Vamos para a Grande Dança

Março 17, 2010

Começa amanhã, dia 18 de Março, a Grande Dança!

As quatro equipas que tínhamos apontado como favoritas foram indicadas com o estatuto de #1 para cada uma das 4 Regiões de disputa do Torneio da NCAA. Assim, temos os Kansas Jayhawks na Região Midwest, os Kentucky Wildcats na Região East, os Syracuse Orange na Região West e os Duke Blue Devils na Região South. Então, e após ser conhecida a Árvore de Jogos, quais as perspectivas das equipas sediadas nas primeiras posições?

Teoricamente a equipa mais beneficiada até foram os Duke Blue Devils, que terminaram a Fase Regular como a equipa #4 do país. No seu caminho não surgem grandes oponentes, ou equipas que possam ter um percurso de sucesso consistente na Grande Dança. Villanova, a segunda melhor equipa desta Região, não teve uma época por aí além e até foi eliminada no Torneio da Conferência Big East pela Universidade de Marquette. Aliás, os Wildcats de Villanova são mesmo considerados uma das menos fortes equipas entre as que obtiveram o estatuto de #2 para as respectivas Regiões. As lacunas defensivas de Villanova serão exploradas ao máximo pelo trio Nolan Smith, Jon Scheyer e Kyle Singler, isto se chegarem ao confronto com os Duke Blue Devils já na fase Elite Eight. Antes de chegar a essa fase quem se poderá cruzar com os Blue Devils será a Universidade de Purdue, mas sem Robbie Hummel as perspectivas de sucesso não serão muitas. Desta forma, a equipa de Mike Krzyzewski parece ter uma passadeira vermelha estendida até Indiana, onde se disputará a Final4. Conseguirão os experientes Duke Blue Devils aproveitar o sorteio teoricamente favorável?

Pelo contrário, no pólo oposto estão os Kansas Jayhawks. A equipa de Bill Self foi considerada a melhor do país, mas parece ter calhado na Região mais forte do Torneio da NCAA de 2010! Este grupo está repleto de potências do basquetebol universitário, lideradas por treinador com anos de experiência nesta competição, e com jogadores que sozinhos poderão decidir jogos, alguns deles referenciados nos textos em que demos atenção às individualidades deste ano da NCAA. Assim, na Região do Midwest o comité da NCAA juntou equipas como Michigan State, Maryland, Georgetown, Ohio State e Tennessee. O calendário não parece nada fácil para a Universidade de Kansas, e chegar a Indiana vai ser uma dura guerra, com equilibradas batalhas. Mas os Jayhawks são considerados a melhor equipa do país, e certamente que demonstrarão em campo o porquê de ostentarem esse estatuto, apoiados no trio de luxo composto por Sherron Collins, Cole Aldrich e Xavier Henry.

A época está a ser de sucesso para a nova equipa de John Calipari, os históricos Kentucky Wildcats renovados com o grande talento de John Wall e DeMarcus Cousins. No entanto, em Lexington só chega o sucesso quando se conquistam títulos, e para que Kentucky chegue à Final4 de Indiana vai ter um difícil trajecto, especialmente se se tiver em linha de conta que foi na sua Região que calhou a Universidade de West Virginia, que segundo alguns analistas deveria ter sido considerada como #1 para uma das quatro Regiões de competição, principalmente após se terem sagrado campeões da competitiva Conferência Big East. Há ainda a Universidade de Baylor que deverá receber alguma atenção, pois os seus desempenhos em 2009-2010 fazem desta equipa uma das mais perigosas da NCAA. No entanto, Kentucky e West Virginia parecem ser as mais fortes da Região East, e se ambas se mantiverem afastadas de surpresas e chegarem à Fase de Elite Eight, certamente que será um intenso duelo e um grande jogo de basquetebol em Syracuse, onde se decidirá qual a equipa da Região que passará à Final4.

