Que Euro2009 teremos?

Está prestes a começar o Eurobasket 2009.

A ser disputado na Polónia, este Europeu já está a ser pródigo em notícias e ainda nem sequer foi lançada a primeira bola ao ar nos magníficos pavilhões polacos. A ausência de alguns dos melhores jogadores do continente europeu – seja por lesão, opção dos clubes com quem mantêm contrato, ou por mera falha de qualificação da sua selecção – poderá retirar alguma qualidade ao próximo Campeonato da Europa, e até alguma competitividade a equipas outrora apontadas como favoritas.

Começando pela ausência da selecção italiana, a falha no apuramento dos transalpinos deixa de fora cotados jogadores como Andrea Bargnani, Danilo Galinari, Massimo Bulleri ou Marco Belinelli. A histórica equipa de ITÁLIA que conta com dois títulos de campeã da Europa será uma das mais notadas ausências do Eurobasket da Polónia, e uma das suas mais promissoras gerações de jogadoras fica afastada da ribalta do basquetebol europeu, bem como do próximo Campeonato do Mundo. Numa altura em que os italianos conseguem fazer chegar vários jogadores seus à NBA, acaba por ser um dos períodos menos conseguidos no que à selecção nacional de seniores masculinos diz respeito.

Quem também terá uma difícil tarefa pela frente serão os campeões em título, a RÚSSIA que não poderá contar com duas das suas principais figuras, e dois dos grandes responsáveis pelo título alcançado em Madrid no ano de 2007. Sem contar com Andrei Kirilenko e J.R. Holden, os russos esperam ainda pela recuperação de Victor Khryapa para que consigam ter uma participação condigna no Eurobasket organizado na Polónia.

Nos candidatos ao título, e actuais vice-campeões, a grande ausência é a do base José Calderón – ele que é um dos principais líderes da equipa de ESPANHA não poderá participar nesta competição por estar a recuperar de uma lesão, evitando assim agravar o seu problema, e evitando também um litígio com o seu clube, os Raptors de Torono, algo que aconteceu em 2007 com o seu compatriota Jorge Garbajosa. Os espanhóis também não poderão contar com Carlos Jiménez, o grande capitão desta selecção nas últimas competições internacionais – o extremo do Unicaja Málaga afastou-se das competições internacionais, e não voltará a dar o seu contributo à equipa nacional espanhola. A juntar a isto, há ainda a ‘nega’ dada por Fran Vazquez, o interior do Regal Barcelona que se recusou a estar presente, considerando-se magoado pela forma como foi tratado em anteriores convocatórias.

Sem Theo Papaloukas e sem Dimitri Diamantidis a selecção grega vê-se privada das suas principais figuras que têm comandado os helénicos nas últimas grandes competições internacionais. Papaloukas, um dos mais carismáticos e influentes jogadores do basquetebol europeu, e Diamantidis, provavelmente o melhor defensor europeu nos últimos anos, estão a recuperar de lesões e também de algum desgaste provocado pelas épocas sucessivas em que o tempo de descanso quase não existe. Além das duas marcantes figuras, também o experiente extremo Kostas Tsartsaris não dará o seu contributo à equipa da GRÉCIA, agora orientada pelo lituano Jonas Kazlauskas.

Uma das selecções com mais ausências de realce é a LITUÂNIA. Os lituanos são uma das potências do basquetebol europeu – contam com 3 medalhas de ouro em Campeonatos da Europa – e no último Eurobasket acabaram no 3º lugar, logo atrás de Rússia e Espanha. No entanto, para o Eurobasket da Polónia não poderão contar com algumas das suas maiores referências tais como o base Sarunas Jasikevicius (o único jogador a vencer a Euroliga com 3 equipas diferentes), o valioso e experiente extremo Ramunas Siskauskas (MVP da Euroliga em 2008), o base lançador Arvydas Macijauskas (melhor marcador da Lituânia na caminhada para o Ouro Europeu em 2003 na Suécia) e ainda o base Rimantas Kaukenas (contratado pelo Real Madrid para a temporada 2009-10).

Ausência de relevo será também a de Dirk Nowitzki. Sem ele, e também sem Chris Kaman, a selecção da ALEMANHA perderá dois dos jogadores mais importantes do seu plantel. E apesar da importância e presença interior de Chris Kaman, a grande ausência será mesmo a do extremo dos Dallas Mavericks, já que vinha sendo o jogador em destaque nas últimas competições internacionais em que a Alemanha tinha participado. Sem ele, a selecção germânica terá uma difícil tarefa de tentar ficar nos 8 primeiros lugares.

Na SÉRVIA a principal ausência será a do lançador Igor Rakocevic. O melhor marcador da última edição da Euroliga preferiu tirar um Verão de descanso para enfrentar a nova etapa na sua carreira – trocou o TAU Ceramica pelo Efes Pilsen da Turquia. Num ano em que a Sérvia tenta apostar forte para voltar à ribalta do basquetebol europeu, a ausência do ‘Gafanhoto’ tira à selecção dos Balcãs um dos seus pontos fortes. Além de Rakocevic, também Darko Milicic não estará presente no Europeu da Polónia, por isso lá se vão os desejos de voltarmos a assistir a pérolas como esta.

Por fim, destaque para mais uma não participação de Mehmet Okur que volta assim a estar ausente de uma competição internacional onde a sua TURQUIA poderia ter legítimas aspirações em alcançar os lugares cimeiros.

Esperava-se que a GRÃ-BRETANHA aparecesse com um forte conjunto de jogadores neste Campeonato da Europa, podendo assim dar mais um pouco de brilho ao seu basquetebol que tem vindo em crescendo nos últimos anos. No entanto, sem poder contar com duas estrelas da NBA, Luol Deng e Ben Gordon, a equipa de terras de Sua Majestade perde algum do fulgor que lhe era apontado. O seu ponto forte passará a ser o jogo interior, onde contam com jogadores bastante interessantes tal como Pops Mensah-Bonsu, Joel Freeland e Andy Betts.

Com todas estas ausências, que Eurobasket teremos? A qualidade do basquetebol será inferior? Ou será que na Polónia acontecerá algo semelhante ao que se passou em Espanha, no ano de 2007, quando Portugal, uma equipa sem estrelas e com jogadores desconhecidos praticou um basquetebol bastante agradável e de grande qualidade que agradou a quem seguiu a competição e pouco esperava da selecção nacional? Uma equipa sem estrelas joga melhor, ou estas grandes equipas não estão preparadas para jogar sem as suas estrelas e referências?

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