Un, deux, trois

Setembro 29, 2008

1. Decerto alguém ganhou o Euromilhões para os lados da Luz. Depois de Ben Reed, Sérgio Ramos, Eky, Miguel Barroca, Diogo Carreira, eis que…. Vamos lá ver se a constelação brilha o suficiente.

2. A uma semana do inicio dos campeonatos, ainda não se vislumbra um site federativo organizado, ou quem sabe, um site criado de raiz para dar visibilidade à nova competição criada. Ninguém sabe quem vai televisionar os jogos (se é que isso vai acontecer, pelo menos desde o início da época). Não há qualquer sinal de promoção da competição e da modalidade. Não existiu rigor na estruturação do modelo competitivo e como consequência há 6 (!!) vencedores do(s) Troféu (s) António Pratas, há várias equipas com a corda financeira na garganta à entrada do mês de Outubro e outras sem capacidade para investir em qualidade no plantel. Mau demais.

3. Diversos históricos da modalidade, a contas com dificuldades de várias ordens, seguem os seus caminhos de sobrevivência. Há os que decidem suspender a equipa sénior e apostam na formação, os que se mantém na luta jogando, os que andam pela CNB1 a Norte e a Sul. Vale a pena manter a memória viva.

Anúncios

Infelizmente, acabou…

Setembro 28, 2008

Um dos meus jogadores preferidos dos últimos anos deu por terminada a sua carreira profissional: Jason Williams – ‘White Chocolate’ disse adeus à NBA.

Escolhido num dos melhores Drafts dos últimos anos Jason Williams revolocionou os, então, perdidos Sacramento Kings, revolocionou a imagem da NBA, encheu pavilhões, vendeu milhões de camisolas com o seu número e nome, deu espectáculo por onde passou!! Poucos acreditavam que J-Will conseguisse conquistar um anel de campeão já que a espectacularidade do seu jogo pecava por não ser constante e acarretava alguns erros evitáveis. No entanto, mudou a sua maneira de jogar, amadureceu e ao lado de Shaq e D-Wade sagrou-se campeão pelos Miami Heat.

Agora, pouco mais há a dizer….resta recordar!


Bilhete só de ida?

Setembro 25, 2008

Parece que o veterano Shawn Kemp interrompeu os treinos de pré-época com a sua equipa, Premiata Montegranaro, e voltou aos Estados Unidos da América. Com o objectivo de ajudar as vítimas do furação Ike, Shawn Kemp viajou para o seu país.

No entanto, corre o rumor de que os responsáveis do Premiata Montegranaro receiam que o bilhete que Kemp comprou seja só de ida e não inclua o de regresso a Itália!

Será que este lado humanitário de Shawn Kemp vai-se prolongar e afinal a antiga super-estrela dos Sonics já não vai jogar na Europa?


Rudymania continua, agora em Portland

Setembro 24, 2008

A colaboração que aqui anunciámos com o site Planeta Basket continua! Além de termos acompanhado a carreira de Portugal na Fase de Apuramento para o Eurobasket 2009, temos também falado sobre algumas figuras do basquetebol europeu. Primeiro foi um texto sobre Ricky Rubio, agora foi a vez de escrevermos outro jogador que saltou das escolas de formação da Penya para a ribalta – Rudy Fernandez.

Para ler o texto publicado no Planeta Basket, basta clicar aqui – Rudymania continua, agora em Portland.


Efeito Rudy (IV)

Setembro 23, 2008
Rudy Fernandez já chegou a Portland! E no aeroporto foi recebido como uma verdadeira super-estrela! Os adeptos dos Blazers parecem bastante entusiasmados com o reforço espanhol, e com o que pode acrescentar a um grupo de atletas bastante promissor.

Resta saber como se vai enquadrar num grupo em que não será a principal referência ofensiva, e na qual alguns colegas tentam ganhar maior protagonismo e poder lançar mais vezes ao cesto.


