LPB /Proliga – nove a um

Fevereiro 28, 2009

E eis que no último jogo do fim de semana, em Torres Vedras houve galo(s)…

Académica-Illiabum 76-75

VtGuimarães-Sampaense 95-76

Benfica-Atlético 127-70

FCPorto-Queluz 67-53

CAB-Eléctrico 134-74

Barreirense-Seixal 105-66

Ginásio-Esgueira 76-70

Vagos-Maia 110-87

Ovarense-Galitos 81-62

Física-Barcelos 62-68

LPB

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Benfica

23

23

0

100

+473

CAB Madeira

23

20

3

86,9

+385

Ovarense

23

19

4

82,6

+305

Vagos

23

17

6

73,9

+235

Académica

23

16

7

70,0

+75

Barreirense

23

14

9

60,9

+164

Vt.Guimarães

23

14

9

60,9

+81

FC Porto

24

13

11

54,2

+196

Ginásio

23

12

11

52,2

– 81

10º

Física

23

8

15

34,8

– 84

Proliga

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Illiabum

25

15

10

60,0

+54

Sampaense

24

14

10

58,3

+92

Queluz

24

13

11

54,2

+23

Esgueira

24

11

13

45,8

– 3

Galitos FC

25

10

15

40,0

– 23

Sangalhos

25

9

16

36,0

– 169

Barcelos

25

8

17

32,0

– 60

Angra

26

8

18

30,8

– 261

Eléctrico

24

6

18

25,0

– 198

10º

Maia

24

6

18

25,0

– 255

11º

Seixal

24

5

19

20,8

– 360

12º

Atlético

25

2

23

8,0

– 604


À procura do Norte

Fevereiro 22, 2009

A época não está a correr bem à equipa do FC Porto Ferpinta!

Com 12 vitórias e 11 derrotas nos 23 jogos disputados, a equipa vice-campeã nacional ocupa 0 8º lugar na Classificação da Liga Portuguesa de Basquetebol, e apenas tem melhor registo que Casino Ginásio (11v e 11d) e Física de Torres Vedras (8v e 14d), equipas que nesta altura contam com um jogo a menos do que o seu rival da cidade do Porto.

Desde que nos finais da época passada se começou a falar na extinção da LCB e na possibilidade de a FPB assumir a organização do principal campeonato de séniores masculinos em Portugal, o FC Porto Ferpinta mostrou-se renitente em relação a esta remodelação competitiva, ameaçando inclusive não participar na prova. Tal não veio a acontecer e um dos principais clubes nacionais inscreveu-se mesmo para competir na LPB, tendo escolhido como homem do leme Júlio Matos.

Um homem da casa sucedia a outro homem da casa. Após o afastamento de Alberto Babo, Júlio Matos surgia como a escolha natural para o lugar de treinador principal da equipa do FC Porto Ferpinta. A continuidade parecia decorrer de forma natural e sem grandes revoluções, sendo que se mantinha o núcleo duro – Nuno Marçal, Paulo Cunha e João Figueiredo – ao qual se juntava uma das revelações da época anterior, Daniel Monteiro. Ou seja, a equipa do Porto garantia dois bons bases nacionais, bem como dois dos melhores extremos portugueses. A isto junta-se o grupo de jovens que nos últimos anos têm integrado o plantel sénior, alguns com mais oportunidades, outros nem por isso -Fábio Fernandes, Augusto Sobrinho e os irmãos Diamantino. Com o regresso de José Almeida, reunia-se uma das melhores fornadas da formação do Porto dos últimos anos. Com o grupo de jogadores portugueses definido, apenas faltava escolher os 3 norte-americanos, que segundo Júlio Matos seriam criteriosamente escolhidos – “a escolha dos novos jogadores foi feita com rigor para evitar depois as trocas”.

A época esperava-se de continuidade, e o FC Porto Ferpinta era apontado como um dos principais candidatos ao título juntamente com o reforçado Benfica e a tri-campeã em título, Ovarense Dolce Vita. Mas cedo se percebeu que a equipa portista teria uma época difícil pela frente, tendo de superar as lesões em alguns jogadores importantes, como João Figueiredo, Nuno Marçal, Paulo Cunha, Daniel Monteiro, e mais recentemente, Augusto Sobrinho. E, ao contrário do que o seu treinador previa, também encontrou problemas nos jogadores estrangeiros, tendo de proceder a trocas para reequilibrar e reforçar a sua equipa.