Por fim, quais os desafios que os Syracuse Orange terão de enfrentar para chegarem a Indiana? Logo à partida, e caso defronte Gonzaga na segunda ronda, os Orange de Syracuse serão postos à prova perante uma equipa surpreendentemente mal posicionada no ranking da NCAA. Os Bulldogs de Gonzaga são uma equipa atlética e com boas soluções individuais, que lhes permite alguma rotação de atletas com o objectivo de manter um ritmo de jogo elevado. Continuando a avançar na Região West, aparecem Universidades como Butler e Vanderbilt confiantes pelos desempenhos na presente época, e capazes de causar dificuldades às principais equipas, como poderão comprovar os Wildcats de Kentucky que por pouco não perdiam com Vanderbilt na Fase Regular da Conferência SEC. Se os Orange chegarem à fase Elite Eight o mais provável é que tenham de defrontar Pittsburgh ou Kansas State. Os Panthers de Pittsburgh fizeram uma grande Fase Regular vencendo algumas das mais conceituadas equipas da renhida Conferência Big East, e na Grande Dança poderão trocar o passo a equipas consideradas favoritas. Com o mesmo estatuto aparecem os Kansas State Wildcats que recentemente caminharam até à Final do Torneio da Big12, onde apenas foram derrotados pelos rivais dos Kansas Jayhawks. Assim, e apesar de não ser a região mais forte de todos, o trajecto dos Syracuse Orange até à Final4 será bastante complicado emotivo. Conseguirão lá chegar?

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Sprint final

Março 17, 2010

Quando estamos a 6 jornadas do final da Fase Regular da Liga Portuguesa de Basquetebol a luta por um lugar nos Playoffs e pela fuga aos lugares de descida aquece de forma considerável. Assim, do 5º ao 11º lugar as equipas encontram-se separadas por apenas duas vitórias, sendo que pelo meio está o CAB Madeira com um jogo a menos. Se vencer essa partida frente ao Benfica de Henrique Vieira, invicto para o campeonato há quase dois anos, os madeirenses orientados por João Freitas passarão a ocupar o 5º lugar da tabela, ganhando preciosa vantagem face aos seus mais adversários directos.

Neste momento parecem estar seguros os 4 primeiros lugares da classificação ocupados por SL Benfica, Ovarense Dolce Vita, Vitória SC e FC Porto Ferpinta, e havendo a possibilidade de trocas de posições entre o quarteto da frente, não é crente que qualquer um dos referidos emblemas perca a vantagem de jogar em casa na primeira ronda dos Playoffs de 2010. É na parte seguinte da tabela que a história ganha mais interesse. Assim, e quando faltam 6 jornadas para acabar o Campeonato, temos Sampaense Basket, Illiabum, Barreirense e CAB Madeira SAD (tem 1 jogo a menos), com 7 vitórias conquistadas. No 9º lugar surge a Académica com 6 vitórias, seguida de Vagos Norbain Lusavouga e Casino Figueira Ginásio, ambos com 5 vitórias. As decisões finais passarão em grande parte pelos muitos confrontos directos que se disputarão até final. Talvez seja cedo para avançar com previsões, mas vamos dar uma olhadela ao que falta disputar desta LPB.

Na cauda da tabela, a equipa da Física Riberalves parece começar a afastar-se das contas pelo acesso aos Playoffs e a sua manutenção na LPB começa a ser questionada – a descida ao campeonato da Proliga começa a ser uma forte possibilidade para os lados de Torres Vedras, principalmente se se tiver em linha de conta que até final da Fase Regular ainda terão de defrontar FC Porto Ferpinta, Ovarense Dolce Vita e SL Benfica. Pelo meio, jogam contra os adversários directos Vagos Norbain Lusavouga e Casino Figueira Ginásio, ambos em casa. A esperança é ténue, mas ainda existe.

Calendário teoricamente mais apertado parece ter o CAB Madeira SAD – faltam 7 jogos para terminar a sua Fase Regular, e terá de enfrentar SL Benfica (casa), Ovarense Dolce Vita (fora), Vitória SC (fora) e FC Porto Ferpinta (casa). A equipa madeirense é a única a defrontar os 4 clubes da parte de cima da tabela nesta recta final de campeonato. Nos confrontos directos desloca-se ao Barreiro, a Ílhavo e a São Paio de Gramaços.

