas permitiria essa observação que apenas iria ajudar o trabalho do treinador, nomeadamente no que diz respeito à observação de jogadores, e poderia também ajudar a dissipar dúvidas em relação a jogadores a contratar para a sua equipa.

3. Se os treinadores poderiam aproveitar estas competições para observar jogadores que possam reforçar as suas equipas, também os empresários/agentes de jogadores/gestores de carreira desportiva poderiam observar jogadores para reforçar a sua ‘carteira’ de atletas.

4. Os dirigentes poderiam cortar algum do risco inerente à escolha de jogadores norte-americanos, e assim poupar algum dinheiro nas trocas que tantas vezes se fazem.

5. Os patrocinadores veriam o nome das suas empresas ou organizações referido na comunicação social durante um maior período de tempo. E apesar da cobertura destas competições não receber tanta atenção como um Campeonato Nacional, é melhor receber pouca ou alguma atenção por parte dos meios de comunicação do que não receber nenhuma. Poderia até ser uma boa oportunidade para conseguir novos patrocinadores ou parceiros para a modalidade.

6. Os árbitros e oficiais de mesa poderiam aproveitar estas competições para treinarem as suas capacidades, pois só nos treinos e nos jogos se poderá melhorar. Poderia ser um bom espaço para árbitros mais novos ganharem alguma experiência e melhorar as suas capacidades.

Então, porque não criar as chamadas Ligas de Verão?


Draft2008 – Caloiros ao poder

Junho 21, 2008

Desde que começou a época 2007/08 da NCAA que se sabia que alguns dos jogadores que se estreavam no Campeonato Universitário iriam fazer a diferença e receber grande parte da atenção dos adeptos da NCAA, dos críticos desportivos e também dos olheiros da NBA. À medida que jogadores como Kevin Love (UCLA), Derrick Rose (Memphis), Jerryd Bayless (Arizona), OJ Mayo (USC), Michael Beasley (Kansas State) e Eric Gordon (Indiana) começavam a entrar em campo e mostrar aquilo de que eram capaz, as suas candidaturas ao Draft da NBA sugiram com naturalidade.

Jerryd BaylessKevin Love Derrick Rose

Não é normal encontrar um grupo de jogadores que consiga reunir a qualidade técnica e física aliada a uma impressionante maturidade para quem tem 18 e 19 anos como estes jovens jogadores apresentam! Se por um lado é comum encontrar jogadores nesta faixa-etária com grandes capacidades físicas e técnicas, por outro já não é tão comum encontrar jogadores preparados mentalmente para abraçarem o profissionalismo e a pressão de jogar no campeonato mais mediático do mundo, a NBA.

E alguém duvida que se não fosse a regra que a Comissão da NBA aplicou em 2005 e segundo a qual um jogador tem de ter pelo menos 19 anos para poder ingressar na NBA, a maioria destes jogadores teria passado directamente para o desporto profissional? As convocatórias para o All-Star McDonald’s, e as capas de revistas que os jovens jogadores vão fazendo desde que jogam nos Liceus aumentam ainda mais a ambição e pretensão destes jogadores em chegar rapidamente à NBA, e é com naturalidade que surgem estes fenómenos do ‘One-and-done’ – um ano na Universidade e já está, siga para profissionalismo.

Eric GordonOJ Mayo Michael Beasley 

Estes jogadores possuem um leque de características que aparentemente os deixam preparados para o ‘Planeta NBA’, mas atrás deles quantos outros jogadores virão? Quantos serão os jogadores que se irão candidatar ao Draft da NBA sem que estejam minimamente preparados? Se a tendência continuar nos próximos anos, será que David Stern vai voltar a alterar a idade mínima para se poder jogar na NBA?

No Draft de 2007, as duas primeiras escolhas recaíram em Greg Oden e Kevin Durant – também eles ‘One-and-done’. No de 2008 os holofotes estão apontados para Derrick Rose e Michael Beasley. E em 2009, será outra vez dominado pelo fenómeno dos ‘One-and-dones’? Tyreke Evans e Brandon Jennings já estão à espreita…