Não há duas sem três?

Março 31, 2009

Numa semana em que muito se falou sobre as alegadas irregularidades cometidas pelos responsáveis de Connecticut, no que toca ao recrutamento de jogadores, os Huskies de Connecticut foram a primeira equipa a garantir o apuramento para a Final4, vencendo no sábado a equipa de Missouri por 82-75.

Apesar das vitórias em campo, esta tem sido uma caminhada com alguns precalços para os Huskies – a notícia da violação das regras de recrutamento por parte do treinador Jim Calhoun e a sua ausência nos dois primeiros jogos devido a doença poderiam ter abalado qualquer equipa, mas os Huskies não se deixaram afectar e venceram a sua região avançando assim para a Final4.

Esta será a terceira vez que Jim Calhoun estará com os Huskies na Final4, e das outras duas vezes não poderia ter corrido melhor, já que UConn venceu o Torneio da NCAA nessas duas temporadas – como dado curioso, o facto de entre o primeiro e o segundo título distarem 5 anos de diferença: 1999 para 2004. De 2004 para 2005 a diferença temporal é a mesma. Não há duas sem três?

Esse será o objectivo dos jogadores e elementos da equipa técnica de Connecticut, que no jogo da Final Regional nem sequer cortaram as redes das tabelas, como é tradição. Os Huskies estão focados noutro objectivo, noutras redes: as que estarão no Ford Field de Detroit no dia 5 de Abril de 2009. Essas sim são as redes que os jogadores de UConn querem cortar e levar para casa. Para isso será necessário que o trio Thabeet, Price e Adrien esteja em bom nível e que jogadores como Craig Austrie, Kemba Walker e Stanley Robinson aparecem com contributos importantes como aconteceu no jogo frente a Missouri. Mas essencial será a prestação de Hasheem Thabeet – a grande figura desta equipa. A sua influência na tabela defensiva tem sido uma constante ao longo da presente temporada, e se no outro lado do campo o poste da Tanzânia conseguir estar à altura das circunstâncias, os Huskies serão uma das principais candidatas à vitória final.

A ausência de Jerome Dyson poderá ser uma das mais fortes contrariedades para os Huskies – Dyson vinha sendo uma das principais figuras de UConn, mas uma grave lesão no joelho em Fevereiro impediu-o de dar o seu contributo à equipa. Sem ele, serão ainda mais importantes os contributos dos jogadores da chamada ‘segunda linha’. Além de não poderem contar com Jerome Dyson, os Huskies terão de lidar com outra grande contrariedade, pois sendo a Final4 em Detroit, Michigan State – adversário de Connecticut na meia-final – estará a jogar, praticamente, em casa, pelo que se espera que das cerca de 70.000 pessoas que estarão na bancada, haja uma grande onda verde.


Os 4 em Detroit

Março 30, 2009

Estão encontrados as 4 equipas que irão marcar presença em Detroit para disputar a tão aclamada Final4, um dos eventos desportivos mais marcantes nos Estados Unidos da América. É o culminar de um mês de grandes emoções, e que irá definir qual o sucessor de Kansas como campeão da NCAA. Os candidatos são Connecticut, Villanova, North Carolina e Michigan State.

Os dois primeiros apuraram-se no sábado, fruto de vitórias sobre Missouri e Pittsburgh, respectivamente. No domingo, foi a vez dos Tar Heels de North Carolina levarem a melhor sobre os Sooners de Oklahoma, enquanto que os Spartans de Michigan State conseguiram afastar a equipa número 1 do país, os Louisville Cardinals.

Nesta época do ano, o campeonato da NCAA é a principal competição de basquetebol nos EUA, e a NBA passa para segundo plano. A emotividade, o espectáculo dentro e fora do campo, a história e tradição, o equilíbrio e os grandes jogos são motivos mais que suficientes para que qualquer amante de basquetebol siga com toda a atenção a Final do Torneio da NCAA.

Nos jogos de Sábado e Domingo apuraram-se as 4 equipas que irão participar na Final4, a realizar nos dias 4 e 5 de Abril no estádio Ford Field em Detroit – pela primeira vez, o recinto de jogo será colocado mesmo no centro do estádio, de forma a aumentar-se a lotação do espaço, e espera-se que os os 65.000 lugares do Ford Field sejam preenchidos por entusiásticos adeptos do basquetebol universitário dos Estados Unidos.

