Passo à frente ou passo atrás?

Brandons Jennings marca pela diferença: vai para a Europa em vez de seguir a habitual carreira na NCAA, escolhe uma marca de roupa e calçado – Under Armour – que quer vingar e que não representa nenhum atleta de destaque, por vezes fala em demasia, e joga disto como poucos!

Até ao momento, o rookie dos Bucks tem espalhado qualidade por onde passa: em 7 jogos tem as médias de 25,6 pontos e 5,1 assistências por jogo. Nada mau! E as suas duas últimas partidas foram qualquer coisa de especial:

  • 55 pontos marcados frente aos Golden State Warriors – é verdade que a equipa da Bay Area não conhece o termo defender, mas um rookie marcar 55 pontos num jogo, merece sempre destaque!
  • 32 pontos e 9 assistências para Young Money na noite anterior frente aos Denver Nuggets.

Até que ponto se poderá avaliar a influência da experiência europeia em Brandon Jennings? Essa vivência está a ter algum peso na qualidade de jogo do base norte-americano, ou vir para Roma foi um passo atrás e se tivesse ficado pela Universidade de Arizona estaria ainda melhor?

Qual a vossa opinião?

2 Responses to Passo à frente ou passo atrás?

  1. Tiago Soares diz:

    Penso que é uma questão bastante pertinente.
    Este jogador já era alvo de muitas opiniões e previsões devido à sua “anormal” carreira de formação no basquetebol americano. E, de facto, é um caso raro (não digo único porque não tenho certezas).
    À partida, a ida para Roma nunca seria um passo atrás, quando muito poderia ser um passo ao lado. É certo que não teve a escola universitária americana. Mas teve a escola europeia, que em muitos casos, numa vertente ante-NBA foi bastante produtiva para jogadores como Manu Ginobili por exemplo.
    No entanto, sendo um Base (1), Brandon Jennings não apresenta a meu ver o estilo de base europeu, muito pelo contrário. Se observarmos, muito do jogo dele parte do bloqueio directo na zona central. A partir daí, ele tem facilidade de penetrar ou mesmo atirar de fora (7/8 de 3 pontos no jogo contra os Warriors é obra). Ora, este é o tipo de jogo preferido pela maioria dos seus compatriotas bases.
    Por isto, penso que ainda teremos que observar de perto este futuro All-Star pelo menos mais uns 20/30 jogos para concluir se, de facto, há ali algumas características europeias ao nível da versatilidade de apoios, jogo SEM bloqueio directo, saída de bloqueio indirecto para lançamento, nas próprias decisões durante o jogo e na liderança de uma equipa que luta apenas para chegar aos Playoffs numa Conferência tao difícil como a do Oeste.
    Parabéns pelo blog e bom trabalho.

    Cumprimentos

  2. pata negra diz:

    E se Ricky Rubio fosse português?
    Leia a reflexão e comentem em:
    http://basquetebolamodadoporto.blogspot.com/

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