Por outro lado, o Sampaense Basket terá, na teoria, o calendário menos complicado. Das 4 equipas de cima, só lhe falta defrontar, fora de portas, o campeão SL Benfica. Quanto aos adversários directos, terá de viajar a Vagos e a Coimbra, recebendo em casa o Casino Figueira Ginásio e o CAB Madeira SAD. Recebe também a formação da Física Riberalves. Se tudo correr dentro da normalidade, a equipa de Cláudio Figueiredo conseguirá garantir o apuramento para os Playoff. Contudo, terá de melhorar o seu registo no Pavilhão Serafim Marques que por enquanto se cifra em 5 vitórias e 3 derrotas (Benfica, Académica e Illiabum).

Uma das equipas com menos deslocações a fazer será o Illiabum de Alexandre Pires. A equipa campeã da Proliga terá de viajar até à Figueira da Foz e à Cidade Berço, onde terá um dos testes mais complicados defrontando o Vitória SC. De resto, terá ainda de receber em casa a formação da Ovarense Dolce Vita. Fora estes encontros com equipas do topo da tabela, a equipa de Ílhavo receberá no seu pavilhão três adversários directos na luta por um lugar no Playoff: Académica, CAB Madeira SAD e Barreirense. No entanto, até que ponto será uma vantagem ter estes jogos em casa? É que, até à data, o Illiabum regista 2 vitórias e 5 derrotas a jogar no Pavilhão Adriano Nordeste, a sua casa.

Tarefa complicada também terá o Barreirense. À equipa da Margem Sul faltam disputar 6 jogos, sendo que metade dessas partidas serão contra equipas do topo da tabela – Vitória SC em casa, Ovarense Dolce Vita e FC Porto Ferpinta ambos fora. De resto, duas deslocações a adversários directos – Académica e Illiabum – e a recepção ao CAB Madeira SAD, outro dos adversários directos na luta por um lugar entre os 8 primeiros. O comportamento da equipa nos jogos fora será essencial para que os comandados de António Paulo consigam uma vaga para os Playoff. Até agora contam com um parcial de 1 vitória e 5 derrotas em jogos fora.

A Académica tem um dos calendários mais equilibrados até final. Dos jogos que faltam disputar 3 serão em casa e 3 serão fora. Tem dois confrontos contra equipas da parte de cima da tabela, um em casa – Vitória SC – e outro fora – FC Porto Ferpinta. De resto, tem curtas deslocações a Ílhavo e Vagos, e recebe no Multidesportos de Coimbra os seus directos adversários Barreirense e Sampaense Basket. Com menos uma vitória que as equipas em cima sitadas, a Académica não poderá arriscar em deslizes nos jogos frente a adversários directos, sob pena de não garantir um lugar nos Playoff, ou ainda de se aproximar do penúltimo lugar da Classificação, que já garante uma descida ao campeonato da Proliga.

Instabilidade parece ser uma das palavras que melhor caracterizam os últimos dias da equipa do Vagos Norbain Lusavouga. Depois do périplo por terras chinesas, a equipa vaguense ficou sem o treinador-adjunto Pedro Nuno (mudou-se para Espanha, onde fará um estágio no Joventut Badalona), e sem um dos norte-americanos. Sim, o mesmo que já tinha sido re-contratado a meio da época, Raheem Moss. Pela frente têm a difícil tarefa de alcançar uma vaga nos Playoff, faltando-lhes apenas disputar dois jogos fora do Municipal de Vagos: viajarão a Torres Vedras e à Figueira da Foz. De resto, recebem em casa o Sampaense Basket e a Académica, além de Ovarense Dolce Vita e SL Benfica. Com 4 jogos em casa, conseguirá a equipa de Renato Soares fazer valer o factor casa?