Connecticut, North Carolina, Michigan State e Villanova são as sobreviventes às quatro rondas disputadas desde 19 de Março e que tentarão no próximo fim-de-semana conquistar o ambicionado título. Durante esta semana faremos uma apresentação e análise às quatro equipas que estarão no Ford Field, com a esperança de que no final possam celebrar e cortar as redes.


LPB/ Proliga

Março 29, 2009

Depois de um fim de semana cheio de basquetebol façam-se as contas. Afinal, faltam 3 jogos em cada competição para o final da fase regular, e as dúvidas são muitas.

LPB

O Benfica suou com o Vagos mas lá garantiu o record de 27 vitórias e o primeiro lugar na fase regular. O CAB isolou-se no segundo lugar beneficiando da derrota da Ovarense. Lá no fundo as contas estão ao rubro. O FCPorto sem Marçal e sem chama perdeu no Ginásio (e como perdeu por 17 também perdeu a vantagem no confronto directo com os figueirenses). O Barreirense vacilou em Torres Vedras e o Vt.Guimarães deu mostras de grande capacidade ao bater a Ovarense. Depois da próxima jornada cruzada, que deverá por o FCPorto no 8ºlugar atrás de Vitória e Barreirense, e a 1 vitória do Ginásio, surgirá o escaldante e decisivo FCPorto-VtGuimarães….

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Benfica

27

27

0

100

+536

CAB Madeira

27

23

4

85,2

+429

Ovarense

27

22

5

81,5

+372

Vagos

27

19

8

70,4

+243

Académica

27

18

9

66,7

+64

Vt.Guimarães

27

16

11

59,3

+79

FC Porto

28

16

12

57,1

+220

Barreirense

27

15

12

55,6

+117

Ginásio

27

14

13

51,9

– 51

10º

Física

27

9

18

33,3

– 136

Proliga

O líder Illiabum garantiu o primeiro lugar na fase regular à semelhança do Benfica, por causa das derrotas do Samapaense. A luta pelo terceiro posto está ao rubro, com Galitos (em grande forma!), Esgueira e Queluz na disputa (na última jornada haverá um Galitos-Esgueira). Na cauda da classificação, o Seixal ascendeu ao 8ºlugar. O Eléctrico em 7º ainda não tem o playoff garantido, e o Barcelos tombou para um lugar próximo da zona de despromoção. Vai ser até ao soar do gongo….

J

V

D

% Vitórias

PM-PS

Illiabum

29

19

10

65,5

+108

Sampaense

29

16

13

55,2

+73

Galitos FC

29

14

15

48,3

+ 8

Esgueira

29

14

15

48,3

– 6

Queluz

29

14

15

48,3

+14

Sangalhos

30

12

18

40,0

– 150

Eléctrico

29

9

20

31,0

– 196

Seixal

29

8

21

27,6

– 367

Maia

29

8

21

27,6

– 248

10º

Barcelos

29

8

21

27,6

– 115

11º

Angra

30

8

22

26,7

– 312

12º

Atlético

29

2

28

6,9

– 714


Elite8 já composto

Março 28, 2009

Michigan State, U. North Carolina, Louisville e Oklahoma foram os grandes vencedores dos jogos disputados na Sexta-feira, tendo garantido a presença nas respectivas Finais Regionais – jogos a disputar na noite de Domingo para Segunda-feira. 

Não se verificou assim o cenário de todas as equipas da Big East se apurarem para esta fase da competição – apesar da vitória clara de Louisville sobre Arizona, a outra equipa da Conferência não conseguiu vencer o jogo que lhe daria o acesso à Elite8, uma vez que Syracuse perdeu frente a Oklahoma, que contou com mais uma grande exibição de Blake Griffin.


Lutar ao melhor estilo dos Espartanos

Março 28, 2009

Os Spartans de Michigan State estavam a perder por 13 pontos de diferença, ainda na primeira parte, frente aos actuais campeões da NCAA, os Kansas Jayhawks. E foi aí que os jogadores de Michigan State honraram o nome da sua equipa, lutando contra as dificuldades impostas por Kansas, correndo atrás do prejuízo, recuperando a diferença pontual que poderia significar o fim de época para os Spartans. O espírito guerreiro de Michigan State não permitiu que a época terminasse na noite de Sexta-feira, vencendo por 62-67 e avançando para a Final Regional.