Veio tudo abaixo

Setembro 22, 2008

O antigo pavilhão dos Miami Heat, Miami Arena, no qual estivemos o prazer de estar (visita completa com direito a entrar tanto nos camarotes como nos enormes balneários, como ainda a estar lá em baixo no recinto de jogo) há 10 anos atrás foi ontem demolido. Foi o pavilhão em que Tim Hardaway tantas noites brilhou colando os defesas ao chão com os seus ‘killing-crossovers’, e foi a casa dos Heat até ao ano de 2000 – ano em que a equipa de Miami se mudou para a American Airlines Arena. Ontem, o pavilhão veio, literalmente, abaixo!


À lei da bomba com o general Costa a comandar as tropas

Setembro 20, 2008
Verdadeiramente memorável. A exibição de hoje de Portugal voltou a demonstrar que, pese embora todas as contrapartidas (nomeadamente lesões) que apoquentaram a selecção na preparação desta fase de qualificação, a equipa tem uma alma enorme.

Liderando desde o 6-4 até aos momentos finais da partida, onde todos pensámos o pior, Portugal conseguiu bater a Letónia por 93-92, terceiro sucesso consecutivo,  e assim garantir a manutenção na Divisão A do basquetebol europeu.

Portugal – uma coisa é ser velho, outra é ser antigo

José Costa esteve mais uma vez imparável na condução do jogo ofensivo luso. Na serenidade com que liderou o ataque, na garra que mostrou a penetrar a defesa letã, na forma como resolveu as situações de pressão e na eficácia de lançamento. 29 pontos, com 7 em 13 de tiro exterior, aos quais se juntam 7 assistências preciosas e apenas um turnover. Com quase 35 anos (faz em Dezembro), o veterano base português jogou e fez jogar, sendo que ao intervalo já tinha conseguido atingir o registo pontual do jogo anterior com a Macedónia, ou seja, 19 pontos. Miguel Miranda, com 17 pts (5/9 de triplo), acabou por ser o herói da partida com um lançamento exterior notável a 5 segundos do fim, quando Portugal perdia por 90-92. João Santos, Carlos Andrade e Élvis Évora, todos com mais de 10 pontos, foram igualmente importantes. Élvis esteve perdulário nas zonas interiores, desperdiçando alguns lançamentos fáceis (nomeadamente um afundanço), mas entregou-se como um leão.

Portugal registou números surpreendentes de eficácia no lançamento exterior (19 triplos e 52,7% de percentagem) que ajudaram a compensar a perda da luta das tabelas (29-37) e que permitiram superar uma Letónia também ela muito eficaz. Com perdas de concentração que poderiam ter sido fatais – nomeadamente no 3ºperíodo, quando não conseguiram dar a machadada final no encontro – os atletas portugueses souberam sempre, à lei da «bomba» e com muita entrega, dar a volta às contrariedades.

Letónia e o minuto fatal

A Letónia viajava até Portugal em primeiro lugar do grupo, e esperava manter essa posição. Precisava de vencer a formação portuguesa, para que não tivesse de depender de uma derrota da Macedónia frente à Estónia. Tinha todavia,  viagem garantida à Polónia para no Verão de 2009 disputar o Europeu.

No entanto, o jogo não lhes correu de feição.  A Letónia esteve quase sempre atrás no marcador e por duas vezes a 13 pontos de Portugal. Conseguiu recuperar, e colar-se no resultado, pelo que o equilíbrio foi dominante até final.

À medida que o último período se aproximava do fim, a Letónia conseguiu mesmo passar para a frente, e após a entrada do base Kristaps Valters (15 pts e 3 triplos)  parecia que a vitória ia sorrir à formação visitante. A qualidade do lançamento exterior e a boa leitura que fez de alguns lances nos instantes finais da partida levaram a Letónia a garantir uma vantagem de 5 pontos que veio a desaparecer, muito por culpa do desacerto revelado a partir da linha de lance-livre onde acumularam 69,2% de concretização (27 em 39).

Destaque ainda para as exibições dos já habituais Janicenoks e Biedrins – o extremo marcou 21 pontos, com 4 triplos em 5 tentados, enquanto o poste dos Golden State Warrios conseguiu mais um duplo-duplo: 19 pontos e 13 ressaltos. No entanto, hoje não foi suficiente para derrotar a selecção portuguesa.