Para que os figueirenses consigam cumprir o prognóstico de José Costa, a equipa de Sérgio Salvador terá de ‘dar ao pedal’. Neste momento estão no penúltimo lugar da LPB, e para fugirem ao lugar de descida e manterem vivas as esperanças de alcançar os Playoff o Casino Figueira Ginásio não se pode dar ao luxo de vacilar. Do seu calendário constam dois jogos com equipas do grupo da frente – Vitória SC (fora) e FC Porto Ferpinta (casa). De resto, viagens a São Paio de Gramaços e a Torres Vedras, e recebem no Galamba Marques duas equipas do distrito de Aveiro, Illiabum e Vagos Norbain Lusavouga. O jogo com a equipa vaguense poderá definir o penúltimo lugar da tabela, mas se o objectivo é ir mais além, a equipa da Figueira da Foz terá de somar 4 vitórias nos 6 jogos que faltam disputar. E mesmo assim…


Esperança açoriana

Março 16, 2010

Segundo notícias avançadas, há esperança para os lados de Angra do Heroísmo e o Lusitânia parece conseguir ver a luz ao fundo do túnel.


E continua…

Março 16, 2010

Mais um vídeo de Steve Nash e companhia!


Alargar para estragar?

Março 15, 2010

No Torneio da NCAA participam 65 equipas, divididas por 4 Regiões: Midwest, West, East e South. 65 equipas parece um número um tanto ou quanto bizarro, explicado pelo jogo inicial disputado entre duas equipas de Conferências ‘inferiores’. Depois desse jogo, são 16 equipas divididas por 4 Regiões, em jogos a eliminar.

À medida que tem aumentado o número de equipas pertencentes à Divisão I, têm aumentado as vagas no Torneio da NCAA. Esta expansão tem resultado em jogos bastante desnivelados nas primeiras rondas do March Madness, quando as grandes potências defrontam as Universidades mais pequenas, com reduzidas aspirações de avançar no Torneio. No entanto, o comité da NCAA está a ponderar alargar o Torneio a 96 equipas!!!

Se isto se verificar serão 31 vagas a mais do que as que existem actualmente… Segundo alguns analistas de basquetebol universitário, esta alteração levará a que algumas Conferências apurem quase todas as suas equipas, tirando muita da emotividade existente à medida que a Fase Regular se aproxima do fim e algumas equipas procuram garantir uma vaga na ‘Grande Dança’.

Se no panorama actual alguns dos jogos das primeiras rondas já são marcados pelo desequilíbrio, como será se o Torneio da NCAA for alargado a 96 equipas? Será que a loucura de Março começará a desvanecer? Ou o entusiasmo das escolas menos consagradas conseguirá contagiar ainda mais o mítico Torneio do basquetebol universitário norte-americano?


Nobre Povo

Março 12, 2010

Retirado do site da Federação Portuguesa de Basquetebol: “A selecção nacional masculina de basquetebol vai estar em destaque no programa “Nobre Povo” da RTP N. As imagens dos bastidores, as viagens, as alegrias e tristezas da nossa selecção na caminhada do apuramento para o Europeu 2009, vão ser pela primeira vez recordadas e exibidas em televisão, juntando-se os relatos actuais dos jogadores que participaram nessa campanha.

O Programa “Nobre Povo” será exibido na RTP N sábado pelas 11h30, com repetições agendadas para domingo às 16h30 e segunda feira pelas 20h30.


Valores Individuais – Juniors

Março 12, 2010

A análise individual aos jogadores que na nossa opinião merecem maior destaque na NCAA segue com o grupo de jogadores com 3 anos de experiência no basquetebol universitário, os Juniors. A ordem pela qual são apresentados os jogadores não pretende ordenar qualitativamente ou preferencialmente os atletas em evidência, simplesmente apresentamos os 5 jogadores que mais nos agradam.

Kyle SINGLER, Duke University, SF, 206 cm

Kyle Singler ilustra o protótipo do típico jogador dos Duke Blue Devils: combativo, colectivo, inteligente, conhece e interpreta bem o jogo, detém um leque de fundamentos ofensivos bem definidos e que lhe permitem ter sucesso no basquetebol universitário. Apesar de não ter melhorado a sua percentagem de lançamento em relação ao último ano, Singler continua a ter no lançamento exterior uma arma letal, apesar de alternar bem o jogo interior com o jogo exterior: a este nível percebe quando tem vantagem de jogar em zonas interiores, conseguindo ter sucesso fruto do seu arsenal de movimentos ofensivos, tanto a jogar dentro como fora.