Tudo isto foi acontecendo à medida que as derrotas se iam acumulando para os lados do Porto. Apesar de contar com 12 vitórias na presente época, apenas 3 foram conseguidas em jogos da LPB: vitórias caseiras frente a Académica (82-59) e Casino Ginásio (80-67), e vitória em Ovar frente à Ovarense Dolce Vita (67-73). De resto, são já 10 as derrotas acumuladas em jogos frente a equipas da LPB. Apesar do elevado número de derrotas, apenas por duas vezes a diferença pontual foi superior a 10 pontos. De resto, perdeu uma vez por 1 ponto de diferença, três vezes por 2 pontos de diferença, uma vez por 3 pontos, uma vez por 4 de diferença e outra por 5 pontos. Ou seja, tudo derrotas por uma pequena margem pontual, o que mostra que em jogos equilibrados, o FC Porto Ferpinta acaba por deixar escapar a vitória, tal como aconteceu no jogo da Taça de Portugal, frente ao Benfica.

Tem sido nas Jornadas Cruzadas que o FC Porto Ferpinta tem conseguido amealhar vitórias, contando por 9 vitórias em 10 jogos disputados, tendo perdido em casa frente ao Sampaense Tecoimbra. Nos restantes jogos realizados, e apesar das vitórias alcançadas, a equipa de Júlio Matos mostra uma preocupante insegurança quando joga na condição de visitante frente às equipas da Proliga – vitória por 2 pontos de diferença no Galitos FC Tley, vitória após prolongamento por 8 de diferença no recinto do Esgueira OLI, e vitória por 7 pontos de diferença na visita ao Basquete de Barcelos.

A par dos resultados negativos caminha a natural desmotivação e começam a surgir alguns problemas entre jogadores e elementos técnicos. Ao FC Porto Ferpinta tem faltado capacidade colectiva, capacidade defensiva, tem faltado liderança de fora para dentro, têm faltado alternativas para os momentos mais complicados, e a contestação ao treinador vai subindo de tom, sendo que no jogo da última jornada, em que o Porto perdeu em casa frente à Ovarense Dolce Vita por 59-80 tirou a pouca paciência aos adeptos portistas que não se coibiram de assobiar a sua equipa.

Estará o lugar de Júlio Matos em perigo? Precisará o FC Porto Ferpinta de um novo impulso para a fase decisiva da época? Ou conseguirão resolver internamente um problema que parece estar a crescer de semana para semana? Tal como aconteceu no final da época passada, após a saída de Alberto Babo, o nome de Fernando Sá volta a surgir como uma das possibilidades para assumir o comando técnico dos dragões. Aguentará Júlio Matos a pressão dos maus resultados e voltará a colocar o FC Porto Ferpinta no trilho certo, ou continuará a seguir por um caminho pouco condizente com a história recente do clube nesta modalidade?


PROLIGA

Fevereiro 22, 2009

Sampaense cai nos Açores e perde liderança (ainda que tenha menos um jogo); Queluz e Galitos com vitórias apertadas…

Sangalhos-Illiabum 69-76

Esgueira-Atlético 92-59

Maia-Seixal 68-60

Barcelos-Queluz 65-68

Angra-Sampaense 75-72

Galitos-Eléctrico 71-68

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Illiabum

24

15

9

62,5

+55

Sampaense

23

14

9

60,9

+111

Queluz

23

13

10

56,5

+37

Esgueira

23

11

12

47,8

+ 3

Galitos FC

24

10

14

41,7

– 4

Sangalhos

25

9

16

36,0

– 169

Angra

26

8

18

30,8

– 261

Barcelos

24

7

17

29,2

– 66

Eléctrico

23

6

17

26,1

– 138

10º

Maia

23

6

17

26,1

– 232

11º

Seixal

23

5

18

21,7

– 321

12º

Atlético

24

2

22

8,7

– 547


LPB

Fevereiro 22, 2009

FCPorto em derrota pesada mas normal e Vt Guimarães a impôr-se em casa frente ao CAB são os destaques da jornada…