Em noite de menor inspiração dos atiradores de Michigan State, foi o poste Goran Suton a assumir o maior protagonismo da partida, tendo acabado o jogo com 20 pontos e 9 ressaltos. Além da sua prestação ofensiva, ainda conseguiu criar algumas dificuldades a Cole Aldrich, uma das principais armas de Kansas – apesar do esforço defensivo de Goran Suton, o poste de segundo ano dos Jayhawks ainda conseguiu uma prestação de grande qualidade, contudo insuficiente para garantir a passagem dos campeões à Final Regional.

Muito dependentes de Aldrich e do pequeno base Sherron Collins – ele que foi uma das boas prestações de Kansas na caminhada para o título em 2008 – Kansas não soube aproveitar a vantagem que conseguiu durante a primeira parte do desafio. E nem do banco o treinador Bill Self conseguiu sacar um trunfo que pudesse ajudar os Jayhawks a voltar para a liderança da partida, ao contrário do que acontecia do outro lado, já que os jogadores suplentes utilizados por Tom Izzo somaram 23 pontos, enquanto que os de Kansas apenas 7.


A lei de Lawson

Março 28, 2009

Nos últimos dias muito se tem falado sobre a condição física de Ty Lawson, o base dos Tar Heels de North Carolina. Aliás, Ty Lawson até disse ao seu treinador Roy Williams, que numa escala de 1 a 10, considerava que a condição do seu pé se poderia classificar como um 6. Esperavam-se, portanto, dificuldades para UNC pois sem o seu base principal, a condução de todo o jogo da equipa poderia estar condicionada, e a ‘máquina’ poderia não funcionar tão bem como é habitual.

Pois bem, apesar da lesão que tem afectado o seu pé direito, Ty Lawson acabou o jogo frente a Gonzaga com 19 pontos, 9 assistências e apenas 1 turnover. Para quem tem estado lesionado, não foi uma exibição nada má… De resto, e com a ajuda de Tyler ‘Psycho-T’ Hansbrough (24 pontos e 10 ressaltos), os Tar Heels de North Carolina não sentiram grandes dificuldades em levar de vencida a equipa de Gonzaga, e com o resultado final de 98-77 avançam para mais uma Final Regional, procurando mais uma presença numa Final4.

No final do jogo, os jogadores de Gonzaga reconheciam que tinham perdido frente a uma grande equipa, e que se jogarem sempre assim são um dos mais fortes candidatos ao título da NCAA. E na verdade, quando a equipa de UNC consegue a percentagem de concretização de 57,9% de lançamentos de 3 pontos fica difícil a qualquer equipa contrariar o poderio ofensivo da equipa orientada por Roy Williams.


A voar para a Final Regional

Março 28, 2009

Os Louisville Cardinals tiveram uma noite calma, sem os sobressaltos habituais do March Madness. O resultado final de 103-64 espelha bem o que foi o jogo entre Louisville e Arizona, com os vencedores da Big East a realizarem um jogo com poucas falhas, e não dando qualquer hipótese aos Wildcats de Arizona, que durante os 40 minutos de jogo nunca conseguiram estar na frente do marcador.

Conseguindo pôr em prática o seu habitual estilo agressivo e dinâmico, com pressão defensiva a todo o campo e com muitos contra-ataques e transicções ofensivas rápidas, a equipa de Rick Pitino venceu sem problemas, realizando uma exibição onde imperou o colectivismo – total de 29 assistências – e a espectacularidade de algumas acções dos atléticos jogadores de Louisville, principalmente Terrence Williams, o grande líder desta equipa que acabou o jogo com 14 pontos (4/7 de 3 pontos), 7 ressaltos e 6 assistências.

A qualidade da exibição e a eficácia da equipa de Louisville foi tão evidente que ao intervalo, Rick Pitino quase nem falou com os seus jogadores, sobre quais os aspectos a melhorar para a segunda parte. “Coach was speechless at halftime. I’ve never seen that before. He’ll probably have more to say tomorrow at practice.” disse o suplente Will Scott.

Há jogos assim…