Bloqueio indirecto – a tendência do apito

Dos jogos nacionais, mas principalmente dos jogos internacionais que tenho acompanhado no último ano (Euroliga, ULEB Cup, Jogos Olímpicos e respectivos torneios de preparação, bem como Fase Apuramento Eurobasket 2009) fico com a ideia de que existe uma tendência cada vez maior de se marcarem faltas aos jogadores que fazem bloqueios ofensivos: menos nos bloqueios directos, mais nos bloqueios indirectos.

Na verdade a evolução dos últimos anos tem tornado o jogo mais físico, permitindo maior contacto entre jogadores, e sobretudo tem-se tornado bastante mais rápido. Isto leva a que os movimentos ofensivos tenham de ser executados mais rapidamente, e tendo em conta que praticamente todos os ataques incluem bloqueios (directos ou indirectos) talvez por aqui se compreenda um pouco esta tendência das faltas ofensivas nos bloqueios indirectos.

Na maioria das vezes, os bloqueios são feitos por jogadores interiores para libertar os exteriores. Quase na sua totalidade, os jogadores interiores são os mais altos e mais pesados em campo, e por norma os menos rápidos. Ora, esta falta de velocidade dos referidos jogadores condiciona as movimentações rápidas que têm de fazer no sentido de libertar espaço para os seus colegas. No entanto, nem sempre a culpa é só dos jogadores interiores, já que se nota que várias vezes os jogadores exteriores não iniciam os seus movimentos no ‘timing’ correcto, o que faz com que percam a vantagem que o bloqueio lhes poderia dar. Controlar os tempos de ataque é cada vez mais uma tarefa dos 5 jogadores em campo, não apenas do base. Ter a capacidade de olhar para o jogo, ver o posicionamento e deslocamento dos seus colegas de equipa e escolher o tempo certo para iniciar o movimento é uma função que todas devem dominar.

É o problema dos timings e da velocidade de deslocação em ataque a principal razão para este crescente número de faltas ofensivas nos bloqueios? Sim, penso que sim! No entanto, nota-se que muitos dos jogadores que vão receber os bloqueios para se libertarem, não têm a capacidade de levar o seu defensor até ao bloqueador, passando longe do bloqueio, desviando-se da trajectória correcta, perdendo a vantagem criada. E face ao erro do jogador bloqueado, o que acontece na maior parte das vezes é que o jogador bloqueador desloca-se da sua posição definida para conseguir levar a efeito a sua tarefa: ‘prender’ no bloqueio o defensor do seu colega. Em que resulta este movimento? Falta ofensiva…

Deixamos aqui um vídeo – retirado do http://rjmbasket.blogspot.com/ – de Henk Norel, poste holandês que passou pela formação do Joventut Badalona, e que agora integra o plantel do DKV Joventut. Reparem como é que ele se desloca para fazer os bloqueios, e reparem nas vantagens que isso proporciona à sua equipa.

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2 Responses to Bloqueio indirecto – a tendência do apito

  1. Pata Negra diz:

    Discordo da leitura que faz do vídeo, profundamente.

  2. seis25 diz:

    Deduzo que não entendeu o que quis dizer…se calhar exprimi-me mal, mas eu queria elogiar a movimentação do jogador holandês do Joventut! Por ser um excelente exemplo, e por demonstrar ‘como se deve fazer’ é que adicionei no final do texto…

    Não estava a criticar negativamente a movimentação de Norel, porque se ler o texto novamente, repara que critico a lentidão da maioria dos jogadores interores, e Norel faz exactamente o contrario: desloca-se a grande velocidade, e isso cria as vantagens que referi no último parágrafo do texto.

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