Académica-Ginásio 81-79

VtGuimarães-CAB 82-73

Física-Vagos 64-73

FCPorto-Ovarense 59-80

Barreirense-Benfica 77-92

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Benfica

22

22

0

100

+416

CAB Madeira

22

19

3

86,4

+325

Ovarense

22

18

4

81,8

+286

Vagos

22

16

6

72,7

+212

Académica

22

15

7

68,2

+74

Barreirense

22

13

9

59,1

+125

Vt.Guimarães

22

13

9

59,1

+62

FC Porto

23

12

11

52,2

+182

Ginásio

22

11

11

50,0

– 87

10º

Física

22

8

14

36,4

– 78


O sol volta a brilhar em Phoenix

Fevereiro 22, 2009

Com a saída de Mike D’Antoni do comando técnico dos Phoenix Suns, e com a entrada de Terry Porter, a equipa do Arizona mudou por completo a forma de jogar que vinha apresentando nas últimas épocas. Passou do Run-and-Gun para um jogo mais lento, controlado e jogado a meio campo com sets de jogadas para tentar aproveitar aqueles que Terry Porter considerava serem os pontos fortes da sua equipa.

Não resultou.

O público já não olhava para Phoenix como a equipa espectáculo dos últimos anos, os jogadores não se sentiam confortáveis a jogar no novo sistema raramente ultrapassando a barreira dos 100 pontos. Nem as vitórias surgiam com a cadência de anos anteriores, pelo que algo estava mal, algo tinha de ser mudado. Foi assim que Terry Porter foi, naturalmente, despedido, tendo Alvin Gentry assumido o lugar de treinador principal dos Phoenix Suns.

Nos três jogos sob o comando de Alvin Gentry, os Suns procederam às anunciadas alterações tácticas, regressando ao seu antigo estilo de jogo, aquele que os tinha tornado uma das equipas mais atractivas da NBA. Conseguiu Alving Gentry ter resultados imediatos? Ao que parece conseguiu. Ora vejamos – 140 pontos no primeiro jogo contra os LA Clippers (vitória por 140-100), 142 pontos no jogo seguinte, novamente contra os LA Clippers (vitória por 142-119) e finalmente, 140 pontos frente aos Oklahoma City Thunder (vitória por 140-118).

É certo que os jogos foram contra duas das equipas que pior defendem na NBA, mas o certo é que os Suns conseguiram a incrível marca de três jogos consecutivos a marcar 140 ou mais pontos, o que é realmente impressionante. Hoje defrontam os Boston Celtics, uma das equipas que melhor defende da liga, e certamente que será tarefa árdua voltar a atingir a marca dos últimos jogos. No entanto, é certo que os Suns não vão mudar a sua maneira de jogar.

Os fãs agradecem.


Coisas da vida

Fevereiro 21, 2009

Entro no pavilhão e as luzes ainda estão apagadas. Aquele espaço mágico está vazio, e apenas as memórias e o aroma a basket permanecem para me fazer companhia e partilhar mais um momento. Envolvido pelo aconchego do escuro e com a bola debaixo do braço, vou limpando as sapatilhas antes de entrar no campo. Olho para a tabela e deixo a bola fazer música. Um drible com a esquerda, outro com a direita, sem tirar os olhos do alvo vou caminhando em direcção ao cesto. Mais um drible com a direita, mudo para a esquerda driblando a bola entre as minhas pernas e o som da bola a bater no chão vai criando a melodia perfeita. Mas ainda falta o refrão.

Driblando calmamente aproximo-me da linha de lance-livre. O primeiro lançamento ainda não vai ser dali. Três passos à frente chego ao meu destino – ali posso começar o meu ritual, agora posso começar o meu ritual. Um lançamento curto, a bola entra. Oiço a rede mexer-se, a bola cai suave no chão. Agora sim, a música está completa.

Sorrio. O meu momento de prazer já começou.


Jogadora Europeia do Ano

Fevereiro 20, 2009

Maria Stepanova. Pela terceira vez em quatro anos, a russa volta a vencer o prémio de melhora Jogadora da Europa. Dominando o jogo do alto dos seus 2.03 metros de altura, Stepanova tem sido a grande referência do basquetebol europeu nos últimos anos e o seu domínio tem ajudado a Rússia a estabelecer-se como uma das principais potências mundiais, atrás de Estados Unidos e Austrália, tal como ficou demonstrado nas Olímpiadas de Pequim. Apesar da grande época da espanhola do Ros Casares, Amaya Valdemorro e da letã Anete Jekabsone-Zogota – única que conseguiu destronar a russa e vencer em 2007 o prémio de jogadora do ano – foi novamente Maria Stepanova a rainha entre as jogadoras europeias.