Valores individuais – Seniors

Começamos esta análise individual pelos jogadores que na nossa opinião merecem maior destaque no grupo dos jogadores Seniors. A ordem pela qual são apresentados os jogadores não pretende ordenar qualitativamente ou preferencialmente os atletas em evidência, simplesmente apresentamos os 5 destaques que mais nos agradam.

Sherron COLLINS, University of Kansas, PG, 180 cm

O pequeno base dos Jayhawks tem sido o grande líder da equipa que por muitos é vista como a grande candidata ao título de campeão. Apesar da sua baixa estatura, Collins apresenta uma capacidade física impressionante, aliada a um excelente controlo de bola e a um cada vez melhor lançamento de meia e longa distância. Nos últimos anos tem melhorado o seu desempenho ao nível do lançamento, principalmente quando tem de lançar após drible.

Estas melhorias no seu jogo fazem dele um base diferente para melhor comparativamente ao jogador que em 2007-2008 integrava a equipa que se sagrou campeã da NCAA. Por essa altura, Collins era um base que entrava para mudar o ritmo do jogo, normalmente para o acelerar. Agora, sabe quando tem de acelerar e quando tem de parar o jogo. E esse conhecimento ajuda-o ainda mais a melhorar uma das suas grandes armas: a liderança, e a capacidade que tem para aparecer nos momentos decisivos das partidas e resolver jogos com alguma naturalidade.

A sua estatura pode ser uma condicionante para a próxima etapa, mas se o mês de Março correr de feição aos Kansas Jayhawks, é provável que Sherron Collins consiga o passaporte para o Planeta NBA.

Luke HARANGODY, University of Notre Dame, PF, 204 cm

Na temporada anterior os seus duelos com DeJuan Blair protagonizaram momentos espectaculares, de uma intensidade incrível. Aliás, a par de Thabeet, foram os dominadores da Conferência Big East. Em 2009-2010, uma lesão não permitiu a Luke Harangody estar presente em alguns dos mais importantes jogos da sua equipa, no entanto o possante extremo de Notre Dame está a fazer uma temporada ao nível da anterior com as médias de 23.3 pontos e 9.7 ressaltos por jogo. É a grande referência da sua equipa, e uma das principais referências da Conferência Big East.

Harangody é um extremo-poste com uma força impressionante, e com uma capacidade técnica acima da média para quem joga em áreas próximas do cesto. Nas últimas temporadas nota-se uma certa tendência para tentar rentabilizar de melhor forma o seu lançamento de meia distância e o seu jogo em zonas mais afastadas da área restritiva. No entanto, a reduzida mobilidade e explosividade em comparação com os seus opositores directos causam-lhe algumas dificuldades e Harangody tende a aproximar-se do cesto para ser bem sucedido.

O que lhe falta em centímetros e explosividade sobra-lhe em vontade e determinação. Luke Harangody deixa tudo em campo, bate-se como um gigante na luta das tabelas, ataca qualquer defensor que tenha pela frente e faz de tudo para conduzir os seus Irish à vitória. As suas limitações físicas poderão ser uma forte condicionante para que prossiga na NBA o sucesso que tem na NCAA, mas não será por falta de esforço que Harangody não construirá uma carreira no Planeta NBA.

Andy RAUTINS, Syracuse University, G, 196 cm

Este base canadiano dos Syracuse Orange tenta seguir as pisadas do seu pai, outrora estrela da equipa da Universidade de Syracuse e que durante duas temporadas alinhou na NBA. Para já, vai sendo uma das figuras dos surpreendentes Orange e uma das principais referências da selecção canadiana de basquetebol.

No seu ano de finalista em Syracuse, Andy Rautins tem evoluído o seu jogo para outras áreas que não a do lançamento, fundamento ofensivo no qual se tem revelado letal. Assim, vários têm sido os jogos em que Rautins acumula interessantes números em diversos capítulos estatísticos do jogo como assistências, ressaltos e recuperações de bola, juntando ainda uma melhorada capacidade defensiva. No entanto, uma das suas principais características continua a ser o seu lançamento de longa distância, tal como demonstrou no jogo contra Providence quando marcou 8 lançamentos em 12 tentativas para lá da linha dos 3 pontos.

Sendo os Syracuse Orange um dos grandes candidatos à vitória final, e uma das formações que melhor se aproximam do perfeito conceito de equipa, a liderança e a intensidade com que Andy Rautins vive cada jogo serão um dos principais factores de sucesso para a equipa de Jim Boheim continuar o sucesso que obtiveram durante a Fase Regular. O canadiano é considerado por muitos como a imagem real do que deve ser um jogador de Syracuse: trabalhador incansável que superou as suas limitações para alcançar o sucesso, emotivo e intenso dentro de campo. Chegará para dar o próximo passo?