Esperava-se que este fosse o ano em que Kyle Singler liderasse inquestionavelmente os Blue Devils. Esperava-se que fosse o líder não só dentro de campo, mas também nas folhas de estatística, onde revelava dominar diversos aspectos do jogo. No entanto, tal não tem sucedido, e o extremo da equipa do ‘Coach K’, pode estar a hipotecar algumas das suas hipóteses de ser bem sucedido no Draft da NBA.

Mas ainda falta o mês mais emocionante da NCAA, e tendo em linha de conta a tenacidade de Singler nos momentos decisivos, pode ser que o jogador que figurou no documentário ‘Gunnin for that #1 spot’ realizado por Adam Yauch dos Beastie Boys, assuma as rédeas do jogo de Duke e volta a ter o protagonismo e a qualidade que lhe é apontada desde os seus tempos de High School.

Evan TURNER, Ohio State University, F/G, 201 cm

Evan Turner é um dos grandes candidatos a receber o prémio de Jogador do Ano da NCAA. Juntamente com o base de Kentucky, John Wall, Turner tem sido um dos grandes destaques individuais da temporada, conduzindo a sua equipa de Ohio State à liderança da Conferência Big Ten. E isto acontece numa temporada em que o conjunto de jogadores dos Buckeyes não é assim tão profundo em termos de qualidade individual.

Este é o caso de um jogador com os atributos técnicos e tácticos  de um base, mas com o corpo de um extremo. Evan Turner tem a capacidade de criar lançamentos para si e para os seus colegas, demonstra grande sentido colectivo e conhecimento do jogo, mas também ataca o cesto sem qualquer problema, fruto dos seus fundamentos ofensivos de grande qualidade. Não é de estranhar que seja o líder estatístico da sua equipa no que diz respeito a pontos marcados (19.5), ressaltos conquistados (9.4) e assistências efectuadas (5.8) por jogo. Além disso, na hora de defender Turner não se esconde, e dada a sua versatilidade consegue defender várias posições, sempre com boa eficácia.

Tendo de melhorar o seu lançamento de longa distância para se poder tornar numa verdadeira ameaça global no Planeta NBA, Evan Turner é um dos jogadores mais apetecidos para o Draft de 2010, e neste momento é um dos mais capazes atletas da NCAA, sendo um dos favoritos à conquista do prémio de Jogador do Ano. Conseguirá bater o caloiro John Wall?

Cole ALDRICH, University of Kansas, C, 211 cm

Se Sherron Collins é o grande líder da equipa dos Jayhawks, Cole Aldrich é a presença que domina as áreas próximas do cesto. E quando na temporada anterior os dois jogadores decidiram ficar mais um ano a jogar pela equipa do treinador Bill Self, cedo se percebeu que esta dupla causaria muitos estragos ao longo da temporada e do Torneio da NCAA.

Aldrich, um poste de 2.11m, surpreendeu muitos dos especialistas quando decidiu não avançar para o Draft de 2009, ficando mais um ano na Universidade de Kansas. E essa escolha poderá estar a prejudicar as hipóteses de Cole Aldrich ser escolhido nas posições mais elevadas, uma vez que o poste não tem melhorado os seus dados estatísticos durante a temporada de 2009-2010. Aliás, no que diz respeito à marcação de pontos e aos ressaltos conquistados Aldrich diminui drasticamente. Melhorou no aspecto dos desarmes, ostentando a impressionante média de 3.5 desarmes de lançamento por jogo.

A jogar de costas, perto do cesto, é um jogador muito difícil de ser defendido, já que sabe posicionar-se de maneira correcta a receber as assistências dos seus colegas que desequilibram a partir do exterior. No entanto, revela algumas dificuldades em criar lançamentos para si, e em jogar de frente para o cesto, com o seu lançamento de meia distância a ser uma pecha a corrigir. Na defesa, o seu domínio a este nível é total, e além da sua média de desarmes de lançamento e de ressaltos conquistados, ainda tem a capacidade para intimidar e alterar a trajectória de lançamentos dos seus adversários. Mesmo com estas limitações é candidato a ser escolhido no Top15 do Draft, e sem dúvida será a presença interior que os Jayhawks necessitam para reconquistar o título de campeões da NCAA.

