Os conceitos de Freitas

Março 2, 2010

Já no passado tecemos alguns elogios ao técnico João Freitas e à sua actual equipa, o CAB Madeira. Sobretudo a agressividade defensiva, os conceitos relacionados com esta fase do jogo, e a postura demonstrada em campo, desde que o árbitro lança a bola ao ar, até ao momento em que o jogo termina.

A boa imagem que construí de João Freitas, enquanto treinador de basquetebol, sai uma vez mais reforçada ao ler o texto de autoria do treinador madeirense publicado no portal da FPB e inserido na categoria ‘O Especialista responde’. Se dúvidas existiam, ficaram completamente dissipadas.

Identifico-me com aquele modelo, apesar de ser evidente que não é aplicável em todas as equipas, nem com todos os jogadores, tal como refere o próprio João Freitas.

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Antes e depois

Fevereiro 19, 2010

Sou eu que estou a ver mal a situação, influenciado pela distância temporal, ou hoje em dia os treinadores têm de ensinar aos atletas argumentos, técnicas e tácticas que há uns anos os jovens jogadores acabavam por descobrir ‘sozinhos’, fora do treino?


A influência de Tim Grover

Outubro 1, 2009

Tim Grover foi o treinador pessoal de Michael Jordan durante largos anos da carreira de ‘His Airness’. Aliás, o preparador físico era muitas vezes apontado como um dos factores de sucesso de MJ, pondo em forma um corpo que raramente foi afectado por lesões, e que noite após noite era massacrado pelas defesas contrárias.

Tim Grover ganhou reputação e hoje em dia, o seu local de trabalho e os seus métodos são procurados por algumas das maiores estrelas da NBA. Deixamos aqui os casos de Gilbert Arenas, e também o de Dwyane Wade – dois jogadores mais do que talentosos, mas regularmente afectados por lesões e que querem deixar essas malapatas para trás. Sintomática a frase de Gilbert ‘Agent Zero’ Arenas no final do clip ‘He saved my carrer’.


As palavras do Mestre

Setembro 14, 2009

‘First, I just loved the game, and let my skills develop. So, I believe in learning late! Playing early for learning late.’

A frase é de Michael Jordan, ditada no documentário ‘Michael Jordan to the MAX’. E o quer MJ dizer com isto? Que primeiro tem de se aprender a gostar do jogo: jogar, jogar, jogar, jogar até o jogo estar completamente em nós. Só depois se aprende a jogar com sucesso, desenvolvendo as capacidades necessárias para se ser um grande jogador de basquetebol.


A bola leva-se pelo meio?

Junho 17, 2009

Ao visitar o blog do Professor, encontrei o vídeo que a seguir apresentamos. No vídeo é possível ver a qualidade com que a equipa espanhola utiliza as transições ofensivas rápidas, e as vantagens que consegue por jogar a correr, e ‘chegar a jogar’. Até aqui tudo normal, e já muito se falou sobre este tema e a aplicação ao caso português – se ao nível da estatura não conseguimos ser das selecções mais dominantes, temos de ter outras armas, e a velocidade e intensidade de jogo terão de ser soluções para os nossos problemas.

No entanto, ao ver o vídeo lembrei-me da intervenção do seleccionador espanhol Evaristo Pérez num Clinic de Formação levado a cabo pela Associação de Basquetebol do Porto na passada temporada. Este Clinic teve lugar na Póvoa do Varzim nos dias 24 e 25 de Novembro de 2007, e na sua última intervenção, Evaristo Pérez apresentou as ideias que tem tentado implementar na Selecção Nacional de seniores femininos de Espanha.

Jogar rápido, sim senhor. Defender forte e rápida transição ofensiva sempre, sempre. Criatividade e liberdade de movimentos para as jogadoras, grande capacidade individual de todas as atletas, como não podia deixar de ser. Até aqui tudo normal. Alguns olhos abriram-se de curiosidade quando Evaristo Pérez demonstrou como fazia a transição ofensiva: bola conduzida pelos corredores laterais. Alguns dos treinadores presentes estranharam, discordaram, e Evaristo Pérez deu algumas justificações teóricas do porquê desta escolha. Mas nem assim pareceu convencer alguns dos presentes. No entanto, essa é uma reacção normal, tal como disse o seleccionador espanhol – também as suas jogadoras estranharam e demoraram até conseguirem o que o treinador lhes pedia. Quando conseguiram aplicar este modelo foram vice-campeãs no Europeu de 2007.

Ao verem o vídeo, atentem por onde é que as jogadoras com bola correm, na transição ofensiva espanhola. Vejam também se quem corre é a bola, ou a jogadora com bola. E já agora, qual a vossa opinião sobre este tema?


Estão no sítio Ben Gordon!

Abril 27, 2009

Faltam 9 segundos para acabar o prolongamento no United Center. Os Bulls perdem por 3.Pedem desconto de tempo. Preparam a jogada. Ben Gordon põe a bola em jogo. Vai recebe-la após um bloqueio indirecto. Lança de 3 pontos. Marca. Empata o jogo. Festeja. Agarra-as!

Ben Gordon teve-as no sítio, e Chicago bem pode agradecer ao seu atirador a vitória que, por enquanto, dá o empate a 2 na série frente aos campeões. A série segue agora em Boston.

PS – Excelente o jogo do gato e do rato nesta jogada decisiva. Chicago a libertar bem o seu lançador, depois de este ter posto a bola em jogo e ter recebido um bloqueio indirecto. Boston a pôr em campo 5 jogadores mais móveis (Marbury, Rondo, R. Allen, T. Allen e Pierce) para melhor reagirem aos movimentos dos seus adversários que pretendiam libertar um jogador para lançamento exterior. Boa troca no bloqueio, com Paul Pierce a ficar com o homem das decisões, e a contestar o lançamento lá em cima tentando evitar fazer falta. A bola entrou, por isso a questão que se põe é: ‘Os Celtics defenderam bem?’.


Para ver e mostrar aos mais novos

Abril 16, 2009

Gosto de ver jogar Deron Williams! Na minha opinião, faz aquilo que um base tem de fazer, e sempre com uma simplicidade e eficácia tremendas. Nesta jogada que aqui deixamos, retirada do jogo contra os Lakers, Deron Williams aplica aquilo que tantos treinadores tentam transmitir aos seus atletas: mudança de direcção, mudança de velocidade. Com este simples gesto técnico deixou para trás Derek Fisher, o seu defensor directo, ganhando assim o espaço necessário para cravar a bola na cabeça de Andrew Bynum.

Mas este vídeo é aqui disponibilizado, não pela espectacularidade do afundanço, mas sim pela eficácia da mudança de direcção e de velocidade. Se muitas vezes digo que a NBA está repleta de maus exemplos para os mais novos, desta vez só posso reconhecer que este é um daqueles vídeos para ver e mostrar a quem quer aprender e tornar-se melhor jogador!

Mudança de direcção, mudança de velocidade!