Jon SCHEYER, Duke University, G, 196 cm

A temporada de 2009-2010 será a última que Jon Scheyer realizará pelos Blue Devils. E parece que o, agora, capitão de Duke guardou o seu melhor para o fim! As médias de 18.9 pontos e 5.2 assistências por jogo são o melhor registo de Scheyer durante a sua carreira universitária, e a sua excelente forma tem sido umas das chaves para o sucesso da Universidade de Duke, neste momento cotada como a 4ª melhor equipa do país.

Duas características têm saltado à vista nesta última temporada: o lançamento exterior, arma letal da equipa comandada por Mike Krzyzewski, e também o controlo de bola do #30 dos Blue Devils. Aliás, Scheyer é mesmo o melhor no país no que diz respeito ao rácio ‘assistência-turnover’, conjugando a experiência universitária que conquistou com o seu elevado conhecimento do jogo e consequente inteligência e domínio das leituras tácticas a realizar em cada momento. A segurança que o base dá à sua equipa poderá ser um importante trunfo na caminhada para a Final4 de Indiana, onde os Blue Devils querem voltar a marcar presença.

Alguns analistas vêem Scheyer como potencial escolhido na 2ª ronda do Draft da NBA. O seu conhecimento do jogo, o lançamento exterior e o controlo de bola são vantagens que contrapõem as limitações físicas evidenciadas. Outros analistas não acreditam que o base seja escolhido para a NBA, mas nesse caso, e face à sua ascendência judaica, poderá ter facilidade em obter passaporte israelita e brilhar no basquetebol europeu.

Greivis VASQUEZ, University of Maryland, SG, 198 cm

Greivis Vasquez é o grande líder da equipa da Universidade de Maryland. Para o bom e para o meu, Vasquez é o líder incontestável da equipa dos Terrapins. Este base venezuelano tem uma incrível mentalidade de guerreiro, daqueles que nunca desistem e que vivem cada jogo como se fosse o último. Tem uma energia contagiante, tanto para os seus colegas de equipa como para o público que aprendeu a idolatrá-lo ao longo dos 4 anos que Vasquez passou em Maryland.

Com uma confiança tremenda nas suas capacidades, o base venezuelano é um jogador que provoca inúmeros desequilíbrios e capaz de criar os seus próprios lançamentos, mas que também sabe proporcionar lançamentos aos seus colegas de equipa, como demonstram as suas estatísticas de 19.6 pontos e 6.3 assistências por jogo. A sua emotividade por vezes leva-o a alguns exageros e precipitações na hora de tomar decisões mas é Greivis Vasquez que nos momentos decisivos, e à imagem da mascote da sua equipa, anda com a ‘casa às costas’, tal como deixou bem patente na recente vitória da Universidade de Maryland frente à Universidade de Duke.

O seu estilo de jogo poderá não ser compatível com o que as equipas da NBA procuram num base que salte do banco para render o habitual titular, mas Greivis Vasquez poderá ser um dos típicos casos de jogadores que mudam o ritmo das partidas, e que com a sua intensidade conseguem alterar a história do jogo. Pode não conseguir um lugar entre a elite da NBA, mas já fez história ao tornar-se no primeiro jogador estrangeiro a vencer o prémio de Jogador do Ano na forte Conferência ACC .

Também considerados: Damion James (U. Texas), Jerome Dyson (U. Conneticut), Dexter Pittman (U. Texas) e Scottie Reynolds (U. Villanova).

3 Responses to Valores individuais – Seniors

  1. Fisgas diz:

    Artigo interessante. Penso que o Damien James de Texas merecia mais destaque mas, é só uma opinião pessoal.
    Fiquei admirado com a altura do Luke HARANGODY. Achei estranho ter apenas 2,01 e pelo menos no site vem listado com 6´8… algo mais do que 2,01

  2. seis25 diz:

    Sim, tem razão. Realmente no site da ESPN diz que tem 6’8, mas tinha visto algures que tinha 6’7. Obrigado pela nota!

    Abraço

  3. Fisgas diz:

    Foi mesmo apenas uma nota. Na verdade pensei que media bem mais de 6´8. Tinha ideia q andava à volta dos 6´10…
    Abraço e continuem a publicar bons artigos

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