À lei da bomba com o general Costa a comandar as tropas

Verdadeiramente memorável. A exibição de hoje de Portugal voltou a demonstrar que, pese embora todas as contrapartidas (nomeadamente lesões) que apoquentaram a selecção na preparação desta fase de qualificação, a equipa tem uma alma enorme.

Liderando desde o 6-4 até aos momentos finais da partida, onde todos pensámos o pior, Portugal conseguiu bater a Letónia por 93-92, terceiro sucesso consecutivo,  e assim garantir a manutenção na Divisão A do basquetebol europeu.

Portugal – uma coisa é ser velho, outra é ser antigo

José Costa esteve mais uma vez imparável na condução do jogo ofensivo luso. Na serenidade com que liderou o ataque, na garra que mostrou a penetrar a defesa letã, na forma como resolveu as situações de pressão e na eficácia de lançamento. 29 pontos, com 7 em 13 de tiro exterior, aos quais se juntam 7 assistências preciosas e apenas um turnover. Com quase 35 anos (faz em Dezembro), o veterano base português jogou e fez jogar, sendo que ao intervalo já tinha conseguido atingir o registo pontual do jogo anterior com a Macedónia, ou seja, 19 pontos. Miguel Miranda, com 17 pts (5/9 de triplo), acabou por ser o herói da partida com um lançamento exterior notável a 5 segundos do fim, quando Portugal perdia por 90-92. João Santos, Carlos Andrade e Élvis Évora, todos com mais de 10 pontos, foram igualmente importantes. Élvis esteve perdulário nas zonas interiores, desperdiçando alguns lançamentos fáceis (nomeadamente um afundanço), mas entregou-se como um leão.

Portugal registou números surpreendentes de eficácia no lançamento exterior (19 triplos e 52,7% de percentagem) que ajudaram a compensar a perda da luta das tabelas (29-37) e que permitiram superar uma Letónia também ela muito eficaz. Com perdas de concentração que poderiam ter sido fatais – nomeadamente no 3ºperíodo, quando não conseguiram dar a machadada final no encontro – os atletas portugueses souberam sempre, à lei da «bomba» e com muita entrega, dar a volta às contrariedades.

Letónia e o minuto fatal

A Letónia viajava até Portugal em primeiro lugar do grupo, e esperava manter essa posição. Precisava de vencer a formação portuguesa, para que não tivesse de depender de uma derrota da Macedónia frente à Estónia. Tinha todavia,  viagem garantida à Polónia para no Verão de 2009 disputar o Europeu.

No entanto, o jogo não lhes correu de feição.  A Letónia esteve quase sempre atrás no marcador e por duas vezes a 13 pontos de Portugal. Conseguiu recuperar, e colar-se no resultado, pelo que o equilíbrio foi dominante até final.

À medida que o último período se aproximava do fim, a Letónia conseguiu mesmo passar para a frente, e após a entrada do base Kristaps Valters (15 pts e 3 triplos)  parecia que a vitória ia sorrir à formação visitante. A qualidade do lançamento exterior e a boa leitura que fez de alguns lances nos instantes finais da partida levaram a Letónia a garantir uma vantagem de 5 pontos que veio a desaparecer, muito por culpa do desacerto revelado a partir da linha de lance-livre onde acumularam 69,2% de concretização (27 em 39).

Destaque ainda para as exibições dos já habituais Janicenoks e Biedrins – o extremo marcou 21 pontos, com 4 triplos em 5 tentados, enquanto o poste dos Golden State Warrios conseguiu mais um duplo-duplo: 19 pontos e 13 ressaltos. No entanto, hoje não foi suficiente para derrotar a selecção portuguesa.

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One Response to À lei da bomba com o general Costa a comandar as tropas

  1. Vitor diz:

    Uma vitória conquistada com prcisaão no jogo exterior e muito coração na defesa. Se no ataque não estivemos bem, sempre naqueles em se pede tranquilidade, roubar bolas-contra-ataque, para depois sem posição lançar de costas, etc. e outros pormenores têm que ser trabalhados. O seleccionador apercebeu-se (??) da menos opção do 1º. jogo, no 2º. fez a primeira “tentativa”, no 3º. confirmou com a ebtrada no 5 inicial e 23′, e no 2º., 4 e 5º. jogos deu ainda mais tempo de jogo e 5 inicial. Óbviamente refiro-me a José Costa. José Costa está para o basquete assim como o vinho do porto está para a qualidade: quanto mais idade… melhor é!!!!
    Só é pena, é que quem lidera as equipas ( desde treinadores a todos os dirigentes e restante técnica) com anos e anos de experiência acumulada, e com enorme responsabilidade lhes custe reconhecer aquilo que é evidente.
    Velhos são os trapos!!!!!!

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