Quando o jogo acaba o que fica do jogo?

Eduardo Galeano dizia que quando o medo e a dúvida se acercavam da sua vida, refugiava-se nas memórias. Nas memórias das ruas de Montevidéu que se enchiam de miúdos a dar chutos nas bolas. Nas memórias das tascas de Montevidéu, onde, mais tarde, com os mesmos miúdos com quem deu chutos nas bolas, se divertia, lia, ou pensava a sua sociedade.

O Basquetebol transporta-me para as palavras de Galeano. Porque o meu percurso nele foi intenso e prolongado, as minhas memórias de infância e juventude nunca conseguem fugir-lhe. E como são boas e consequentes, voltar a elas é sempre um prazer. Constituem uma forma de achar que lhes devo (à modalidade e aos clubes por onde passei) um favor.

Um dia, acredito, para sabermos se tivémos sucesso como formadores e educadores de jovens em Basquetebol basta avaliarmos as memórias daqueles que nos passaram pelas mãos. Quando o Jogo acaba, o que fica do Jogo são memórias e pessoas.

One Response to Quando o jogo acaba o que fica do jogo?

  1. Nuno Dias diz:

    Não tem nada a ver com o assunto, mas quando vi o cerebro lembri-me de uma coisa que aprendi hoje. Quando aprendemos, por exemplo, um movimento novo, para que o conseguirmos aplicar no jogo de forma “natural”, temos de o repetir de 9 a 11 mil vezes. Por isso, e que existem jogadores que se especializão em determinada coisa, lançamento ou movimento.

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