Kalin LUCAS, Michigan State University, G, 183 cm

Um dos melhores bases da NCAA mora em Michigan State, outrora casa de um dos melhores jogadores de todos os tempos – Earvin ‘Magic’ Johnson. Mas em 2010, é Kalin Lucas quem assume o protagonismo de uns Spartans que pretendem repetir a presença na Final4, depois de o terem conseguido na passada temporada onde baquearam apenas na finalíssima.

Lucas é um base extremamente rápido, com uma excelente capacidade de drible, que sabe tirar grande vantagem das situações de bloqueio directo e que tem cada vez mais confiança no seu lançamento exterior e de meia distância, arma que vem usando mais regularmente. A sua maturidade e conhecimento do jogo são uma grande mais valia, e a capacidade que tem de manter os seus colegas a participar activamente no jogo fazem dele um base capaz, que não precisa de marcar 20 pontos para ter feito um grande jogo. No entanto, quando se vê um jogo de Kalin Lucas não se pode deixar de reparar na velocidade que o base dos Spartans imprime nas transições ofensivas da sua equipa, acelerando o jogo e raramente perdendo o controlo e a noção da decisão a tomar.

O sucesso da caminhada de Março dos Spartans dependerá em grande parte de Kalin Lucas, e de como conseguirá envolver os seus colegas para alcançar o sucesso colectivo. Sem dúvida que será um dos jogadores a seguir com mais atenção tanto pelos adeptos de basquetebol, como pelos olheiros da NBA que vêem em Kalin Lucas uma excelente opção para um base que salte do banco e consiga controlar os ritmos correctos a que a equipa deverá jogar e ainda que consiga que execute as jogadas planeadas, mantendo os seus colegas envolvidos no jogo. Poderá ser escolhido na 1ª ronda do Draft de 2010, se decidir candidatar-se.

Patrick PATTERSON, University of Kentucky, PF, 203 cm

Quando a decepcionante época de 2008-2009 dos Kentucky Wildcats terminou, muito se especulou sobre o futuro de dois dos principais jogadores da equipa de Lexington: Jodie Meeks e Patrick Patterson abandonariam o barco e candidatavam-se ao Draft da NBA, ou permaneceriam a jogar na Rupp Arena perante os fiéis seguidores dos Wildcats? Jodie Meeks saiu, Patrick Patterson ficou, muito por culpa de John Calipari, o novo treinador de um dos históricos programas de basquetebol da NCAA.

Ao continuar no basquetebol universitário, ao continuar em Lexington, um dos objectivos de Patterson é, obviamente, ganhar! Devolver a glória aos Kentucky Wildcats e somar o 8º título da NCAA para esta Universidade. Outro dos seus objectivos é melhorar os seus fundamentos, principalmente o drible, os movimentos interiores de costas para o cesto, e as leituras tácticas ofensivas. Pretende melhorar para chegar pronto à próxima fase, a NBA. E apesar de os seus números individuais terem diminuído, percebe-se que assim aconteça já que Kentucky tem agora mais soluções e não precisa de basear o seu jogo em apenas duas referências individuais. Um aspecto que merece destaque e que poderá ajudar Patrick Patterson a receber maior atenção por parte das equipas NBA é o lançamento exterior. Se no passado raramente, ou quase nunca, se aventurava em lançamentos para lá da linha de 3 pontos, este ano tem sido uma constante, e dos 31 jogos realizados, apenas em 4 deles não lançou um único triplo.

Poderá não ter a altura ideal para jogar a PF, mas a sua capacidade atlética, a sua vontade de ganhar, e o medo que não tem, fazem de Patrick Patterson um feroz competidor, daqueles que nunca desiste até que a equipa chegue à vitória. Em Kentucky está, finalmente, a conseguir levar os Wildcats aos triunfos. Conseguirá repetir na NBA? Espera-se que seja escolhido no Top15.

Também considerados no núcleo de melhores jogadores Juniors: Manny Harris (Michigan), Robbie Hummel (Purdue), James Anderson (Oklahoma St.) e Malcolm Delaney (Virginia Tech.)